quinta-feira, 23 de julho de 2026

Que os sonhos não morram jamais

                                             

Que os sonhos não morram jamais

“Nunca deixe seus sonhos morrerem,
porque a vida sem sonhos
é como um pássaro com a asa quebrada
que não pode voar”. (Martin Luther King)

Sonhos adormecidos, outros esquecidos, alguns motivadores.
Sonhos que com paciência, empenho renovado, realizados serão.

Sonhos que nos movem ao encontro do Absoluto: Deus,
Na mais bela dedicação, a serviço do Reino de Deus, sem omissão.

Sonhos que nos permitem voos mais altos,
Ao encontro das coisas sagradas onde Deus habita.

Sonhos que nos permitem voos que possibilitam
Ultrapassar as montanhas das dificuldades, terríveis empecilhos.

Sonhos que nos levam ao reencontro conosco mesmo,
E que nos orientam para que a vida siga suavemente seu curso.

Sonhos que, silenciosamente vividos, nos humanizam:
Um mundo sem violência, guerras, dominação, mais irmão.

Sonhos que se somam a sonhos de outros,
Passo indispensável para que realidade se tornem.

Sonhar sozinho é preciso, mas não para sempre.
Sonhar com o outro no milagre da multiplicação.

Sonhos que a outros se somam, maravilhosamente multiplicam.
Sonhos que outros subtraem, indesejável fragilização.

Sonhemos, busquemos, avancemos,
Curemos as asas se for preciso.

Quando alimentados pela Santa Palavra e pela Eucaristia,
Nada faz morrer nossos sonhos, nada impedirá nossos voos.

Sonhemos! Avancemos! Jamais recuemos...
Com a presença do Santo Espírito que nos conduz em todos os momentos.

Uma autêntica escuta...

                                                            

Uma autêntica escuta...

O escutar é abertura do coração a Deus.

Com a passagem do Evangelho proclamado na quinta-feira da 16ª Semana do Tempo Comum (Mt 13,10-17), avaliamos sobre a qualidade do nosso olhar e da nossa escuta da Palavra de Deus.

Não basta escutar, como não basta ver, se o coração permanece endurecido, isto é, obstinado nas suas convicções, incapaz de acolher até o ao fim e deixar-se impressionar pela Palavra de Jesus”.

Jesus com Sua palavra e ação tudo fez para curar aqueles que se voltaram para Ele, desde que se pusessem numa autêntica postura de escuta que levaria necessariamente à conversão.

Se a Sua Palavra for escutada e acolhida com abertura, sinceridade e humildade, transforma a vida de quem a ouve.

O escutar é abertura do coração a Deus. Segundo Santo Agostinho, é preciso que se escute a Sua Palavra, fazendo crescer a nossa fé, e pela fé, na paciência esperar, e esperando, amar e amar até o fim, no desembocar da eternidade

Ontem, hoje e sempre, o Senhor Jesus está sempre pronto a atuar no terreno por vezes obscurecido de nosso coração, irradiando Sua luz. Pronto para nele atuar, ainda que muitas vezes endurecido pelo rancor e ressentimento, para transformá-lo com Sua ternura, misericórdia e bondade.

Encontra-se o nosso coração por vezes frio pelas respostas de desamor recebidas, gelidez de relacionamentos que não se consubstanciaram em relacionamentos desejáveis, sinceros, maduros e fraternos.

O Senhor atua em nosso coração, que fica hermético pelo medo, cansaço, decepção, fuga, isolamento, sofrível solidão, e rompendo todas as amarras e correntes, nos liberta para novas e sinceras amizades, convivências, para nos inserir com o outro na mais bela harmonia do Deus Uno e Trino, Santíssima Trindade, Amor e comunhão.

Ainda que encontre o nosso coração cheio de espinhos que impedem a acolhida frutuosa de Sua Palavra, ainda assim não desiste de nós: é próprio do Amor de Deus não desistir de nós, porque por Amor nos criou, e por Amor nos redimiu.

Oremos:

“Curai, Senhor, nossa surdez para uma escuta mais autêntica,
Para vivermos com toda docilidade e fidelidade
a Vossa Santa Aliança.

Que não vagueemos a procura de cisternas enganadoras 
para saciar nossa sede de vida, 
pois somente Vós, 
a mais preciosa e inesgotável Divina Fonte de Amor, 
vida e paz sois. Amém”.

Temos sede de Deus

                                                      

Temos sede de Deus

Sejamos iluminados pela Homilia do Presbítero São Jerônimo (séc. V) aos neófitos, à luz do Salmo 41.

“Como o cervo deseja as fontes das águas, assim minha alma te deseja, ó Deus. Como aqueles cervos desejam as fontes das águas, assim os nossos cervos que, afastando-se do Egito e do século, afogaram o faraó em suas águas e mataram todo o seu exército no batismo, depois da morte do diabo, desejam as fontes da Igreja, isto é, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Que o Pai seja dito fonte, encontramos em Jeremias: Afastaram-me a Mim, fonte de água viva, e cavaram para si cisternas rachadas que não podem reter as águas. Sobre o Filho, lemos em certo lugar: Abandonaram a fonte da sabedoria. E sobre o Espírito Santo: Quem beber da água que Eu lhe der, dele brotará uma fonte de água que jorra para a vida eterna, que logo o Evangelista explica tratar-se do Espírito Santo nesta Palavra do Salvador. Prova-se assim claramente que as três fontes da Igreja são o mistério da Trindade.  

A esta Trindade aspira o fiel, aspira o batizado que diz: Minha alma tem sede de Deus, fonte viva. Não quer ver a Deus apenas de leve, mas com todo o ardor, todo abrasado em sede. Com efeito, antes do Batismo, os futuros cristãos falavam entre si e diziam: Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus? Agora obtiveram o que pediam: vieram e ficaram diante da face de Deus, apresentaram-se ante o altar, perante o mistério do Salvador.

Admitidos no Corpo de Cristo e renascidos na fonte da vida, proclamam com confiança: Entrarei no lugar do admirável tabernáculo, até a casa de Deus. A casa de Deus é a Igreja, é ela o admirável tabernáculo, nele mora a voz da exultação e do louvor, o ruído dos convivas.

Dizei, portanto, vós que agora, guiados por nós, vos revestistes de Cristo, fostes retirados pela Palavra de Deus do mar deste mundo como um peixinho preso pelo anzol. Em nós, porém, a natureza se transformou, pois enquanto os peixes morrem, quando retirados das águas, a nós os Apóstolos nos tiraram e pescaram do mar deste mundo para que de mortos passemos a vivos. Enquanto estávamos no século, com os olhos nas profundezas, nossa vida se passava no lodo. Depois de erguidos das ondas, começamos a ver o sol, começamos a olhar a verdadeira luz; e deslumbrados pela imensa alegria dizemos a nossa alma: Espera em Deus porque O louvarei, a Ele, salvação de minha face e meu Deus”.

Oremos:

Ó Eterna Trindade Santa, Vos glorificamos,
Vós que sois a fonte genuína e inesgotável da Igreja,
A Divina Fonte de amor, alegria, vida, luz e paz,
E quanto mais precisamos para o encontro da felicidade,
E do sentido para o existir, no tempo presente e
Também para o tempo futuro, o desabrochar da eternidade: céu.

Desejamos ardentemente contemplar Vossa divina face,
Com o coração abrasado de sede, diante de Vosso altar,
Contemplando na Eucaristia Vossa divina presença,
Assim como no silêncio do sacrário,
Pois estais presente no tão sublime Sacramento,
Que adoramos e contemplamos,
Os joelhos dobramos, com nossos lábios, louvamos e suplicamos.

Suplicamos que nos tireis sempre do mar deste mundo,
Atraídos por Vós e por Vossa Palavra e Projeto de Vida,
Aconteça em nós o que dissestes ao Vosso servo:
Fomos retirados pela Palavra de Deus do mar deste mundo,
Como um peixinho preso pelo anzol, e de fato, em nós
A natureza se transformou: “pois enquanto os peixes morrem,
Quando retirados das águas, a nós os Apóstolos nos tiraram e pescaram do mar deste mundo para que de mortos passemos a vivos”.

Então, retirados do mar deste mundo,
Abrasados de sede de modo especial do amor,
Do qual sois, Trindade Santíssima e Eterna,
A única e insubstituível Fonte,
Animados e iluminados pela Vossa presença no Pão Palavra,
Alimentados e revigorados 
pela mesma presença no Pão da Eucaristia,
Viveremos a graça da vocação que nos concedestes:
Reis, sacerdotes e profetas seremos,
Irradiando Vossa luz onde quer que estejamos. Amém.


(1) Liturgia das Horas – Editora Paulus - pp. 392-393.

Não duvide, apenas em Deus confie

 


Não duvide, apenas em Deus confie


Não duvide em nenhum momento que Ela está contigo.

Se chorar, ela ouvirá teu choro, enxugará tuas lágrimas.

Maria, com Maria sempre poderás contar.

 

Mergulhe teu olhar no olhar de Maria,

Inexplicavelmente sentirás que só não estás.

Chore, grite, clame: ela, como Mãe, te ouvirá.

 

Apenas não duvide, sequer por um instante,

De que estás só, e que ninguém está contigo,

Se no bem, na verdade e na caridade estiveres a trilhar.

 

Não duvide que Ele já veio, vem e há de vir,

Para nossa cegueira do coração curar,

Para vislumbrar novo horizonte em cada amanhecer.

 

Que Ele virá trazer a cura de nossa surdez,

Para ouvir mais que o canto dos pássaros na janela:

O canto dos profetas e poetas a anunciar um mundo novo.

 

Não duvide que Ele virá nos tirar de nossos túmulos,

Da mentira, hipocrisia, autossuficiência, egoísmo,

Para vida nova e plena nos oferecer, se n’Ele crermos.

 

Não duvide de Sua Palavra, Palavra de vida eterna

E não há outro a quem recorrermos ou seguirmos:

Somente Ele, Jesus, tem Palavras de vida eterna.

 

Não regue as sementes das dúvidas inúteis,

N’Ele confie, com joelhos fortalecidos e mãos solidárias,

Criai ânimo, jamais desista de teus sonhos.

 

Não duvide, liberte-se de todas as correntes,

Dê asas à tua fidelidade, com renúncias necessárias,

A Cruz te levará bem mais longe do que possas pensar.


É Tempo do Advento a celebrar e a viver,

Limpemos nossos corações de todas as tralhas,

Para que n’Ele o Verbo venha e faça Sua Divina morada. Amém.

 

 

PS: Fontes – Is 35,1-6ª.10; Sl 145, Tg 5,7-10; Lc 11,2-11

Com Santa Brígida, contemplemos o indizível Amor do Senhor!

                                                                 

Com Santa Brígida, contemplemos
o indizível Amor do Senhor!

Santa Brígida (Séc. XIV), Princesa sueca, esposa e mãe exemplar de oitos filhos, aos quais educou na fé cristã, tem memória celebrada em 23 de julho.

Ela nos deixou riquezas escritas para edificação dos fiéis, além da própria história de vida, consagrando sua viuvez à Igreja.

“Bendito sejas Tu, Senhor meu, Jesus Cristo, que com antecedência predisseste Tua morte, e na última ceia maravilhosamente consagraste em Teu precioso Corpo o pão material; aos Apóstolos o entregaste por amor em memória de Tua digníssima Paixão e, lavando-lhes humildemente os pés com Tuas mãos preciosas, demonstraste a máxima humildade.

Honra a Ti, meu Senhor, Jesus Cristo que, no temor do sofrimento e da morte, fizeste correr de Teu corpo inocente Sangue como suor, e, mesmo assim, realizaste até o fim nossa redenção, objeto de Teu desejo, e deste modo revelaste de modo claríssimo a Caridade que tens pelo gênero humano.

Bendito sejas Tu, Senhor meu, Jesus Cristo, que foste levado a Caifás, e Tu, o juiz de todos, permitiste a humilhação de seres entregue ao julgamento de Pilatos.

Glória a Ti, Senhor meu, Jesus Cristo, pelas zombarias que suportaste quando, revestido de púrpura, coroado de agudíssimos espinhos, permaneceste de pé; e sofreste em tua gloriosa face ser cuspido, ter os olhos vendados e com a máxima paciência ser duramente batido no rosto e no peito pelas infelizes mãos dos perversos.

Louvor a Ti, Senhor meu, Jesus Cristo, que Te deixaste ser atado à coluna, flagelado desumanamente e coberto de sangue, ser conduzido a Pilatos e mostrando-Te qual cordeiro inocente.

Honra a Ti, Senhor meu, Jesus Cristo, que, ensanguentado em todo o Teu corpo, foste condenado à morte de cruz, e a carregaste com dores em Teus sagrados ombros; conduzido com fúria ao lugar da Paixão, despojado das vestes, assim quiseste ser pregado no lenho da Cruz.

Honra perpétua a Ti, Senhor Jesus Cristo, que, em tanta angústia, humildemente olhaste com Teus benignos olhos amorosos Tua excelente mãe, que nunca pecou nem jamais consentiu no mínimo pecado; e, consolando-a, a entregaste a Teu discípulo para ser fielmente protegida.

Bênção eterna a Ti, Senhor meu, Jesus Cristo, que, na agonia da morte, deste a todos os pecadores a esperança do perdão, quando ao ladrão voltado para Ti prometeste misericordiosamente a glória do paraíso.

Louvor eterno a Ti, Senhor meu, Jesus Cristo, por todas as horas em que na Cruz suportaste as máximas amarguras e angústias por nós, pecadores; pois as dores agudíssimas nascidas de Tuas Chagas penetravam barbaramente em Tua bem-aventurada alma e atravessavam cruelmente Teu Sacratíssimo Coração, até que com um grito rendeste o espírito e, de cabeça inclinada, o entregaste humildemente às mãos de Deus, Teu Pai; e então morto, ficaste com Teu corpo todo frio.

Bendito sejas Tu, meu Senhor Jesus Cristo, que com Teu precioso Sangue e Morte Sacratíssima remiste nossas almas e as levaste em Tua misericórdia deste exílio para a vida eterna.

Glória a Ti, meu Senhor, Jesus Cristo, que quiseste que Teu bendito corpo fosse descido da Cruz por Teus amigos e reclinado nas mãos de Tua mãe dolorosa; e aceitaste ser envolto por ela em lençóis, depositado no sepulcro e ali ser guardado por soldados.

Honra eterna a Ti, meu Senhor, Jesus Cristo, que ressuscitaste ao terceiro dia e àqueles que escolheste Te manifestaste; depois de quarenta dias, subiste ao céu à vista de muitos, e lá colocaste honrosamente Teus amigos que havias libertado dos infernos.

Júbilo e louvor eterno a Ti, Senhor Jesus Cristo, que enviaste o Espírito Santo aos corações dos discípulos e neles aumentaste o imenso Amor Divino.

Bendito sejas Tu, louvável e glorioso pelos séculos, meu Senhor Jesus, que Te assentas no trono em Teu Reino dos céus, na glória de Tua divindade, vivendo no corpo com todos os santíssimos membros que recebeste da carne da Virgem. E deste modo, voltarás no dia do juízo para julgar as almas de todos os vivos e mortos; que vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos. Amém.” (1)

Esta Oração eleva nossos pensamentos, levando-nos à contemplação de Jesus Cristo e Seu indizível Amor por nós.

Contemplando o Amor de Cristo, somos também levados a contemplá-Lo na pessoa de nosso próximo para que não incorramos em estéril contemplação.

Contemplamos para prolongá-lo em nossa existência, completando em nossa carne o que falta à Paixão de Cristo por amor a Sua Igreja, como nos exortou o Apóstolo Paulo ao se dirigir aos Colossenses (Cl 1,24).

Contemplemos seu amor em plena fidelidade ao Senhor, como discípulos missionários do Senhor, vivamos, com a força e presença do Espírito Santo na comunhão de amor com o Pai.


(1) Liturgia das Horas – Vol. III – p. 1440-1443.

“Somente...”

                                                       


“Somente...”

Somente a água que damos de beber ao próximo poderá saciar nossa sede.

Somente a roupa que doamos poderá vestir nossa nudez. 

Somente o doente que visitamos poderá nos curar.

Somente o pão que oferecemos ao irmão poderá nos satisfazer.

Somente a palavra que suaviza a dor poderá nos consolar.

Somente o prisioneiro que libertamos poderá nos libertar”. (1)

 

(1)             Autor desconhecido

 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O ilimitado amor de Deus por nós

                                                       

O ilimitado amor de Deus por nós

Vejamos o que nos disse o teólogo bizantino medieval Nicolau Cabásilas (1322-1392) a fim de melhor entendermos sobre a qual a novidade da Cruz de Cristo, de Sua Paixão e Morte:

"Duas características revelam o amante e o fazem triunfar: a primeira consiste em fazer o bem ao amado em tudo o que é possível, a segunda em escolher sofrer por ele e sofrer coisas terríveis se necessário. Esta última prova de amor muito superior à primeira não podia, no entanto, concordar com Deus que é impassível a todo o mal [...]. Portanto, para nos dar a experiência do seu grande amor e para mostrar que nos ama com um amor ilimitado, Deus inventa a sua aniquilação, realiza-a e fá-lo de modo a tornar-se capaz de sofrer e de sofrer coisas terríveis. Assim, com tudo o que Ele suporta, Deus convence os homens do seu extraordinário amor por eles e fá-los voltar para Si”.

Podemos falar, portanto, em duas formas de amor: o amor de beneficência e o amor de sofrimento.

Na Cruz, Jesus testemunha o amor em sua expressão sublime e máxima: o amor de sofrimento.

Imitá-lo em nossa vida, implica em muito mais do que fazer tantas coisas por Cristo e pela Igreja, é ser capaz de sofrer por Ele e por sua Igreja, com a maturidade necessária de suportar incompreensões, abandonos, cansaços, dificuldades que possam se fazer presentes em nosso discipulado.

Precisamos permanentemente fazer este salto qualitativo, do amor beneficente ao amor em sua expressão máxima, “o amor de sofrimento”.

E isto somente poderemos fazer se abraçarmos nossa Cruz com fidelidade e viver a loucura da Cruz como falou o Apóstolo Paulo aos Coríntios:

"Uma vez que na sabedoria de Deus o mundo não o reconheceu pela sabedoria, Deus quis servir-se da loucura da pregação para salvar os que creem. Enquanto os judeus pedem sinais, e os gregos procuram sabedoria, nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gregos, mas poder e sabedoria de Deus para os chamados, quer judeus, quer gregos. Porque o que se julga loucura de Deus é mais sábio do que os homens; e o que se julga fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (I Cor 1,21-25).

Viver e testemunhar o “amor de sofrimento” como o fez Nosso Senhor, implica em reconhecer seu poder que se revelou na impotência, a sabedoria que se revelou na loucura, e a glória que se revelou na sua ignomínia, e finalmente, a riqueza que se revelou em sua pobreza.

Concluo com as palavras do Papa São Leão Magno (séc. V):

“Através d’Ele (Jesus Cristo morto na Cruz) é dado aos crentes a força na fraqueza, a glória na humilhação, a vida na morte”.

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