segunda-feira, 16 de março de 2026

Deus nos surpreende com Suas maravilhas

                                                           

Deus nos surpreende com Suas maravilhas

Na segunda-feira da quarta semana da Quaresma, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 4,43-54), em que Jesus realiza o segundo sinal, em Caná da Galileia, curando o filho de um funcionário real.

Através do sinal realizado por Jesus, este pagão reconhece que Jesus não é somente um taumaturgo, mas é a Palavra do Pai, a fonte de vida para todo aquele que n’Ele crer.

Não somente ele acreditou em Jesus, como todos de sua casa, como nos fala o Evangelista, revelando assim, o dinamismo da fé, que tende ao envolvimento de todos.

Bem afirmou o Papa São João Paulo II na Carta Encíclica Redemptoris Missio (1990):

“De fato, a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio, no empenho pela missão universal” (n.2).

Vemos, no entanto, que o funcionário real alcançou a graça da cura do seu filho, por meio de Jesus, fazendo um iter (caminho) em três etapas:

1ª – uma fé inicial demonstrada ao recorrer a Jesus;
2ª – A fé na Palavra de Jesus;
3ª – a fé em Jesus, como doador da vida.

Oremos:

Cremos em Vós, ó Deus, que nos surpreendeis a cada instante, realizando maravilhas em nosso favor, em meio a tantos sinais de dor, sofrimento e morte.

Cremos em Vós, ó Deus, um Deus surpreendente e infinitamente maior do que o nosso coração, como nos falou vosso Evangelista (1 Jo 3,20).

Cremos em Vós, ó Deus, que criais a cada instante novos céus e nova terra, como anunciaram os Profetas, dentre eles, Isaías (Is 65,17).

Cremos em Vós, ó Deus, rico em misericórdia, como nos revelou o Vosso Amado Filho, que incessantemente nos enviais Vosso Espírito Santo de Amor para nos conduzir.

Cremos em Vós, ó Deus, que não permitis que Vos fechemos em esquemas mentais rígidos, e tão pouco à mesquinhez de nossos corações, nas angústias de seus horizontes.

Cremos em Vós, ó Deus, que quereis dialogar com Vossas criaturas que somos, em todos os momentos, dando-nos vida além de nossas expectativas e súplicas.

Cremos em Vós, ó Deus, que alargais, elevais e purificais nossos desejos, acolhendo e os colocando em plano mais elevado, a fim de que sejam semelhantes aos Vossos.

Cremos em Vós, ó Deus, que caminha conosco nesta caminhada quaresmal, num êxodo em direção à Páscoa, com alegria, fé e esperança.

Cremos em Vós, ó Deus, em Vosso Espírito de amor e em Vosso Filho, que tem palavra de vida eterna, que nos garante vida plena e eterna. Amém.


Fonte: Lecionário Comentado – Tempo da Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – pp.193-194

Redescobrir o rosto de Deus

                                                         

Redescobrir o rosto de Deus

A Liturgia da segunda-feira da quarta semana da Quaresma nos apresenta a passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 65,17-21); Salmo 29, 3-6.11-13 e a passagem do Evangelho de João (Jo 4,43-54).

Somos convidados a redescobrir o rosto de Deus, que age em favor da humanidade, curando, restaurando, recriando novas expectativas, não obstante as dificuldades, provações, inquietações por que possamos passar.

Esta face divina, podemos também encontrar no Livro da Sabedoria (Sb 13,1-9), e sobre esta passagem sejamos enriquecidos pelo comentário do Missal  Cotidiano:

“As conquistas da ciência, servindo-se das leis que regulam a criação, determinaram um vertiginoso progresso, que levou o homem a sentir-se autossuficiente, dono do próprio destino, a ponto de proclamar a ‘morte de Deus’.

Os fetiches pagãos de outrora, o ar, a água, o fogo, ‘considerados deuses’ (v.3), foram substituídos pela ciência, técnica e o progresso. Vieram depois as amargas autocríticas dos cientistas, as denúncias de ‘morte do homem’ feitas pelos filósofos e a desorientação do homem contemporâneo.

‘Ao recusar frequentemente reconhecer Deus como seu princípio, o homem rompe a ordem que o orientava para o seu fim último e, ao mesmo tempo, quebra toda a harmonia, quer em relação a si mesmo, quer em relação aos outros homens e a toda a criação’ (GS 13). Para retomar o rumo certo, é preciso redescobrir Deus.”

É preciso construir um futuro sem prescindir de Deus, pois qualquer tentativa de construção, qualquer projeto sem Deus volta-se, inevitavelmente contra o próprio homem. De fato, “é preciso redescobrir Deus”.

Na Encíclica Fé e Razão, do Papa São João Paulo II, vemos a relação inseparável e necessária entre ambas.

Deste modo, as ciências humanas e divinas são degraus para chegarmos até o Absoluto de nossas vidas: Deus.

É preciso avançar no conhecimento, nas conquistas das ciências, mas sem se curvar aos novos fetiches ou ídolos.

Precisamos da ciência, da técnica e do progresso. Não há lugar para discursos retrógrados e negacionistas, mas também não podemos nos curvar aos discursos do indiferentismo religioso.

A procura do saber e a inquietação pelo saber, jamais se contrapõem à busca da sabedoria maior e necessária, a Sabedoria do Espírito, a Sabedoria Divina.

Colocando-nos diante de Deus como criaturas, voltamo-nos para o  Criador e procuramos descobrir, mergulhar nos mistérios mais profundos do próprio homem, onde Deus habita, e assim redescobrir Sua divina face de amor e presença na história.

Oremos:

Ó Deus, ajudai-nos a redescobrir Vossa face Misericordiosa, na fidelidade ao Vosso Filho, na plena comunhão com o Espírito Santo, como membros de Vossa Igreja que somos, a serviço do Vosso Reino de amor, verdade, justiça, liberdade e paz.

Ajudai-nos a redescobrir Vossa ação surpreendente, que realiza maravilhas, suscitando em nós exultação e alegria, porque sois um Deus vivo, criador e cheio de novidades, sempre tomando iniciativas para nos conduzir a uma vida plena e feliz.

Ajudai-nos a construir uma identidade cristã, que nos faça cada vez mais humanos e autênticos, sendo no mundo testemunhas de Vossa luz e salvação, ancorados e sustentados pela Vossa Palavra e pelos Sacramentos, que nos revelam e comunicam Vosso amor e presença.

Ajudai-nos a mergulhar em Vossos planos, que não podem ser contidos em nossos esquemas mentais rígidos, empobrecidos pela mesquinhez de nossos corações, nas angústias de nossos estreitos horizontes, porque movidos por valores e sentimentos que não são os Vossos.

Ajudai-nos no aprendizado do diálogo convosco, para pensarmos e agirmos em sintonia com Vossos desígnios, tendo elevados e purificados nossos desejos, tornando-os semelhantes aos Vossos, e assim trilharmos o caminho de santidade, para sermos santos como Vós sois Santo.

Ajudai-nos a firmar nossos passos nesta caminhada quaresmal, num êxodo em direção à Páscoa, o transbordamento da alegria, mas antes precedido pelo fortalecimento da fé, revigoramento da esperança, e o reavivamento da chama do amor acesa em nosso coração.

Ajudai-nos a viver intensamente este tempo de graça e salvação, para que exultemos pela novidade Pascal, a Ressurreição do Vosso Filho, que tendo nos amado, amou-nos até o fim, esperando Sua vinda gloriosa, com a realização da plenitude da alegria, no fim dos tempos.

Por fim, ó Deus, ajudai-nos a redescobrir que sois um Deus verdadeiramente surpreendente, e infinitamente maior do que o nosso coração, (1 Jo 3,20), rico em misericórdia, assim como nos revelou Vosso Amado Filho, na plena comunhão de Amor, com o Vosso Santo Espírito. Amém. 



PS: GS - Gaudium et Spes - Vaticano II

domingo, 15 de março de 2026

Sejamos curados de nossa cegueira (IVDTQA)

                                                           

Sejamos curados de nossa cegueira

A Igreja no quarto Domingo da Quaresma (Ano A), celebra o conhecido “Dominica Laetare”, em que refletimos sobre o tema da luz. No terceiro, refletimos sobre a água e no próximo sobre a vida.

Trata-se de um Domingo luminoso por sublinhar que a vida cristã é penitência, mas também alegria (antífona de entrada da Missa e a Oração sobre as Oblatas):

A Alegria do caminho pascal exprime-se no tema da luz: a luz é vida, é alegria, é Cristo (aclamação antes do Evangelho), e o percurso quaresmal é viagem em direção à luz, redescoberta da luz que no Batismo foi acesa para nós no Círio Pascal”) (1)

Três temas que nos introduzem e nos preparam para a Semana Santa (água, luz e vida) e para recebermos o Batismo, ou renovar nossas promessas batismais na Vigília Solene da Páscoa.

A passagem da primeira Leitura (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) não se refere diretamente ao tema da luz, mas nos permite a reflexão sobre o dia do nosso Batismo, quando somos ungidos para sermos testemunhas da luz.

Davi foi escolhido não pela lógica dos homens, mas segundo a lógica de Deus, que não se deixa levar pelas aparências. Davi, o filho mais novo de Jessé, é escolhido, embora jovem, anônimo e desconhecido que guardava o rebanho do seu pai.

A mensagem da Leitura é essencialmente esta: Deus escolhe e chama, habitualmente, os pequeninos, os mais fracos, aqueles que o mundo marginaliza e considera insignificantes. Paradoxalmente, Deus manifesta Sua força através deles.

Urge que aprendamos a ver como Deus vê: ver para além das aparências. Somente quem tiver fé profunda e solidificada conseguirá ver como Deus vê, porque a partir da lógica mais profunda, a lógica do amor, que cria e faz novas todas as coisas.

Na passagem da segunda Leitura (Ef 5,8-14), o Apóstolo Paulo nos coloca frente a uma escolha: luz ou trevas. Viver na luz significa viver a bondade, a justiça e a verdade.

O viver na luz, mais ainda, consiste na acolhida do dom da Salvação que Deus nos oferece gratuitamente, aceitando e vivendo a vida nova que Ele nos propõe (viver na liberdade como filhos de Deus e irmãos uns dos outros).

De outro lado, viver nas trevas consiste em pautar a vida pelo egoísmo, orgulho e autossuficiência; viver à margem de Deus, e, consequentemente, recusar Suas propostas; prisioneiro das próprias paixões, dos falsos valores.

Ser batizado e viver como filhos da luz, portanto, não nos permite cruzar os braços diante da maldade, do egoísmo, da injustiça, da exploração, dos contravalores que a sociedade propõe, tornando menos bela a vida da humanidade.

Viver como filhos da luz exige que descruzemos os braços, abramos o nosso coração e nossas mãos, em alegres e solícitos gestos de partilha e solidariedade. Incomodar-se permanentemente com a escuridão do mundo, procurando todas as formas para torná-lo luminoso.

Na passagem do Evangelho (Jo 9,1-41), Jesus, curando o cego de nascença, é apresentado pelo Evangelista São João como “a luz do mundo”, cuja missão é a libertação da humanidade das trevas.

A adesão à proposta de Jesus nos coloca num caminho de liberdade e alcance da vida plena e feliz e, no fim dela, a eternidade.

A cegueira no tempo de Jesus, segundo a concepção da época, era um castigo de Deus de acordo com a gravidade da culpa. Ela era considerada o resultado de um pecado especialmente grave. Ser cego é ao mesmo tempo ser impedido de servir de testemunha no tribunal e de participar das cerimônias religiosas do templo.

O “cego” curado por Jesus é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, com a indesejável privação da luz, e, portanto, prisioneiros das cadeias que os impedem de chegar à felicidade e à plenitude da vida.

No gesto da cura feita por Jesus, juntando barro à Sua saliva, é o juntar da própria energia que gera vida, repetindo assim, o gesto de Deus ao criar o homem (Gn 2,7). Nisto consiste a missão de Jesus: criar um Homem Novo e animado pelo Espírito que O acompanhou e nos acompanha ao longo de toda a História.

O banhar na piscina de Siloé (que significa “enviado”) é uma clara alusão a Jesus, o enviado do Pai, que nos oferece a água que nos banha e nos purifica de nossos pecados, tornando-nos Homens Novos, livres de toda treva e escravidão.

Diante da cura, temos atitudes diferenciadas:

- dos vizinhos que se acomodam em seu canto;
- dos fariseus que não se dispõem a acolher e a aceitar a missão de Jesus;

- dos pais que não querem se comprometer;
- do homem curado que faz um percurso que passa por um processo até que se torne adulto, maduro, livre e sem medo, em total adesão a Jesus (etapas: encontro com Jesus, adesão, amadurecimento, homem livre e o seguimento).

Reflitamos:

- A missão de Jesus é a criação de Homens Novos, e esta também consiste a missão de Sua Igreja. Como batizados, o que fazemos para que isto aconteça?
- O que nos impede de sermos livres no seguimento de Jesus?

- O que consiste “viver na luz”?
- Quais são as situações obscuras em que podemos comunicar a luz de Deus com nossa palavra e ação?

- Com quem nos identificamos na passagem do Evangelho: com os opositores, medrosos, acomodados, inertes ou com o próprio cego curado que se torna um discípulo missionário do Senhor?

- Quaresma é tempo de conversão para que a luz de Deus possa melhor brilhar através de cada um de nós. O que temos feito para que esta conversão aconteça?

