segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ser Catequista à luz das sete parábolas do Senhor

                                         

Ser Catequista à luz das sete parábolas do Senhor

“Naquele dia, saindo Jesus de casa, sentou-Se à beira-mar. Em torno d’Ele reuniu-se uma grande multidão. Por isto, entrou num barco e sentou-Se, enquanto a multidão estava em pé na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas.” (Mt 13,1-3).

Sete Parábolas saíram dos lábios do Senhor, e chegam aos nossos ouvidos e nas entranhas do coração, que tão somente Deus pode conhecer plenamente.

Sete Parábolas: do semeador, sua Palavra e nosso coração; do joio e do trigo; do grão de mostarda; do fermento na massa; do tesouro escondido; da pérola preciosa e da rede lançada ao mar (Mt 13,3-50).

Nisto consiste a missão do(a) Catequista: acolher a Palavra, a melhor semente no próprio coração; e discípulo missionário do Divino Semeador, Jesus; e, também, no coração dos catequizandos, a semente da Palavra lançar, na esperança da acolhida em férteis terrenos do chão do coração, com os frutos a produzir, por Deus sempre esperados.

Perseverança e paciência ao lançar as sementes do bem, do amor e da verdade, com ousadia e coragem ainda que o inimigo venha semear as sementes do mal, do ódio, da mentira e da pseudofelicidade, pois a autêntica, somente Ele, o Senhor, pode nos alcançar.

Catequese é como um grão de mostarda: ainda que pareça tão pequena e insignificante, pela graça de Deus, faz crescer e florescer, frutos produzir, ainda que não os vejamos e os frutos não saboreemos, mas outros com certeza o farão.

Catequese, fermento que leveda a massa: fermento do amor que faz toda a diferença: tão somente o amor é capaz de gerar o novo em cada um e em cada uma de nós. Há que se apresentar e levedar a humanidade com o eterno fermento do amor que jamais acabará, tão pouco jamais passará (1Cor 13).

Tesouro encontrado e a pérola preciosa de nossa vida é o Senhor Jesus, com a Sua Palavra, Pessoa , e com Ele, a alegria do Reino de Deus entre nós presente. Por este tesouro e pérola, nossas renúncias nada são, ainda que muito o façamos, incomparável valor, por isto tão somente este Tesouro e Pérola fazem nosso coração crepitar com chamas eternas de amor.

Ser catequista é lançar as redes, sem medo, nas águas mais profundas (Lc 5,1-11), para resgatar do mar da vida homens e mulheres, para que entrem na comunhão com o Senhor, do Reino parte façam, e o coração transborde de alegria.

Catequista, acolha as palavras do Senhor ao final das sete Parábolas:

"Entendestes todas essas coisas?’ Responderam-lhe: ‘Sim”. Então lhes disse: ‘Por isso, todo escriba que se tornou discípulo do Reino dos Céus é semelhante ao proprietário que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.” (Mt 13,51).

Ser Catequista é, com a presença e ação do Espírito, rezar e viver da Palavra de Deus, em permanente leitura, meditação, oração, contemplação, colocando-se como barro na mão do oleiro, porque imperfeitos e inacabados todos o somos, para que mais imagem e semelhança de Deus o sejamos. Amém.

Que o Grão de mostarda seja semeado em nossa alma

                                                     

Que o Grão de mostarda seja semeado em nossa alma

Retomo um trecho do Sermão do Bispo São João Crisóstomo (séc. IV) que nos fala sobre Cristo, o grão que dissipou as trevas e renovou a Igreja, a partir da Parábola do grão de mostarda (Mt 13,31-32).

“Ó grão por quem foi feito o mundo, por quem foram dissipadas as trevas e renovada a Igreja!

Este grão, suspenso na Cruz, teve tal eficácia que mesmo estando cravado, somente com Sua Palavra raptou o ladrão do madeiro e o transladou às delícias do paraíso; este grão, ferido pela lança no Seu lado, destilou para os sedentos uma Bebida de imortalidade; este grão de mostarda, descido do madeiro e depositado no horto, cobriu toda a terra com os Seus ramos; este grão, depositado no horto, plantou Suas raízes até o inferno, e, tomando consigo as almas que ali jaziam, em três dias as levou para o céu.

Portanto, ‘o Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e o semeou em seu horto’.

Semeia este grão de mostarda no horto de tua alma. Se tiveres este grão de mostarda no horto de tua alma, o Profeta também dirá a ti: ‘Serás um horto bem regado, um manancial de águas cuja veia nunca seca.’...

Ó semente de vida semeada na terra por Deus Pai! Ó gérmen de imortalidade que reconcilias com Deus aos mesmos que tu alimentas!

Diverte-te sob esta árvore e dança com os Anjos, glorificando ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.” (1)

Contemplemos este grão com Seus ramos, alcançando a profundidade do inferno para resgatar ao mais alto dos céus, depois do terceiro dia, com Sua Ressurreição.

Assim cremos: Ele desceu à mansão dos mortos, Ressuscitou ao terceiro dia, para que, em Sua Ressurreição, nossa morte fosse vencida, alcançando-nos a glória da imortalidade.

Que estes benditos ramos também nos alcancem a mesma graça de um dia, enraizados em Cristo e Ele em nós, tenhamos a graça de contemplar a face de Deus na glória da eternidade.

O imperativo do Sermão também nos toca profundamente: “Semeia este grão de mostarda no horto de tua alma...”.

Este grão é o próprio Cristo, é a Sua Palavra, e o abrir-se à graça do Reino que Ele anunciou, nosso tesouro mais precioso, nossa pérola preciosa, que Ele mesmo nos fala nas Parábolas, e o Evangelista nos apresenta (Mt 13, 44-46).

O Reino dos Céus é realmente um tesouro, e ainda mais, o único tesouro verdadeiro, um tesouro escondido, difícil de ser descoberto, mas que vale a pena todo esforço para descobri-lo.

Um tesouro que, uma vez encontrado, exige sacrifício, renúncia, o vender tudo, no dia a dia, para conservá-lo:

“O tesouro escondido, pelo qual é preciso vender tudo, é, sim, o Reino dos Céus, isto, é, uma realidade, mas é também em primeiro lugar uma Pessoa: é o próprio Jesus. Segui-Lo, escolhê-Lo pela vida e voltar a escolhê-Lo sempre de novo, ser Seu discípulo, significa ter feito a escolha certa, a única que assegura o tesouro nos céus. É Ele a pérola preciosa.

Nossa comunhão seja ocasião para confirmamos esta escolha de Jesus que fizemos no Batismo. Se soubermos reconhecê-Lo, este é o momento em que o tesouro vem se esconder dentro de nós para que O descubramos”.

Lembrando a Parábola do semeador (Mt 13, 1-23), que não tenhamos coração endurecido,  num relacionamento superficial e leviano com Deus (semente que caiu à beira do caminho); impermeáveis aos apelos divinos (semente que caiu no meio das pedras); ou demasiadamente preocupados com as múltiplas tarefas, sacrificando o tempo  do diálogo amoroso com Deus, numa intimidade e amizade frutuosa.

Que a Palavra do Divino Semeador seja plantada em nosso coração, no horto de nossa alma, e que procuremos ser o chão fértil onde ela possa cair e produzir os frutos que Deus tanto espera de nós, em contínua transformação e conversão, fecundando a Semente do Verbo, nutridos da Mesa da Eucaristia, indispensavelmente, porque sem Ele nada somos, nada podemos...

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pág.182

PS: Passagem paralela: Evangelho de Lucas (Lc 13,18-21) 

Em poucas palavras...

                                              


 


De Cristo são nossas mãos, pés e lábios
 
"Cristo não tem mãos, pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés, pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.  
 
Cristo não tem lábios, pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem."
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

Peregrinos da esperança e da consolação divinas

                                       


Peregrinos da esperança e da consolação divinas

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.

Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição.” (2 Cor 1,3-4)

Peregrinos da esperança, aprendemos, como filhos e filhas, ao experimentar a bondade do Pai que tanto nos ama, a sermos bondosos com os irmãos e irmãs, com quem angústias e esperanças, alegrias e tristezas compartilhamos.

Aprendamos com o Apóstolo Paulo que, por Deus, não só foi consolado, mas também soube a muitos, nas provações, consolar, animar e pôr-se no caminho do discipulado, perfeitamente configurados ao Senhor, na fidelidade em carregar a cruz cotidiana.

Como precisamos do calor da caridade de Deus derramada em nossos corações, por meio do Seu Espírito, a fim de que comuniquemos aos outros a experiência de amor vivida, que nos impele na missão de discípulos missionários do Senhor.

Tão somente assim nossa experiência será convincente, porque transmitirá algo de vivo e pessoal, na maturidade de sofrermos com Cristo, aprofundando a solidariedade que nos faz alcançar a perfeita e plena alegria, tão somente com Ele, como nos falou (cf. Jo 15).

Peregrinos da consolação e da esperança sejamos, e assim, livres para amar e servir, de tal modo que se a dor vier, perderá sua força  obsessiva e opressora, experimentando a misericórdia, bondade e consolação divinas, e nosso sofrimento será embebido de amor e serenidade. Amém.


Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 874 – Comentário sobre a passagem da Segunda Carta de Paulo aos Coríntios (2Cor 1,1-7)

Chamados à santidade: Jovens que fazem a diferença

 




Chamados à santidade: Jovens que fazem a diferença
 
"Cristo não tem mãos,
pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés,
pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.
 
Cristo não tem lábios,
pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem." (1)
 
O mundo precisa de jovens que façam a diferença no mundo
em todo o tempo.
 
Jovens que acolhem as belas sementes do trigo em seu coração
para produzirem frutos abundantes, que se transformem em pão...
 
Pão que mata fome de nomes tantos, fome de
alegria, vida, paz, amor, bondade, ternura, luminosidade, compreensão, resiliência, solidariedade, compaixão, proximidade.
 
Jovens que não permitam crescer
as sementes do joio em sua mente e coração,
espalhadas, por vezes, pelas vozes midiáticas e
por espaços virtuais que empobrecem
os contatos reais e, mais do que nunca, vitais.
 
O mundo precisa de vocês,
que nos ajudem a reescrever as linhas da história,
com necessária humildade, confiança e paciência,
como nos falou o Senhor em sua parábola do joio e do trigo.
 
Jovens que acreditem no que são e no que podem fazer
para que o mundo seja melhor,
como grão de mostarda e o fermento na massa.
 
Por pequenos e poucos que sejam
nossos gestos quando multiplicados,
Fazem renovar no mundo a confiança e a esperança
De um novo e necessário amanhecer.
 
Senhor, com alegria dizemos:
 
Sejam Tuas as nossas mãos, os nossos pés e os nossos lábios,
Em um enamoramento crescente por Ti,
que um dia nos olhaste, chamaste e nos enviaste, porque muito nos amaste. Amém.
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

Misericórdia Divina e humana são inseparáveis

                                                         

Misericórdia Divina e humana são inseparáveis

A Liturgia das horas nos oferece um Sermão do Bispo São Cesário de Arles (séc. VI), que nos convida a refletir sobre a misericórdia divina e a misericórdia humana. 

Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia. É suave a palavra misericórdia, meus irmãos. E se a palavra assim é, o que não será a realidade? Apesar de todos a desejarem, não agem de modo a merecer recebê-la, o que é mau. De fato, todos querem receber a misericórdia, mas poucos querem dá-la.

Ó homem, com que coragem queres pedir aquilo que finges dar! Deve, portanto, conceder misericórdia aqui na terra quem espera recebê-la no céu. Por isto, irmãos caríssimos, já que todos queremos misericórdia, tenhamo-la por padroeira neste mundo, para que nos liberte no futuro.

