quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (N. Sra. Aparecida)

                                                 


Matrimônio: sinal eficaz da presença de Cristo

“No umbral da sua vida pública, Jesus realiza o seu primeiro sinal –a pedido da sua Mãe – por ocasião duma festa de casamento (cf. Jo 2,1-11).

A Igreja atribui uma grande importância à presença de Jesus nas bodas de Caná.

Ela vê nesse fato a confirmação da bondade do matrimônio e o anúncio de que, doravante, o matrimônio seria um sinal eficaz da presença de Cristo.” (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1613

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (Rosário)

                                                            


A purificação de nossos pecados

“’Virgem Imaculada, bem sei que sou um pobre miserável, que não faço mais do que aumentar todos os dias o número dos meus pecados...’

Disseste-me o outro dia que falavas assim com a Nossa Mãe.

E aconselhei-te, com plena segurança, que rezasses o terço: bendita monotonia de ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados! “ (1)


(1) Trecho extraído do livro Sulco, ponto 475, de São José Maria Escrivá.



Discípulos missionários da Vinha do Senhor

 



Discípulos missionários da Vinha do Senhor
 
Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor, como discípulos missionários Seus, contando com a ação e a presença do Espírito Santo!
 
E para aprofundamento, retomemos as palavras escritas por Orígenes (séc. III), em memorável Sermão:
 
“Quem vos ensinou a escapar da cólera vindoura? Produzi frutos que a conversão pede.
 
Também a vós que vos aproximais para receber o batismo, vos é dito: produzi frutos que a conversão pede.
 
Quereis saber quais são os frutos que a conversão pede? Os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, compreensão, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança e outras qualidades do mesmo tipo.
 
Se possuíssemos todas estas virtudes, teríamos produzido os frutos que a conversão pede”.
 
Também oportuno retomar o parágrafo n. 1832 do Catecismo da Igreja Católica, sobre os frutos do Espírito que devemos produzir, pois por Deus são esperados, em incondicional  fidelidade ao Seu Filho Amado, Jesus:
 
“Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna.  

A Tradição da Igreja enumera doze: «caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade» (Gl 5, 22-23 segundo a Vulgata)”.
 
Continuemos, com renovado ardor, a missão por Deus a nós confiada, contando com a presença e proteção dos anjos, aos quais expressamos reverência, gratidão e confiança, como nos disse São Bernardo (séc. XII):
 
“E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os Teus Santos Espíritos a servir-nos, confia-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. 

Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança. 

Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção. 

Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor... 

São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? 

Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu”.
 
Contemos com a presença e proteção dos Arcanjos, em todo o tempo, pois auxiliam no testemunho da fé:
 
- Na batalha, contemos com o Arcanjo São Miguel - "Quem como Deus";
- Curados de nossas enfermidades físicas e espirituais,  contando com  o Arcanjo Rafael - "Deus curou";
- Na missão evangelizadora, contemos com o Arcanjo Gabriel - "A força de Deus".
 

E ainda, contemos com a  proteção do Santo Anjo do Senhor:
 
“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém."

E com Maria, a Estrela da Evangelização, recorramos contando  com sua proteção:

 
“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. Amém.
 

PS: Passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-43)

Eucaristia: salutar Alimento

                                          


Eucaristia: salutar Alimento

Sejamos enriquecidos pelo Tratado contra as heresias, escrito por Santo Irineu de Lião (sec. II).

“Estão inteiramente loucos aqueles que rejeitam toda a economia de Deus, ao negar a salvação da carne e desprezar o seu novo nascimento, pois dizem que ela não é capaz de ser incorruptível. Pois se a carne não se salva, então nem o Senhor nos redimiu com o seu sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com o seu Sangue, nem o pão que partimos é a comunhão com o seu Corpo. Porque o sangue não pode ter origem a não ser das veias e da carne, e de tudo o que forma a substância do homem, pelo qual, tendo o Verbo de Deus a assumido verdadeiramente, nos redimiu com seu Sangue.

Como diz o Apóstolo: N’Ele temos a redenção pelo seu sangue e a remissão dos pecados. E, como somos os seus membros, e nos alimentamos por meio das coisas criadas, Ele mesmo põe à nossa disposição a sua criação, fazendo se erguer o sol e chover como Ele quer. Porque Ele mesmo ainda confessou que o cálice, tirado da natureza criada, é seu Sangue, com o qual fortifica nosso sangue; e o pão, que também é tirado da natureza criada, declarou ser seu próprio Corpo, com o qual fortifica nossos corpos.

Em consequência, se o cálice misturado com água e o pão que foi produzido recebem a Palavra de Deus para converterem-se na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo, e mediante estes a carne de nosso ser se fortalece e se desenvolve, como eles podem negar que a carne seja capaz de receber o dom de Deus que é a vida eterna, já que se nutriu com o Sangue e o Corpo de Cristo, e se converteu em seu membro?

Quando o bem-aventurado Apóstolo escreve em sua Carta aos Efésios: Somos membros de seu corpo, de sua carne e de seus ossos, não diz isto de algum homem espiritual e invisível - pois um espírito não tem carne nem ossos -, mas daquele ser que é verdadeiro homem, que está formado por carne, ossos e nervos, o qual se nutre do Sangue do Senhor e se desenvolve com o pão de seu Corpo.

Quando um galho separado da videira é plantado na terra, apodrece, cresce e se multiplica por obra do Espírito de Deus que contém tudo.  Logo, pela sabedoria divina, torna-se útil aos homens, e recebendo a Palavra de Deus se converte na Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo. De modo semelhante, também nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia e sepultados na terra, nela apodrecem para ressuscitar no tempo oportuno, quando o Verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai.

Ele é quem transforma o mortal em imortal e ao corruptível concede gratuitamente tornar-se incorruptível, pois o poder de Deus se manifesta na fraqueza.” (1)

O Tratado de Santo Irineu de Lion nos remete a Santo Inácio, que dizia que a Eucaristia "é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre".

Participantes da Mesa da Eucaristia, nos alimentamos do Corpo e Sangue do Senhor, pão e vinho transubstanciados na Oração Eucarística.

Oportuno que rezemos, aprofundemos e saboreemos em cada Missa, as riquezas dos Prefácios das Orações Eucarísticas, bem como a diversidade de Orações Eucarísticas que o Missal Romano nos oferece.

Fundamental que sejam escolhidas sempre em conformidade com a Liturgia celebrada, na estreita relação da Mesa da Palavra com a Mesa da Eucaristia, para ressoar no testemunho cotidiano. Amém.

 

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pág. 446-447

Em poucas palavras...

                                                              


Óleo da Consolação e Vinho da Esperança

“Em sua vida terrena, Ele passou fazendo o bem e socorrendo todos os que eram prisioneiros do mal.

Ainda hoje, como bom samaritano, vem ao encontro de todos os que sofrem no corpo ou no espírito, e derrama em suas feridas, o óleo da consolação e o vinho da esperança.

Por este dom da vossa graça, também quando nos vemos submergidos na noite da dor, vislumbramos a luz Pascal em vosso Filho morto e ressuscitado.” (1)

 

 

(1) Missal Romano – Prefácio Tempo Comum VIII

Em poucas palavras...

                                            


“A escolha dos Doze...”

“O Senhor Jesus dotou a sua comunidade duma estrutura que permanecerá até ao pleno acabamento do Reino. Temos, antes de mais, a escolha dos Doze, com Pedro como chefe (Mc 3,14-15).

Representando as doze tribos de Israel (Mt 19,28; Lc 22,30), são as pedras do alicerce da nova Jerusalém (Ap 21,12-14).


Os Doze (Mc 6,7) e os outros discípulos (Lc 10,1-2) participam da missão de Cristo, do seu poder, mas também da sua sorte (Mt 10,25; Jo 15,20). 

Com todos estes atos, Cristo prepara e constrói a sua Igreja.” (1)

 

(1)              Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 765


Pelo sim de Maria, Ele Se fez Carne e habitou entre nós

                                                                


Pelo sim de Maria, Ele Se fez Carne e habitou entre nós

No dia 7 de outubro celebramos a memória de Nossa Senhora do Rosário, e a Igreja nos apresenta, no Ofício das Leituras, parte do Sermão do Abade São Bernardo (séc. XII), que nos enriquece na meditação sobre os Mistérios da Salvação.

“O Santo, que nascer de ti, será chamado Filho de Deus (cf. Lc 1,35), fonte de sabedoria, o Verbo do Pai nas alturas! Este Verbo, através de ti, Virgem santa, Se fará Carne, de modo que Aquele que diz: Eu no Pai e o Pai em mim (Jo 10,38), dirá também: Eu saí do Pai e vim (Jo 16,28).

No princípio, diz João, era o Verbo. Já borbulha a fonte, mas por enquanto apenas em si mesma. Depois, e o Verbo era com Deus (Jo 1,1), habitando na luz inacessível.

O Senhor dizia anteriormente: Eu tenho pensamentos de paz e não de aflição (cf. Jr 29,11). Mas teu pensamento está dentro de ti, ó Deus, e não sabemos o que pensas; pois quem conheceu a mente do Senhor ou quem foi seu conselheiro? (cf. Rm 11,34).
  
Desceu, por isto, o pensamento da paz para a obra da paz: O Verbo Se fez Carne e já habita em nós (Jo 1,14). Habita totalmente pela fé em nossos corações, habita em nossa memória, habita no pensamento e chega a descer até a imaginação.

Que poderia antes o homem pensar sobre Deus, a não ser talvez fabricando um ídolo no coração? Era incompreensível e inacessível, invisível e inteiramente impensável; agora, porém, quis ser compreendido, quis ser visto, quis ser pensado.

De que modo, perguntas? Por certo, reclinado no presépio, deitado ao colo da Virgem, pregando no monte, pernoitando em Oração; ou pendente da Cruz, pálido na morte, livre entre os mortos e dominando o inferno; ou ainda ressurgindo ao terceiro dia, mostrando aos Apóstolos as marcas dos cravos, sinais da vitória, e, por último, diante deles subindo ao mais alto do céu.

O que não se poderá pensar verdadeira, piedosa e santamente disto tudo? Se penso algo destas realidades, penso em Deus e em tudo Ele é o meu Deus. Meditar assim, considero sabedoria, e tenho por prudência renovar a lembrança da suavidade que, em essência tão preciosa, a descendência sacerdotal produziu copiosamente, e que, haurindo do alto, Maria trouxe para nós em profusão.”

Pelo “sim” de Maria, o Verbo Se fez Carne e habitou entre nós, por obra do Espírito Santo e habitou entre nós. O Verbo veio do alto para nos redimir, como tão bem expressou o Abade: 

Aquele que “era incompreensível e inacessível, invisível e inteiramente impensável; agora, porém, quis ser compreendido, quis ser visto, quis ser pensado.”

Temos em tão poucas palavras um itinerário da Encarnação do Verbo, feito criança até a Sua glorificação no céu, onde Reina glorioso junto de Deus.

Silenciemo-nos e contemplemos Jesus:

“... reclinado no presépio, deitado ao colo da Virgem,
pregando no monte, pernoitando em oração;
ou pendente da Cruz, pálido na morte,
livre entre os mortos e dominando o inferno;
ou ainda ressurgindo ao terceiro dia,
mostrando aos Apóstolos as marcas dos cravos,
sinais da vitória, e, por último, diante deles subindo
ao mais alto do céu”.

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