domingo, 14 de junho de 2026

“Envia-me, Senhor” (XIDTCA)

                                                         

“Envia-me, Senhor”

"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
 Por isso, pedi ao dono da messe
 que mande trabalhadores para a colheita” (Lc 10, 2)

Vejamos algumas exigências no discipulado, na fidelidade ao envio que o Senhor faz à luz da passagem do Evangelho de São Lucas (10,1-12), conforme Comentário do Missal Cotidiano:

1- A mansidão necessária na árdua missão de ser enviado como cordeiro em meio aos lobos (v.3);

2- A pobreza – não confiar nos bens materiais (bolsa, sacola, sandálias) – Sua Confiança é tão apenas na onipotência e força divina, para que o coração não fique dividido e a missão fragilizada, dando um contratestemunho indesejável (v.4);

3- Espírito de paz – é instrumento da paz compreendida como plenitude vida, alegria, comunhão, de todos os bens divinos necessários para que sejamos felizes plenamente (vv.5-6);

4- Não ter exigências e viver na gratuidade e na confiança na divina providência que nada nos deixa faltar (v.7);

5- Solicitude e interesse pelos necessitados anunciando a estes a alegria da Boa Nova do Reino que os acolhe, inclui, ama, perdoa, cura (v.8-9);

6- Perseverante – se rejeitado continuar em frente, sem jamais desistir do anúncio. Nada pode interromper sua missão, nenhuma rejeição, nenhum obstáculo encontrado no caminho.

7- Sendo enviado do Senhor, a acolhida implica em acolhida do próprio Deus, de outro lado a rejeição aos enviados do Senhor não ficará impune, pois Deus tratará com maior rigor aqueles que se fecharem a Boa Nova do Reino de Deus.

São sete orientações que Nosso Senhor apresenta aos Seus discípulos ao enviá-los, dois a dois. São 72 que vão à Sua frente, a toda cidade aonde Ele próprio devia ir (v. 1). De casa em casa comunicando a Boa Nova do Reino até que toda a cidade seja iluminada.

Sintamo-nos enviados a proclamar esta mesma Boa Notícia, sempre atual e transformadora da vida daqueles que foram enviados e daqueles que acolhem este anúncio, com a coragem por Deus em nós fortalecida para sermos prontos e perseverantes em nossa resposta: 

"Envia-me, Senhor, com Vosso Espírito,
Para anunciar o Reino de Deus,
Reino de amor, vida, verdade, justiça e paz.
Amém!”

PS: Apropriado para reflexão da passagem do Evangelho de São Lucas (Mt 9,36-10,8; Lc 10,1-12)

Envolvidos pelo amor divino (XIDTCA)

                                                         

Envolvidos pelo amor divino

O cristão é, fundamentalmente, alguém que descobriu que Deus o ama. Por isso, enfrenta a cada dia o bom combate da fé com serenidade e alegria. 

Possui uma esperança que brota da certeza fundamental: o Amor de Deus, que deve ser para nós o grande tesouro de que nos fala o Evangelho (Mt 6,19-23):

“… ajuntai tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam… Pois onde estiver teu tesouro, aí estará também o teu coração”. 

O cristão condiciona e fundamenta toda sua vida nesta certeza, de modo que, a alegria de quem encontrou e experimentou o Amor de Deus o faz discípulo missionário, sal da terra e luz do mundo, numa espiritualidade Eucarística.

A missionariedade consistirá em corresponder ao Amor de Deus. Somente no verdadeiro encontro e apaixonamento por Cristo e Seu Evangelho estaremos, como os profetas, dentre eles, João Batista, vivendo nossa vocação profética, ontem, hoje e sempre.

Com a Palavra, Jesus Cristo revelou o Deus Bíblico: Deus de Amor, pois o Espírito do Senhor repousava sobre Ele na mais perfeita relação de comunhão e Amor.

Vivamos a Aliança de Amor de Deus por nós, um amor no exato sentido da Palavra, pois Deus é Amor e ama Seu Povo e o tem como Seu tesouro, Sua propriedade e o constitui povo de sacerdotes e nação santa (Ex 19,2-6a).

Ama apesar de toda infidelidade, traição, idolatria, abandono, morticínios, sacrifícios inúteis, abominações, reclamações sem fundamento, provocação, lamentações infundadas, ingratidão, atrocidades cometidas, amor não correspondido…

Deus ama na contra mão da história, pois ama um povo pequeno, aos olhos humanos, absolutamente desprezível, frágil e insignificante. 

Encarna-Se para redimi-lo e não somente este povo, mas toda a humanidade, em Cristo Jesus, e perpetua Seu Amor na presença do Espírito Santo, não nos deixando órfãos!  

Ainda mais, Deus habita em cada um de nós como templo Seu, sendo para nós o mais belo Hóspede!

Deste modo, como definir o Amor de Deus? Verdadeiramente o amor de Deus é: 
Idealizador,
Idílico, Ilimitado,
Ilógico, Iluminador, Ilustre, Imaculado,
Imortal, Impecável, Imperante, Imperdível, Imperturbável, 
Implacável, Impressionante, Imutável, Imprescindível, Inalienável, 

Inalterável, 
Incandescente, Incansável, 
Incendiário, Incessante, Incomensurável, 
Incomparável,  Incondicional, Inconfundível, Incontestável, Incorruptível,  Indelével,  Indiscutível,Indispensável, Indissociável, Incrível, 
Indubitável, Indulgente, Inédito, Inerente, Inesgotável, Inesquecível, Inestimável, 
Inexplicável, Infalível, 
Infinito, Inflamável, Inigualável, 

Iniludível, Inimitável, Inovador, Inqualificável, 
Inquebrável, Insaciável, Insigne, Insondável, Inspirador, Insubstituível, 
Inteligente, Interminável, Íntimo, Inusitado, Inviolável,
Irradiante, Irrecusável, 
Irrenunciável, Irresistível, 
Irrestrito, Irretocável, Irreversível, 
Irrevogável, Irrigador...

Contemplemos na Cruz o Mistério do Encontro/presença de um Deus que é eterno Amante (Pai), eterno Amor (Espírito Santo), eterno Amado (Filho). 

Vivamos o tempo da paciência (XIDTCB)

                                                            

Vivamos o tempo da paciência

Sejamos enriquecidos por um trecho do Comentário do Missal Quotidiano Dominical e Ferial (p.1432), em preparação ao 11º Domingo do Tempo Comum (ano B).

“A rejeição e a esterilidade não podem originar nem justificar nenhum tipo de fatalismo preguiçoso.

‘Caminhamos sem O ver’, mas ‘guiados pela fé’, cheios de confiança, devemos ‘esforçar-nos para agradar ao Senhor’.

Não duvidemos de que a força do Evangelho se desencadeará em nós muito mais do que poderíamos esperar ou imaginar.

Vivemos no tempo da paciência e não no da colheita nem da paga”

Oremos:

Concedei-nos, ó Deus, a graça de seguirmos os passos de Vosso Amado Filho, e a linfa vital do Vosso Espírito, a seiva do amor, lançando no chão dos corações de muitos a Semente de Vossa Palavra, para que, a Vosso tempo, venha a dar os frutos por vós esperados. Amém.

Graça, amor, perdão e paz! (XIDTCC)

Graça, amor, perdão e paz!

A Palavra proclamada no 11º Domingo do Tempo Comum (ano C) revela um Deus de bondade e de misericórdia, que detesta o pecado, mas ama sem medida o pecador. Ele jamais abandona o pecador que reconhece a sua falta, comunicando a Salvação como dom divino e não como conquista humana.

O perdão de Deus oferecido à humanidade é sempre a comunicação do Amor que possibilita uma vida nova.

A misericórdia de Deus oferece a possibilidade do recomeço, de novos passos, novos rumos, novas posturas que nascem do encontro pessoal com a Divina Fonte de Amor e perdão: Jesus.

Na primeira Leitura (2Sm 12, 7-10.13), da mesma forma, Davi, interpelado pela Palavra do Profeta Natã, reconhece seus gravíssimos pecados, suplica o perdão de Deus e o alcança. A passagem também nos revela que Deus não é indiferente diante dos que abusam e exploram a vida do próximo.

O Apóstolo Paulo, na segunda Leitura (Gl 2, 16.19-21), foi um homem que passou da Lei para a acolhida da graça que vem de Jesus, pois somente n’Ele encontramos a Salvação. Acolhendo a graça, Paulo chegou à identificação tão intensa com Jesus que afirmou:

Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. E esta vida que agora vivo, eu vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim.” (Gl 2, 20).
A passagem do Evangelho (Lc 7,36-8,3) nos apresenta a mulher pecadora, que experimentou a misericórdia divina, teve seus pecados perdoados e, assim, pôde espalhar pelo mundo o verdadeiro amor, como nunca o fizera.

Temos também o fariseu Simão, que tão apenas acolheu Jesus em sua casa, mas não O recebeu como Aquele que tem o poder de perdoar os pecados, e que deseja estabelecer conosco comunhão de vida, Amor e perdão.

Simão é a personificação daqueles que não reconhecem as próprias imperfeições, e se tornam medida para o outro, crendo que têm o poder de julgar, rotular, condenar e excluir do convívio.

São totalmente opostas as atitudes da pecadora, que entra no banquete, sem mesmo ter sido convidada, e com toda humildade se prostra aos pés do Senhor, lava-os com suas lágrimas, lágrimas de dor por seus pecados; enxuga-os com seus cabelos, com sua vida, acolhida e ternura, ungindo-os e cobrindo-os de beijos.

Jesus a perdoa não porque tenha pecado muito, mas porque muito O amou, e demonstrou o seu amor para com Ele. Esta mulher fez a experiência do amor louco, incompreendido, de Deus que perdoa.

Simão sequer cumpriu o ritual prescrito, muito menos se abriu ao perdão e ao Amor de Jesus, como o Messias, o enviado do Pai, a própria presença de Deus, o único que tem poder para perdoar os pecados.

Simão, como os convidados, é levado tão apenas pela aparência, encerra a mulher no seu passado, sem a perspectiva de mudança. Mas, Jesus tem olhar que vai além das aparências, possibilitando a ela um futuro diferente, permitindo-lhe partir perdoada, amada e em paz.

Podemos nos identificar ora com Simão, ora com a pecadora que é perdoada por Jesus, assim como Davi que também peca e reconhece seus pecados.

Reflitamos:

- Estamos tão identificados com o Senhor, a ponto de, como Paulo, podermos dizer “não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim”?

-  Por nossos pensamentos, palavras, atitudes reconhecerão Cristo em nós?

- Reconhecemos nossos pecados e nos abrimos à misericórdia de Deus, alcançando e comunicando o perdão a quem nos ofende, como rezamos no Pai Nosso?

Somente experimentando o Amor e o perdão que vêm de Deus é que poderemos amar, perdoar e sermos perdoados.

O mundo precisa de Profetas da civilização do Amor, que se proponham a colaborar na construção do Reino do Amor de Deus no coração da humanidade; um Reino de justiça, paz, amor, misericórdia, perdão, compaixão, verdade, liberdade e, sobretudo, de respeito aos direitos sagrados da vida, desde a concepção ao seu declínio natural. 

É tempo de semear (XIDTCB)

                                                           

É tempo de semear

 “O Reino de Deus é como quando alguém espalha
a semente na terra. Ele vai dormir e acorda,
noite e dia, e a semente vai germinando e
crescendo, mas ele não sabe
como isso acontece.
(Mc 4, 26-27)

Com a Liturgia do 11º Domingo do Tempo Comum (ano B), contemplamos a Proposta que Deus tem para a humanidade: vida plena e felicidade sem fim.

Na passagem da primeira Leitura, com o Profeta Ezequiel (Ez 17,22-24), vemos o Povo de Deus exilado na Babilônia, que jamais ficou esquecido por Deus, porque Ele fiel à Sua Aliança.

O Ministério profético de Ezequiel se dá neste contexto dificílimo vivido pelo Povo de Deus, marcado pela deportação e infidelidade. Cabe ao Profeta provocar a conversão e a esperança de voltar à sua terra e reconstruir sua história.

Apesar das dramáticas circunstâncias vividas pelo povo, o Profeta tem uma palavra de confiança: Deus não abandonou o Seu Povo, e irá construir com ele uma nova história de salvação e de graça.

O Profeta expressa a vontade amorosa de Deus e exorta a todos para uma atitude de humildade, na abertura e acolhida dos apelos e desafios de Deus.

As palavras de Ezequiel revelam a ação infalível de Deus, que não esquece os Seus compromissos, jamais abandona o Povo com quem Se comprometeu, de modo que o medo e o pessimismo devem ceder lugar à confiança e à esperança. Deus não desiste de nós, porque nos ama e quer nos salvar.

“Mesmo afogado na angústia e no sofrimento, mesmo mergulhado num horizonte de desespero, Israel tem de aprender a confiar nesse Deus que é sempre fiel às Suas promessas e aos compromissos que assumiu com o Seu Povo no âmbito da Aliança. Tudo pode cair, tudo pode falhar; só Deus não falha.” (1)

Na passagem da segunda Leitura (2 Cor 5,6-10), refletimos sobre a vida, que é marcada pela finitude e transitoriedade, mas que deve ser vivida na espera do encontro com Deus, para uma vida definitiva e eterna. O Apóstolo Paulo acentua que os cristãos são peregrinos sem morada permanente nesta terra.

Também, hoje, vivemos a cultura do provisório, do efêmero, e sua mensagem ultrapassa os tempos, convidando-nos a buscar o que for duradouro e nos garanta a vida plena e definitiva.

Com a passagem do Evangelho (Mc 4,26-34), temos uma catequese sobre o Reino Deus, através das duas Parábolas que Jesus nos apresenta.

“Para fazer chegar a todos a Sua proposta, Jesus precisará de utilizar uma linguagem acessível, viva, questionadora, concreta, desafiadora, evocadora, pedagógica, que pudesse semear no coração dos ouvintes a consciência dessa nova e revolucionária realidade que Ele queria propor. É neste contexto que nos aparecem as ‘Parábolas’” (2)

As Parábolas, portanto, são excelente arma de controvérsia, diálogo e questionamento. Elas provocam, mexem com os ouvintes, fazem pensar, e levam a tomada de atitudes, com consequências para a vida.

O Reino de Deus acontece apesar do aparente fracasso, e é necessária a paciência e consciência de nossa pequenez crendo na ação divina, que aos poucos vai fazer passar as coisas antigas e fará novas todas as coisas, e teremos o novo céu e a nova terra que Deus oferece a todos nós.

O Reino de Deus é uma iniciativa divina e acontece na serenidade, confiança, paciência, esperança a partir de pequenos gestos, como a menor de todas as sementes.

Através do aparentemente insignificante, Jesus inaugura a realidade do Reino de Deus:

“Nos fatos aparentemente irrelevantes, na simplicidade e normalidade de cada dia, na insignificância dos meios, esconde-se o dinamismo de Deus que atua na história e que oferece aos homens caminhos de salvação e de vida plena”. (3)

As Parábolas nos revelam a ação de Deus através dos pequenos, humildes, pobres e em todos que renunciaram aos esquemas de triunfalismo e ostentação, e é destes que Deus se serve para a transformação do mundo:

“Atitudes de arrogância, de ambição desmedida, de poder a qualquer custo, não são sinais do Reino. Sempre que nos deixamos levar por tentações de grandeza, de orgulho, de prepotência, de vaidade, frustramos o Projeto de Deus, e impedimos que o Reino de Deus Se torne realidade no mundo e nas nossas vidas.” (4)

Celebremos a alegria de trabalhar pelo Reino de Deus, apesar de nosso trabalho parecer insignificante e desprezível, mas não o é aos olhos de Deus, que tem um Projeto de vida plena e feliz para toda humanidade.

A nós cabe lançar a semente com toda humildade, confiança, esperança, e aguardar com paciência os frutos que virão para que outros possam saborear:

“Não duvidemos de que a força do Evangelho se desencadeará em nós, muito mais do que poderíamos esperar ou imaginar. Vivemos no tempo da paciência e não no da colheita nem da paga.” (5)

Deus não falha, e Seu tempo não é o nosso tempo, definitivamente.
Como peregrinos no tempo, somos vocacionados para a eternidade, para a vida definitiva, como nos falou o Apóstolo Paulo em Sua Carta aos Coríntios.

Supliquemos a vinda do Reino de Deus, como o fazemos ao rezar a Oração do Senhor, o Pai Nosso: Venha, Senhor, o Vosso Reino, que anunciamos e testemunhamos.

Como é bom trabalhar na construção do Reino, como Igreja serva e servidora, misericordiosa e missionária, como nos lembra o Objetivo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023):

Objetivo Geral:

EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”



Fonte inspiradora e citações (1) (2) (3) (4):
(5) Missal quotidiano dominical e ferial  p.1432 

sábado, 13 de junho de 2026

Ó Mãe, nós te pedimos...

                                                      


Ó Mãe, nós te pedimos...

Maria, discípula mais perfeita do Senhor, rogai por nós. 

Maria, interlocutora do Pai, em Seu projeto de enviar Seu Verbo para a Salvação da humanidade, rogai por nós.
 
Maria, figura de mulher livre e forte, rogai por nós.
 
Maria, Virgem de Nazaré com uma missão única na História da Salvação, rogai por nós.
 
Maria, que nos favorece o encontro com o Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, rogai por nós.
 
Maria, presente em nossas comunidades, rogai por nós.
 
Maria, artífice de comunhão, rogai por nós.
 
Maria, a seguidora mais radical de Cristo, rogai por nós.
 
Maria, Virgem pura e sem mancha do pecado original, rogai por nós.
 
Maria, a mais bela flor da criação, rogai por nós. 
 
Mãe da fidelidade, rogai por nós.
 
Mãe da disponibilidade, rogai por nós.
 
Mãe da Igreja missionária, rogai por nós.
 
Mãe servidora, rogai por nós.
 
Mãe da alegria, rogai por nós.
 
Mãe da esperança, rogai por nós.
 
Mãe da humildade, rogai por nós.
 
Mãe da solidariedade, rogai por nós.
 
Mãe que fortalece os vínculos fraternos entre todos, rogai por nós.
 
Mãe boa pastora, rogai por nós.
 
Mãe do amor pelos últimos, rogai por nós.
 
Mãe de todos nós, presente ao pé da Cruz, rogai por nós.
 
Mãe da paciência, rogai por nós.
 
Mãe lutadora, rogai por nós.
 
Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós.

“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. (1) 


Amém.

 
(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 
https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 


PS: Livre adaptação dos parágrafos 266-272 da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe – Aparecida

Exigências para a missão que o Senhor nos confia (XIVDTCC)

                                                    

Exigências para a missão que o Senhor nos confia

“O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente
a um grupo de leigos, ou então se escuta os mestres,
é porque eles são testemunhas”
(Papa São Paulo VI)

A Liturgia da quinta-feira da 26ª Semana do Tempo Comum nos convida a refletir sobre o envio que Jesus faz aos Seus discípulos e as exigências da missão evangelizadora.

É missão do discípulo ser portador da paz, da vida e da esperança de um mundo novo, e esta missão contemplamos na passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 66, 10-14c).

O Profeta, mesmo numa situação difícil, em que o Povo de Deus se encontrava (martirizado, sofrido e angustiado), tem palavras de confiança e esperança.

Apresenta a ação divina com imagens de fecundidade e vida: somente Deus pode oferecer ao Seu povo o “shalom”, ou seja, saúde, fecundidade, prosperidade, amizade com Ele e com os outros, a felicidade total.

O Profeta tem sempre uma palavra que convida à alegria. Deus age por meio dele. Também nós somos Profetas, voz de Deus, num mundo também marcado pelo sofrimento, angústia, dores, prantos e morte.

Ontem e hoje, vivendo a vocação profética, somos convidados a superar o medo e a angústia e sentir a presença e a força de Deus conosco, não nos curvando diante dos temores que nos paralisam.

É oportuno nos questionarmos sobre a mensagem que temos a oferecer, como Igreja e Profetas do Reino, neste contexto.

Da mesma forma, o Apóstolo Paulo se dirigiu aos Gálatas (Gl 6, 14-18), nos exortando ao testemunho radical, que passa pela cruz, para alcançarmos a glória, e assim, possa nascer a vida do Homem Novo em nós:

Só gerados e alimentados por essa fonte é que poderemos ser novas criaturas. No que diz respeito, Paulo declara que no centro da sua glória não está a observância rigorosa da Lei, mas Cristo Crucificado”

Retomando a mensagem do Evangelho (Lc 10,1-12), somos continuadores da missão de Jesus, e pelo Batismo todos somos chamados a anunciar a alegria do Reino de Deus, não obstante as dificuldades que possam surgir. 

O comentário do Missal Dominical é enfático ao afirmar: “... Não há missão sem perseguição, sem sofrimento e sem Cruz.

A Cruz pelo Reino de Deus, aceita com amor, é o sinal da vitória sobre o mal e a morte...

O que o Senhor nos pede é a fidelidade a Ele, à Sua mensagem e ao Seu estilo de anúncio. Não nos garante o êxito” (pp. 1169-1170).

Jesus envia 72 discípulos, de dois em dois, pois a ação é comunitária, e apresenta a eles algumas exigências e advertências:

-   Terá que enfrentar dificuldades;
-    Viverá a pobreza, confiando tão apenas na providência divina;

-    Crerá na força libertadora da Palavra de Deus;
-    Viverá  a urgência da missão (não pode haver perda de tempo);

-    Será totalmente dedicado à missão;
-    Será portador da paz;

-    Combaterá contra o mal que se contrapõe ao Reino de Deus;
-    Exultará de alegria por terem os nomes inscritos no céu, no livro da vida.

Deste modo, é preciso que o discípulo missionário confie na Palavra de Deus, com desprendimento, coragem, ousadia, confiança  na providência de Deus e paixão por Ele, e carregando a cruz cotidiana, pois somente Cristo interessa para nossa Salvação, de modo que nossa identificação com Ele se dará na intensidade que amarmos como Ele nos ama.

Reflitamos:

-  Qual é a nossa fidelidade à missão que Deus nos confia?
-  Quanto nos empenhamos para que percebam em nós a alegria da chegada do Reino de Deus?

-  Percebem as pessoas que somos prisioneiros do mais belo Amor, Jesus Cristo, marcados pelo sinal da Cruz, com expressão do amor radical, da liberdade, da vida, doação e serviço?

-  Como viver mais intensamente a missão, por Deus, a nós confiada?
-  Em quem depositamos nossa confiança e esperança?

Retomo as palavras do Papa São Paulo VI: 

“O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”.

Participando das Mesas Sagradas do Senhor, sejamos iluminados e fortalecidos por Sua Palavra, e revigorados pelo Pão da Imortalidade, para continuarmos, com coragem e fidelidade, a missão que Ele nos confia. Amém.


PS: Apropriado para a Missa em louvor a Santo Antônio em que se proclama a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 10,1-12)

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