quinta-feira, 4 de junho de 2026

Santa Missa: centro, fonte, cume e coração de nossa vida

 


Santa Missa: centro, fonte, cume e coração de nossa vida

“Se, com a ajuda da graça, nos esforçarmos, a Santa Missa será o centro para o qual convergirão todas as nossas práticas de piedade, os deveres familiares e sociais, o trabalho, o apostolado...;

converter‑se‑á também na fonte onde recuperaremos diariamente as forças para prosseguir a nossa caminhada;

no cume para o qual dirigiremos os nossos passos, as nossas obras, os nossos anseios apostólicos, os mais íntimos desejos da alma;

será também o coração onde aprenderemos a amar os outros, com os seus defeitos, parecidos aos nossos, e com as suas facetas menos agradáveis.” (1)

 

(1) Fonte: http://www.hablarcondios.org

Somente o Senhor sacia nossa fome e sede (Corpus Christi)

                                                   

Somente o Senhor sacia nossa fome e sede

Escritas no século VII, as Instruções do Abade São Columbano nos ajudam para maior fidelidade ao Senhor, que sacia nossa sede e fome de amor, vida e paz.

“Irmãos caríssimos, prestai ouvidos ao que vamos dizer como a algo de necessário. Contentai a sede de vossas almas nas águas da Fonte Divina, sobre a qual desejamos falar, mas não a extingais; bebei, mas não vos sacieis.

Chama-nos a Si a fonte viva, a fonte da vida e diz: Quem tem sede venha a mim e beba (Jo 7,37). Entendei o que bebeis. Diga-vos Jeremias, diga-vos a própria Fonte: Abandonaram-me a mim, Fonte de água viva, diz o Senhor (Jr 2,13).

O próprio Senhor, nosso Deus, Jesus Cristo, é a Fonte da vida; por isso nos convida a irmos a Ele, Fonte, para o bebermos. Bebe-O quem ama; bebe quem se sacia com a Palavra de Deus; quem muito ama, muito deseja; bebe quem arde de amor pela sabedoria.

Vede donde mana esta fonte: do mesmo lugar donde desceu o Pão. Pão e Fonte são o mesmo, o Filho único, nosso Deus, o Cristo Senhor, de quem devemos ter sempre fome. 

Comemo-Lo, amando; devoramo-Lo desejando e, no entanto, famintos, desejemo-Lo ainda.

Da mesma forma, qual água de uma fonte; bebamo-Lo sempre pela plenitude do desejo e deleitemo-nos com a suavidade de Sua particular doçura. Pois é doce e suave o Senhor; por mais que O comamos e bebamos, estamos sempre sedentos e famintos, porque nosso Alimento e Bebida nunca se podem tomar e beber totalmente; tomando, não se consome, bebido não acaba, pois nosso Pão é eterno, nossa Fonte é perene, nossa Fonte é doce.

Eis a razão por que diz o Profeta: Vós que tendes sede, ide à Fonte (Is 55,1). É Fonte dos sedentos, não dos saciados. Por isto chama a Si sedentos, que em outro lugar declara felizes, aqueles que nunca bebem bastante, mas quanto mais sorvem, tanto mais têm sede.

Irmãos, é justo que a fonte da sabedoria, o Verbo de Deus nas alturas (Eclo 1,5 Vulg.), sempre seja desejada, buscada, amada por nós; estão escondidos, segundo as palavras do Apóstolo, todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Cl 2,3), e chama quem tem sede a deles tomar.

Se tens sede, bebe da Fonte da vida; se tens fome, come o Pão da vida. Felizes os que têm fome deste Pão e sede desta Fonte. Sempre comendo e sempre bebendo, ainda desejam comer e beber. Porque é imensamente doce aquilo que sempre se saboreia e sempre se deseja mais. O rei Profeta já dizia: Saboreai e vede quão doce, quão suave é o Senhor (Sl 33,9)".



