quarta-feira, 20 de maio de 2026

Caminho de santificação

                                            


Caminho de santificação

        “Sede, portanto perfeitos como Vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48)

Sejamos enriquecidos pela Homilia de São Josemaria Escrivá de Balaguer (séc. XX):

“Sentimo-nos tocados, com o coração a bater com mais força, quando ouvimos com toda a atenção este brado de São Paulo: ‘esta é a vontade de Deus: a vossa santificação’.

Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a cada um e à humanidade inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos.

Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a terra, para procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das coisas do mundo, é indispensável a santidade pessoal.

Chama cada um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam onde quer que estejam.

Há um único modo de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração, falar com Ele, manifestar-Lhe de coração a coração o nosso afeto.

Primeiro uma jaculatória, e depois outra e outra... Até que parece insuficiente esse fervor, porque as palavras se tornam pobres...: e abrem-se as portas à intimidade divina, com os olhos postos em Deus sem descanso e sem cansaço.  Vivemos então como cativos, como prisioneiros.

Enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro dos nossos erros e limitações, as tarefas próprias da nossa condição e do nosso ofício, a alma anseia escapar-se. Vai até Deus como o ferro atraído pela força do íman. Começa-se a amar Jesus de forma mais eficaz, com um doce sobressalto.

Mas não esqueçamos que estar com Jesus é seguramente encontrar-se com a sua cruz.

Quando nos abandonamos nas mãos de Deus, é frequente que Ele permita que saboreemos a dor, a solidão, as contradições, as calúnias, as difamações, os escárnios, por dentro e por fora: porque quer conformar-nos à Sua imagem e semelhança e permite também que nos chamem loucos e que nos tomem por néscios.

Quando admiramos e amamos deveras a Santíssima Humanidade de Jesus, descobrimos, uma a uma, as suas Chagas. E nesses tempos de expiação passiva, penosos, fortes, de lágrimas doces e amargas que procuramos esconder, sentiremos necessidade de nos meter dentro de cada uma daquelas Feridas Santíssimas: para nos purificarmos, para nos enchermos de alegria com esse Sangue redentor, para nos fortalecermos.


O corac
̧ão sente então a necessidade de distinguir e adorar cada uma das pessoas divinas. De certo modo, é uma descoberta que a alma faz na vida sobrenatural. E entretém-se amorosamente com o Pai e com o Filho e com o Espírito Santo; e submete-se facilmente à atividade do Paráclito vivificador, que se nos entrega sem o merecermos.

As palavras tornam-se supérfluas, porque a língua não consegue expressar-se; o entendimento aquieta-se. Não se discorre, olha-se! E a alma rompe outra vez a cantar um cântico novo, porque se sente e se sabe também olhada amorosamente por Deus a toda a hora.

Com esta entrega, o zelo apostólico ateia-se, aumenta dia a dia — pegando esta ânsia aos outros — porque o bem é difusivo.

Não é possível que a nossa pobre natureza, tão perto de Deus, não arda em desejos de semear no mundo inteiro a alegria e a paz, de regar tudo com as águas redentoras que brotam do lado aberto de Cristo, de começar e acabar todas as tarefas por Amor.

Que a Mãe de Deus e nossa Mãe nos proteja a fim de que cada um de nós possa servir a Igreja na plenitude da fé, com os dons do Espírito Santo e com a vida contemplativa.” (1)

Como peregrinos de esperança somos exortados a viver a santidade, como amigos e amigas de Deus.

Fundamental que intensifiquemos a oração, para que toda nossa vida seja por ela configurada e impulsionada, como vemos em sua Homilia.

Seja nossa vida por pensamentos, palavra e ação a santificação do nome de Deus em todos os momentos, a fim de que rezemos  vivamos a Oração que o Senhor nos ensinou – “Pai nosso que estais nos céus...”

Urge que nossa oração seja acompanhada de gestos e compromissos concretos em favor de nossos irmãos, fortalecendo as relações mais fraternas.

Deste modo, poderemos a Deus chamar de Pai e o Seu nome santificar em todos os momentos e em todos os lugares. Amém. 

(1)  Citada na Liturgia das Horas, e sua Memória é celebrada no dia 26 de junho: Rumo à Santidade, em Amigos de Deus, Ed. Rei dos Livros, Lisboa, 3a ed. 1993, nn. 294-315

Em poucas palavras...

                                              


Libertai-nos, Senhor...

“Os que, pelo contrário, julgam ser grandes, se apoiam no poder, na força, na inteligência, julgando que tudo isso tem a sua origem neles e que é algo que podem usar em seu benefício, não uma dádiva que devem colocar ao serviço dos outros, fracassam miseravelmente e não participam da Sabedoria de Deus, na revelação do rosto do Pai que cuida de todos os que confiam n’Ele (Is 10,5-7.13-16; Sl 137,6).”  (1)

  

(1) Lecionário Comentado - Volume I do Tempo Comum - pág. 738

Orar não é multiplicar palavras...

                                                       

Orar não é multiplicar palavras... 

Bem disse o Senhor: Orar bem não significa uma verborragia vazia. 
Orar tampouco é multiplicar gritos desconcertantes da paz interior. 

Orar é mais do que falar; é quase um não falar, para que diante do Senhor, possamos Sua voz ouvir. Apenas algumas palavras, no Espírito balbuciar.

Oração da Liturgia das Horas:

“Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação,
e sentimentos de gratidão na prosperidade”.

Tentação?
Tribulação?
Prosperidade?

Sim, pois, é nossa pura humana realidade.
Força!
Paciência!
Gratidão!

É o que pedimos e oferecemos à Santíssima Trindade!
Nada mais a pedir, nada mais a dizer. Amém!

