
Cristo, Ressurreição para nossa
vida...
A Liturgia do 5º Domingo do
Tempo Quaresmal (ano A) é um canto, uma poesia, um hino em favor da
vida! A morte não tem a última palavra (cf. Jo 11,1-45).
A Ressurreição é Jesus em pessoa: “Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem
crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá!” É ele quem vem nos
buscar, é na força d'Ele que seremos erguidos da morte, é n'Ele que nossa vida
é salva do absurdo, do nada, do vazio: “quem vive e crê em mim, não
morrerá para sempre!”, como Ele próprio diz no Evangelho.
Não podemos desistir dos
empenhos múltiplos em favor da vida. É precioso aos nossos ouvidos e coração o
que disse Santo Agostinho sobre o choro de Jesus quando da morte de seu amigo
Lázaro: “Cristo chorou: chore também o homem sobre si mesmo. Por que
chorou Cristo senão para ensinar o homem a chorar?”
Esta semana choramos, e
haveremos de chorar ainda, não somente pelos nossos pecados, para que voltemos
à vida da graça pela conversão e pelo arrependimento. Não podemos e nem temos o
direito de desprezar as lágrimas do Senhor que chora por nós, pecadores.
Acolhamos as palavras de São
Josemaria Escrivá: “Jesus é teu amigo. – Amigo – Com coração de carne,
como o teu. – Com olhos de olhar amabilíssimo, que choraram por Lázaro… E tanto
como a Lázaro, quer-te a ti”.
Como Discípulos Missionários do
Ressuscitado, crentes que somos, ardorosos e alegres arautos da esperança,
porque pessoas de fé que se concretiza na caridade vivenciada de diversas
formas e em todos os lugares, ajudemos os muitos Lázaros que estão no sepulcro
esperando por quem grite: “Lázaro, vem para fora!”.
Um filho de Deus, um cristão que
não deseje evangelizar, “já cheira mal, pois há quatro dias que ele está
aí…” (Jo 11,39), está na tumba em estado cadavérico. Não sejamos
“coveiros” entristecidos, mas alegres Arautos da Ressurreição!
Assim também nos enriquece o
Missal Dominical:
“Enxertados
em Cristo pelo Batismo, vencemos nossa morte na Sua morte; ressuscitamos no
Cristo Ressuscitado. É a vitória de cada homem batizado sobre a morte.
É a vitória de toda a história
sobre a morte, história que na perspectiva cristã, não caminha para o caos
final, mas para a ressurreição final. É a vitória da criatura sobre a morte;
ela escapa à condenação na perspectiva dos céus novos e terra nova.
Essa perspectiva dá à vida
tranquilidade, serenidade interior, paz profunda, confiança e esperança. Em
Cristo não há uma parcela de vida, por menor que seja, que não se destine à
Ressurreição”.
Também retomemos parte do
Prefácio da Missa do 5º Domingo, da Ressurreição de Lázaro que não somente
resume o sentido do fato, mas irradia luzes para nossa existência, em que o
sepulcro não tem a última palavra, mas a glória eterna, o céu:
"Verdadeiro homem, Jesus
chorou o amigo Lázaro; Deus e Senhor da Vida, o tirou do túmulo; hoje estende a
toda a humanidade a Sua misericórdia e com os Seus Sacramentos nos faz passar
da morte à Vida".
O choro de Jesus acompanhado de
Sua compaixão, ação misericordiosa, e Sua promessa de imortalidade para quem
n'Ele crê são âncoras que nos dão segurança nesta, por vezes, triste, perigosa,
misteriosa, dolorida travessia até a outra margem – a eternidade. Amém!
PS: Fontes de pesquisa: Missal
Dominical, Mensagem do Papa para a Quaresma de 2
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