sexta-feira, 24 de julho de 2026

Mensagem do Santo Padre Leão XIV para o V Dia Mundial dos Avós e dos Idosos (Síntese)

 


Mensagem do Santo Padre Leão XIV
para o V Dia Mundial dos Avós e dos Idosos (Síntese)

A mensagem para o V Dia Mundial dos avós e dos idosos, escrita pelo Papa Leão XIV, tem como inspiração bíblica a passagem do Livro do Eclesiástico: “Bem-aventurado aquele que não perdeu a esperança” (cf. Sir 14, 2)

Vivendo o Ano Jubilar da Esperança, o Papa destaca a importância da esperança em todas as idades, lembrando algumas personagens bíblicas: Abraão, Sara, Moisés, Zacarias, Isabel.

Diante da constatação do aumento daqueles que estão avançados em idade, como valorizar estas experiências; quais são os gestos e compromissos que podem ser assumidos para que haja sinais de libertação, superação de abandonos e solidão? – “Cada paróquia, associação ou grupo eclesial é chamado a tornar-se protagonista da “revolução” da gratidão e do cuidado, a realizar-se através de visitas frequentes aos idosos, criando para eles e com eles redes de apoio e oração, tecendo relações que possam dar esperança e dignidade àqueles que se sentem esquecidos".

Considerando que  a fragilidade dos idosos precisa do vigor dos jovens, é igualmente verdade que a inexperiência dos jovens precisa do testemunho dos idosos para projetar o futuro com sabedoria, afirma o Papa.

Urge que sejamos sinais de esperança para os idosos – “Este ano é o momento propício para realizá-la: a fidelidade de Deus às Suas promessas ensina-nos que há uma bem-aventurança na velhice, uma alegria autenticamente evangélica que nos convida a derrubar os muros da indiferença na qual os idosos estão frequentemente encerrados”.

Conclui a sua mensagem com um convite para que sejamos sinais de esperança em todas as idades – “Transmitamos com amor a fé que vivemos na família e nos encontros quotidianos durante tantos anos: louvemos sempre a Deus pela Sua benevolência, cultivemos a unidade com as pessoas que nos são caras, abramos o nosso coração aos que estão mais longe e, em particular, aos necessitados. Assim, seremos sinais de esperança, em todas as idades.”


PS: Confira a Mensagem na íntegra

https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/grandparents/documents/20250626-messaggio-nonni-anziani.html

Jesus, Tu és Aquele...

                                                              

Jesus, Tu és Aquele...
 
No primeiro anúncio de Sua Paixão, Jesus perguntou aos discípulos “E vós, quem dizeis que Eu sou”, e Pedro respondeu: “Tu és o Messias” (Mc 8,29). E nós o que respondemos?
 
Respondamos:
 
Tu és o Salvador do mundo, por Sua Paixão, Morte e Ressurreição, tendo nos amado, nos amaste até o fim, em amor indizível por nós, ainda que pecadores fôssemos.
 
Tu és Aquele que choraste sobre a incrédula Jerusalém e, com isto, preparavas a sua própria calamidade, predizendo sua definitiva destruição.
 
Tu és Aquele coroado de espinhos, em vez de palmas e ramos, vestido de púrpura por insano deboche, para nos revestir plenamente com Teu amor.
 
Tu és Aquele que sofreste com toda a paciência, suportando que homens desprezíveis Te batessem, mesmo assim os amaste.
 
Tu és Aquele que foi esbofeteado, cuspido, injuriado, atormentado, flagelado, e levado para a crucifixão, na humilhante morte de Cruz.
 
Tu és Aquele que permitiste ser crucificado entre dois ladrões, sendo contado entre homicidas e malfeitores, ainda que nenhum pecado tivesses cometido.
 
Tu és Aquele que degustaste o vinagre e o fel da vinha perversa, mesmo sendo a verdadeira videira do Pai, e sem o qual nada somos e nada podemos.
 
Tu és Aquele que bebeste o fel, carregando sobre Si a amargura e os desgostos desta vida, mortal e passível.
 
Tu és Aquele que bebeste vinagre, assumindo a natureza deteriorada do homem e a reintegrando ao seu estado primitivo.
 
Tu és Aquele que transformaste a púrpura em sinal de verdadeira realeza; a vara em frágil instrumento da debilidade e fragilidade do poder do diabo.
 
Tu és Aquele que transformaste as bofetadas, injúrias, golpes recebidos, e por nós merecidos, em anúncio da liberdade que nos alcançaste.
 
Tu és Aquele que do lado trespassado pela lança, ao jorrar água e sangue, permitiste que renascêssemos e do Teu Sangue fôssemos redimidos e alimentados: Batismo e Eucaristia.
 