Fala, Senhor, que Teu servo escuta (...). Amém!”

Pela força do Evangelho, o Espírito rejuvenesce a Igreja

                                                       

Pela força do Evangelho, o Espírito rejuvenesce a Igreja

Estamos na grande Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, e em preparação para a grande Festa de Pentecostes.

Esta citação “Da Constituição Dogmática Lumen Gentium” sobre a Igreja como luz do mundo, do Concílio Vaticano II (Séc. XX), muito nos ajuda na reflexão sobre a Missão do Espírito Santo na Igreja e a necessária Unidade dos Cristãos:

“Terminada na terra a obra que o Pai confiou ao Filho, o Espírito Santo foi enviado no Dia de Pentecostes a fim de santificar continuamente a Igreja e, por Cristo, no único Espírito, terem os fiéis acesso junto ao Pai.

Ele é o Espírito da vida, a fonte de água que jorra para a vida eterna. Por Ele, o Pai dá vida aos homens mortos pelo pecado, até ressuscitar em Cristo seus corpos mortais. O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis como em um templo. Neles ora e dá testemunho da adoção de filhos.

Conduz a Igreja ao conhecimento da verdade total, unifica-a na comunhão e nos ministérios, ilumina-a com diversos dons carismáticos e hierárquicos e enriquece-a com seus frutos.

Pela força do Evangelho, rejuvenesce a Igreja, renovando-a constantemente e a conduz à perfeita união com seu Esposo. Pois o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: “Vem!”

Assim se apresenta a Igreja inteira como um povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O conjunto dos fiéis, consagrado pela unção do Espírito Santo, não pode enganar-se na fé.

Esta peculiaridade se exprime através do sentido sobrenatural da fé, quando na sua totalidade, a hierarquia e os fiéis leigos, manifestam um consenso universal em matéria de fé e costumes.

Com este senso de fé, formado e sustentado pelo Espírito da verdade, o povo de Deus, guiado pelo sagrado magistério a que obedece com fidelidade, acolhe não mais como palavras dos homens, mas, na realidade, a Palavra de Deus, e adere sem esmorecimento à fé que, uma vez para sempre, foi transmitida aos santos (Jd 3).

Nela penetra sempre mais profundamente, com reto julgamento, e cada vez mais plenamente a põe em prática em sua vida. Além disso, por meio dos Sacramentos e Ministérios, o Espírito Santo não apenas santifica e conduz o povo de Deus e o adorna com virtudes, mas ainda distribui a cada um Seus dons conforme quer (1Cor 12,11), e concede também graças especiais aos fiéis de todas as condições.

Torna-os assim aptos e disponíveis para assumir deveras obras ou funções, em vista de uma séria renovação e mais ampla edificação da Igreja, conforme foi dito:

A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (1Cor 12,5). Estes Carismas devem ser recebidos com ação de graças e consolação. Pois, todos desde os mais extraordinários aos mais simples e comuns, são perfeitamente apropriados e úteis às necessidades da Igreja”.

Urge redescobrir cada vez mais as três Pessoas da Santíssima Trindade, cada uma com Sua missão própria no mistério e comunhão e unidade no rejuvenescimento da Igreja.

Que a força do Espírito Santo continue rejuvenescendo a vida da Igreja, e assim, vivamos a Missão que o Senhor nos confiou para que o Reino de Deus se torne presente em nosso meio.

Não basta ser batizado, é preciso que sejamos Discípulos Missionários do Senhor. Não importa o tempo, o lugar...

É sempre tempo de irradiar a luz, a alegria, a força, a vitalidade que o Espírito derrama, abundantemente, em nós, para quem precisa, sobretudo, àqueles que em nada mais acreditam, reacendendo a esperança daqueles que nada mais esperam!

PS: Liturgia das Horas - Vol. II - Quaresma/Páscoa - pág. 890-891.

Uma súplica pelo dom da SABEDORIA

 


Uma súplica pelo dom da SABEDORIA

Oremos: 

Ó Deus, dai-nos o dom da SABEDORIA

por meio do Santo Espírito,

para que aprendamos e nos comprometamos 

com O Vosso Projeto de vida e paz,

 e sejamos iluminados para governar nossa vida

segundo os Vossos desígnios,

revelados pelos sagrados Mandamentos que nos destes,

sentindo e dando gosto de Deus à vida de toda a humanidade.

Amém.

Uma súplica pelo dom do ENTENDIMENTO

 


 

 

Uma súplica pelo dom do ENTEDIMENTO

Oremos:

Ó Deus, dai-nos o dom do ENTENDIMENTO,

por meio do Santo Espírito,

para discernir o que é justo e bom,

sem ilusões e erros,

de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações,

na fidelidade ao Vosso Amado Filho,

sejam a expressão do viver para Vós,

que conosco sempre estais e jamais nos desamparais.

 

Fortalecei-nos com o dom do ENTENDIMENTO,

Para que tenhamos

o conhecimento íntimo de Jesus,

n’Ele, d’Ele, e para Ele vivendo.

Amém.


Uma súplica pelo dom da CIÊNCIA

 


Uma súplica pelo dom da CIÊNCIA

Oremos:

Ó Deus, dai-nos o dom da CIÊNCIA

por meio do Santo Espírito,

para buscarmos o  conhecimento pleno

da  Verdade do Evangelho do Reino,

pelo Vosso Filho Amado revelada,

com docilidade ao Espírito,

 nas mais diversas situações,

agradáveis ou não,

favoráveis ou adversas,

sem lamentações estéreis,

mas com olhar e compromisso renovados,

porque acompanhados da fina flor da esperança.

Amém.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG