domingo, 1 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras... (IVDTCA)

                                                       


“O povo dos pobres”

“O povo dos «pobres» (Cf. Sf 2, 3; Sl 22, 27; 34, 3; Is 49, 13; 61. 1;), dos humildes e dos mansos, totalmente entregues aos desígnios misteriosos do seu Deus, o povo dos que esperam a justiça, não dos homens mas do Messias, tal é, afinal, a grande obra da missão oculta do Espírito Santo, durante o tempo das promessas, para preparar a vinda de Cristo.

É a qualidade do seu coração, purificado e iluminado pelo Espírito, que se exprime nos salmos. Nestes pobres, o Espírito prepara para o Senhor «um povo bem disposto» (Lc 1,17).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 716

“Bem-Aventurados os pobres em espírito” (IVDTCA)

                                                      

“Bem-Aventurados os pobres em espírito”

Jesus, no Sermão da Montanha, celebrando a alegria dos pobres, aqueles a quem o Reino pertence, nos diz: – “Bem-Aventurados os pobres em espírito” (Mt 5, 3).

Assim compreendeu o Apóstolo Paulo quando diz: – “Ele fez-Se pobre por nós” (2 Cor 8, 9).

Deste modo, as Bem-Aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz, quando “pobreza em espírito” se compreende como humildade voluntária do espírito humano e à sua renúncia.

As Bem-Aventuranças respondem, portanto, ao desejo natural de felicidade, que por sua vez é de origem divina, pois Deus o pôs no coração do homem para atraí-lo a Si, o único que pode satisfazê-lo.

Elas apontam para a meta da existência humana, o fim último dos atos humanos: Deus nos chama à Sua própria felicidade, e esta vocação é dirigida a cada um, pessoalmente, mas também ao conjunto da Igreja, povo novo constituído por aqueles que acolheram a promessa e dela vivem na fé.

Iluminadoras as palavras do Bispo Santo Agostinho:

“Como é então, Senhor, que eu Te procuro? De fato, quando Te procuro, ó meu Deus, é a vida feliz que eu procuro. Faz com que Te procure, para que a minha alma viva! Porque tal como o meu corpo vive da minha alma, assim a minha alma vive de Ti”.

Na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6, 17.20-26), o Senhor lamenta-Se dos ricos, porque eles encontram a sua consolação na abundância de bens (Lc 6,24).

O Bispo Santo Agostinho, afirmou: – “O orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre em espírito procura o Reino dos céus”, de modo que o abandono à providência do Pai do céu liberta da preocupação pelo amanhã (cf. Mt 6,25-34).

Somente a confiança em Deus dispõe para a Bem-Aventurança dos pobres, e são estes que verão a Deus.

Assim, podemos afirmar que a prática das Bem-Aventuranças é o exclusivo caminho de nossa realização e da felicidade que todos desejamos.

Que o Espírito do Senhor venha em socorro de nossa fraqueza para que possamos vivê-las. 


Fonte de pesquisa: Catecismo da Igreja Católica - nn.1718-1719; 2546-2547
Apropriado para a passagem do  Evangelho de Lucas (Lc 6,17.20-26)

Em poucas palavras... (IVDTCA)

                                         



                              Jesus, o modelo das Bem-Aventuranças

“O Verbo fez-Se carne, para ser o nosso modelo de santidade: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim [...]» (Mt 11, 29). «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

E o Pai, na montanha da Transfiguração, ordena: «Escutai-o» (Mc 9, 7; Dt 6,4-5). De fato, Ele é o modelo das Bem-Aventuranças e a norma da Lei nova: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 15, 12). Este amor implica a oferta efetiva de nós mesmos, no seu seguimento (Mc 8,34).” (1)

 

 

(1)              Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 459

“Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade” (IVDTCA)

                                                           

“Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade”

Uma reflexão sobre a Bem-Aventurança - “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5,6), à luz dos parágrafos (n. 77-79) da Exortação Apostólica “Gaudete Et exsultate”, do Papa Francisco (2018).

Todos nós temos experiência de fome e sede, que consiste em experiências muito intensas, pois são necessidades primárias de nossa sobrevivência.

Também há pessoas que, com esta mesma intensidade, aspiram pela justiça e buscam-na com um desejo muito forte.

A estas, Jesus diz que serão saciadas, porque a justiça, mais cedo ou mais tarde, chega, e nós podemos colaborar para torná-la possível, embora nem sempre vejamos os resultados deste compromisso.

No entanto, a justiça que Jesus propõe, não é como a que o mundo procura; uma justiça, muitas vezes, manchada por interesses mesquinhos, manipulada para um lado ou para outro, tendo como consequência tantas pessoas que sofrem por causa das injustiças.

O Papa constata que “alguns desistem de lutar pela verdadeira justiça, e optam por subir para o carro do vencedor. Isto não tem nada a ver com a fome e sede de justiça que Jesus louva”.

Esta justiça se manifesta nas decisões que cada um deve tomar a fim de que seja justo, e depois se manifesta na busca da justiça para os pobres e vulneráveis, como falou o profeta Isaías – “Procurai o que é justo, socorrei os oprimidos, fazei justiça aos órfãos, defendei as viúvas” (Is 1, 17).

Sendo assim, entenda-se justiça como sinônimo de fidelidade à vontade de Deus com toda a nossa vida, na solidariedade e compromissos com os mais empobrecidos e indefesos.

O Papa conclui afirmando que santidade consiste na busca da justiça com fome e sede.

Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam (IVDTCB)


Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam

“O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade...
Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!”

Com a Liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum (ano B), refletimos sobre o Projeto de liberdade e vida plena que Deus tem para a humanidade, que se contrapõe aos projetos marcados pelo egoísmo, escravidão de toda forma e morte.

Tendo iniciado um novo Ano Litúrgico, à luz do Evangelho de São Marcos, somos convidados a seguir, cada vez mais de perto e decididamente, o Senhor, que nos chamou e nos enviou a viver a vida nova que nos foi concedida pela graça do Batismo.

Na passagem da primeira Leitura (Dt 18,15-20), temos a experiência profética de Moisés, e, com isto, vemos que o Profeta é alguém escolhido por Deus, por Ele chamado e enviado para comunicar a Sua Palavra viva à humanidade e ser sinal da presença divina.

Urge ouvir os Profetas que verdadeiramente falam em nome de Deus, em todo o tempo, uma vez que haveremos de prestar contas se fecharmos os ouvidos e o coração ao Seu Projeto, comunicado por estas vozes que jamais se calaram, e jamais se calarão.

Sendo escolhido por Deus, ninguém é Profeta por escolha própria, tornando-se apenas um instrumento nas mãos de Deus, vivendo em total fidelidade a Deus e absoluto empenho no cumprir desta missão.

Por isto, o Profeta precisa estar exclusivamente a serviço de Deus, e jamais conduzir sua vida por esquemas pessoais, interesseiros e egoístas.

Oportuna são as palavras do Missal:

“O profetismo, conhecido em todo o Oriente Antigo, apresenta na Bíblia aspectos originais de que Moisés e Elias continuam a ser modelos. Como dantes, também hoje continua a haver Profetas. O critério da sua autenticidade é a Palavra sempre viva de Deus e o seu vínculo a Jesus Cristo”. (1)

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 7, 32-35), o Apóstolo Paulo continua falando sobre as verdadeiras prioridades que devem marcar a vida daquele que abraçou a fé, não se deixando desviar pelas realidades transitórias, afinal, o tempo está abreviado e a figura deste mundo passa.

É nítida a pretensão do Apóstolo de apresentar, a quem professa a fé no Senhor, uma proposta de vida com equilíbrio, sabendo discernir entre as coisas que passam e as que são eternas, que consiste num aprendizado permanente na definição das escolhas, numa vida marcada pela generosidade, alegria e doação.

Seja qual for nossa vocação e condição de vida, devemos nos unir ao Senhor com um coração indiviso.

Na passagem do Evangelho (Mc 1,21-28), vemos a ação de Jesus, o Filho de Deus, que vem cumprir o Projeto de libertação.

Depois de apresentar o chamamento dos discípulos, o Evangelista apresenta uma jornada ministerial do Senhor, com Sua autoridade revelada no ensino e diante dos “espíritos impuros”.

Com Sua Palavra e ação, Jesus renova aqueles que O acolhem e acreditam em Sua Palavra, tornando-os verdadeiramente livres do egoísmo, do pecado e da própria morte.

A ação de Jesus faz suscitar a interrogação daqueles que O viram ensinar e expulsar os demônios: “Que vem a ser isto? Uma nova doutrina e com que autoridade!”. Também nós devemos nos perguntar “quem é Jesus para nós?”

Jesus veio nos libertar de tudo o que nos faça “prisioneiros” e nos roube a vida e a alegria de viver. Com Sua Palavra e ação, Jesus nos revela que Deus não desistiu da humanidade, e quer conduzi-la à vida plena e feliz.

Seus seguidores não poderão cruzar os braços, continuando a Sua missão na luta contra os “demônios” de tantos nomes, que roubam a vida e a liberdade das pessoas.

O discípulo de Jesus, com Sua Palavra e presença, luta na libertação de todos os demônios que desfiguram as pessoas, para que estabeleçamos relações mais fraternas.

Ser discípulo consistirá em percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu, lutando até o fim, em total doação da vida para que tenhamos um mundo mais humano, mais livre, mais solidário, mais justo e mais fraterno; sendo assim é inconcebível que os discípulos cruzem os braços, de olhos voltados para o céu.

Há um mundo a ser transformado e, como Igreja em saída (como tem insistido o Papa Francisco), não podemos ficar fechados em nossas sacristias, mas assumir corajosamente, com a força do Espírito, com sabedoria e criatividade, a dimensão missionária, elemento constitutivo da Igreja, presença nas mais diversas realidades, em incansável empenho para a transformação das realidades:  familiar, social, política, econômica, cultural, do trabalho e da comunicação.

Nem sempre isto se dá de modo tranquilo, porque pode gerar conflitos, divisões, sofrimentos, incompreensões, perseguições, mas vale a pena, porque é fiel Aquele que prometeu jamais nos desamparar, jamais nos deixar órfãos na missão por Ele confiada, afinal nos comunicou o Seu Espírito, que nos assiste em todos os momentos.

O discípulo de Jesus é alguém que embarcou nesta aventura de amor que dá sentido à vida, o que nos torna cúmplices e instrumentos nas mãos de Deus, para que construamos um mundo novo, de homens e mulheres livres e felizes.

Com o coração seduzido e inflamado por Aquele que voltou para nós o Seu olhar de amor e nos chamou pelo nome, não há como voltar atrás.

Quem pelo Senhor sentiu-se amado, já não pode mais viver sem o Seu Amor, a Sua Palavra e presença.



(1) Missal Quotidiano, Dominical e Ferial – Editora Paulus – Lisboa – p. 1177

Não há profecia sem a chama do Amor Divino (IVDTCC)


Não há profecia sem a chama do Amor Divino

No 4º Domingo do Tempo Comum (Ano C), continuamos a reflexão sobre a Missão de Jesus que é a missão da Igreja, sob a ação do mesmo Espírito que pousou sobre Ele e O acompanhou em todos os momentos na fidelidade ao Pai.

Nesta missão, como discípulos missionários, vivendo a vocação profética pelo Batismo, podemos viver experiências difíceis como perseguições, incompreensões, obstáculos a serem transpostos, mas o amor "ágape" fala sempre mais alto.

Na passagem da primeira Leitura (Jr 1,4-5.17-19), contemplamos a figura do Profeta Jeremias que foi escolhido, consagrado e constituído Profeta por Deus.

Como os demais Profetas, trilhou um árduo caminho de sofrimento, solidão, risco por possuir uma consciência crítica, ser defensor da verdadeira paz, nutrir a verdadeira esperança e confiança na defesa dos pobres, tudo fazendo por amor.

O Profeta é por excelência alguém que se encontrou com Deus e Sua Palavra e aceitou viver o desígnio divino. Ninguém é Profeta por iniciativa própria.

Enviado por Deus, vive o caminho profético, conjugando e vivendo os verbos denunciar, criticar, demolir, destruir, edificar e plantar, consumindo-se e vivendo intensamente a missão por Deus confiada.

Reflitamos:

- Ontem Jeremias, e hoje quem são os Profetas, aqueles que têm olhos voltados para Deus sem desviar o seu olhar para a realidade na qual estão inseridos?

- Onde e como vivemos a vocação profética recebida no dia de nosso Batismo?

- Como estamos conjugando e vivendo os verbos denunciar, criticar, demolir, destruir, edificar e plantar?

A passagem da segunda Leitura (1Cor 12,31-13,13) aparentemente desconectada da primeira e do Evangelho, mas apenas aparentemente, pois se a virtude do Amor divino não nos mover, não nos impulsionar, jamais viveremos a vocação profética, não suportaremos o peso da cruz a ser carregada, cotidianamente, com as renúncias necessárias.

Trata-se do “hino ao amor” que já inspirou poetas e Profetas. Há quem chame esta passagem de “o Cântico dos Cânticos da Nova Aliança”.

Paulo retrata o amor como o dom maior e eterno a ser vivido por todo aquele que segue Jesus, e que 
possui uma superioridade incontestável sobre qualquer outro carisma.

O caminho do amor é o caminho mais seguro, mais acessível a todos, e consiste no caminho insubstituível que conduz à Salvação.

Não se trata de um amor qualquer, trata-se do amor-'ágape', onde não há resquícios de egoísmo, mas é o amor gratuito, desinteressado, sincero, fraterno, que se preocupa com o outro, sofre pelo outro, que procura o bem do outro sem nada esperar em troca.

O Apóstolo enumera 15 características ou qualidades do verdadeiro amor, sendo sete apresentadas de forma positiva, e as outras de forma negativa.

Resumindo, a passagem pode ser dividida em três partes:

1 - O confronto entre a caridade e os carismas – (13,1-3);
2 - As características principais e operativas da caridade – (13,4-7);
3 - A perfeição da caridade e sua perenidade – (13,8-13).

Reflitamos:

- Qual é a qualidade do amor que vivemos na comunidade cristã?

- Vivemos o amor cristão, o amor "ágape", o amor generoso, por pura gratuidade?

Na passagem do Evangelho (Lc 4,21-30) descreve a rejeição enfrentada por Jesus, quando desprezado pelos habitantes de Nazaré e pelos próprios parentes, por não compreenderem e não aceitarem a Sua missão.

A missão de Jesus frustra na medida em que não propicia espetáculos. O Deus a quem Jesus vive fidelidade até o fim tem uma séria proposta de salvação a ser concretizada na vida daquele que crê.

Assim como os Profetas, o próprio Senhor enfrentou a incompreensão, a incredulidade, a solidão, o risco, a doação e autoentrega de Sua vida.

Reflitamos:

- Quem é Jesus para mim? Qual Sua missão e como a vivo?
- Como vivo a minha fidelidade a Jesus, como discípulo missionário?

- Quais as incompreensões e rejeições que passo por causa do anúncio e testemunho da Boa-Nova?
- Sinto alegria em continuar, sob a ação do Espírito, como Igreja, a missão de Jesus?

Concluindo: O amor é o “motor” de nossa missão, o amor-"ágape": Cristo que ama em nós. Somos vocacionados para o amor, para a profecia, sob a ação do Espírito Santo.

Se inflamados por este amor, continuaremos nosso caminho vivendo a vocação profética, sendo no mundo luz, da terra o sal, sem jamais perder o sabor.

A chama da profecia (IVDTCB)


A chama da profecia

A Liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum (ano B) é um grande convite para reflexão e aprofundamento de nossos compromissos proféticos com o Projeto de Deus. 

Não é possível que nos conformemos com os projetos de egoísmo e de morte que roubam a beleza do mundo escravizando as pessoas, roubando-lhes a dignidade. O Projeto de Deus é de liberdade e vida plena.

Deus incansável em Seu Amor suscita Profetas para fazê-lo acontecer e ainda mais, envia Seu próprio Filho, Jesus, cuja ação libertadora aprofundaremos com o Evangelho.  Deus não se cansa da humanidade!

No entanto, para que a missão profética seja realizada é preciso tomar consciência das realidades transitórias e com sabedoria perceber as prioridades que nos consomem e nos movem.

Na passagem da primeira Leitura (Dt 18, 15-20) o Povo de Deus é exortado à fidelidade, à Aliança com Deus e ao cumprimento de Sua Lei. Cabe ao Profeta ser a voz do próprio Deus; aquele que fala em Seu nome. É preciso que o povo saiba distinguir quais sãos os falsos e os verdadeiros Profetas.

É preciso ouvir os Profetas quando, de fato, falam em nome de Deus, porque o ser profeta não é uma iniciativa humana, antes é uma prerrogativa divina. Ele escolhe a quem bem quer para transmitir Sua Mensagem.

Ninguém é Profeta por escolha própria. É ele apenas um instrumento nas mãos de Deus, e para tanto deve viver em fidelidade absoluta e em empenho total.  Está ele a serviço de Deus, exclusivamente.

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 7,32-35), continuamos a reflexão sobre o que é efêmero e eterno. Lembrando o que disse o Apóstolo Paulo “a figura deste mundo passa”, o tempo é breve e é preciso saber definir as escolhas, sem jamais ancorar a vida em realidades transitórias.

Paulo fala ainda da riqueza do celibato em favor do Reino, que se confere a quem o abraçou livre, alegre e conscientemente (desprendimento, doação, disponibilidade).

Na passagem do Evangelho (Mc 1,21-28), Jesus Se revela como o Messias libertador. Ele está em Cafarnaum e liberta um homem possuído por um espírito mau. Fala e age com autoridade, diferente dos escribas. Liberta em pleno sábado, colocando a vida acima da Lei. Age com a autoridade que o Pai Lhe confiou.

Somente Deus pode em qualquer tempo devolver a vida e a liberdade perdidas. Não há tempo para o mal ser feito, mas há todo tempo do mundo para que o bem seja feito.

A ação de Jesus junto aos discípulos é um anúncio de que veio libertar a pessoa de tudo aquilo que a faz prisioneira, roubando-lhe a vida, a dignidade. Ele mesmo dirá “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10,10).

Os seguidores de Jesus terão que continuar esta missão, não poderão cruzar os braços diante da aparente força do mal, mas superar todo sentimento de indiferença e impotência.

O discípulo de Jesus deverá ter o coração seduzido para não realizar mal sua missão; libertando-se dos espíritos maus, iluminado pelo Espírito do Senhor será precioso instrumento do Reino de Deus.

Há realidades a serem transformadas (política, econômica, social, trabalho, família). É preciso que embarquemos nesta aventura tornando-nos cúmplices de Deus na construção de um mundo novo.

O discípulo vivendo a missão profética sabe que pode contar com a força da Palavra para agir com autoridade, consciente que sua ação é a ação do próprio Jesus.

Supliquemos a Deus para que o Seu Espírito pouse sobre cada um de nós, para que a chama profética acesa no Batismo assim se mantenha, renovando nossa fidelidade ao Projeto de Amor e Vida que Deus tem para nós.

Deste modo, por Deus libertos, e d'Ele instrumentos fiéis e corajosos de libertação, para que vislumbremos e participemos de uma nova realidade.

Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

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