sábado, 20 de dezembro de 2025

Em poucas palavras...

                                                            

                 

Quem nos amou tanto assim?


Passagem bíblica: Hb 2,5-12.

Jesus Cristo: verdadeiramente homem, verdadeiramente Deus, 

de modo que, tendo assumido até o fim a condição humana, 

ofereceu a toda a humanidade a Sua própria vida divina.

 

Aprendamos com Maria o segredo da felicidade (25/03)

                                                                    

Aprendamos com Maria o segredo da felicidade

A anunciação do Anjo Gabriel a Maria de que seria a Mãe do Salvador é uma das páginas mais belas da Sagrada Escritura: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc 1,26-38).

Este sim de Maria – “Faça-se em mim” é ao mesmo tempo disposição passiva e adesão ativa. É uma adesão singela e pura de Maria à vontade de Deus. 

Jamais poderíamos entender disposição passiva como imposição da vontade Divina, que respeita a nossa vontade.

Ele não impõe Sua vontade, mas a acolhida e a realização da mesma implicam em alegre tomada de decisão.

Em Maria, a adesão à vontade de Deus e sua obediência não se traduziram em preguiça e dificuldade, mas alegria e decisão. Quem a Deus segue está pleno de Seu Espírito e caminha de coração alegre, de ânimo notável, ainda que por estradas fatigantes.

Deus não quer nossa passividade, ao contrário, nos quer ativos e conscientes dentro de Seu Projeto de Salvação. De modo que podemos afirmar que a felicidade humana é diretamente proporcional à acolhida e realização da vontade de Deus.

Por isto também podemos afirmar que Maria foi e é a mulher mais feliz que o mundo conheceu, cheia de graça divina, primeiro tabernáculo do Verbo.

Logo em seguida da anunciação, o Evangelista Lucas nos apresenta outro momento de extrema beleza: a visitação de Maria à sua prima Isabel. Duas mães, embora de idades tão diferentes, se encontram e entoam um único hino de louvor e alegria a Deus.

Lucas retratando a visitação faz um paralelo muito interessante entre a Arca da Aliança e o Verbo no ventre de Maria. Tanto Maria como a Arca permanecem três meses numa casa da Judeia (cf. Lc 1,56 e 2 Sm 6,11).

Ele apresenta Maria como sendo a nova Arca da Aliança. Quando na plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho, nascido de uma mulher (Gl 4,4), Ele já não habita mais em construções de pedra, mas num templo sagrado, no seio de uma mulher e ela,  Maria,  tornou-se o primeiro Sacrário do Verbo que se fez Carne.

A presença de Maria – a nova Arca da aliança – é uma irradiação e explosão de alegria. Contemplemos João exultando de felicidade e Isabel em calorosas exclamações de alegria por ser visitada pela Mãe do Seu Senhor.

Santo Ambrósio sobre esta passagem assim comenta:

A criança exultou, a mãe ficou cheia do Espírito Santo. A mãe não se antecipou ao filho; mas estando o filho cheio do Espírito Santo, comunicou-o a sua mãe. João exultou; o espírito de Maria também exultou.

A alegria de João se comunica a Isabel; quanto a Maria, porém, não nos é dito que recebesse então o Espírito, mas que seu espírito exultou. – Aquele que é incompreensível agia em Sua mãe de modo incompreensível – Isabel recebe o Espírito Santo depois de conceber; Maria recebeu antes. Por isso, Isabel diz a Maria: Feliz és tu que acreditaste (cf. Lc 1,45).”

É a grande exultação dos pobres pela promessa de libertação, que agora é mais do que uma realidade em si. Esta alegria perpassará por todo o tempo e por toda a história da humanidade.

Quem melhor do que ela, Maria, a pobre por excelência, a serva do Senhor, a nova Arca da Aliança, para nos ensinar o segredo da felicidade?

Vai nascer a flor...

                                                                   

Vai nascer a flor...

Da esperança, na planície árida dos desesperados.
Da confiança, na planície inconstante dos inseguros.
Da alegria, na planície obscurecida dos entristecidos.
Da ação, na planície inibidora de sagrados compromissos.

Vai nascer a flor...

Da pureza, no cume da montanha, no coração dos inocentes.
Da verdade, no cume da montanha dos que não se curvam à mentira.
Da liberdade, no cume da montanha dos que a nada se escravizam.
Da sinceridade, no cume da montanha, dos que são transparentes.

Vai nascer a flor... 

Da acolhida, no vale dos que são rejeitados.
Da ternura, no vale dos que suplicam atenção.
Da valorização, no vale dos que são pisoteados.
Da dignidade sagrada, no vale dos que são violados.

Vai nascer a flor... 

Da fé, no abismo profundo do coração dos que não esmorecem.
Da esperança, no abismo profundo do coração dos que não vacilam.
Da caridade, no abismo profundo do coração dos que cultivam o amor.
Das virtudes divinas, que fazem florir o mais belo jardim.

Vai nascer a flor... 

De mil nomes possíveis, no canteiro imenso do mundo,
Porque assim faz Deus com Suas sementes imensuráveis,
Se acolhidas e regadas com Oração, e por vezes com lágrimas,
Na morte das sementes, vidas novas renascidas – Ressuscitadas.

Vai nascer a flor... 

Que perdemos provisoriamente lá no belo Paraíso,
Mas que pela fidelidade à Palavra vivida,
Com o arado da Cruz, o mundo preparado,
Novo céu, nova terra floridos: esperados, realizados.

Vai nascer a flor... 

No coração dos que não fixaram âncoras no passado,
Mas que se puseram a caminho com o Senhor:
Ora atravessando o deserto com seus desafios,
Ora a turbulenta água do mar da existência.

Vai nascer a flor...

No coração dos poetas e dos Profetas
Que sonham e descrevem um mundo diferente, renovado...
Que olham para o futuro com os olhos de Deus, o mais belo olhar.
Que veem, além do horizonte do sol poente, um novo amanhecer.

Vai nascer a flor...

No coração dos que não perdem a confiança na humanidade,
Que se abrem ao Mistério do Amor 
revelado pela Santíssima Trindade,
Que nutrem e germinam, no tempo presente, flores de eternidade. Amém.

Vai nascer a flor...



PS: Oportuno para refletirmos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 4,1-13) - onde-se lê "planície árida", podemos ler o "deserto" e aprofundar o tema do Jubileu da Esperança - 2025. Também para que vivamos um fecundo Tempo do Advento, tempo de esperança, mudança e alegria pela vinda do Verbo que fez e fará morada entre nós.

Fixemos nosso olhar no olhar de Maria

 


Fixemos nosso olhar no olhar de Maria


Contemplemos Maria como a mulher da alegria, da dor e do esplendor e da glória.


Contemplamos os mistérios da anunciação, morte e ressurreição:  Mistérios gozosos, luminsos, dolorosos, gloriosos.
 
No Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38), Maria é nos apresentada como mulher simples do povo; nada de extraordinário aos olhos da humanidade, mas muito especial aos olhos de Deus. Preservada do pecado; escolhida para ser a Mãe do Redentor.
 
Mãe Daquele que pelo mistério da ação do Espírito Santo nela Se encarna.
 
No mistério da cruz, mistério do amor de Deus Se entrega e Se doa, em amor que ama até o fim.
 
Mistério da Ressurreição que acalenta e anima nossa caminhada que transcende o tempo presente e até mesmo a morte.
 
Aquele que em Maria Se encarnou e o sangue na cruz por nós derramou, regou a vinha do Senhor que somos, para frutos de paz, justiça e amor produzir…
 
Fixemos nosso olhar no olhar de todos os olhares que para Deus se voltaram.
 
Contemplemos o olhar de Maria que os mais diversos momentos vivenciou e jamais a Deus se fechou.
 
Contemplemos o olhar de Maria, diante do arcanjo Gabriel que lhe anuncia que será Mãe do Salvador. Olhar de dúvida, incompreensão e, por que não, de medo, mas de sinceridade e confiança e transparência, com certeza…
 
Indaga ao anjo como assim pode ser?
 
Olhar iluminado pelo Mistério revelado e compreendido e que lhe faz ressoar o SIM que mudou a história da humanidade: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim conforme a Vossa vontade” (Lc 1,38).
 
Como não contemplar o olhar dos olhares que o menino em seu ventre acolheu e acarinhou?
 
Olhar que na criança deitada na manjedoura o Verbo de Deus reconheceu, nos ofereceu e nos apresentou.
 
Olhar de Mãe Maria que o procurou quando no templo, aos doze anos se perdeu.
 
Olhar que procura o filho, olhar de tantas mães que procuram seus filhos.
 
Olhar que o viu crescer dia a dia em tamanho, graça e sabedoria diante de Deus.
 
Olhar de Maria silenciosamente contemplando a pregação de Seu Filho, na planície e na montanha.
 
Olhar que maravilhou-se, incontáveis vezes, por tudo que falava; por tudo que fazia.
 
Olhar de Maria que o procurou e encontrou mergulhado em noites de vigília e oração.
 
O Olhar da mãe de todas as mães, que não se fechou e não se amedrontou, nem se acovardou no mistério de Sua Paixão e Morte.
 
Olhar lacrimoso, dolorido, sentido, vendo seu Filho covardemente condenado, desprezado, humilhado, desfigurado, das roupas despojado, sangue e suor derramados…
 
Olhos abertos contemplando mistério de iniquidade, mas mistério maior de amor e fidelidade: O mal não pode ter a última palavra.
 
Também seus ouvidos acolhiam gritos e lamentos, que ecoaram da boca de Seu Filho e de todos os seus filhos em todos os tempos!
 
Olhar que o acompanhou e o testemunhou na cruz: Pelos pregos cravados, coração trespassado.
 
Água e vinho verteram: nascimento e alimento ao mundo também ricamente oferecidos e em cada Eucaristia celebrados.
 
Olhar de Maria que pelo mistério da fé contemplou Sua descida a mansão dos mortos, para romper as correntes do pecado, dominar também as forças diabólicas do inferno – diabo e morte vencidos.
 
O olhar de Maria que jamais perdera o brilho, reluziu na madrugada da Ressurreição. A vida venceu a morte.
 
Olhar de Maria, olhar de quem crê na Vida Nova do Filho, Ressuscitado pelo Pai, que por Amor, no Amor e pelo Amor (Espírito Santo) jamais o abandonou.
 
Contemplemos o olhar de Maria nas primeiras vezes em que o apóstolo dizia: “Tomai todos, isto é meu corpo… Tomai todos, isto é o meu sangue” (Atos 1).
 
Aquele mesmo corpo que acolheu em seu ventre, agora ali diante dos olhos, no mistério da matéria transubstanciada: Mistério de fé, Mistério da Ceia, Mistério da Eucaristia.
 
Ela contemplando as marcas dos pregos no corpo do Ressuscitado!!! Que alegria tomou o coração de Maria.
 
Depois, Maria contemplando Sua subida aos céus, para que depois, um pouco depois, ela também aos céus fosse assunta, por Deus coroada.
 
 
Olhar de ternura, alegria, confiança, simplicidade, esperança, bondade, fraternidade, humanidade, solidariedade, amor, bondade, fidelidade, perdão, compreensão, mansidão…
 
Olhar que transcende a realidade da morte, porque és portadora e crente da Boa Nova da Ressurreição!
 
É deste olhar que precisamos, por isto mais, do que nunca, é tempo de fixarmos nosso olhar no olhar de Maria…
 
Somente com um olhar assim é que o mundo haveremos de mudar, a começar de nós mesmos!
 
Nada veremos de novo se, em primeiro lugar, não convertermos nosso olhar.
 
Maria te suplicamos: 

Vem conosco caminhar para que tragas marcas, tantas e incontáveis, de teu olhar!
 
És Maria, mulher possuidora do olhar de todos os olhares.
 
És Rainha, és Senhora: “Volvei para nós estes vossos olhos misericordiosos…”
 
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...
 

“Aonde chega Deus, aí chega também a alegria”

                                                            


“Aonde chega Deus, aí chega também a alegria

A passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38) nos apresenta a visitação do Arcanjo Gabriel a Maria, e seu “sim” dado, para que a Encarnação do Verbo acontecesse, sendo nela gerado pela ação do Espírito Santo.

Sem dúvida, uma página que nos convida a refletir sobre os efeitos da chegada de Deus em nossas vidas, em todo o Tempo:

“Aonde chega Deus, aí chega também a alegria: a narração começa com o convite ‘Alegra-te’ (Lc 1,28); traduzido com a saudação ‘Ave’ e termina com a exclamação jubilosa da Virgem: ‘Faça-se!” (Lc 1,38)”.

Continuemos nos preparando para celebrar o Nascimento do Salvador, do Menino Jesus, não como um acontecimento do passado, mas que se dá em cada momento da nossa vida, quando aprendemos, com Maria, a ser totalmente “sim” para a vontade divina, pois de fato, “aonde chega Deus, aí chega também a alegria”. 

Continuemos vigilantes e em oração, à espera do Senhor que veio, vem e virá, cumulando-nos de amor e alegria.

Aguardemos, ansiosos, a “chegada de Deus”, e esta alegria que chegará com Ele, seja comunicada a tantos quantos precisam de nossa presença, acolhida e solidariedade.

Seja o Natal a Festa da chegada d’Aquele que vem para conosco continuar a caminhar, lado a lado, em nossa difícil e desafiadora missão de evangelizar, sobretudo num contexto de mudança de época.

Se muitos são os desafios, bem mais forte e necessária será a presença de Jesus conosco.

Alegremo-nos, pois Ele está para chegar! Já sentimos a irradiação da alegria com a Sua divina e desejada chegada, e que encontre acolhida e espaço em nossos corações e em nossos lares, bem como em todos os corações de boa vontade.

As duas naturezas do Senhor no ventre de Maria

                                                                     

 

As duas naturezas do Senhor no ventre de Maria

 

“Uma virgem [...]; iria conceber um filho, Deus e homem,

primeiro em seu espírito, e depois em seu corpo”.

 

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito pelo Papa São Leão Magno (séc. V):

 

“Uma virgem da descendência real de Davi foi escolhida para a sagrada maternidade; iria conceber um filho, Deus e homem, primeiro em seu espírito, e depois em seu corpo.

 

E para evitar que, desconhecendo o desígnio de Deus, ela se perturbasse perante efeitos tão inesperados, ficou sabendo, no colóquio com o Anjo, que era obra do Espírito Santo o que nela se realizaria.

 

Maria, pois, acreditou que, estando para ser em breve Mãe de Deus, sua pureza não sofreria dano algum. Como duvidaria desta concepção tão original, aquela a quem é prometida a eficácia do poder do Altíssimo?

 

A sua fé e confiança são ainda confirmadas pelo testemunho de um milagre anterior: a inesperada fecundidade de Isabel. De fato, quem tornou uma estéril capaz de conceber, pode também fazer com que uma virgem conceba.

 

Portanto, a Palavra de Deus, que é Deus, o Filho de Deus, que no princípio estava com Deus, por quem tudo foi feito e sem ela nada se fez (cf. Jo 1,2-3), a fim de libertar o homem da morte eterna, Se fez homem.

 

Desceu para assumir a nossa humildade, sem diminuir a Sua majestade. Permanecendo o que era e assumindo o que não era, uniu a verdadeira condição de escravo à condição segundo a qual Ele é igual a Deus; realizou assim entre as duas naturezas uma aliança tão admirável que, nem a inferior foi absorvida por esta glorificação, nem a superior foi diminuída por esta elevação.

 

Desta forma, conservando-se a perfeita propriedade das duas naturezas que subsistem em uma só Pessoa, a humildade é assumida pela majestade, a fraqueza pela força, a mortalidade pela eternidade.

 

Para pagar a dívida contraída pela nossa condição pecadora, a natureza invulnerável uniu-se à natureza passível; e a realidade de verdadeiro Deus e verdadeiro homem associa-se na única pessoa do Senhor.

 

Por conseguinte, Aquele que é um só mediador entre Deus e os homens (1Tm 2,5), como exigia a nossa salvação, morreu segundo a natureza humana e ressuscitou segundo a natureza divina.

 

Com razão, pois, o nascimento do Salvador conservou intacta a integridade virginal de sua mãe; ela salvaguardou a pureza, dando à luz a Verdade.  

 

Tal era, caríssimos filhos, o nascimento que convinha a Cristo, poder e sabedoria de Deus. Por este nascimento, Ele é semelhante a nós pela sua humanidade, e superior a nós pela Sua divindade. De fato, se não fosse verdadeiro Deus, não nos traria o remédio; se não fosse verdadeiro homem, não nos serviria de exemplo.  

 

Por isso, quando o Senhor nasceu, os Anjos cantaram cheios de alegria: 'Glória a Deus no mais alto dos céus, e anunciaram paz na terra aos homens por Ele amados'(Lc 2,14).

 

Eles veem, efetivamente, a Jerusalém Celeste ser construída pelos povos do mundo inteiro. Por tão inefável prodígio da bondade divina, qual não deve ser a alegria da nossa humilde condição humana, se até os sublimes coros dos Anjos se rejubilam?”

 

 

Contemplemos Maria, que concebeu o Verbo, primeiro em seu espírito e depois em seu corpo. Que também nós saibamos formar e gerar Cristo em nós, em nosso coração, para que d’Ele sejamos testemunhas credíveis e agradáveis ao Senhor.


Maria, a mãe de Jesus, a mãe da Igreja e nossa, nos ajuda a colocar em prática a Palavra do seu Filho, para que tão somente assim desta família façamos parte, pois a família de Jesus não se limita aos laços consanguíneos, mas à acolhida e prática de Sua Palavra, e do Seu Mandamento: “amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei”, somente assim seremos Seus discípulos.

 

Cremos que Deus quis  o Salvador da humanidade, de natureza invulnerável, incapaz de sofrer qualquer desgaste, prejuízo, demérito, viesse ao mundo e Se encarnasse no ventre de uma Virgem.

 

Assim aconteceu. Encarnando-Se assume uma natureza passível, ou seja, capaz de sofrer as realidades temporais.

 

Ele que era de condição divina de tudo Se desapegou e aceitou a morte humilhante na Cruz. Lágrimas, choro, pranto, fome, abandono, indiferença, humilhação, escárnio, morte... como vemos  abundantemente nos Evangelhos, Hebreus, Cartas Paulinas.

 

Reflitamos como o "Sim" de Maria a Deus aponta quatro belos propósitos, que devem estar no coração de todos aqueles que amam e querem seguir e servir seu Filho:

 

- Imitá-la, sobretudo nas suas virtudes, qualidades incontáveis;

 

- Ser contemplativo como Maria, cantora da esperança dos pobres. Pés no chão, coração voltado para Deus e olhos plenamente abertos para a sede do povo, como cantamos;

 

- Fazer a vontade do Pai sempre e acima de tudo;

 

- Colocar-se numa incansável atitude de conversão, para que tenhamos um coração atento e fiel ao Projeto de Deus, para que o nosso coração seja semelhante ao Coração de Jesus.

 

Maria não nos salva, mas melhor do que ninguém nos aponta Àquele que é Oo Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14,6), Aquele que nos alcança a Salvação.

 

Reflitamos sobre o papel de Maria em nossa caminhada de fé, como peregrinos da esperança, e nos perguntemos, quem melhor do que Maria para nos:

 

- Ajudar a construir na terra o céu?

 

- Apontar o caminho que nos leva ao céu?

 

- Ensinar a crer na invulnerabilidade divina e passibilidade humana do Seu Filho?

 

Em Maria, no seu ventre:

 

- A natureza divina e a natureza humana encontraram-se, como que num abraço, para que ao tornar-se visível na forma de uma criança, toda a humanidade fosse abraçada;

 

- E desde o seu ventre, a nossa humanidade na Encarnação do Filho, para sempre foi redimida, resgatada.

 

Consagremo-nos a Maria, pois quanto mais consagrados a Ela, mais fiéis e próximos seremos do seu Amado Filho, e O adoraremos em espírito e verdade.

 

“Ó minha Senhora, e também minha mãe,

Eu me ofereço inteiramente todo a vós...”

 

Ave Maria cheia de graça... 

 

PS: Oportuno para reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38) e também ao celebramos a Festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho); Nossa Senhora do Rosário (07 de outubro).

Suplico-Vos, Senhor, em meu silêncio orante...

                                                      

Suplico-Vos, Senhor, em meu silêncio orante...

Senhor, muitos são os ruídos que poderiam romper minha sintonia convosco, mas silencio meu coração para escutar os clamores que não podem ficar sem Vossa escuta e resposta minha.

Suplico-Vos, Senhor, firmai meus passos na caminhada, na descoberta de mim mesmo, e de Vossa Face misericordiosa, por Vosso Filho revelada, surpreendentemente mais bela, porque bem maior é o Vosso coração - “Porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” ( 1Jo 3,20).

Suplico-Vos, Senhor, em meu silêncio orante, infinitamente grato pela Salvação, que é graça e dom Vosso, mediante a fé que também me concedeu.

Suplico-Vos, Senhor, para que minha fé, a fé de Vosso povo amado e escolhido, Vossa Igreja, tenham sempre o olhar para além de seus muros, levando luz aos lugares mais frios, sombrios, escuros.

Suplico-Vos, Senhor, uma fé que não se faça indiferente, e tão pouco seja evasão dos problemas concretos que roubam a beleza, dignidade e sacralidade da vida, de sua concepção ao declínio natural.

Suplico-Vos, Senhor, fazei correr, em minhas veias (também da história e da Vossa Igreja), a linfa da vida que é o Vosso Amor imensurável, surpreendente, envolvente, incomparável simplesmente.

Suplico-Vos, Senhor, conduzi-me neste tempo de deserto necessário e de aprendizado com Vosso Amado Filho para vencer as tentações satânicas mães: acúmulo, domínio e prestígio.

Suplico-Vos, Senhor, a graça de contemplar Vosso Filho Amado no Monte Tabor, escutá-Lo atentamente, e Vossa Palavra, na dura planície de minha existência, em prática colocar, com coragem, a cruz jamais renunciar, com coragem carregar.

Suplico-Vos, Senhor, que no templo de meu coração, e em Vossa Igreja, possa sempre Vosso Espírito encontrar, e ao mundo testemunhar que sou Vossa preciosa morada, não por meus méritos, sacrário vivo de Vossa presença.

Suplico-Vos, Senhor, que eu corresponda mais ao Vosso Amor, pois mereceis que melhor eu seja; que melhor eu viva; que, mais fiel e ardoroso, possa viver a loucura da cruz, a loucura do Vosso Amor, plenamente revelado por Vosso Filho na crudelíssima Morte, e Morte de Cruz.

Suplico-Vos, Senhor, firmai meus passos na Caminhada Quaresmal, como um êxodo em direção à Páscoa, numa caminhada de alegria, de esperança.

Suplico-Vos, Senhor em meu silêncio orante...
Agora, Senhor, nada mais suplico, apenas quero Vos agradecer.

Agradecer pela graça de poder Vos suplicar, e pela graça de poder, com Vossa bondade, carinho, escuta, resposta sempre pronta encontrar.

Amo-Vos, Senhor, não mais do que mereceis, mas amo-Vos... Que Vos ame mais, e ainda nada será comparado ao Vosso Amor por mim. Amém!

PS: Escrito para o Tempo da Quaresma, mas pode ser rezado em todo o tempo.

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