PS: Vulgata - a versão mais difundida (ou mais aceita como autêntica) de um texto

Eucaristia: salutar Alimento (Corpus Christi)

                                                


Eucaristia: salutar Alimento

Sejamos enriquecidos pelo Tratado contra as heresias, escrito por Santo Irineu de Lião (sec. II).

“Estão inteiramente loucos aqueles que rejeitam toda a economia de Deus, ao negar a salvação da carne e desprezar o seu novo nascimento, pois dizem que ela não é capaz de ser incorruptível. Pois se a carne não se salva, então nem o Senhor nos redimiu com o seu sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com o seu Sangue, nem o pão que partimos é a comunhão com o seu Corpo. Porque o sangue não pode ter origem a não ser das veias e da carne, e de tudo o que forma a substância do homem, pelo qual, tendo o Verbo de Deus a assumido verdadeiramente, nos redimiu com seu Sangue.

Como diz o Apóstolo: N’Ele temos a redenção pelo seu sangue e a remissão dos pecados. E, como somos os seus membros, e nos alimentamos por meio das coisas criadas, Ele mesmo põe à nossa disposição a sua criação, fazendo se erguer o sol e chover como Ele quer. Porque Ele mesmo ainda confessou que o cálice, tirado da natureza criada, é seu Sangue, com o qual fortifica nosso sangue; e o pão, que também é tirado da natureza criada, declarou ser seu próprio Corpo, com o qual fortifica nossos corpos.

Em consequência, se o cálice misturado com água e o pão que foi produzido recebem a Palavra de Deus para converterem-se na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo, e mediante estes a carne de nosso ser se fortalece e se desenvolve, como eles podem negar que a carne seja capaz de receber o dom de Deus que é a vida eterna, já que se nutriu com o Sangue e o Corpo de Cristo, e se converteu em seu membro?

Quando o bem-aventurado Apóstolo escreve em sua Carta aos Efésios: Somos membros de seu corpo, de sua carne e de seus ossos, não diz isto de algum homem espiritual e invisível - pois um espírito não tem carne nem ossos -, mas daquele ser que é verdadeiro homem, que está formado por carne, ossos e nervos, o qual se nutre do Sangue do Senhor e se desenvolve com o pão de seu Corpo.

Quando um galho separado da videira é plantado na terra, apodrece, cresce e se multiplica por obra do Espírito de Deus que contém tudo.  Logo, pela sabedoria divina, torna-se útil aos homens, e recebendo a Palavra de Deus se converte na Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo. De modo semelhante, também nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia e sepultados na terra, nela apodrecem para ressuscitar no tempo oportuno, quando o Verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai.

Ele é quem transforma o mortal em imortal e ao corruptível concede gratuitamente tornar-se incorruptível, pois o poder de Deus se manifesta na fraqueza.” (1)

O Tratado de Santo Irineu de Lion nos remete a Santo Inácio, que dizia que a Eucaristia "é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre".

Participantes da Mesa da Eucaristia, nos alimentamos do Corpo e Sangue do Senhor, pão e vinho transubstanciados na Oração Eucarística.

Oportuno que rezemos, aprofundemos e saboreemos em cada Missa, as riquezas dos Prefácios das Orações Eucarísticas, bem como a diversidade de Orações Eucarísticas que o Missal Romano nos oferece.

Fundamental que sejam escolhidas sempre em conformidade com a Liturgia celebrada, na estreita relação da Mesa da Palavra com a Mesa da Eucaristia, para ressoar no testemunho cotidiano. Amém.

 

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pág. 446-447

Eucaristia, amor e partilha (Corpus Christi)

                                                          

Eucaristia, amor e partilha

Na Liturgia da Palavra, da segunda Sexta-Feira da Páscoa, ouvimos a proclamação da passagem do Evangelho de São João (Jo 6, 1-15), em que narra o sinal que Jesus fez no deserto, celebrando com a multidão o Banquete da Vida, em oposição ao banquete de Herodes, o banquete da morte:

Sacrifício voraz de vidas inocentes e justas, como a vida de João Batista. No Banquete de Jesus, há credenciais exigidas para autêntica participação:

O amor de compaixão, a solidariedade, a confiança na providência de Deus, a gratidão, a bênção, e a consciência de que os bens de graça, d’Ele, recebidos devem ser generosamente partilhados.

O pão que de Deus, cotidianamente, recebemos, por Ele abençoado e por nós partilhado, ganha um novo sabor.

No Banquete da Vida de Nosso Senhor, não há como se omitir diante da dor, da fome, da miséria da existência humana: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

É possível superar esta brutal realidade que rouba a beleza do Projeto Divino. 

O Profeta Isaías já anunciara a promessa messiânica, de restauração da vida, em que Deus nos chama a comer e a beber sem paga: vinho e leite, deleite e força, alegria, revigoramento...

No Antigo Testamento vemos o Profeta Eliseu que também soube partilhar o pouco para saciar a fome de muitos (2 Rs 4,42-44).

Uma última exigência: Aprender a nova matemática de Deus: Na racionalidade da matemática humana 5+ 2 = 7, indiscutivelmente, logo os 5000 homens, sem contar mulheres e crianças, estariam condenados à fome, ao desalento...

Na racionalidade da Matemática Divina, 5 + 2 = plenitude, perfeição, tudo!

Temos tudo para saciar a fome da humanidade, pois os bens que de Deus recebemos, quando partilhados, são multiplicados.
O milagre da multiplicação dos 5 pães e 2 peixes foi um sinal do Banquete Eucarístico que celebramos.

Alimentando-nos de um pedaço de Pão e um pouco de Vinho, Corpo e Sangue do Senhor, prolongamos a celebração na vida, multiplicando gestos de compaixão, partilha, solidariedade, tornamo-nos promotores da justiça, da fraternidade, da vida e da paz.

Santo Inácio de Antioquia, Bispo e Mártir, no séc. I, num contexto de dominação e perseguição, nos exortava com sabedoria indiscutível:

“Vosso Batismo seja a vossa arma; a fé, o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa. As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido”.

Quando aprendizes da matemática divina:

- Nada nos separará do Amor de Deus (Rm 8,35-39): nem a tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada...

- Intensificaremos nosso relacionamento com Deus, que é misericórdia, piedade, amor, paciência, compaixão, muito bom para com todos e pleno de ternura que abraça toda criatura (Sl 144).

-   Aprenderemos com um autor desconhecido:

Somente a água que damos de beber ao próximo poderá saciar nossa sede. Somente a roupa que doamos poderá vestir nossa nudez. Somente o doente que visitamos poderá nos curar.

Somente o pão que oferecemos ao irmão poderá nos satisfazer.
Somente a palavra que suaviza a dor poderá nos consolar.
Somente o prisioneiro que libertamos poderá nos libertar”.

Somente a partir da matemática de Deus é que teremos o sinal de um novo céu e uma nova terra, pois não é a lógica fria e irracional, mas a lógica da compaixão, amor, solidariedade e partilha que multiplica, abundantemente, em nós, todas as graças divinas.

Matemática de Deus...
Uma bela lição a aprender para que vivamos a Eucaristia como expressão de amor, acompanhado da necessária partilha. Amém. Aleluia!

PS: Oportuna para o 17º Domingo do Tempo Comum - ano B

Temos fome do Pão do céu e da Bebida da Salvação (Corpus Christi)

                                                                     

Temos fome do Pão do céu e da Bebida da Salvação

Sejamos enriquecidos pela Catequese escrita pelo Bispo São Cirilo, extraída “Das Catequeses de Jerusalém” (séc. IV), que nos fala sobre a  Eucaristia, o Pão do céu e a Bebida da Salvação.

“Na noite em que foi entregue, nosso Senhor Jesus Cristo tomou o Pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-o a Seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei: isto é o meu corpo”.

Em seguida, tomando o Cálice, deu graças e disse: “Tomai e bebei: isto é o meu sangue” (cf. Mt 26,26-27; 1Cor 11,23-24). Tendo, portanto, pronunciado e dito sobre o Pão: Isto é o meu corpo, quem ousará duvidar? E tendo afirmado e dito: Isto é o meu sangue, quem se atreverá ainda a duvidar e dizer que não é o Seu sangue?

