quinta-feira, 17 de julho de 2025

No Senhor refazemos nossas forças

                                                                    


No Senhor refazemos nossas forças

Na quinta-feira da 15ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,28-30), em que Jesus Se apresenta manso e humilde de coração.

Sem jamais nos acomodarmos na fé, e nos possíveis cansaços, ao enfrentar os desafios da missão, devemos ter confiança e buscar força tão somente no Senhor, que nos coloca em perfeita comunhão com o Pai e o Espírito Santo.

A Palavra de Jesus alcança as entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

Somente Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), e nos oferece os distintivos, que haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo.

Não há discipulado, não há seguimento de Jesus sem a Cruz, que é garantia de Vitória, passagem para a glória – “Quem quiser me acompanhar, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e venha” (Mt 16, 24). Oferece o jugo que Ele mesmo carregou e conosco carrega.

Nosso cristianismo somente pode ser vivido, com alegria e plenamente, na certeza de que Ele caminha ao nosso lado – “Quem se arrasta atrás de seu jugo com subterfúgios e compromissos, é derrubado pelo tédio e abatido pela solidão” (Missal Cotidiano - pág. 1035). 

Não podemos jamais nos deixar abater pela solidão, tristeza, desânimo, para que possamos carregar nossa cruz com alegria, confiança, disponibilidade, coragem e firmeza, até o fim.

Carreguemos o jugo da cruz, vivendo a Lei do Senhor, a Lei do Amor “... Este é o meu Mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,12). 

O Mandamento do Amor se constitui na expressão máxima da vida cristã, porque Cristo mesmo nos disse – “... Ninguém tem maior Amor do que Aquele que dá a vida por Seus amigos“ (Jo 15,13). 

E disse o Evangelista João: “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho único para que não morra quem n’Ele crer mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Somente o amor nos faz viver intensamente.

O Senhor entregou Sua vida por nós, aceitou a morte, e morte de Cruz, amando-nos, amou-nos até o fim. O mesmo façamos por Ele e pelo nosso próximo. Descanso, forças e alegria no tempo presente, encontraremos, e na eternidade, plenamente viveremos. A glória da Cruz e a Lei do Amor para sempre. Amém.

“Jesus manso e humilde de Coração...”

                                                             

“Jesus manso e humilde de Coração...”

Com a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,28-30), proclamado na 15ª semana do Tempo comum, somos questionados sobre a nossa fé. que não permite acomodação, de modo que devemos confiar e buscar força tão somente em Deus, nos cansaços possíveis ao enfrentar os desafios da missão, como discípulos missionários do Senhor.

Já no Antigo Testamento, contemplamos a manifestação de Deus, que se apresenta a Moisés como “Eu sou Aquele que sou”, e a ele confia a missão de conduzir o Povo de Deus, libertando-o da escravidão do Egito para uma terra nova onde corre leite e mel -  (Ex 3,13-20)

Bem sabemos que não foi nada fácil esta missão, mas Moisés confiou  sempre na presença e ação divinas em todos os momentos.

Também nós, hoje, como discípulos missionários do Senhor, como cristãos, não podemos fechar nossos ouvidos a Deus que Se revela a cada um de nós, nos chama pelo nome e nos envia em missão de vida e paz. Não podemos construir uma história na indiferença a Deus e ao Seu Amor por nós.

A Palavra de Jesus penetra nas entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso”.

Somente Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso e humilde de coração”, e nos oferece os distintivos, que haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo.

Não há discipulado, não há seguimento de Jesus sem a Cruz, que é garantia de Vitória, passagem para a glória – “Quem quiser me acompanhar, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e venha” (Mt 16, 24). Oferece o jugo que Ele mesmo carregou e conosco carrega.

Nosso cristianismo somente pode ser vivido, com alegria e plenamente, na certeza de que Ele caminha ao nosso lado – “Quem se arrasta atrás de seu jugo com subterfúgios e compromissos, é derrubado pelo tédio e abatido pela solidão” (Missal Cotidiano - pág. 1035). 

O discípulo missionário do Senhor não pode jamais deixar-se abater pela solidão, tristeza, desânimo, para que, com amor e fidelidade, possa carregar a cruz com alegria, confiança, disponibilidade, coragem e firmeza, até o fim.

Carreguemos o jugo da cruz, vivendo a Lei do Senhor, a Lei do Amor “... Este é o meu Mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,12). 

Somente o amor faz viver. O Mandamento do Amor se constitui na expressão máxima da vida cristã, porque Cristo mesmo nos disse – “... Ninguém teve maior Amor do que Aquele que dá a vida por Seus amigos.“ (Jo 15,13). 

E disse o Evangelista João: “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho único para que não morra quem n’Ele crer mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

Nisto consiste a vitalidade e fecundidade de uma fé autêntica: crer em Deus e, no alegre testemunho, levar quantos possamos a esta descoberta e encontro que transforma a nossa vida e sempre nos prepara o melhor.

Reflitamos:

- Como cada um de nós participa na construção do Projeto que Deus tem para a humanidade?

- Sentimo-nos responsáveis pela transformação do mundo em que vivemos?  
- O que fazemos, no testemunho da fé, para transformar s sinais de escuridão em sinais de luz; os sinais de morte em sinais de vida? 

O Senhor entregou Sua vida por nós, aceitou a morte, e morte de Cruz, amando-nos, amou-nos até o fim. Façamos por Ele e pelo nosso próximo o mesmo: descanso, forças e alegria no tempo presente encontraremos, e na eternidade plenamente viveremos. A glória da Cruz e a Lei do Amor, para sempre Amém!

“Jesus Manso e humilde de Coração,
Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.”

Senhor Jesus, manso e humilde de coração

                                                                  

Senhor Jesus, manso e humilde de coração

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, sentimos, por vezes, nossa pequenez e fragilidade por diversos motivos, internos e externos, enquanto caminhamos peregrinos longe de Vós, tão próximo de nós.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, nestes momentos podemos, humanamente, sentir-nos perturbados, porém sabemos que podemos confiar em Vós, que prometestes nunca nos deixar órfãos.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, ajudai-nos a compreender que, no sofrimento, participamos em Sua Paixão para participar em Sua Vida; sofrendo, comunicamos vida aos outros; e quando somos fracos, então é que somos fortes.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, ajudai-nos, para que, em nossa pequenez e imperfeição, venhamos a dar a Vós o que de melhor pudermos, do melhor modo possível, testemunhando a fé com palavras e ações.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, se ao praticar o bem, nos sentirmos frágeis, e no mal parecermos fortes, ajudai-nos a redescobrir que a verdadeira força somente pode vir de Vós, que agis através da fraqueza humana, para que advenha maior glória para Deus.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, que morrestes e Ressuscitastes para nos comunicar vida plena e definitiva, ajudai-nos para que, como Igreja, anunciemos a ação e presença de Deus, na fidelidade ao Vosso Pai, na comunhão com Vosso Espírito.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, num mundo por vezes marcado pela cultura da morte, até mesmo acreditando e proclamando que Deus “morreu”; ajudai-nos, como Igreja, a proclamar o amor no meio do ódio, a fraternidade entre todos. Amém.


Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.892; 
passagens  Bíblicas: 2 Cor 4,7-15; Mt 11,28-30

Não sejamos peso sobre o povo

                                                      


Não sejamos peso sobre o povo
 
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,28-30) em que Jesus diz: “vinde a mim todos vós que estais cansados, porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,30).
 
Contemplando a ação de Jesus, e repensando nossa atividade pastoral, ou qualquer outra responsabilidade sobre o mesmo, a mensagem iluminadora é de que o povo deve ser amado, ajudado no seu desenvolvimento integral.
 
É preciso que todos nos deixemos envolver pelo amor de Deus. E ao mesmo tempo ser testemunha  misericórdia divina, e quando  misericordiosos, poderão ouvir de Jesus estas palavras:
 
Vinde a mim porque Sou manso e humilde de coração...
Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados, porque
Meu fardo é leve e meu jugo é suave!” (Mt 11,28-30).
 
Urge que estas  atitudes estejam presentes em nossa vida, a fim de que sejamos iluminados e iluminadores, afastando toda treva que teima em subsistir, como nos falou o Abade São Columbano (séc. VII):
 
“Que Tu, Cristo, dulcíssimo Salvador nosso,
Te dignes acender nossas lâmpadas,
de modo a refulgirem para sempre em
Teu templo, receberem perene luz de Ti,
que és a luz perene, para iluminar nossas trevas
e afugentar de nós as trevas no mundo”.
 
E, com o Abade São Máximo (séc. VII), concluímos:
 
“Só Ele (Jesus), qual lâmpada,
desfaz a escuridão da ignorância,
repele o negrume da maldade e do vício”
                                                         
Quando vivemos a misericórdia, o Amor de Deus arde em nós e Sua luz ilumina todo o mundo. Para sermos luz Deus nos criou: “Vós sois a luz do mundo! Vós sois o sal da terra” (cf. Mt 5,13-16).

Vinde a mim!

                                                        

     Vinde a mim!

 
Acolhamos a mensagem da Palavra de Deus da quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum (ano ímpar) que nos questiona e não nos permite a acomodação na fé, e acima de tudo nos convida à confiança e à busca de forças tão somente em Deus, nos cansaços possíveis ao enfrentar os desafios da missão no testemunho da fé.
 
Na primeira Leitura (Ex 3,13-20) Deus se apresenta a Moisés como “Eu sou Aquele que sou” e a ele confia a missão de conduzir o Povo de Deus, libertando-o da escravidão do Egito para uma terra nova onde corre leite e mel.
 
Não será fácil esta missão, mas Moisés deve confiar sempre na presença e ação divinas em todos os momentos.
 
Também nós, hoje, como discípulos missionários do Senhor, como cristãos, não podemos fechar nossos ouvidos a Deus que Se revela a cada um de nós, nos chama pelo nome e nos envia em missão de vida e paz. Não podemos construir uma história na indiferença a Deus e ao Seu Amor por nós.
 
Nisto consiste a vitalidade e fecundidade de uma fé autêntica: crer em Deus e, no alegre testemunho, levar quantos possamos a esta descoberta e encontro que transforma a nossa vida e sempre nos prepara o melhor.
Reflitamos:
Como cada um de nós participa na construção do Projeto que Deus tem para a humanidade?
Sentimo-nos responsáveis pela transformação do mundo em que vivemos?  
O que fazemos para transformar s sinais de escuridão em sinais de luz; os sinais de morte em sinais de vida? 
Quais são as belas lições que Moisés nos ensina na vivência de nossa fé?
 
Na passagem do Evangelho (Mt 11, 28-30) ouvimos a Palavra de Jesus que alcança as entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso”.
 
Somente Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso e humilde de coração”, e nos oferece os distintivos, que haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo.
 
Não há discipulado, não há seguimento de Jesus sem a Cruz, que é garantia de Vitória, passagem para a glória – “Quem quiser me acompanhar, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e venha” (Mt 16, 24). Oferece o jugo que Ele mesmo carregou e conosco carrega.
 
Nosso cristianismo somente pode ser vivido, com alegria e plenamente, na certeza de que Ele caminha ao nosso lado – “Quem se arrasta atrás de seu jugo com subterfúgios e compromissos, é derrubado pelo tédio e abatido pela solidão” (Missal Cotidiano - pág. 1035). 
 
Que jamais nos deixemos abater pela solidão, tristeza, desânimo, para que possamos carregar nossa cruz com alegria, confiança, disponibilidade, coragem e firmeza, até o fim.
 
Carreguemos o jugo da cruz, vivendo a Lei do Senhor, a Lei do Amor “... Este é o meu Mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,12). 
 
Somente o amor faz viver. O Mandamento do Amor se constitui na expressão máxima da vida cristã, porque Cristo mesmo nos disse – “... Ninguém teve maior Amor do que Aquele que dá a vida por Seus amigos.“ (Jo 15,13). 
 
E disse o Evangelista João: “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho único para que não morra quem n’Ele crer mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
 
O Senhor entregou Sua vida por nós, aceitou a morte, e morte de Cruz, amando-nos, amou-nos até o fim. Façamos por Ele e pelo nosso próximo o mesmo: descanso, forças e alegria no tempo presente encontraremos, e na eternidade plenamente viveremos. A glória da Cruz e a Lei do Amor, para sempre Amém!

Que a graça de Deus nos fortaleça constantemente

                                        

 

Que a graça de Deus nos fortaleça constantemente

“Grande é a glória que acompanha a tribulação”
 
O Bispo São João Crisóstomo (séc. IV) nos enriquece com uma de suas Homilias sobre os sofrimentos e a glória dos mártires.
 
Consideremos a sabedoria de Paulo. Que diz ele? Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós (Rm 8,18). Por que, exclama, me falais das feridas, dos tormentos, dos altares, dos algozes, dos suplícios, da fome, do exílio, das privações, dos grilhões e das algemas?
 
Ainda que invoqueis todas as coisas que atormentam os homens, nada podeis mencionar que esteja à altura daqueles prêmios, daquelas coroas, daquelas recompensas. Pois as provações cessam com a vida presente, ao passo que a recompensa é imortal, permanecendo para sempre.
 
Também isto insinuava o Apóstolo em outro lugar, quando dizia: O que no presente é insignificante e momentânea tribulação (cf. 2Cor 4,17). Ele diminuía a quantidade pela qualidade, e alivia a dureza pelo breve espaço de tempo.
 
Como as tribulações que então sofriam eram penosas e duras por natureza, Paulo se serve de sua brevidade para diminuir-lhe a dureza, dizendo: O que no presente é insignificante e momentânea tribulação, acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável. E isso acontece, porque voltamos os nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é passageiro, mas o que é invisível é eterno (cf. 2Cor 4,17- 18).
 
Vede como é grande a glória que acompanha a tribulação! Vós mesmos sois testemunhas do que dizemos. Antes mesmo que os mártires tenham recebido as recompensas, os prêmios, as coroas, enquanto ainda se vão transformando em pó e cinza, já acorremos com entusiasmo para honrá-los, convocando uma assembleia espiritual, proclamando o seu triunfo, exaltando o sangue que derramaram, os tormentos, os golpes, as aflições e as angústias que sofreram. Assim, as próprias tribulações são para eles uma fonte de glória, mesmo antes da recompensa final.
 
Tendo refletido sobre estas coisas, irmãos caríssimos, suportemos generosamente todas as adversidades que sobrevierem. Se Deus as permite, é porque são úteis para nós. Não percamos a esperança nem a coragem, prostrados pelo peso dos sofrimentos, mas resistamos com fortaleza e demos graças a Deus pelos benefícios que nos concedeu.
 
Deste modo, depois de gozarmos dos Seus dons na vida presente, alcançaremos os bens da vida futura, pela graça, misericórdia e bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele pertencem a glória e o poder, com o Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos. Amém.”
 
Retomemos parte da Homilia:
 
“... suportemos generosamente todas as adversidades que sobrevierem. Se Deus as permite, é porque são úteis para nós. Não percamos a esperança nem a coragem, prostrados pelo peso dos sofrimentos, mas resistamos com fortaleza e demos graças a Deus pelos benefícios que nos concedeu”
 
Depois de gozarmos dos Seus dons na vida presente, alcançaremos os bens da vida futura, pela graça, misericórdia e bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele pertencem a glória e o poder, com o Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos”
 
Muitos são os obstáculos, incompreensões, resultados não esperados, que parecem consumir nossos sonhos e esperanças. Somem-se a isto possíveis noites escuras de falta de esperança e saída, que se repetem parecendo infindáveis.
 
Quando desejamos levar a sério a fé e o compromisso cristão não somos isentos da cruz, das renúncias necessárias, superações contínuas, martírio silencioso e fecundo...
 
Não podemos perder a esperança e tão pouco a coragem, ainda que o peso dos sofrimentos pareça insuportável, é preciso resistir com fortaleza, com a força da Palavra e da Eucaristia, e o sopro do Espírito.
 
Ser discípulo missionário do Senhor é graça e missão de ser sal da terra e luz do mundo, e pode ocorrer, na realização desta,  adversidades, tribulações, incompreensões, perseguições, como o próprio Jesus nos falou ao apresentar as Bem-Aventuranças no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12).
 
Dificuldades existem e devem ser enfrentadas propiciando o verdadeiro amadurecimento na fé. Se dificuldades vierem, peçamos ao Senhor o necessário: a graça para nos fortalecer no bom combate da fé até que mereçamos um dia a glória eterna, o contemplar da Face Divina.
 
Revigoremos nossa fé, fortaleçamos nossos passos na fidelidade ao Senhor, para que jamais se extinga nossa esperança, e tão somente assim será mantida viva a caridade que nos impele a seguir na missão que o Senhor nos confia. Amém.

O luto na perspectiva cristã, como lidar?

                                                          

O luto na perspectiva cristã, como lidar?

Vivemos e convivemos com a dor e o seu ponto final, a própria morte. Quando esta irrompe em nossa vida, parece tudo desmoronar. A alguns ela provoca o desalento, o desânimo, a fuga, a compensação indesejável na droga, ou até outros meios (que não são poucos) para sua superação e explicação da mesma, na procura de  algo que possa preencher o vazio deixado.

Há muitos estudos especializados sobre o luto ou possíveis perdas (emprego, amizade, algo alcançado etc.), porém um que pertence a Elisabeth Kübler-Ross (1969) nos apresenta os vários passos de sua vivência e superação, e que se tornaram conhecidos como “Os cinco Estágios do Luto” (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).

Podem ser assim esquematicamente apresentados os “Estágios do Luto”:

1.  Negação, recusa e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo”, "não pode ser"; " é mentira". Diante do fato paralisante, a pessoa naturalmente poderá chorar desconsoladamente, e nenhuma palavra lhe faz sentido.

2.  Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."; “por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu". É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e ocorre uma reluta dramática em reconhecê-los. Normalmente se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou por ter deixado de fazer o que poderia para que não acontecesse tal fato.

3.  Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem." Há o autofortalecimento mediante uma espécie de negociação com a dor da perda: "não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e cuidar de minha família". Já aparece um ponto de luz nesta longa noite escura.

4.  Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?" Há o vazio assumido a ser preenchido quando se der a aceitação que consiste no estágio seguinte.
           
5.  Aceitação resignada e serena do fato incontornável: "Tudo vai acabar bem." – Há um processo dolorido de amadurecimento. Ninguém sai do luto como entrou.

Evidentemente, na vida de cada um estes estágios não acontecem assim tão claramente como apresentados, mas com certeza o leitor deve ter refletido sobre a experiência do luto já vivido.

- Mas como a fé pode intervir e ajudar nesse processo de recusa, cólera, negociação, depressão e aceitação?
Em que nos diferenciamos?
Qual é o elemento que nos leva a dar um passo e a ter um olhar transcendente?

A fé na Ressurreição, o olhar que transcende à própria morte, que para quem crê em Jesus Cristo Ressuscitado, não tem a palavra última.

Quando tomei conhecimento destes “estágios do luto e da perda”, foi a primeira interrogação que me descortinou no horizonte do Ministério de Pastor, e ao mesmo tempo frente à própria experiência da morte de entes queridos.

Primeiramente me dei conta de que há um tempo para que o luto aconteça, que não se dá tão logo façamos o enterro. Ficamos num processo prolongado, variando de pessoa para pessoa. Aqui entra o elemento indispensável da fé e a riqueza de citações bíblicas que poderiam ser mencionadas para refazermos nossas forças.

A primeira delas que vemos em tantas salas de velórios: “Eu sou a Ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (Jo 11,25-26). O próprio Senhor nos garantiu que foi para a casa do Pai para nos preparar uma morada e nos exortou a não nos perturbamos diante do inevitável fato da morte (Jo 14,2-3).

O Apóstolo Paulo na Carta aos Coríntios (cf. 1Cor 15, 12-20), nos diz literalmente que se Cristo não Ressuscitou vazia é a nossa fé, a nossa pregação.

Salmos, Evangelhos, Epístolas, entre outros Livros da Sagrada Escritura, são nestes momentos o Pão da Palavra que nos reanima, fortalece, e porque fundados na fé. Vemos, à luz da Palavra, o horizonte último da eternidade se abrir para aqueles que nos antecederam, e com os quais nos encontraremos se enraizados e solidificados na caridade, pois o céu será o epílogo do presente, o amor que vivemos, prolongado e plenificado sem medida, pois estaremos na plena comunhão com Deus e Seu Amor Trino, imensurável que já experimentamos, antegozamos.

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