sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Abençoados por Deus e protegidos por Maria
Por novos caminhos...
Por novos caminhos...
“E avisados em sonho para não voltarem a Herodes,
retiraram-se para sua terra, por outro caminho” (1)
Por diversos modos, Deus quer falar conosco,
Importa olhar e escutar atentos para compreensão.
“Ninguém que, de boa vontade,
encontra a Cristo volta da mesma maneira” (2)
Iniciando um novo ano, é tempo de graça,
De trilhar novos caminhos, se preciso for.
Não pode ser reduzido a troca de algarismos,
Ou de agenda, calendário na parede ou na mesa...
Tendo celebrado o Nascimento de Jesus,
Ofereçamos a Ele nossos presentes.
Uma vida pautada pela Sua Palavra,
Caminhos iluminados, fé renovada.
Pés fortalecidos, peregrinos de esperança,
Caridade no coração inflamada.
Sagrados compromissos com a vida,
E com Ele, Jesus, o Emanuel, nossa verdadeira Paz.
Sonhar e promover a autêntica paz,
Vibrar e se deixar conduzir pela Sua Saudação Pascal.
“A paz esteja convosco” ressoa Sua voz, (3)
No recôndito mais profundo de nosso coração.
Não a paz que o mundo dá, com traços de morte,
Violência, mentira, destruição, aniquilação,
Mas a paz que nos vem do Alto para nos brindar,
Com cantos de alegria em cada amanhecer.
Trilhar em campos dourados com Sua presença,
Fazendo-nos crer que a vida é bela, sagrado viver.
Paz desarmada e desarmante bradou aos céus;
Bendita e profética mensagem que, pelo Papa, fomos agraciados.
Paz desarmada sem soldados, armas ou bombas,
Sangue de inocentes, gritos e lamentos de dor.
Paz desarmada, fruto da fragilidade de sua humanidade,
Com a força ímpar do Divino Mandamento do Amor.
Paz desarmante, expressa em gestos de bondade:
Caridade, solidariedade, compaixão, proximidade.
Pois tão somente assim, de forma desarmante,
Construiremos uma nova civilização do amor.
Paz desarmada e desarmante, nova cultura:
A do encontro, que constrói pontes, não muros.
Que aproxima as pessoas com laços de ternura,
Novas páginas, somente com Ele se inauguram. Amém.
(1) Mt 2,12
(2) Vida de Cristo – Fulton J. Sheen – Molokai – 2024 – p. 85
(3) Jo cf. Jo 20, 19-29
Portadores da mais bela notícia
Portadores da mais bela notícia
“João declarou: ‘Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor – conforme disse o Profeta Isaías’.” (Jo 1,23)
No dia 02 de janeiro, ouvimos a passagem do Evangelho de São João (Jo 1,19-28), que nos apresenta João Batista, a voz que clamou no deserto, como anunciara o Profeta Isaías (Is 40,3).
Reflitamos sobre a importância do testemunho do precursor (v.19): sua pessoa, e resposta aos sacerdotes, aos quais declara que não é o Messias, nem Elias, nem o profeta esperado no fim dos tempos.
João se autodefine como tão somente “uma voz que clama no deserto para preparar os caminhos do Senhor” (vv.19-23).
Quanto ao seu Batismo, é feito somente ‘na água’, à espera d’Aquele que o fará com ‘fogo’, que ‘está no meio de vós’ e que ‘vós não conheceis’(vv.25-26).
Santo Agostinho assim falou de João: “João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”.
Ontem João, hoje a nossa vez, a nossa missão, como batizados, discípulos missionários do Senhor.
Oremos:
Senhor, por mais breve, simples e escondida que possa ser nossa vida, saibamos dar-lhe um valor infinito, tirando as pedras de tantos nomes do caminho, do coração de nosso próximo e do nosso, a fim de aplainar a estrada para a Vossa vinda gloriosa.
Senhor, que aprendamos com João Batista que, fortalecido na solidão do deserto, pela meditação e a penitência, procurou quase desaparecer ante de Vós, que deveis de fato ser ao mundo apresentado, Vossa Pessoa, Palavra e Projeto.
Senhor, renovai-nos em nós a graça e a alegria de sermos cristãos, e assim vivermos a missão de precursores Vosso, uma voz que grita no deserto do mundo, portadores Vosso e de Vossa Palavra, alegres mensageiros do Vosso Evangelho, sobretudo nas periferias existências que nos desafiam.
Senhor, colocamos em Vossas mãos nossa pobreza e impotência; nossa voz, nossas forças e toda a nossa vida, a serviço da Evangelização, como Igreja Sinodal, misericordiosa, alegre e missionária.
Senhor, que todos os dias do próximo ano, nos deixemos invadir pelas chamas de Vosso amor, a ponto de nos deixarmos queimar, como círios no altar, irradiando e testemunhando a Vossa Luz da Verdade, a serviço da vida e da esperança, sinais de Vossa Salvação presente entre nós. Amém.
Fontes: Lecionário Comentado – Volume Advento/Natal – pág.297-300 e Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 127
Lágrimas do cotidiano
Quando pensava nas estatísticas dos que partiram cedo demais,
Porque quando amamos, assim repetimos, em súplica de dor.
Sobretudo de lábios dos quais só poderiam sair palavras edificantes
E que revigorasse a coragem, acenando para sinais de esperança.
Privados do pão cotidiano, que precisa ser melhor partilhado,
Em alegres sinais de comunhão e partilha como o Senhor o fez.
Mas não tão maiores e intensas do que a Graça que nos vem do alto,
Nos cumulado de bênçãos, luz, sabedoria para o árduo caminho.
Por contemplar, com emoção, tantas histórias de doação e coragem,
Dos que arriscam a vida em solidariedade e cuidado de vidas enfermas.
Lágrimas derramadas por nada merecermos, pela miséria que somos,
Mas pela eterna misericórdia divina, que nos acolhe, ama e perdoa.
Ora em expressão de angústia e tristeza, ora esperança e alegria,
E que quando de tristeza, secas pelo calor do Sol Nascente.
Se preciso chorar pela dor, choremos, mas em Deus confiemos,
e vertamos também lágrimas a Deus, de eterna dívida e gratidão. Amém.
Como gotas de chuva...
Evangelizadores com ardor missionário
Evangelizadores
com ardor missionário
Iniciando
mais um ano de intensas atividades pastorais, é oportuno refletirmos, à luz do
parágrafo n. 875 do Catecismo da Igreja Católica, sobre a missão evangelizadora
de toda a Igreja.
Na
passagem da Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo nos apresenta instigante questionamento:
«Como
hão de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão de ouvir falar,
sem que alguém O anuncie? E como hão de anunciar, se não forem enviados?» (Rm
10, 14-15).
De
fato, como afirma o apóstolo, «A fé surge da pregação» (Rm 10, 17), de modo que ninguém,
nenhum indivíduo ou comunidade, pode anunciar a si mesmo o Evangelho.
Impensável
que alguém possa dar a si próprio o mandato e a missão de anunciar o Evangelho,
pois o enviado do Senhor fala e atua, não por autoridade própria, mas em
virtude da autoridade de Cristo, em nome de Cristo, pela graça d’Ele recebida.
Deste
modo, os bispos e presbíteros recebem a missão e a faculdade (o «poder
sagrado») de agir na pessoa de Cristo Cabeça e os diáconos a força de servir o
povo de Deus na «diaconia» da Liturgia, da Palavra e da caridade, em comunhão
com o bispo e com o seu presbitério.
Este
ministério é recebido por um Sacramento próprio. E na missão recebida os ministros
ordenados, na sinodalidade vivida, o fazem em comunhão com os diversos ministérios
assumidos pelos cristãos leigos e leigas das comunidades, pela graça do Batismo
recebido.
Urge que todos os batizados, com o Sacramento da Ordem ou não,
pela graça do batismo, se tornem alegres discípulos missionários do Senhor,
para anunciar e testemunhar a Palavra do Senhor em todo o tempo e em todo o
lugar - “E disse lhes: ‘Ide por todo o
mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura’” (Mc 16,15).







