Vigilância ativa: comunhão, participação e missão
“Quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o
Reino de Deus”
Reflexão à luz da
passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 21,29-33) sobre a iminente vinda do
Filho do Homem, como uma libertação desejada e esperada.
Assim lemos no Missal
Cotidiano:
“Descrevendo em termos
apocalípticos o fim de Jerusalém, Lucas não anuncia necessariamente o fim do
mundo: apresenta, ao contrário, a queda dessa cidade como etapa decisiva para a
inauguração do novo reino de Deus no mundo, como a aurora da nova criação.
Sabemos, de fato, que
esse acontecimento obrigou a Igreja a abrir-se decididamente às nações e a
desprender-se do particularismo judaico. É o reino que vem! Toda evangelização
é uma etapa desse reino que progride no ‘aqui’ e ‘agora’” (1)
Vivamos na vigilância
ativa, renovada e fortalecida pela necessária oração, para que como Igreja
sinodal, vivamos a fecunda comunhão, ativa participação e revigorada missão de
anunciar e testemunhar a Palavra de Deus, nutridos e iluminados pelo Pão da Palavra
e da Eucaristia:
“O reino de Deus está
próximo, já está no meio de nós, mas é uma r4ealidade que pertence também ao
‘ainda não’. A nossa presença no Reino terá como ponto de chegada ‘um novo céu
e uma nova terra’ (Ap 21,1), essa transformação e renovação da Criação que nos
levará a habitar a ‘casa do Senhor’ (Sl 83,3-6.8)” (2)
Como
discípulos missionários do Senhor, ao finalizar um ano litúrgico, renovemos a
alegria de concluir mais uma etapa, e com o Tempo do Advento, renovar nossas
esperanças, na preparação para a celebração do nascimento do Senhor, no Natal
que se aproxima.
(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1552
(2)Lecionário
Comentado – volume II Tempo Comum – Editora Paulus – Lisboa – p. 889


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