Tu és Aquele que desceste à mansão dos mortos, pelo Pai, jamais abandonado, Ressuscitado, e junto d’Ele, nos enviaste o Teu Espírito para nos conduzir.
 
Tu és Aquele que nos enviaste em missão, para sermos sal da terra e luz do mundo, e bem sabemos, outro plano não tens, e esperamos jamais decepcionar. Amém.
 
 
Fonte inspiradora: Mc 8,27-35; Tratado sobre a Encarnação do Senhor, escrito por Teodoreto de Ciro (séc. V) – in Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – pp.466-4677


Apropriada reflexão para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 9,18-24; Mt 16,13-20; Mc 10,35-45)

Esperança, a virtude divina que tanto precisamos

                                                      

Esperança, a virtude divina que tanto precisamos
 
"A esperança é o sonho acordado”, afirmou há mais de dois milênios o filósofo Aristóteles. Uma grande intérprete da MPB cantou: “quero ver a esperança de óculos”.
 
Esperança, palavra que ocupou o pensamento dos filósofos, dos Profetas, dos Apóstolos, dos grandes pais espirituais da História da Igreja e luminares de todos os tempos.
 
Esperança, a segunda virtude teologal, nos move, nos impele sempre ao encontro do melhor que Deus tem para nós. Esperança é como uma âncora que atravessou o véu do Santuário e firmou-se no horizonte da eternidade: céu (cf. Hb 6,19)
 
Sem ela não sabemos aonde vamos, tampouco onde nos encontramos, no desenvolver dos emaranhados dos fatos, da teia da vida com seus entrelaçamentos e imbricamentos; por vezes em sobreposição de fatos, noutras com relações tão próximas que se confundem e nos inquietam ao descortinamento, à compreensão. 
 
Como cristãos, cremos que a esperança está ao lado de Deus, acompanhada pelo Seu olhar, para que possamos ver as coisas, o futuro, sobretudo, exatamente como Ele vê, sem inquietações fúteis e autodestrutivas, que em nada colaboram, enriquecem, para relações mais humanas, mais belas e fraternas.
 
Ela é a expectativa de algo positivo para um futuro não tão longínquo, por isto deve dar sustentação ao nosso presente, ainda que tenhamos que enfrentar os dissabores e os insucessos aparentes e provisórias perdas irreparáveis, derrotas irreversíveis...
 
Esperança é, como disse o autor do Apocalipse, ver um novo céu e uma nova terra (Ap 21,1-5a), pois as coisas antigas passaram, passarão o céu e a terra, mas a Palavra do Senhor jamais passará.
 
Esperança é, portanto, contar com o futuro no horizonte da fé, movidos no presente pela caridade, que nos faz imagem e semelhança de Deus.
 
A capacidade de amar e ser amado nos faz verdadeiramente imagens do Deus Trindade Santíssima de Amor e Comunhão.

Esperança é possuir a inquebrantável confiança de que o amanhã será melhor, ainda que hoje as lágrimas insistam em correr, mortes e lutos permaneçam invadindo e aniquilando nosso existir, deixando sombrio nosso cotidiano.
 
Não Se encontra no sepulcro Aquele que pela morte passou, porque o Pai O Glorificou, e o Espírito nos enviou para nos acompanhar nos passos firmes da história.
 
A Ressurreição do Senhor não foi o desmentido do Calvário, ao contrário o confirmou: a Inevitabilidade do calvário e da Cruz, para que a glória seja alcançada.

Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecer firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14, 22).
 
A esperança exige audácia, tenacidade, resistência positiva e corajosa diante das dificuldades; superando toda tentação de individualismo, indiferença, niilismo, ceticismo, relativismo etc.
 
Esperança jamais pode ser a espera confiante e passiva, sem nada fazermos, sem em nada nos comprometermos com o mundo novo que há de vir. É preciso uma colaboração operosa e responsável, com gestos expressivos de solicitude e doação, organização, participação em todos os âmbitos e espaços em que vivemos.
 
Renovemos nossa esperança, inspirados nas palavras do Apóstolo Paulo, que nos exorta a imitar o comportamento exemplar de Abraão, o qual “foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência” (Rm 4,18).
 
A Esperança, Virtude Divina que tanto precisamos para dar sentido a nossa vida. É preciso dar razão de nossa esperança. Amém.
 

A alegria cristã não dispensa sacrifícios

                                                      


A alegria cristã não dispensa sacrifícios
 
Viver a vocação profética é assumir a história do povo em marcha, passando da escravidão para a liberdade, olhando o mundo com os olhos de Deus, para testemunhar com fidelidade, confiança e esperança em todas as circunstâncias e em todos os momentos, abandonando, definitivamente, os óculos escuros da desesperança.
 