Recebamos, pois, com toda a convicção, o Corpo e o Sangue de Cristo. Porque sob a forma de Pão é o corpo que te é dado, e sob a forma de vinho, é o sangue que te é entregue. Assim, ao receberes o Corpo e o Sangue de Cristo, te transformas com Ele num só corpo e num só sangue. 

Deste modo, tendo assimilado em nossos membros o Seu corpo e o Seu sangue, tornamo-nos portadores de Cristo; tornamo-nos, como diz São Pedro, participantes da natureza divina (2Pd 1,4).

Outrora, falando aos judeus, dizia Cristo: Se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós (cf. Jo 6,53). Como eles não compreenderam o sentido espiritual do que lhes era dito, afastaram-se escandalizados, julgando estarem sendo induzidos por Jesus a comer carne humana. 

Na Antiga Aliança, havia os pães da propiciação; por pertencerem ao Velho Testamento, já não mais existem. Na Nova Aliança, porém, trata-se de um Pão do céu e de um Cálice da salvação que santificam a alma e o corpo. Assim como o pão é próprio para a vida do corpo, também o Verbo é próprio para a vida da alma.

Por isso, não consideres o Pão e o Vinho eucarísticos como se fossem elementos simples e vulgares. São realmente o Corpo e o Sangue de Cristo, segundo a afirmativa do Senhor. 

Muito embora os sentidos te sugiram outra coisa, tenha a firme certeza do que a fé te ensina. Se foste bem instruído pela doutrina da fé, acreditas firmemente que aquilo que parece pão, embora seja como tal sensível ao paladar, não é pão, mas é o Corpo de Cristo. E aquilo que parece vinho, muito embora tenha esse sabor, não é vinho, mas é o Sangue de Cristo.

Antigamente, bem a propósito, já dizia Davi nos salmos: O pão revigora o coração do homem, e o óleo ilumina a sua face (Sl 103,15). Fortifica, pois, teu coração, recebendo esse Pão espiritual e faze brilhar a alegria no rosto de tua alma. Com o rosto iluminado por uma consciência pura, contemplando como num espelho a glória do Senhor, possas caminhar de claridade em claridade, em Cristo Jesus, nosso Senhor, a quem sejam dadas honra, poder e glória pelos séculos sem fim. Amém”. (1)

Vemos quão importante e necessário que participemos da Ceia do Senhor, alimentando-nos não apenas por um pedaço de pão e um pouco de vinho, mas Transubstanciados, na Celebração Eucarística, tornam-Se, verdadeiramente, Pão do Céu e Bebida de Salvação.

Participemos cada vez mais, ativa, piedosa, conscientemente das Missas de nossas Comunidades, prolongando-as, dia a dia, em sagrados compromissos com a Boa Notícia nela Proclamada, assim como do Verdadeiro Pão e Verdadeira Comida saciados.

Seja a nossa espiritualidade essencialmente Eucarística. Sejamos perseverantes, como as primeiras comunidades, na Doutrina dos Apóstolos, comunhão fraterna, fração do Pão e oração (At 2,42-45).


(1)Liturgia das Horas - Volume Quaresma/Páscoa - Editora Paulus - p. 558-560
PS: Oportuno para a reflexão da passagem do Evangelho de João (Jo 6,35-40)

Eucaristia: Salutar Sacramento dos peregrinos do Senhor (Corpus Christi)

 


Eucaristia: Salutar Sacramento dos peregrinos do Senhor

Sejamos enriquecidos pelo Tratado sobre os Mistérios, escrito pelo bispo Santo Ambrósio (Séc. IV):

“Vemos que são maiores as obras da graça do que as da natureza. Entre as obras da graça, incluímos a graça da bênção profética. Se a bênção humana teve a força de mudar a natureza, que diremos da própria consagração divina, em que agem as palavras mesmas do Senhor e Salvador? Porque este sacramento que recebes se realiza pela palavra de Cristo. Se tanto pôde a palavra de Elias que fez o fogo descer do céu, não terá a palavra de Cristo o poder de mudar a substância dos elementos? Já leste acerca da criação do mundo inteiro que Ele falou e tudo foi feito, ele ordenou e tudo foi criado. Portanto a palavra de Cristo, que pôde do nada fazer o que não era, não poderá mudar o que existe para aquilo que não era? Dar novas naturezas às coisas não é menos do que mudá-las.

Mas por que apresentamos argumentos? Voltemo-nos para seus exemplos, confirmemos pelos mistérios da encarnação a verdade do mistério. Acaso, quando Jesus nasceu de Maria, foi observada a natureza comum? Normalmente, a mulher concebe pela união com o homem. Está, portanto, bem claro que a Virgem gerou fora da ordem natural. E este que consagramos é o corpo que proveio da Virgem. Por que exiges aqui que seja segundo a natureza, quando foi além da natureza que da Virgem se deu o nascimento do mesmo Senhor Jesus? É realmente a verdadeira carne de Cristo que foi crucificada, sepultada; é verdadeiramente o sacramento desta carne. O próprio Senhor Jesus declara: Isto é o meu corpo. Antes da bênção das palavras celestes era outra realidade; depois da consagração, entende-se o corpo. Ele mesmo diz que é seu sangue. Antes da consagração é outra coisa; depois da consagração, chama-se sangue. E tu dizes: ‘Amém’; o que quer dizer: ‘É verdade’. Confesse o nosso interior o que proclamam os lábios, sinta o afeto o que a palavra soa.

Vendo tão grande graça, a Igreja exorta seus filhos, exorta os amigos a que acorram ao sacramento: Comei, amigos meus, bebei e inebriai-vos, meus irmãos. O que comemos, o que bebemos, o Espírito Santo pelo Profeta o exprimiu: Provai e vede, como é suave o Senhor; feliz de quem n’Ele confia. Neste sacramento está Cristo porque é o corpo de Cristo. Não é, por conseguinte, alimento corporal, mas espiritual. O Apóstolo, falando da sua figura, dizia: Nossos pais comeram o pão espiritual e beberam da bebida espiritual. O corpo de Deus é corpo espiritual; o corpo de Cristo é corpo do espírito divino, porque Cristo é Espírito, como lemos: O Espírito diante de nossa face, o Cristo Senhor. E na Carta de São Pedro encontramos: E Cristo morreu por vós. Por fim este pão fortalece o nosso coração e esta bebida alegra o coração do homem; assim nos lembra o Profeta.” (1)

O Sacramento da Eucaristia é verdadeiramente a presença de Jesus Cristo, e ao recebê-La, somos fortalecidos para o testemunho da fé, nosso coração se plenifica de alegria, no carregar da cruz cotidiana, com suas renúncias necessárias:

“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou: «Estas palavras são insuportáveis! Quem as pode escutar?» (Jo 6, 60).

A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério e não cessa de ser ocasião de divisão. «Também vos quereis ir embora?» (Jo 6, 67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do Seu amor a descobrir que só Ele tem «Palavras de vida eterna» (Jo 6, 68) e que acolher na fé o dom da Sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele próprio” (2)

Peregrinos da esperança sejamos, pela Eucaristia nutridos para o bom combate da fé. Amém.

 

(1) Liturgia das Horas – Volume Tempo Comum III - p.460-461

(2) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1336

Em poucas palavras... (corpus Christi)

                                                        


“Da Vossa Ceia Mística...”

“E na Divina Liturgia de São João Crisóstomo os fiéis oram no mesmo espírito:

‘Da Vossa Ceia Mística fazei-me participar hoje, ó Filho de Deus. Pois não revelarei o Mistério aos Vossos inimigos, nem Vos darei o beijo de Judas. Mas, como o ladrão, clamo a Vós: lembrai-Vos de mim, Senhor, no Vosso Reino’.” (1)

 

(1) Citado no Catecismo da Igreja Católica n.1386

 


Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG