sexta-feira, 17 de julho de 2026
Relendo os fatos à luz da fé
A Cantora Divina entrou nos céus!
A Cantora Divina entrou nos céus!
Em poucas palavras...
O sacerdote é...
“O sacerdote é
o mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza;
é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo;
é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro;
o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho” (1)
(1) Homilia Santa Missa Crismal – dia 17/04/14 – Papa Francisco
O Pão da Vida, dai-nos, Senhor
O Pão da Vida, dai-nos, Senhor
À luz do Tratado sobre os Mistérios, escrito pelo bispo Santo Ambrósio (Séc. IV), reflitamos sobre a Eucaristia aos neófitos.
“O povo purificado, enriquecido com estas vestes, adianta-se para o altar de Cristo, dizendo: E entrarei até o altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude.
Despidas as vestimentas do antigo erro, renovada a juventude como a da águia, apressa-se em ir participar do celeste banquete. Chega, e, ao ver a ornamentação do santo altar, exclama: O Senhor é meu pastor, nada me falta; levou-me a boas pastagens. Conduziu-me às águas da quietude. E mais adiante: Mesmo que caminhe em meio às sombras da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo. Teu cajado e teu bastão são meus arrimos. Preparaste diante de mim uma mesa contra aqueles que me perseguem. Ungiste com óleo minha cabeça e como é luminoso teu cálice embriagador!
Coisa admirável o ter Deus feito chover o maná para sustentar com o alimento celeste os patriarcas. Por isso se disse: O homem comeu o pão dos anjos. No entanto, aqueles que comeram deste pão, todos eles morreram no deserto; o alimento, porém, que tu recebes, pão vivo que desceu do céu, comunica a substância da vida eterna e quem quer que dele comer não morrerá eternamente, pois é o corpo de Cristo.
Considera agora qual deles é de maior valor: o pão dos anjos ou a carne de Cristo, que é o corpo da vida. Aquele maná vem do céu; este está acima do céu. Aquele, do céu; este, do Senhor dos céus. Aquele é corruptível, se guardado para o dia seguinte; este é totalmente imune de corrupção e quem o tomar piedosamente não poderá experimentar a corrupção.
Para aqueles brotou a água da pedra; para ti, o sangue de Cristo. Àqueles, por um momento, a água saciou; a ti o sangue do Senhor refresca para sempre. O povo antigo bebe e tem sede; tu, ao beberes, não podes mais sentir sede, pois, de fato, aquilo era sombra, enquanto isto é realidade.
Se já admiras a sombra, qual não será tua admiração da realidade? Escuta como é sombra o acontecido aos patriarcas: Bebiam da pedra que os seguia; a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou de muitos deles, pois caíram mortos no deserto. Estas coisas foram feitas em figura para nós. Conheces agora o que tem maior valor: a luz supera a sombra; a realidade, a figura; o corpo do Criador vale mais do que o maná do céu.” (1)
A Eucaristia é o alimento indispensável para que vivamos a graça do batismo, como discípulos missionários do Senhor, e darmos testemunhos da fé, esperança e caridade, virtudes divinas que nos movem.
Neófitos (recém-batizados) ou não, todos precisamos deste alimento salutar e de eternidade.
Fundamental que participemos dominicalmente das Missas e tanto quanto possível das Missas nos dias da semana.
A Eucaristia é o ponto alto e a fonte de toda a nossa vida, para carregarmos com fidelidade nossa cruz de cada dia com suas renúncias necessárias.
(1) Liturgia das Horas - Volume Tempo Comum III - Editora Paulus p. 457-458
OOportuna para aprofundamento da passagem do Evangelho de João (Jo 6, 24-35) proclamada no 18º Domingo do Tempo Comum.
Resquiescat in pace - Descanse em paz!
Resquiescat in pace - Descanse em paz!
O sol escondido sob as nuvens, dia sombrio, como ficaram os dias sem você, desde quando partiu, e meus olhos nadam em lágrimas vertentes.
Hoje, uma lembrança com misto de tristeza suave e dilacerante me consome, e volto meus olhos para o passado, procurando preencher o vácuo que você deixou, que por vezes parece impreenchível.
Não fosse a fé na ressurreição da carne, ficaria apenas a sombra do túmulo, eterna sombra da morte; eterno descanso; ocaso sem esperança; derradeira pulsação da vida, sem desabrochar na outra margem.
Não fosse a fé na ressurreição da carne, aquele momento supremo da vida, seria um eterno sábado; o véu da morte ficaria para sempre posto, e não reconheceríamos os sinais do Ressuscitado, “os panos dobrados e colocados à parte” desde aquela memorável madrugada (cf. Jo 20, 7).
Mas creio na ressurreição da carne, e a morte é o descansar no regaço do Senhor; o dormir o sono da noite, sem horas após o último suspiro e o cerrar dos olhos à luz; o sentimento do frio pelas asas da morte a roçar a fronte; o fugir dos últimos lampejos da vida.
RIP – Resquiescat in pace – Descanse em paz amigo/a. Que o Senhor se compadeça de sua alma e o tenha para sempre em Sua glória, até que um dia também faça a necessária e derradeira passagem e viveremos o epílogo da eternidade e comunhão na glória dos céus, com os anjos e santos. Assim creio. Assim espero.
Tenho que seguir em frente, lembrando com carinho de cada momento que vivemos; cada sorriso compartilhado; cada lágrima enxugada; cada dificuldade superada...
Descanse em paz! O brilho do Sol nascente vem nos iluminar, até que um dia possamos nos céus nos encontrar. Amém.
Santas amizades, valiosos tesouros divinos
Santas amizades, valiosos tesouros divinos
Vejamos o que nos diz o Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem do Livro do Sirácida (Eclesiástico) (Eclo 6,5-17):
“Existe uma amizade humana que está entre os mais altos valores da vida. E existe uma amizade no Senhor, ainda mais constante e profunda que se torna ‘comunhão’ na Igreja.
Estamos longe ainda, no livro do Sirácida, da profundeza que terão essas amizades espirituais na era cristã.
Jesus chamará de amigos a seus discípulos até na hora da traição, e revela que não existe amizade quando não se é capaz de renunciar a si própria e à vida em favor dos amigos (Jo 15,13).” (1)
Oremos:
Ó Deus, agradecemos, pela amizade que Vosso Filho estabeleceu conosco, ainda que não merecedores, e a ela não saibamos corresponder.
Nós vos agradecemos pelas amizades que nos concedeis a cada dia, que nos aproximam ainda mais de Vós, e por elas pedimos, bênçãos, graça e proteção.
Suplicamos-Vos, para que as amizades que fazemos em nossas comunidades, tenham semente de eternidade, porque nascidas e alimentadas no Altar do Banquete de Vida eterna.
Também pedimos por nossos amigos que partiram para junto de Vós, deixando em nossos corações cortante saudade, mas sempre presentes em santas e memoráveis lembranças. Amém.
(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 810







