domingo, 12 de outubro de 2025

Devoção a Maria, compromisso com a paz!

Devoção a Maria, compromisso com a paz!

Uma autêntica devoção à Maria passa pela imitação de suas virtudes, em nossas vidas e em nosso tempo.

Urge que superemos todo e qualquer devocionismo estéril e inútil. Devoção autêntica é lutar para que todos tenham vida e vida digna, plena, com relações novas de amor, fraternidade e paz.

O “sim” de Maria, para que o Verbo Se Encarnasse, foi o “sim” para que a Vida viesse ao encontro da vida humana, elevando-a e a plenificando. O nosso sim, como o sim de Maria, deve levar ao mesmo encontro.

Rezemos pela Paz em todos os Continentes, pelo revigoramento do ardor missionário, porque esta é nossa vocação ”Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade” (Porta Fidei n. 6).

Paz para a África: significa urgente apelo por solidariedade entre as pessoas e entre as comunidades, sobretudo com os mais pobres. Superação da espoliação em todos os sentidos, como acontece há cinco séculos…

Paz para a América: empenhar-se pela justiça e paz, atentos ao clamor que brota da vida dos milhões de empobrecidos. Superação da desigualdade brutal (as condições de vida de uma pessoa de classe média que vive nos Estados Unidos são 76 vezes superiores às de uma pessoa da mesma classe social que vive e trabalha no Haiti)…

Paz para a Europa: a busca de uma nova espiritualidade, na superação de um vazio existencial gerado por suas promessas materialistas. Superar a crise profunda de valores, de sentidos, de sabedoria e de transcendência…

Paz para a Oceania: a defesa do seu meio ambiente. Não se pode olhar para a Oceania como um depósito de lixo nuclear…

Paz para a Ásia: fortalecimento do diálogo entre todos os povos (são dois terços da população mundial) e enorme diversidade cultural e religiosa…

Devoção à Maria passa necessariamente pelo compromisso com a paz! Deste modo, poderemos rezar com o Salmista: “Amor e Verdade se encontrarão; Justiça e Paz se abraçarão; da terra germinará a Verdade e a Justiça se inclinará do céu” (Sl 85,11-12).

Concluo lembrando as palavras do papa São João Paulo II:

“A devoção à Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos.

Como vemos e ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: Fazei o que Ele vos disser (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galileia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo d’Ele as graças desejadas.

Rezemos com Maria e por Maria:
ela é sempre a ‘Mãe de Deus e nossa’.”


Ave Maria, cheia de graça…

Iluminados pela bodas de Caná

                                                  


Iluminados pela bodas de Caná

A passagem do Evangelho de João (Jo 2,1-11) descreve as bodas de Caná, em que acontece o primeiro sinal realizado por Jesus.

Temos algumas lições para nossa espiritualidade, como discípulos missionários do Senhor.

1ª – Assim como nas bodas, Maria nos acompanha e está sempre atenta às nossas necessidades em todos os âmbitos e tempos.

Ela percebeu a falta do vinho e interveio, para que acontecesse o primeiro sinal realizado por Jesus.

Podemos contar com ela que sempre intercede junto ao Filho em nosso favor, para que jamais nos falte o essencial, o Vinho do Amor, da alegria, da vida e da paz, como celebramos em toda Eucaristia.

O sinal acontece revelando sua onipotência suplicante, enquanto Jesus é a onipotência por essência.

2ª - Ainda não havia chegada a hora, Ele nos falou antes da realização do sinal. A grande hora seria no Mistério da consumação de Sua Paixão e Morte.

Chegaria a hora em que o Filho do Homem seria glorificado: “Em verdade, em verdade Eu vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só, mas se morrer, dará muito fruto” (Jo 12,23-24). 

Contemplemos o que indica “esta hora”, segundo o quarto Evangelho: 

- é a hora que não havia chegado ainda na realização do primeiro sinal, ao transformar a água em vinho nas bodas de Caná; 

- Ele veio para esta hora, a hora temida, a hora de agonia e, no entanto, profundamente desejada por ser a hora do sacrifício perfeito da Sua obediência ao Pai, hora da Sua glorificação; 

- a hora em que os próprios pagãos reconhecerão n’Ele o Filho de Deus; 

- a hora de olhar de fé para Aquele que foi trespassado, o caminho da Salvação, a grande hora da Páscoa do Senhor, Sua Morte e Ressurreição. 

E na “grande hora”, Ela nos foi dada por Mãe, por Jesus (Jo 19, 25-27). 

3ª – Jesus realiza o sinal, e transforma a água em vinho bom e melhor. No entanto, não dispensa nossa participação. Foi preciso que se enchessem as talhas com a água.

Ele poderia ter produzido o vinho sem qualquer participação dos presentes. Assim é Deus, que continua fazendo milagres todos os dias, mas quer contar com a nossa colaboração.

4ª- Maria é a discípula missionária do Senhor por excelência, e nos ensina que este caminho deve ser feito em plena fidelidade e obediência à Palavra de Jesus, o Verbo, que é o Seu Filho – “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Maria não apenas escutou, mas em tudo fez a vontade Deus, e é, como afirmou o Papa São Paulo VI, a "Estrela da Evangelização". 

Discípulos missionários do Senhor se perguntam:

- o que o Senhor me diz nesta situação?

- o que o Senhor quer que eu faça neste acontecimento?

Urge a perfeita sintonia entre a escuta e a prática de Sua Palavra, daquilo que Ele nos diz em todos os momentos.

5ª – Maria, presente na vida de Jesus, com papel proeminente. Sejam momentos como as bodas, como também nos momentos de dor, agonia e sofrimento. Em todo o momento experimentava indescritível proximidade do Filho e ao mesmo tempo a sua separação.

 

Retomo um trecho da reflexão feita pelo Bispo Dom Bruno Forte (2014), na 52ª Assembleia dos Bispos do Brasil, em que retrata esta proximidade e separação:

 

“Maria é capaz de um amor atento, concreto, alegre e terno... Maria se aproxima sob o signo da ternura, isto é, do amor que gera alegria, que não cria distâncias, que antes aproxima os distantes, fazendo com que se sintam acolhidos e os enche com o espanto e a beleza de descobrir-se objeto de puro dom...

 

Mãe atenta e terna, vive as expectativas, os silêncios, as alegrias e as provas que toda mãe é chamada a atravessar: é significativo que nem sempre compreenda tudo sobre Ele.

 

Mas vai adiante, confiando em Deus, amando e protegendo a seu modo aquele Filho, tão pequeno e tão grande, numa mistura de proximidade e de dolorosas separações, que a tornam modelo de maternidade: os filhos são gerados na dor e no amor por toda a vida”.

É sempre tempo favorável para aprofundarmos nossa devoção mariana, que consiste num empenho permanente em imitar suas virtudes, para maior fidelidade a Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6), nosso Redentor e Senhor.

Oração de Nossa Senhora Aparecida (Papa Francisco)

 


Oração de Nossa Senhora Aparecida (Papa Francisco)

"Mãe Aparecida, como Vós um dia, assim me sinto hoje diante do vosso e meu Deus, que nos propõe para a vida uma missão cujos contornos e limites desconhecemos, cujas exigências apenas vislumbramos.

Mas, em vossa fé de que “para Deus nada é impossível”, Vós, ó Mãe, não hesitastes, e eu não posso hesitar. Assim, ó Mãe, como Vós, Eu abraço minha missão. Em vossas mãos coloco minha vida e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos, vencer juntos como sempre juntos caminhastes vosso Filho e Vós.

Mãe Aparecida, um dia levastes vosso Filho ao templo para O consagrar ao Pai, para que fosse inteira disponibilidade para a missão. Levai-me hoje ao mesmo Pai,

Consagrai-me a Ele com tudo o que sou e com tudo o que tenho. Mãe Aparecida, ponho em vossas mãos, e levai até o Pai a nossa e vossa juventude, a Jornada Mundial da Juventude: quanta força, quanta vida, quanto dinamismo brotando e explodindo e que podem estar a serviço da vida, da humanidade.

Finalmente, ó Mãe, vos pedimos: permanecei aqui, sempre acolhendo vossos filhos e filhas peregrinos, mas também ide conosco, estai sempre ao nosso lado e acompanhai na missão a grande família dos devotos, principalmente quando a cruz mais nos pesar, sustentai nossa esperança de nossa fé".

 

PS: Oração rezada pelo Papa Francisco diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida  (julho de 2013)

Contagem tem seu primeiro Santuário

                                      

Contagem tem seu primeiro Santuário 

Foi criado o primeiro Santuário da Rensa – Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida – Arquidiocese de Belo Horizonte, o Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A instalação deste 12º Santuário de Belo Horizonte, aconteceu no dia 12 de outubro de 2018, às 17h, durante Missa presidida pelo arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, na Praça Nossa Senhora da Conceição, 150, bairro Novo Eldorado, em Contagem-MG, com a presença de vários padres e o seu novo Reitor, Padre Jorge Wydrych e uma expressiva participação do Povo de Deus.

A finalidade de um Santuário:
1 - contribuir para que fiéis vivenciem a espiritualidade cristã católica;
2 - ser referência na acolhida aos peregrinos;
3 - fortalecer a devoção Mariana.

Em resumo, os santuários são reconhecidos:
1 - como centros de evangelização, dentro do objetivo de Proclamar a Palavra de Deus;
2 - ambientes que promovem a cultura;
3 - lugar da acolhida e amparo aos pobres, promovendo sua dignidade, desde a concepção até seu declínio natural.

A diferença entre templos e santuários:
Uma Paróquia pode ser elevada ao título de Santuário, quando se torna referência, por receber grandes peregrinações de devotos e tem especial importância para os fiéis de determinada região.

As catedrais são sedes de uma diocese ou arquidiocese, reconhecidas como Igreja-Mãe.

A Arquidiocese de Belo Horizonte tem mais 11 Santuários:

Santa Luzia (na cidade de Santa Luzia), Santo Antônio (em Roça Grande, Sabará), Tabor da Liberdade (em Confins), Senhor do Bonfim (na cidade de Bonfim), Santuário de Adoração Perpétua – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem (bairro da Boa Viagem, Belo Horizonte), São Judas Tadeu (bairro da Graça), Nossa Senhora da Conceição (bairro Lagoinha), Santuário da Saúde e da Paz (bairro Padre Eustáquio), Senhor Bom Jesus (bairro Bom Jesus, Belo Horizonte), São Paulo da Cruz (Barreiro, em Belo Horizonte) e o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais, no alto da Serra da Piedade, em Caeté.

Agradecemos a Deus por esta graça que nos é concedida, e rogamos a Ele que nossa devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, nos faça cada vez mais comprometidos com uma nação em que se vive a cultura da vida, fortalecendo os vínculos de uma civilização do amor e da fraternidade.

“Ave Maria cheia de graça...”



Maria, tu tens um coração pleno de fé

                                                             

Maria, tu tens um coração pleno de fé

Maria, Mãe de Deus e nossa, és Bem-Aventurada,
Porque acreditaste em Deus em todo o tempo.

Maria, Mãe de Deus e nossa, és a realização mais pura da fé,
Porque jamais duvidaste do poder e da força do Altíssimo

Maria, Mãe de Deus e nossa, és plenamente realizadora da vontade divina,
Porque acreditaste que para Deus nada é impossível.

Maria, Mãe de Deus e nossa, és toda servidora no plano divino,
Porque disseste e viveste: “Eis aqui a serva do Senhor...”

Maria, Mãe de Deus e nossa, és modelo de esperança,
Porque acreditaste na promessa e ação divina em teu ventre.

Maria, Mãe de Deus e nossa, modelo de fidelidade a Deus na alegria e na dor,
Mesmo com lágrimas e dor indizível no coração, aos pés da Cruz ficaste.

Maria, Mãe de Deus e nossa, modelo de fé que jamais vacila,
Na maravilha da Ressurreição do teu Filho, acreditaste e testemunhaste.

Maria, Mãe de Deus e nossa, teu coração é um vaso puríssimo de amor  
E por isto, te veneramos como a realização mais pura da fé.

Maria, Mãe de Deus e nossa, como precisamos de tua maternal ternura!
Volte teu olhar para nós, leva-nos dentro deste coração pleno de candura.

Ave Maria cheia de graça...



Fonte inspiradora: Catecismo da Igreja Católica – parágrafos nn.148-149

Em poucas palavras...

                                                    

     

Maria, sinal de esperança e de consolação

“Entretanto, a Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor (cf. 2 Pd. 3,10)”.  (1)

 

(1) Vaticano II: Lumen Gentium n. 68

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

“Mestre, ensina-nos a rezar” (XVIIDTCC)

                                                      

“Mestre, ensina-nos a rezar”

Com a Liturgia da Palavra do 17º Domingo do Tempo Comum (Ano C) aprofundamos sobre o tema da Oração sincera, pura, dialogal, confiante e frutuosa, que nos coloca numa relação filial para com Deus e de irmãos e irmãs entre nós.

A passagem da primeira Leitura (Gn 18,20-32) nos apresenta Abraão como alguém que sabe fazer da Oração um verdadeiro diálogo com Deus. 

Coloca-se diante d’Ele com ousadia e confiança, apresentando suas inquietações, dúvidas, anseios, e procurando captar Sua vontade para a humanidade.

A passagem é uma catequese sobre o peso que o justo e o pecador têm diante de Deus; revela-nos a misericórdia divina que é maior do que a vontade de castigar. 

A vontade que Deus tem de salvar é infinitamente maior do que a vontade de perder: Deus está sempre pronto a nos salvar. É preciso que nos abramos à Sua vontade.

Abraão nos ensina que é possível dialogar com Deus numa forma familiar, confiante, insistente e ousada. Revela-nos um Deus que veio ao encontro da humanidade, entrou em sua tenda, sentou-se à sua mesa, criando vínculos de comunhão, e ainda mais, realizando os sonhos daquele que O acolhe.

Com o pai da fé, aprendemos que Deus é alguém com quem se pode dialogar, com amor e sem temor; com uma Oração que brota de um coração humilde, reverente, respeitoso, confiante, ousado e cheio de esperança.

Abraão não repete palavras vazias e gravadas, sem ressonância na própria vida, mas estabelece com Deus um diálogo espontâneo e sincero.

A passagem da segunda Leitura (Cl 2,12-14), embora não se relacione diretamente ao tema, nos apresenta Jesus Cristo e Sua centralidade na vida de quem crê. Por Ele podemos dirigir ao Pai a nossa Oração, em comunhão com o Espírito Santo, e seremos ouvidos.   

Na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 11,1-13), Jesus nos ensina a rezar, de modo que a Oração daquele que crê, deve ser um diálogo confiante, como uma criança em relação ao pai.

Deste modo, a Oração é o espaço do encontro pessoal e íntimo com o Pai e o momento fundamental para o discernimento de Sua Vontade, de Seu Projeto a ser realizado.

A caminho de Jerusalém, Jesus nos ensina a força e a importância da Oração na vida dos Seus seguidores, assim como foi fundamental em todos os grandes momentos decisivos do próprio Jesus, como tão bem nos apresenta o Evangelista Lucas na Eleição dos Doze (Lc 6,12); antes do primeiro anúncio da Paixão (Lc 9,18); na Transfiguração (Lc 9,28-29); após o regresso dos discípulos da missão (Lc 10,21); na última Ceia (Lc 22,32); no Getsemani (Lc 22,40-46); na Cruz (Lc  23, 34-46).

Jesus nos ensina a Oração do "Pai-Nosso" e nos coloca em atitude de diálogo com o Pai, como filhos, e ao mesmo tempo nos põe no caminho da realização do Seu Plano, na construção de um mundo novo, numa comunhão fraterna a ser construída cotidianamente.

Quanto ao conteúdo:

- “Santificado seja o Vosso nome” – que Deus Se manifeste como Salvador aos olhos de todos, através de nossa conduta, marcada pela justiça, bondade e santidade;

- “Venha o Vosso Reino” – que o mundo novo proposto por Jesus se torne uma realidade na vida da humanidade – Reino de amor, verdade, justiça e liberdade;

- “O pão de cada dia nos dai hoje” – Deus nos concede o essencial para vivermos. Oferece o pão material, mas acima de tudo o Pão espiritual. Com Deus nada nos falta. Ele nos dá o próprio Filho, o Pão da Vida que sacia a fome e a sede da humanidade: amor, alegria, perdão, comunhão, fraternidade;

- “Perdão dos pecados” – sem a experiência da misericórdia divina, somos incapazes de perdoar e pedir perdão. Acolhidos pela misericórdia e por ela perdoados, para também acolher e perdoar o irmão que pecou contra nós;

- “Não nos deixeis cair em tentação” – que nosso coração não seja seduzido por felicidades ilusórias e transitórias, mas que pautemos a nossa vida na busca da felicidade duradoura, eterna, a fim de que tenhamos vida plena e feliz.

A Oração do "Pai-Nosso", em síntese, pode ser assim apresentada:

- Que Deus seja reconhecido como Deus: um Pai misericordioso e nos trata como filhos e filhas;

- É um Projeto de Amor que Deus tem para a humanidade;

- Contém três pedidos fundamentais: pão para viver; perdão para amar e liberdade para ficar de pé e pôr-se sempre a caminho.

Pode parecer estranha a afirmação, mas na Escola de Jesus aprendemos a rezar verdadeiramente, em forma e conteúdo; de modo que, a Oração que Jesus nos ensina, transforma a vida de quem a reza e põe em prática.

Não podemos repetir a Sua Oração, sem saborearmos Palavra por Palavra de seu conteúdo vital e irradiador de alegria e luz, que plenifica com a Sua vida e a Sua graça, porque feita sob a ação e presença do Espírito, dirigida confiantemente ao Pai.

Uma Oração verdadeira precisa ser essencialmente Trinitária, nos inserindo nesta comunhão intensa e profunda de Amor.

Com isto, a Oração é, em sua exata medida, um diálogo intenso, profundo com a Trindade Santa, que nos envolve pela presença e ternura divinas.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG