quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Em poucas palavras... (Paz)

                                                  


                           “Concede-nos, Senhor, a tua paz!”

“Concede-nos, Senhor, a tua paz! Esta é a oração que elevo a Deus ao dirigir as minhas saudações de Ano Novo aos Chefes de Estado e de Governo, aos Chefes das Organizações Internacionais, aos líderes das diferentes religiões e a todas as pessoas de boa vontade.

Perdoa-nos as nossas ofensas, Senhor, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e, neste círculo de perdão, concede-nos a tua paz, aquela paz que só Tu podes dar para aqueles que deixam o seu coração desarmado, para aqueles que, com esperança, querem perdoar as dívidas aos seus irmãos, para aqueles que confessam sem medo que são vossos devedores, para aqueles que não ficam surdos ao grito dos mais pobres.” (1)

 

(1)        Mensagem do Santo Padre Francisco para o LVIII Dia Mundial da Paz (01/01/25) – parágrafo n. 15

Em poucas palavras...

                                                           


O Sangue Redentor do Senhor

O coração humano converte-se olhando para Jesus Cristo, Aquele que foi traspassado por nossos pecados (Jo 19,37; Zc 2,10):

“Fixemos nossos olhos no Sangue de Cristo para compreender como é precioso a seu Pai porque, derramado para a nossa Salvação, dispensou ao mundo inteiro a graça do arrependimento”.(1)

 

(1)Fonte: Catecismo da Igreja Católica – n. 1432 – Santo Ambrósio

 

Pensamentos...

Pensamentos...

Pensamentos nos levam a voos e pedem aterrissagens sem fuga, sem evasões da realidade.
Pensar sempre, concatenar com sabedoria as ideias, sem se perder nos pensamentos;
Circunvagar o pensamento no que valha a pena, em recolhimento necessário e oportuno,
Abismados em profunda meditação, sedentos de pensamentos que nos elevem e revigorem.

“O Senhor conhece os pensamentos do homem, e sabe como são fúteis.” (Sl 94,11)
 Senhor, bem conheceis nossos pensamentos, e bem sabeis quão fúteis podem ser se de Vós nos afastamos.
Concedei-nos a graça de novos conteúdos e essência ao que possamos pensar;
Que tenhamos de Vós mesmos pensamentos e também sentimentos (Fl 2,10).

“Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.” (Sl 139,2)
Senhor, conheceis as entranhas mais profundas de nossa alma, e nada de vós é oculto.
Concedei que sintamos Vossa presença, que não nos priva de liberdade de pensar e agir,
Que em vigilância permanente fiquemos, para não cairmos nas armadilhas do vão pensar e agir.

“Ouve-me e responde-me! Os meus pensamentos me perturbam, e estou atordoado.” (Sl 55,2)
Senhor, bem conheceis nossas inquietações, dificuldades, e ventos contrários que enfrentamos.
Concedei que nada nos inquiete, nada nos perturbe, pois somente Vossa Presença e Palavra
Conduzem nossas naus ao outro lado da margem, sem submergirmos no mar agitado do viver.

“Como são preciosos para mim os Teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!” (Sl 139,17)
Senhor, nada há mais precioso e imensurável que Vossos pensamentos para quem em Vós crer.
Concedei-nos a sabedoria para discernir e nutrir pensamentos que renovem a alegria de viver,
E, assim, jamais os troquemos por quaisquer pensamentos maculadores, fragilizantes e empobrecedores.

Dos pensamentos puros e simples, que vibram as fibras de nosso ser,
À leitura da Sagrada Escritura, e desta à Oração ao Senhor,
Do deleite da alma pela Oração à contemplação,
Colocando-nos diante da presença de Deus para um novo agir.

Em poucas palavras...

 


                                             

                                                 A fé

“A fé faz que saboreemos, como que de antemão, a alegria e a luz da visão beatifica, termo da nossa caminhada nesta Terra.

Então veremos Deus «face a face» (1 Cor 13, 12), «tal como Ele é» (1 Jo 3, 2). A fé, portanto, é já o princípio da vida eterna:

«Enquanto, desde já, contemplamos os benefícios da fé, como reflexo num espelho, é como se possuíssemos já as maravilhas que a nossa fé nos garante havermos de gozar um dia» (São Basílio Magno).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 163

A leitura e a grande travessia


A leitura e a grande travessia

Viver é uma grande travessia
no mar da insegurança e precisamos de ilhotas
onde nos refazemos para a viagem continuar...

Reflitamos e veremos que viver é fazer uma longa travessia...

“A vida como uma longa travessia...”
Viver não é estancar num estágio da existência, e como que emperrados em pensamentos, ideias, conceitos, sem nada mudar, rever, transformar, acrisolar para o melhor sempre buscar, não importando se possível ou não alcançar, mas ao menos tentar.

“A vida como uma longa travessia...”
Viver não é recuar para o já conhecido, porque nos confere um quê de segurança, uma vez que o medo quase sempre nos desinstala, desafia, inquieta, por vezes rouba-nos a serenidade e o sonho, porque exige um lançar-se decididamente, sem que se saiba os resultados a serem alcançados.

“A vida como uma longa travessia...”
Viver pode ser comparado a uma grande travessia, a ser feita com suas alegrias e tristezas, angústias e esperanças, sonhos e pesadelos, fracassos e vitórias, facilidades e desafios, luzes e sombras.

“A vida como uma longa travessia...”
Viver o presente intensamente com olhar voltado para o futuro, sem jamais olvidar o passado, com suas lembranças e aprendizados adquiridos. Aprender com os erros cometidos, amadurecer por tê-los responsável e corajosamente assumido.

“A vida como uma longa travessia...”
Viver o presente como dádiva, pela incerteza do futuro, uma vez que o passado se tornou a nossa própria história. Se não podemos mudar, moldar o passado, podemos mudar o presente, em novas conexões e experiências que nos moldarão e nos possibilitarão um novo futuro.

Os textos aqui encontrados, bem como em um livro físico (ou virtual), são como pequenas ilhas nas quais paramos, necessariamente, para recuperarmos o fôlego, nos reabastecermos de pensamentos puros e robustecedores para a continuidade da travessia.

Como viver é uma longa travessia no mar do incerto, do inseguro, do imprevisível, precisamos de ilhotas onde possamos parar e rever o percurso feito.

Tenho como preocupação e anseio que os meus escritos sejam como uma pequena ilha, onde se possa refazer as forças para que jamais se desista da travessia a ser feita.

Desejo que este espaço seja uma luz nesta necessária viagem que todos somos chamados a fazer, pois nisto consiste o viver.

“A vida como uma longa travessia...”
De mar a mar, de ilhas em ilhas continuemos nossa travessia.

Em poucas palavras...

                                                 


Com quem nos identificamos?

“Perante esta página do Evangelho (Mc 3, 20-21), o leitor não pode deixar de se perguntar com quem se identifica: com a multidão ansiosa que aperta Jesus, mas O julga fora de si? Com os discípulos que O ouvem e são instruídos por Ele? Com os parentes que queriam detê-Lo?” (1)

 

(1)              Lecionário Comentado – Volume I do Tempo Comum – Editora Paulus – Lisboa – pág. 105

Em poucas palavras...

                                                              


                                                    Peregrinos na fé

"Eu vos peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a Pátria Celeste, suspiremos pela Pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui"  -  Santo Agostinho (séc. V)

 

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