Concluo com um trecho do Prefácio da Missa, e com as iluminadoras palavras do Papa Bento XVI em sua Mensagem Quaresmal (2011), respectivamente:

“...Pelo Mistério da Encarnação, Jesus conduziu à luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas. E elevou à dignidade de filhos e filhas os escravos do pecado, fazendo-os renascer das águas do Batismo”

“O Domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: 'Tu crês no Filho do Homem?'. 'Creio, Senhor' (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes.

O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como ‘filho da luz’”.

Que o Senhor nos cure de nossas cegueiras e ilumine nosso caminho de penitência e conversão, para celebrarmos, com exultação e alegria, a Páscoa do Senhor, envolvidos pela mais bela e desejada luminosidade que Deus quer nos oferecer, e no mundo haveremos sempre de ser. 

Deus nos criou, escolheu, chamou e nos enviou para sermos testemunhas credíveis de Sua Luz!


1) Lecionário Comentado - Volume Quaresma/Páscoa - Editora Paulus - Lisboa - 2009 - p. 178.

Celebremos o Domingo da alegria (IVDTQA)

                                                          

Celebremos o Domingo da alegria

“(a rosa) mostra o odor doce de Cristo 
que deve ser difundido extensamente por Seus seguidores fiéis, 
e os espinhos e o matiz vermelho relembram a Sua paixão” 

A Liturgia do 4º Domingo da Quaresma é conhecida como Domingo “Laetare”, ou seja, Domingo da alegria, devido à proximidade da Páscoa.

A antífona inicial assim nos convida: “Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações" (Is 66, 10s).

Na Antiguidade cristã, este Domingo era chamado “Dia das Rosas”, pois os cristãos se presenteavam mutuamente, num belo gesto, com as primeiras rosas da primavera.

Somente no século X, entrou na Liturgia deste dia a singular Bênção da Rosa, sendo que em Roma a rosa passou a ser de ouro. O Papa ia à Basílica estacional de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa e, regressando, presenteava com ela o prefeito de Roma.

Esta Solenidade permanece, mas de forma diferente: o Papa costuma benzer neste dia uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa, a uma Igreja ou instituição, em sinal de particular atenção.

O Brasil já recebeu três rosas de ouro: uma foi ofertada à Princesa Isabel em 1888, pelo Papa Leão XIII, pela abolição da escravatura; outra oferecida à Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 1966, pelo Papa São Paulo VI, devido à monumentalidade de sua edificação, e o Papa Bento XVI, em visita àquele Santuário Nacional, em 2007, também ofereceu a simbólica rosa de ouro à Senhora Aparecida.

Há um significado muito interessante no fato da rosa ser de ouro: primeiro o ouro lembra a realeza de Jesus, e o odor exalado pela mesma lembra o doce odor de Cristo, que todo cristão deve exalar: o Mandamento do Amor a ser vivido, como o Papa Leão XIII assim o disse: “mostra o odor doce de Cristo que deve ser difundido extensamente por Seus seguidores fiéis, e os espinhos e o matiz vermelho relembram a Sua paixão” - (Acta, vol. VI, 104).

Com isto, toda a Igreja entra mais intensamente em preparação para a Páscoa do Senhor, e a Liturgia é de modo especial um convite para mergulharmos no Amor de Deus, que nos oferece a vida eterna, gratuitamente.

Mergulhemos, portanto, no mar imenso da misericórdia, para que, brevemente, celebremos com exultação e alegria a Páscoa do Senhor.

Irradiemos a luz do Senhor (IVDTQA)

                                                          

Irradiemos a luz do Senhor

Trilhando o itinerário Quaresmal, no quarto domingo (ano A), a Igreja celebra o conhecido “Dominica Laetare”, já experimentando a alegria pela Páscoa que se aproxima.

Em todo tempo, favorável ou adverso, é preciso irradiar a luz do Espírito que em nós habita, pela graça batismal recebida, pois o próprio Senhor nos disse que somos a luz do mundo (Mt 5,14), e disse também: “Eu Sou a luz do mundo, quem me segue, não anda nas trevas mas terá a luz da vida” (Jo 8,12); e no mesmo Evangelho: “Enquanto estou no mundo Eu sou a luz.” (Jo 9, 5).

Na segunda Leitura, ouvimos a passagem da Carta de Paulo aos Efésios (Ef 5,8-14), e ressaltamos de modo especial este versículo: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz” (Cf. Ef 5,8). Em outra passagem, novamente insiste: “Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.” (Cf. 1Ts 5,5).

Nisto consiste a missão do discípulo missionário: ser luz do Senhor, por Ele iluminados e d’Ele iluminantes, em todos os tempos e âmbitos (família, comunidade, trabalho, cultura, lazer, meios de comunicação; lugares reais ou também nos espaços/mídias virtuais).

Quando permitimos que o Cristo ocupe o primeiro lugar em nossa vida, quando O temos como o centro de nossa existência, a fé se torna prática e resplandecemos como astros no mundo, não para um exibicionismo estéril, mas para testemunhar a Palavra Divina, Palavra de vida, e assim, frutos eternos produzir, alegria plena alcançar, como Ele mesmo nos prometeu.

Somos iluminados e nos tornamos iluminantes, tendo em nós iluminados e aquecidos pelo fogo do Espírito, que faz arder nosso coração para que o mundo seja mais terno, quando somos sobressaltados com a frieza diante da vida, com mortes absurdas e inadmissíveis, pela fome ou pela violência, e outros inúmeros fatos que bem conhecemos.

Não podemos permitir que a frieza congele a nossa sensibilidade, e não nos faça curvar diante de sentimentos de impotência ou indiferença; tão pouco podemos permitir que nos cegue os olhos e petrifique nosso coração.

Urge que sejamos iluminados e iluminantes, como um pincel de luz, comunicando raios de luz em todas as situações, em todas as horas, sobretudo nas mais difíceis e sombrias, como a morte de alguém que tanto amamos. 

Importa ser sempre a luz do Senhor, noite e dia, como também exortou Paulo em sua Carta: “Sede irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual deveis resplandecer como astros no mundo..."  (Fl 2,15).

Vivamos, portanto, a graça batismal, irradiando a luz batismal, e assim, como discípulos missionários do Senhor,  iluminados e iluminantes seremos. Amém.

Irradiemos, em todo o lugar, a luz do Senhor (IVDTQA)

                                       


Irradiemos, em todo o lugar, a luz do Senhor
 
Reflexão à luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios (Ef 5,8-14).
 
Ressaltamos de modo especial este versículo: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz” (Cf. Ef 5,8). 
 
Em outra passagem de suas cartas, insiste: “Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.” (Cf. 1Ts 5,5).
 
Nisto consiste a missão do discípulo missionário: ser luz do Senhor, por Ele iluminado e d’Ele iluminante, em todos os tempos e âmbitos (família, comunidade, trabalho, cultura, lazer, meios de comunicação; lugares reais ou também nos espaços/mídias virtuais).
 
Quando permitimos que o Cristo ocupe o primeiro lugar em nossa vida, e O temos como o centro de nossa existência, a fé se torna prática e resplandecemos como astros no mundo, não para um exibicionismo estéril.
 
Tão somente viveremos para testemunhar a Palavra Divina, Palavra de vida, e assim, frutos eternos produziremos, alegria plena alcançaremos, como Ele mesmo nos prometeu.
 
Somos iluminados e nos tornamos iluminantes, e aquecidos pelo fogo do Espírito, que faz arder nosso coração para que o mundo seja mais terno, quando somos sobressaltados com a frieza diante da vida, com mortes absurdas e inadmissíveis, pela fome ou pela violência.
 
Não podemos permitir que a frieza congele a nossa sensibilidade, para que não nos curvemosdiante de sentimento de impotência ou indiferença; tão pouco podemos permitir que nos cegue os olhos e petrifique nosso coração.
 
Urge que sejamos iluminados e iluminantes, como um pincel de luz, comunicando raios de luz em todas as situações, em todas as horas, sobretudo nas mais difíceis e sombrias, como a morte de alguém que tanto amamos. 
 
Importa ser sempre a luz do Senhor, noite e dia, como também exortou Paulo em sua Carta aos Filipenses:
 
“Sede irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual deveis resplandecer como astros no mundo..."  (Fl 2,15).
 
Vivamos, portanto, a graça batismal, irradiando a luz batismal, e assim, como discípulos missionários do Senhor,  iluminados e iluminantes seremos.


PS: Apropriado para reflexão das passagens do Evangelho: Mc 4,21-25; Lc 8,16-18
 

Suplico-Vos, Senhor! Água, Luz e Vida! (súplica)

                                                       


Suplico-Vos, Senhor! Água, Luz e Vida!

Senhor, a Vós, que sois a Palavra que Se fez Carne,
suplico-Vos:

Vós, que sois a Divina Fonte de Água Viva da humanidade,
Dai-me, neste dia, a água cristalina que possuís
Para a sede de minha alma saciar.

Vós, que sois a Luz que não se apaga, 
que ilumina a escuridão do viver,
Dai-me o colírio da fé para minha cegueira curar.

Vós, que sois a Ressurreição e a Vida plena,
Fortalecei-me para enfrentar os sinais de morte.
Suplico-Vos, Senhor, porque em Vós eu piamente creio. Amém.

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG