terça-feira, 6 de outubro de 2026

Em poucas palavras...

                                           


O desejo do amor verdadeiro

“Estava totalmente vazio de tudo o que fosse espiritual, e sentia-me sem apetite algum pelos alimentos incorruptíveis; não por estar saciado, evidentemente, mas porque, quanto mais vazio, menos desejava o amor verdadeiro” (1)


(1) Santo Agostinho, Confissões, 3, 1, 1

Em poucas palavras...

                                                   


Somente Jesus é o Caminho que nos leva ao Pai

“...Abandonada às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à «Casa do Pai» (Jo 14,2), à vida e à felicidade de Deus.

Só Cristo pode abrir ao homem este acesso: «subindo aos céus, como nossa cabeça e primogênito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu corpo» (Prefácio da Ascensão do Senhor).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 661

Em poucas palavras...

                                                         

É feliz quem em Deus confia!

“Somos chamados a colaborar com Ele (Jesus). Ele é o primeiro a intervir, mas sua intervenção se torna eficaz em relação à nossa correspondência.

Após Sua irrupção na história e na vida de cada um, não mais podemos permanecer neutros, ‘não alinhados’ ou ‘não empenhados’. Viver significa optar, pela liberdade.”  (1)

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1411 - passagem da Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 6,19-12) 

Rezando com os Prefácios dos Santos e Doutores da Igreja

 


Rezando com os Prefácios dos Santos e Doutores da Igreja

(I)        Os Doutores da Igreja, reflexo da Sabedoria:

“...Cristo, Vosso Filho e Senhor nosso, edificou a Sua Igreja como sal da terra, luz do mundo e cidade erguida sobre o monte, para que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.

A fim de realizar esta missão entre as nações, suscitastes S. (a) N. e lhe concedestes um profundo conhecimento dos divinos mistérios para que, com a sabedoria por Vós inspirada, fosse lâmpada de vivo fulgor para a glória do Vosso nome.

Iluminados pela sua doutrina e pelo seu testemunho, de coração alegre e agradecido, nos unimos aos coros celestes cantando (dizendo) a uma só voz:...”

 

(II)      Os Doutores da Igreja, profetas da sublime beleza de Deus:

“O Vosso Filho e o único Mestre: a Sua palavra é lâmpada para nossos passos, a sua cruz, somente ela, é nossa sabedoria.

Em vosso desígnio de amor, iluminastes S. (a) N. e alegrais a Vossa Igreja com a sua doutrina na sublime beleza do Vosso conhecimento.

Por este sinal da Vossa bondade, unidos anos Anjos e aos Santos, entoamos o hino da Vossa glória cantando (dizendo) a uma só voz:...”

 

PS: Prefácios do Missal Romano

Peregrinar na esperança

                                                     


Peregrinar na esperança

Santidade
Caminhando com o Senhor, subimos a Escada da Santidade, progredindo no amor e no entendimento; aprendemos com Ele a cada instante a caridade inteligente

Graça
Trabalhar na obra do Senhor é graça que recebemos desde o dia de nosso Batismo.

Recompensa
A recompensa, o prêmio é garantido sem nenhuma dúvida, sem nenhuma subtração…

Amor e lei
O Senhor nos ensina que o Amor ao próximo deve estar acima da lei. 
A lei só tem sentido se estiver a serviço da vida.

Cura
Ontem e hoje o Senhor vem nos curar.

Esvaziar-se
Com o Senhor descobrimos que é preciso nos esvaziar do que não serve e preencher o nosso coração com o que agrada a Deus.

Sentido da vida
O Senhor nos revela que viver é passar pelo mundo fazendo o bem, como Ele o fez!

Peregrinar na esperança sempre...

Dar razão de nossa esperança

                                              

                      Dar razão de nossa esperança
"Estejam sempre preparados para responder a
qualquer que lhes pedir a razão da esperança
que há em vocês." (1Pd 3, 15)

Esperança é como uma frágil semente, que precisa ser cuidada e semeada no chão dos acontecimentos, para que floresça e dê frutos que levem à saciedade, e mais que isto, à certeza de que fomos bem alimentados.

A esperança é a construção da própria existência na base sólida da Palavra de Deus, nutrindo-se pelo Pão de Eternidade, que é o Cristo Senhor, que Se dá a nós no Banquete da Eucaristia, toda vez que dele participamos.
Sua solidez não permite confundir com esperanças aéreas, imaginosas, ou frutos especulativos de nossa fantasia, de nossos enganos, ilusões que não contribuem para que alcancemos o melhor que Deus tem para cada um de nós.
Como pássaros, que batem suas asas para voo certeiro ao encontro do alimento, do filhote ou do ninho, dos seus semelhantes para sobreviverem, a esperança é o adejar das asas de nossa alma para encontros com a vida, com os sonhos, com nossas conquistas...
Cultivar a esperança sempre, sem permitir a perda das utopias, convictos de que o céu sombrio tem sua provisoriedade, e que dias melhores sempre haverão de vir.
Não permitamos a morte da esperança, não nos aliemos aos que promovem o seu cortejo, não a sepultemos no vale dos que nada mais esperam, nada mais buscam, porque ela já não mais vive em seu interior, num vazio absurdamente entristecedor e enlouquecedor.
Não percamos jamais a esperança, para que nossos dias não sejam avaramente contados, sem voos anunciados nas asas da esperança, que nos levam ao encontro das coisas do alto onde habita Deus e que devemos sempre buscar, como tão bem falou o Apóstolo (Cl 3,1-4).
Que não se mate a esperança,
Que não matemos a esperança.

Demos sempre razão de nossa esperança.
Há motivos para crer, há motivos para esperar...

Temos fé, e ainda mais,
Somos discípulos e testemunhas
D’Aquele que, por Sua Morte e Ressurreição,
Vem ao encontro de nossa fragilidade,
Humana debilidade...

Ele vem para nos ensinar que
Fé aliada à esperança,
De braços com a caridade
Mundo Novo, Reino presente entre nós veremos,
Novo céu e Nova terra buscaremos e alcançaremos.

Com Ele para sempre viveremos,
A Ele toda honra, glória, poder e louvor
Para sempre cantaremos.
Amém. 

Assentar-se aos pés do Senhor para amar e servir

                                                      

Assentar-se aos pés do Senhor para amar e servir

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 10,38-42), em que Jesus vai à sua casa e de seus irmãos, Maria e Lázaro.

Vemos como Maria acolhe Jesus e se assenta aos Seus pés, para escutar o amigo e Divino Mestre, escolhendo a melhor parte que não lhe será tirada, como garantiu o Senhor. De outro lado, vemos Marta agitada, inquieta, de certo modo até advertindo Aquele que havia recebido como hóspede:

“Marta ainda não havia compreendido, e com ela pudemos aprender, que a atenção prestada ao Senhor não nos afasta da vida, mas ao contrário: “confere ao nosso viver um fôlego maior”. 

Marta representa cada um de nós: esgotados, estressados pelo muito a fazer, sem parar diante do Senhor, privando-nos do essencial; do tempo da oração, e o maior de todos os momentos, o Banquete da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã.

A atitude de Maria nos convida a contemplar tantas pessoas muito ativas que, embora no meio de muitas ocupações, vivem interiormente em profunda paz, numa contemplação secreta, com o coração unido ao Senhor, porque assíduos na participação do Banquete da Eucaristia, ouvem e conduzem sua vida pela Palavra proclamada, ouvida, acolhida e na vida em prática colocada, com a força do Espírito, que nos assiste e nos conduz.

São tantas as pessoas que no viver a fé, dando razão da esperança e na prática da caridade, fazem tudo o que devem fazer, não num desapego artificial das coisas, mas com a plena tranquilidade de quem, mesmo nos serviços mais abrangentes, ama o Senhor, servindo-O no próximo.

Recuperemos o “fôlego”, assentando-nos aos pés do Senhor. Ele não apenas quer ser acolhido, mas quer nos dirigir Sua Palavra, que nos reorienta, revigora, e dá sentido ao nosso existir, pois com Ele, e somente com Ele, fazemos bem e melhor todas as coisas.

Recuperemos o “fôlego”, acolhamos o sopro do Espírito, para que não esmoreçamos na missão que o Senhor nos confia, vivendo com zelo, amor e alegria, pois somente quem para diante do Senhor, é capaz de ir bem mais longe, até que alcance o fim desejado, a eternidade, e a contemplação definitiva de Sua face.


Fonte inspiradora: Lecionário Comentado - Ed Paulus - Lisboa Portugal - p.769.

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