Há no céu uma misericórdia a que se chega pelas misericórdias terrenas. A Escritura assim diz: Senhor, no céu, Tua misericórdia.

Há, então, a misericórdia terrena e a celeste, a humana e a divina. Qual é a misericórdia humana? Aquela, é claro, que te faz olhar para as misérias dos pobres.

E a misericórdia celeste? Certamente a que concede o perdão dos pecados. Tudo quanto a misericórdia humana distribui pelo caminho, paga-o na pátria a misericórdia divina.

Neste mundo, Deus, em todos os pobres, sofre frio e fome; Ele mesmo o disse: Sempre que o fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes. Deus, pois, que no céu se digna dar, quer na terra receber.

Que espécie de gente somos nós que, quando Deus dá, queremos receber, quando Ele pede, nós nos recusamos a dar? Se um pobre tem fome, Cristo sofre necessidade, conforme disse: Tive fome e não me destes de comer. Por conseguinte, não desprezes a miséria dos pobres, se queres esperar confiante o perdão dos pecados. Agora Cristo passa fome, irmãos. Em todos os pobres Ele se digna ter fome e sede. Mas aquilo que recebe na terra, paga-o no céu.

Pergunto-vos, irmãos, que quereis ou que buscais quando vindes à igreja? Não é a misericórdia? Dai, então, a misericórdia terrena e recebereis a celeste. O pobre pede a ti e tu pedes a Deus. O pobre pede um pedaço de pão; tu, a vida eterna.

Dá ao mendigo o que merecerás receber de Cristo. Escuta o que Ele diz: Dai e dar-se-vos-á. Não sei com que coragem queres receber aquilo que não queres dar. Por isto, vindo à Igreja, dai, segundo vossas posses, esmolas aos pobres.”

Diante da misericórdia divina, reconheçamos nossa condição pecadora, a fim de que sejamos mais misericordiosos com aqueles que padecem a miséria no tempo presente. 

Se a misericórdia vivida para com o outro o for, de fato, somos acolhedores e aprendizes da mais bela, perfeita e imensurável misericórdia: a misericórdia divina.

A vivência da misericórdia humana em gestos concretos e solidários com o outro que se vê, é a mais bela e pura expressão da misericórdia divina, que se busca, se deseja, se quer viver, mas que não se vê.

Bem afirma São João que é mentiroso quem diz que ama a Deus que não se vê e não se ama o irmão que se vê (1 Jo 4,20-21).

Aprendizes assíduos da misericórdia divina e humana o sejamos, de fato, e como bem expressa o refrão da Oração Eucarística da Reconciliação:

“Como é grande, ó Pai, a Vossa misericórdia”, e como o próprio Senhor o disse: “Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).


PS: As obras de misericórdia corporais (dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos); e as obras de misericórdia espirituais (aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rezar a Deus pelos vivos e defuntos).

O Senhor e o milagre do amor (XVIIIDTCA)

                                                        


O Senhor e o milagre do amor

A Liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum (ano A) nos convida a refletir sobre a grandiosidade do amor providente de Deus para com Seu povo.

Deus nos convida a nos assentarmos à Sua mesa, e nos oferece o Alimento, Pão de Eternidade que é Seu próprio Filho na Eucaristia, que sacia nossa fome de vida, de amor e felicidade.

Na passagem da primeira Leitura do Profeta Isaías (Is 55, 1-3), tem como mensagem um convite de Deus para que o povo deixe a terra da escravidão e se dirija para a terra da liberdade, a Jerusalém, na qual reinará a justiça, o amor e a paz.

Deus intervém na história de seu povo que vive o tempo do exílio, desolação e sofrimento, para que viva uma nova página marcada pelo regresso, consolação e reconstrução de uma nova história:

“O profeta adverte: é preciso ter a coragem de arriscar, de se desinstalar, de partir ao encontro do sonho. Àqueles que forem capazes de sair dos seus esquemas para abrirem o coração ao seu dom, Deus vai oferecer, de forma gratuita e incondicional, a vida em abundância, a felicidade infinita.” (1)

Deste modo, não podemos nos deixar seduzir por falsas miragens de felicidade (bens materiais, ilusão do poder, aplausos e a consideração dos outros), procurando saciar a nossa sede de vida plena e verdadeira tão somente nos bens que não passam, e a fonte por excelência é o próprio Deus.

Reflitamos:

- Quais são as fontes sedutoras que nos afastam da verdadeira felicidade?

- Quais são as falsas ilusões e miragens que nos desviam do Projeto de vida e felicidade que Deus tem para todos nós?

Na passagem da segunda leitura, o Apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos (Rm  8,35.37-39), apresenta-nos um hino de amor a ser vivido para com Jesus Cristo: – “Quem nos separará do amor de Cristo?".

Absolutamente nada pode nos afastar deste amor e afastar a felicidade dos que creem em Deus, na fidelidade ao Espírito, confiantes na ação do Espírito Santo: nem a tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e a espada.

Nisto consiste viver segundo o Espírito, contando com Ele que vem em socorro de nossa fraqueza (Rm 8,26), porque nos ama com um amor profundo, total, radical. Sendo assim, nada nem ninguém poderá apagá-lo.

Quando descobrimos este amor, temos coragem para viver a vida com serenidade, tranquilidade e na verdadeira paz desejada.

Reflitamos:

- Qual é a intensidade e profundidade de nosso amor a Deus?

- Estamos, verdadeiramente, unidos a Jesus, haja o que houver?

- Quais são as dificuldades e provações que encontramos em nosso discipulado no seguimento do Senhor?

Com a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 14, 13-21), refletimos sobre a multiplicação dos pães realizada por Jesus Cristo, em um lugar deserto:

“O deserto é para Israel, o tempo e o espaço do encontro com Deus; aí Israel aprendeu a despir-se de suas seguranças humanas, das suas certezas, da sua autossuficiência... O deserto é ainda o lugar e o tempo da partilha, da igualdade, em que cada membro do Povo conta com a solidariedade do resto da comunidade, onde não há egoísmo, injustiça, prepotência, açambarcamento dos bens que pertencem a todos, e em que todos dão as mãos para superar as dificuldades da caminhada (no deserto, quem é egoísta, autossuficiente e não aceita contar com os outros está condenado à morte).” (2)

Com o sinal realizado, Jesus, o “o novo Moisés”, nos ensina que é preciso que acolhamos o Pão de Deus, e reparti-Lo entre todos, em alegre partilha e solidariedade, como um sinal do Reino de Deus.

Refletimos sobre o amor de Deus: um amor providente, dedicado e preocupado, no sentido de que nada nos falte.

De fato, o fogo tem a propriedade de dilatar as coisas, assim também a caridade é uma virtude cálida e fervente, que cria novas possibilidades de amor, partilha e solidariedade.

O discípulo missionário do Senhor, portanto deve ser alguém que ama e tem um coração quente e pronto para se solidarizar; sentindo-se amado pelo Senhor, passeia no íntimo do coração daquele a quem ama, sobretudo os empobrecidos, os preferidos de Deus.

Com Jesus, que nos amou e nos amou até o fim, dando Sua vida por nós, somos mais que vencedores, na luta somos supervitoriosos, e temos sempre algo a oferecer e muito a agradecer pelas maravilhas que Deus, por meio do Filho, no Espírito fez, faz e sempre fará por nós. 

Reflitamos:

- Que “peixe” e que “pão” temos para oferecer a Jesus para que ele faça o grande sinal da multiplicação?

- A Eucaristia que celebramos leva-nos à compromissos de amor e partilha com os que mais precisam?

Saciados pelo amor de Deus, no Pão da Palavra e da Eucaristia, aprendemos que somente a partilha é que nos sacia.

Urge superar toda forma de indiferença, egoísmo e acomodação para que entremos na lógica do Reino, como prolongamento da Eucaristia celebrada e vivida no cotidiano: “Vinde, escutai, comei! Ide, partilhai e vivei”.



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