domingo, 22 de março de 2026

Sejamos como um grão de trigo (VDTQB)

                                                          

Sejamos como um grão de trigo

Reflitamos sobre a passagem do Evangelho de João (Jo 12,24-26), que nos apresenta a parábola do grão de trigo que deve morrer para não ficar só.

Este grão é o próprio Senhor que por amor deu Sua vida por nós: contemplemos o Mistério do Amor sem limites, que assegurou vida sem limites na obediência, fidelidade, radicalidade do Amor, numa verdadeira entrega de uma vida em favor de todos nós, pecadores que somos.

Vivemos neste tempo como o tempo de germinação secreta. Aos poucos, vemos o que é preciso “morrer” dentro de cada um de nós, para que possa rebentar em flores pascais.

A morte é aparente epílogo de uma história, mas cremos que o grande epílogo é a vida eterna, cujos capítulos primeiros escrevemos no tempo presente.

Urge viver na fidelidade ao Senhor, trilhando o caminho da salvação e vida definitiva, atentos ao que Deus quer e espera de nós.

O Evangelista nos aponta o caminho da Cruz, aparente fracasso e morte, mas é dela que brota a Vida verdadeira e eterna, que Deus tem preparada para aqueles que O amam e são fiéis.

Na Cruz, se manifestará a glória de Deus. Será nela o último ato de Amor ao extremo, total, incondicional. Nela, conhecemos Jesus, que morre para ensinar aos homens o Amor sem limites. É dela que nasce a Vida. Quando o Coração de Jesus é trespassado, jorra água e sangue: Batismo e Eucaristia, Vida e Alimento.

Sua glorificação, como Palavra última do Pai, foi o selo de Deus. Os discípulos não trilham um caminho de fracasso e morte, mas de glorificação e vida.

Jesus há de ser, para quem O quiser conhecer e crer, o Salvador, o centro da História e não apenas uma “pequena nota no rodapé da história humana”.

É sempre tempo de rever o caminho que estamos trilhando; rever nossa fidelidade e amor incondicional por Jesus e Sua Igreja;  avaliar a coragem que temos no carregar da cruz, e de nos solidarizarmos com os crucificados da história.

É tempo de germinação secreta  silêncio profundo e frutuoso. Precisamos ter coragem de fazer morrer nossos instintos egoístas, autossuficientes, caprichos, vaidades, preguiça, omissão, comodismo, e tudo quanto possa ser dito.

Sem morte, renúncias, purificação, ousadia na entrega da vida, como expressão de amor e doação total, como Jesus o fez, jamais poderemos alcançar a graça da glória.

Não desperdicemos a graça que Deus nos concede, e tenhamos coragem de ser como grão de trigo, que morre para não ficar só, e rebentar em flores e frutos de eternidade; flores e frutos pascais, uma grande e eterna Páscoa.


PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

O surpreendente Amor de Deus (VDTQC)

O surpreendente Amor de Deus 

Quaresma, um longo e rico Itinerário Espiritual (ano C), a toda igreja, proposto:

1.º Domingo – Começamos com Jesus a caminhada pelo deserto para aprendermos com Ele a vencer as tentações de Satanás (ter, ser e poder);

2.º Domingo – Subimos com Jesus ao alto da montanha para escutá-Lo, como Filho Amado de Deus, e imediatamente descer à planície no compromisso com a paz;

3.º Domingo – Deus, em Sua infinita misericórdia, espera que, num caminho de conversão, produzamos frutos: de paz e justiça, amor e fraternidade, alegria e perdão que sempre se multiplicarão, pois a misericórdia de Deus elimina toda e qualquer forma de esterilidade; 

4.º Domingo – Celebramos o chamado “Domingo Laetare”, em razão da alegria pela proximidade da Páscoa, preanunciada e saboreada na alegria da acolhida e do perdão, como vimos na Parábola do Filho Pródigo, que pode ser também chamada de a "Parábola do pai misericordioso"; 

5.º Domingo – Refletimos sobre o perdão concedido à pecadora adúltera, na certeza de que Deus está sempre pronto a perdoar, para novos passos na caminhada firmar: “vá e não peques mais”.

Embora ainda seja Quaresma, há o tom da Alegria Pascal anunciado, fazendo da vida uma constante passagem do desalento para a confiança, da angústia para o gozo, do abandono para o encontro, das trevas para a luz, da mentira para a verdade. Numa palavra, passagem da morte para a vida! 

A intensidade, profundidade, altura, largura e comprimento do Amor de Deus são incomensuráveis, sem medida, e Ele espera apenas uma coisa: que saibamos corresponder ao Seu Amor, para que alcancemos a alegria e a paz.

O surpreendente e incrível Amor de Deus vai sempre ao encontro para resgatar a todos, na acolhida, perdão e vida nova.

“Tempo da germinação secreta” (VDTQB)

                                                         


“Tempo da germinação secreta”

Vamos adiantados no Itinerário Quaresmal (ano B) rumo à Páscoa do Senhor. Há quatro Domingos, estamos aprofundando nossa fidelidade batismal, na prática dos Exercícios Quaresmais (Oração, Jejum e Esmola). Um longo Itinerário de conversão e de acolhida da misericórdia divina.

Fomos com o Senhor ao deserto, para aprender a vencer as tentações. Subimos com Ele ao Monte Tabor para contemplá-Lo, transfigurado, aprendendo que o caminho da glória passa pela Cruz. Entramos com Ele no templo, para participar de sua purificação. No domingo passado, contemplamos o incrível Amor de Deus, narrado, anunciado e revelado plenamente por Ele próprio.

Vamos, agora, dar mais um passo decisivo: contemplar o Mistério do Amor sem limites, que assegurou vida sem limites: a obediência, a fidelidade, a radicalidade do Amor, a entrega de uma vida em favor de todos, à luz de uma pequena e maravilhosa comparação: haveremos de ser como grão de trigo que morre para não ficar só.

Estamos, portanto, em tempo de germinação secreta. Aos poucos, vemos o que é preciso “morrer” dentro de cada um de nós, para o nascimento de flores e frutos pascais. 

A morte é aparente epílogo de uma história, mas cremos que o grande epílogo é a vida eterna, cujos capítulos primeiros escrevemos no tempo presente.

É isto que refletimos neste 5º Domingo da Quaresma: na fidelidade ao Senhor, trilhamos o caminho da salvação e vida definitiva, atentos ao que Deus quer e espera de nós.

Na passagem da primeira Leitura, o Profeta Jeremias (Jr 31,31-34) nos faz refletir sobre a Aliança de Deus com Seu povo, que pressupõe a mudança de coração. O Profeta sofre perseguições, incompreensões, traições, cárceres, mas jamais duvida da ação divina, que fará com Seu povo uma Nova Aliança, não mais gravada em tábuas de pedra, porque elas não foram interiorizadas, mas impressas no coração.

O coração, entendido como sede de projetos, decisões, ações e centro do ser humano (assim era entendido o coração na antropologia semita), tem que estar em permanente diálogo com Deus.

O Profeta exorta à adesão de coração, afetiva e efetiva. Somente um coração transformado viverá a fidelidade à Aliança, alcançando harmonia, paz, felicidade. 

Acolher o dom que Deus nos concede, Sua paz, só será possível se deixarmos nosso coração por Ele ser transformado.

Na passagem da segunda Leitura, o autor da Epístola aos Hebreus (Hb 5, 7-9) nos apresenta Jesus como o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, que se solidariza com a humanidade e aponta o caminho da Salvação através da obediência e fidelidade a Deus. Escreve para estimular a vida cristã e o crescimento na fé.

Impressiona-nos como o autor descreve Jesus, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, como fora definido pelo Concílio de Niceia.

Como homem, sofreu, chorou, teve medo, angústia, cansaço. Um homem que, vivendo entre os homens, compreendeu as fraquezas humanas. Fez-Se igual a todos nós, exceto no pecado.

Somente na oração pôde viver a adesão incondicional ao Pai, fazendo de Sua vida uma perfeita oferenda, como fonte de Salvação eterna.

Ele, Ressuscitado, caminha conosco, e, conhecedor das fragilidades humanas, pôde cumprir integralmente o Projeto de Amor do Pai para toda a humanidade, ontem, hoje e sempre.

Com a passagem do Evangelho de João (Jo 12,20-33), contemplamos o caminho da Cruz, aparente fracasso e morte, mas é dela que brota a Vida verdadeira e eterna, que Deus tem preparada para aqueles que O amam e são fiéis.

Na Cruz, Se manifestará a glória de Deus. Será nela o último ato de Amor ao extremo, total, incondicional. Nela, conhecemos Jesus, que morre para nos ensinar o Amor sem limites. 

É dela que nasce a Vida, e quando o Coração de Jesus é trespassado, jorra água e sangue: Batismo e Eucaristia, Vida e Alimento.

Sua glorificação, como Palavra última do Pai, foi o selo de Deus. Os discípulos não trilham um caminho de fracasso e morte, mas de glorificação e vida, e Jesus há de ser,  para quem O quiser conhecer, o Salvador, o centro da História.

É Quaresma. Tempo de rever o caminho que estamos trilhando; rever nossa fidelidade e amor incondicional por Jesus e Sua Igreja.

É tempo de avaliar a coragem que temos no carregar da cruz, e de nos solidarizarmos com os crucificados da história.

É tempo de germinação secreta  silêncio profundo e frutuoso. 

Precisamos ter coragem de fazer morrer nossos instintos egoístas,  caprichos, vaidades, preguiça, omissão, comodismo e toda forma de autossuficiência.

Sem morte, renúncias, purificação, ousadia na entrega da vida, como expressão de amor e doação total, como Jesus o fez, jamais poderemos alcançar a graça da glória eterna.

Não desperdicemos a graça que Deus nos concede neste Tempo favorável de nossa Salvação.

Sejamos como grão de trigo que morre para não ficar só, mas gerar flores e frutos de eternidade, e então será a nossa grande Páscoa.

PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

“Creio na Ressurreição da carne, na vida eterna...” (VDTQB)


 

“Creio na Ressurreição da carne, na vida eterna...”

Reflexão da passagem do Evangelho de São João (Jo 12,20-33), proclamado no quinto Domingo da Quaresma, à luz do Sermão escrito por São João Crisóstomo (séc. IV).

“O que significa: Se o grão de trigo não cai na terra e não morre?  Ele fala da crucificação. Para que não se perturbassem ao ver que Ele condenava a morte, justamente quando os gentios se aproximavam d’Ele, lhes diz: ‘É precisamente isto que os fará vir a mim; isto é o que estenderá o anúncio’.

Em seguida, como não conseguia persuadi-los totalmente com as Suas palavras, os estimula colocando-lhes diante da experiência e lhes diz: ‘O mesmo acontece com o trigo, que quando morre aí é que frutifica; Se nas sementes acontece isso, muito mais acontecerá em mim’.

Porém, os discípulos não entenderam Suas palavras. E o evangelista repete com frequência este dado, para escusá-los, visto que se dispersarão. Também Paulo fez alusão ao grão de trigo quando falou da ressurreição.

Que desculpa terão os que não creem na ressurreição? Porque cada dia podemos vê-la nas sementes, nas plantas e nas gerações humanas. Primeiro é necessário que a semente se corrompa, para que a partir disso ocorra a brotação.

Falando de forma geral, quando é Deus quem realiza algo, não se necessitam explicações. Como Ele nos criou do nada? Isto eu digo aos cristãos que professam crer nas Escrituras. Porém, acrescentarei algo mais do raciocínio humano.

Alguns homens são maus; outros são bons. Dos que são maus, muitos chegaram à idade avançada com prosperidade, enquanto que aos bons lhes aconteceu tudo ao contrário. Então quando, em que momento cada um receberá o que merece? Tu insistes dizendo: ‘Sim!, porém os corpos não ressuscitam’.

Estes não ouvem a Paulo que diz: ‘E necessário que o corruptível se revista de imortalidade. Ele não fala da alma, pois a alma não é corruptível; e a ressurreição é própria de quem morreu; e é o corpo que morreu.

Mas por que não admites a ressurreição da carne? Será, por acaso, impossível pra Deus? Afirmá-lo seria recorrer o extremo da necessidade. Mas não convém? Por que não convém que este elemento corruptível, que padeceu os sofrimentos e a morte, participe das coroas?

Se não conviesse, nos princípios nem sequer teria sido criado o corpo. Nem Cristo teria assumido nossa carne. Porém, Ele de fato a assumiu e ressuscitou, ouve como ele mesmo o afirma: Coloca aqui teus dedos e vede que os espíritos não têm carne nem ossos.

Por que ressuscitou a Lázaro desta forma, se era melhor ressuscitar sem corpo? Por que colocou a ressurreição no número dos milagres e dos benefícios? Por que para a ressuscitada lhe proporcionou alimentos?

Em consequência, caríssimos, que os hereges não vos enganem. Existe a ressurreição, existe o juízo. Os negam todos os que não querem dar conta de suas obras. É necessário que a ressurreição seja como foi a de Cristo. Ele é primícia e o primogênito dentre os mortos.” (1)

A fé na Ressurreição é o mistério central da nossa fé, que nos move em todos os momentos, sobretudo nos momentos adversos, e o cume deles, a morte.

Crer no Mistério da Fé, na Ressurreição de Jesus, dá um novo sentido para a existência humana e seu fim último, a vida eterna, passando necessariamente pela morte.

Crer na Ressurreição do Senhor, como rezamos ao professar a fé, abre sempre novas perspectivas para quem crê n’Ele, em premente atitude de resistência a dor e a morte, num encantamento pela vida, com sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino, para que tenhamos vida plena desde já, e, um dia, eternamente na glória dos céus.

Crendo na Ressurreição, empenhemo-nos para que um dia também possamos nos céus, com aqueles que nos antecederam, nos encontrarmos, na plenitude do Amor Trinitário com todos os anjos e santos. Amém.

Renovemos em nós a graça batismal, e, assim, vivamos o tempo presente com inadiáveis e santos compromissos com a vida e sua sacralidade, e professemos nossa fé, à luz do Símbolo Niceno-Constantinopolitano:

“Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo...”

 

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pp.321-322




PS: Oportuno para reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 20,27-40)

Aguardamos a radiosa manhã da Páscoa eterna (VDTQB)


Aguardamos a radiosa manhã da Páscoa eterna

 “Se o grão de trigo, lançado à terra, morrer, dará muito fruto”

No 5º Domingo do Tempo da Quaresma (ano B), ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 12,20-33), sobre a parábola do grão de trigo que deve morrer para produzir muitos frutos.

Este Grão de Trigo é o próprio Jesus - “Tal como o grão de trigo caído na terra, se tornará uma árvore de vida carregada de frutos para nosso alimento. A Cruz em que foi elevado ergue-se diante dos nossos olhos e não deixa de se ouvir o eco da voz vinda do céu: ‘Glorifiquei-O e tornarei a glorificá-Lo’”. (1)

Como discípulos missionários do Senhor, devemos percorrer o mesmo caminho, certos de que este é um caminho de obediência custosa, exigindo de nós renúncias, empenho, coragem e fidelidade.

No entanto, cremos que este caminho de Paixão e Morte vivido com o Senhor desembocará na manhã radiosa da Páscoa eterna.

Intensifiquemos a vivência da Quaresma, preparemo-nos para uma piedosa e fecunda Semana Santa.

(1) Missal Quotidiano, Dominical e Ferial – Editora Paulus – Lisboa-2012 – p.442

A Oração nos fortalece na missão de cada dia (VDTQB)

 


A Oração nos fortalece na missão de cada dia
 
Reflexão à luz da passagem da Epístola aos Hebreus (Hb 5, 7-9), em que o autor nos apresenta Jesus como o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, solidário com a humanidade e aponta o caminho da Salvação através da obediência e fidelidade a Deus.
 
Escreve para estimular a vida cristã e o crescimento na fé, descrevendo Jesus, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, como fora definido pelo Concílio de Niceia (325d.C.)
 
Como homem, sofreu, chorou, teve medo, angústia, cansaço. Um homem que, vivendo entre os homens, compreendeu as fraquezas humanas.
 
Fez-Se igual a todos nós, exceto no pecado, e somente na oração pôde viver a adesão incondicional ao Pai, fazendo de Sua vida uma perfeita oferenda, como fonte de Salvação eterna.
 
Ele, Ressuscitado, caminha conosco, e, conhecedor das fragilidades humanas, pôde cumprir integralmente o Projeto de Amor do Pai para toda a humanidade, ontem, hoje e sempre.
 
Contando com a força da oração, que nos fortalece na missão de cada dia, renovemos nossa fidelidade a Jesus Cristo Ressuscitado, como discípulos missionários Seus, carregando nossa cruz de cada dia, com confiança e renúncias necessárias.
 

A dimensão Pascal do sofrimento (VDTQB)

 A dimensão Pascal do sofrimento 

Reflexão à luz da passagem da Carta aos Hebreus (Hb 5,7-9): 

“Cristo, nos dias de Sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, Àquele que era capaz de salvá-Lo da morte, e foi atendido, por causa de Sua entrega a Deus. 

Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que Ele sofreu. Mas, na consumação de Sua vida, tornou-Se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. 

Uma página emocionante e de extrema beleza, que nos revela a plena humanidade de Jesus Cristo associada à Sua divindade. 

Sua existência terrena foi acompanhada de Orações e súplicas, com fortes clamores, e assim, aprendeu a obediência na escola do sofrimento, que teve o momento ápice na agonia vivida no Horto das Oliveiras. 

A Oração de Jesus não O livrou da morte, assumida por amor e obediência ao Projeto do Pai, mas O libertou definitivamente do sepulcro com Sua gloriosa Ressurreição: não poderia ficar morto para sempre Aquele que nos amou até o fim. N’Ele e com Ele, a Vida venceu a morte. 

Nesta escola de dor e sofrimento, também somos chamados a viver, em contínuo aprendizado com Ele que, apesar de ser Filho, percorreu este caminho, que se tornou loucura para os gregos, escândalo para os judeus. 

Jesus Cristo Se fez semelhante a nós, exceto no pecado para destruí-lo, e assim nos libertar definitivamente de suas amarras, e uma vez amando, Seus preceitos confirmados no amor a Deus e ao próximo, fôssemos introduzidos na vida nova da graça e da paz. 

Nesta escola do sofrimento, Ele deixou ao mundo as mais belas lições de amor, obediência e fidelidade. Aprendemos com o Divino Mestre que esta obediência custa o sacrifício, a dor e mesmo a morte em sua máxima expressão. 

Aprendiz e Mestre para a humanidade, Jesus tornou-Se perfeito, fonte de Salvação Eterna, a quem rendemos toda honra, glória, poder e louvor. 

Continuando nosso itinerário quaresmal, nesta escola do sofrimento, aprendamos a fazer do sofrimento fonte de vida e solidariedade. Evidentemente que não se trata da apologia do sofrimento pelo sofrimento, mas o sofrimento assumido conscientemente por amor e obediência ao Projeto de Deus, como o grão de trigo que morre para não ficar somente um grão de trigo, como nos falou o Senhor: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto” (Jo 12,24). 

Sofrimento com matizes pascais, vividos e assumidos para completar em nossa carne o que falta à Paixão de Jesus, por amor à Sua Igreja (Cl 1,24). 

Neste momento, unamo-nos elevando a Deus nossas orações e expressando nossa solidariedade, com todos aqueles que sofrem.  

Saibamos reler, a partir da fé, os sofrimentos que possivelmente estejamos passando, com a certeza de que, se assumidos com fé, poderão dar frutos de vida e esperança, como a expressão do amor verdadeiro, que tudo crê, tudo suporta (1 Cor 13), amor que não desiste diante do impossível e não desanima diante das dificuldades. 

 

Fonte de Pesquisa: Comentários à Bíblia Litúrgica - texto unificado - Gráfica Coimbra 2 - PP. 1681-1682

 

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