Com os profetas e com a Carta do Apóstolo São Tiago, aprendemos que a alegria que Deus nos oferece não nos dispensa de compromissos, empenhos, embates, passos largos a serem dados em busca de horizontes inéditos, como que reconstruindo o paraíso que foi manchado pelo pecado.
 
O Apóstolo Tiago nos exorta à paciência e ao olhar de fé que deve ser renovado, cotidianamente, em cada Banquete da Eucaristia celebrado, a fim de que a alegria e a esperança invadam nosso coração.
 
Ele também nos ensina que é sempre tempo de reavivar a confiança e paciência, na espera do Senhor que veio, vem e virá.
 
Recuperar e jamais perder os valores cristãos autênticos e cultivar a paciência, até que ocorra a intervenção final de Deus na história: confiar no Senhor não é sinônimo de cruzar os braços.
 
Urge, portanto, a cada dia, reconstruir o paraíso, não como saudade estéril, mas como esperança e confiança frutuosa. 
 
Reflitamos:

- Em um mundo marcado pela depressão, tristeza, dor, como ser sinal de alegria?
 
- Onde e quando precisamos ser profetas da alegria, portadores de uma Palavra que renova, revigora, refaz forças na construção do Reino de Deus?
 
- Qual o caminho verdadeiro para expor nossas dúvidas com toda sinceridade, diante de Deus e com quem convivemos?
 
Seja nossa vida cristã marcada pela autêntica alegria, edificada sobre a Rocha da Palavra Divina, nutridos pela força que nos vem da Santa Eucaristia.

Em poucas palavras...

 


Ser terra boa é o que importa

“A única coisa que nos importa – comenta são João Crisóstomo – é não sermos caminho, nem pedregal, nem cardos, mas terra boa (...)

O coração não seja caminho onde o inimigo arrebate, como o pássaro, a semente calcada pelos transeuntes, nem pedregal onde a pouca terra faça germinar imediatamente aquilo que o sol queimará, nem carrascal de paixões humanas e cuidados da vida.” (1)

 

(1) Hablarcondios.org

O encontro que marcou a nossa vida

                                          

O encontro que marcou a nossa vida

Ser cristão é ter feito um encontro pessoal com Jesus, que marcou toda nossa vida, dando novo sentido e alargando o horizonte da existência, é sempre tempo de transbordarmos de júbilo por esta graça a nós concedida, não pelos nossos méritos.

Alegres e orgulhosos da filiação divina haveremos sempre de ser, pois Deus veio agir em nós e através de nós.

Deus veio ao nosso encontro e nos chamou pelo nome e nos fez discípulos missionários do Senhor Jesus Cristo, com a graça do Espírito Santo, em nós fazendo Seu Templo, Sua morada, e assim nos divinizando.

Tenhamos a coragem de rever sempre os nossos pensamentos e sentimentos, a fim de que sejam os mesmos de Jesus Cristo: a misericórdia, a justiça, a fraternidade, a solidariedade.

Bem como, tenhamos a coragem para as renúncias necessárias, carregando nossa cruz dia a dia para que frutuoso seja nosso discipulado.

Reflitamos:

- Nossa vida é coerente com o que cremos e professamos?

- O que fazer para que não vivamos uma religião de gestos exteriores, de cumprimento de normas rituais, de práticas religiosas, mas não vivendo o essencial, o duplo Mandamento do Amor a Deus e ao nosso próximo?

- Estamos no contínuo caminho de conversão para que o Evangelho, todos os dias lido, proclamado, não apenas entre em nossos ouvidos, mas toque o nosso coração, transformando a nossa vida, e assim façamos resplandecer a luz divina, com palavras e gestos que revelem em nós a ação do Espírito, com a riqueza de Seus dons?

Roguemos para que Deus nos livre de toda a impermeabilidade que impeça nossa mais atenta e vigilante acolhida e prática da Palavra de Jesus, para que saibamos chorar com os que choram, rir com os que riem, em solidariedade comprovada, e assim não sejamos apenas meros ouvintes, mas praticantes da Palavra, vivendo uma autêntica e pura religião.
 
PS: Fontes inspiradoras - Lc 7, 31-35; Mt 13,1-23
Apropriado para a passagem - (Mt 13,18-23)

Em poucas palavras...

 


A necessária disposição da vontade

“A terra boa, o semeador o mesmo e as sementes as mesmas; e no entanto, como é que uma deu cem, outra sessenta e outra trinta?

Aqui a diferença depende também daquele que recebe, mesmo onde a terra é boa, há muita diferença entre uma parcela e outra.

Podeis ver que a culpa não é do lavrador, nem da semente, mas da terra que a recebe; e não por causa da natureza, mas da disposição da vontade.” (1)

 

(1)Sermão de Santo Agostinho – hablarcondios.org

 

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