quinta-feira, 30 de maio de 2024

Adoremos o Senhor no Santíssimo Sacramento

                                                  

Adoremos o Senhor no Santíssimo Sacramento

Reflexão à luz da passagem do Livro de Josué (Js 3,7-10a.11.13-17).

A Arca da Aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão, adiante do Povo de Deus, manifestando a presença e ação divina na condução de Seu Povo.

O Comentário do Missal  Cotidiano assim conclui a reflexão sobre a passagem:

“Venerar assiduamente a Eucaristia far-nos-ia passar a pé enxuto as águas tumultuosas das lutas espirituais, levar-nos-ia à paz”. (1)

Discípulos missionários do Senhor que somos, como Sua Igreja, precisamos venerar e adorar cada vez mais a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento, em silêncio profundo para que possamos ouvi-Lo, pois sempre terá algo a nos dizer.

Venerar e adorar assiduamente a Eucaristia, pois cada dia tem suas inquietações, dificuldades, desafios, provações, que o comentário chamou de “águas tumultuosas das lutas espirituais”.

Somente quando soubermos fazer silêncio adorante diante do Senhor, é que reencontraremos a paz, a serenidade, a mansidão para a travessia do mar do cotidiano, enfrentando seus ventos e, por vezes, tempestades, certos de que estas jamais terão a última palavra, e, com o Senhor e Sua Divina Palavra, podemos chegar à margem do outro lado.

Com Ele, não somente atravessaremos a pé enxuto, como também não naufragaremos no mar das dificuldades e provações próprias da vida, da história de todos nós.

“Graças e louvores se deem a todo momento,
Ao Santíssimo e diviníssimo Sacramento...”

(1)         Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1146

Revigorados pelo Pão da Eucaristia

Revigorados pelo Pão da Eucaristia

Elevemos ao Senhor esta prece, a fim de fazermos progressos na comunhão espiritual e compromisso com a Boa Nova do Reino.

Oremos:

Senhor, participando no Mistério do Vosso Corpo e Sangue, comendo Vossa Carne e Bebendo Vosso Sangue, antídoto para não morrer, remédio de imortalidade, suplicamos:

Alimentai-nos pelo Pão Sagrado da Eucaristia, nutrindo nossa fé, incentivando nossa esperança e fortalecendo nossa caridade.

Ajudai-nos a trilhar, com coragem e fidelidade, o caminho do bom combate da fé, carregando nossa cruz de cada dia.

Aumentai em nós a caridade, a fortaleza e a confiança em Vós, na Vossa Palavra e poder de transformar sinais de morte em vida.

Sustentai os que se encontram fracos no caminhar da fé, diante de tantos desafios e provações.

Consolai os tristes, transformando a tristeza em alegria, e dai a esperança aos agonizantes, experimentando sinais de novos tempos, com vida plena e feliz. Amém.

Livrai-nos, Senhor, de toda forma de arrogância!

Livrai-nos, Senhor, de toda forma de arrogância!

Senhor, quantas vezes temos diante de nós a personificação de Senaquerib,
Já não mais um rei da Assíria, e nem tão distante de nós no tempo e no espaço.
Senaquerib é a mais pura expressão daqueles que confiam nas forças das armas,
Do poder que se impõe pela força, a custa do sangue dos inocentes.

É também a expressão de quantos se acreditam eternos, arrogantes,
Submersos em sua petulância, egoísmo, indiferença, mediocridade.
Expressão daqueles que riem de quem nas mãos de Deus se coloca com santa confiança;
Daqueles que humilham os pequenos, pisando-lhes a fina flor da esperança.

Ó Senhor, que não sejamos contaminados por este vírus indesejável
Que nos afasta de Vós, roubando-nos e perdendo o que de mais belo possamos possuir:
A semelhança convosco, como tão bem e maravilhosamente nos criastes, por Vossas mãos divinas.
E, neste vaso de barro que somos, Hóspede de nossa alma Vós quisestes ser.

Ó Senhor, que aprendamos com o piedoso Ezequias,
Em todos os momentos, naqueles aparentemente insuperáveis,
Diante de Vossa presença sempre nos colocar e nos dobrar,
O coração abrir para nossas angústias, que bem conheceis, oferecer.

Sei que inclinais os Vossos ouvidos a quem Vos suplica.
Sei que voltais o Vosso olhar para os que a Vós se curvam.
Sei que o Vosso Amor, entranhado em nossa alma,
Reorienta, conduz, sustenta, anima, fortalece...

Ó Senhor, vinde em nosso socorro, a Vós suplicamos.
Sois nosso Deus desde sempre, Autor de nossa história.
Bem sabemos que convosco somos mais que vencedores,
Porque assim cremos, e nos falou o amável Apóstolo.

Naquele dia, agistes ao lado e a favor de Ezequias que a Vós suplicou;
Exterminando centenas de milhares com Vosso braço poderoso.
Ajudai-nos em nossas batalhas quotidianas, Vos suplicamos,
E eternamente, louvores, agradecimentos multiplicaremos.

Livrai-nos, Senhor, da terrível e empobrecedora arrogância humana.
Manifestai em nossa fragilidade a Vossa incomparável força divina.
Que Vossos ouvidos, olhos e coração para nós sempre se voltem.
Inclinai, Senhor, a nós que tão somente a Vós nos dobramos.

Ó Deus, por meio do Vosso Amado Filho, é que Vos suplicamos,
Por Ele, Jesus, em quem dois abismos se tocam maviosamente:
A fragilidade humana e o poder divino, paradoxalmente,
Na mais perfeita comunhão com Vosso Santo Espírito. Amém!



PS: Fonte inspiradora: Leitura (2Reis 19,9-11.14-21.31-36) – Liturgia da Palavra da terça-feira da 12ª semana do Tempo Comum (ano par).

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia!

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia!

Ó quão belas e imprescindíveis Eucaristias
Nelas ouvimos algo que nos irmana:
A Sabedoria Divina não engana!
Sem ela a humanidade é enferma e insana...

Em cada Eucaristia, ó quantas coisas abundam.
Abunda a Sabedoria e Esplendor da Luz Divina!
Palavra que a caminhada orienta, ilumina.
Ó Eucaristia, que tantas maravilhas superabundam!

No coração, sementes são lançadas;
De cultivo e carinho tão necessitadas;
Regadas com a vigilância e oração,
Para ser no mundo sinal de salvação!

Ó Pão Maior absolutamente necessário,
Recebido no Banquete tão belo e provisório,
Que nos prepara para um Maior na Glória da Eternidade...
És Alimento para não morrer, Alimento de imortalidade!
Amém!

Em poucas palavras...

                                                                    


“Na Eucaristia celebramos o triunfo do amor...”

“Na Eucaristia celebramos o triunfo do amor sem limites de Jesus ao Pai e a todos nós, anunciamos e acolhemos a Salvação que essa morte continuamente nos comunica, tornando-nos cada vez mais conscientes da nossa dignidade filial perante Deus e da fraternidade que nos une. É por isso um contrassenso celebrar a Eucaristia separando-se dos outros ou ignorando-os” (1)

 

(1)               Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – pág. 353

Comentário da 1 Cor 11,17-26.33

Silenciemo-nos diante da Eucaristia!

Silenciemo-nos diante da Eucaristia!

Do Calvário ao Banquete da Eucaristia,
mesmos sentimentos tenhamos!

Elisabete Catez Rolland (1880-1906) ou Bem-aventurada Isabel da Trindade, pouco conhecida, impressiona-nos pela sua história, pensamentos, paixão e incondicional amor pela Trindade Santa, que como ela mesma disse: “Amo tanto esse Mistério da Santíssima Trindade, pois é um abismo em que me perco".

Apresento outro pensamento dela, por ser tão precioso para o Mistério da Eucaristia: "Devemos assistir a Santa Missa com os sentimentos iguais aos que teríamos tido em nosso coração no Calvário".

Atualmente usamos mais o termo “participar”. Há uma longa controvérsia à respeito, não me ocuparei disto. Fixo-me na parte final, sobre os sentimentos que devemos ter ao assistir/participar da Santa Missa – iguais sentimentos no coração como se estivéssemos lá, aos pés da Cruz no Calvário...

Quantas vezes as Missas podem ser reduzidas a meros rituais que nada mudam, nada transformam, nada tocam, em nada comprometem.

Quantas vezes perdem a beleza, expressão, conteúdo, enfim, o sentido como Memorial da Paixão e Morte de Jesus Cristo pela humanidade.

Ter os sentimentos referidos bela Bem-aventurada Isabel nos faz mais comprometidos com Aquele que por amor nos amou até o fim; leva-nos a um novo olhar para aquele que está do nosso lado, e de modo especial presente nos empobrecidos, enfermos, famintos, sedentos, nus, presos, com os quais Ele mesmo Se identificou (Mt 25).

Sentimentos no coração, tais como os que sentiríamos no Calvário, não permitem que recuemos, desertemos, esmoreçamos, fragilizemos... Sentimentos que, ao contrário, nos fazem mais solidários, compadecidos, e com o Reino de Deus mais do que comprometidos.

Sentimentos que nos levam a prolongar a Eucaristia em nosso quotidiano, “eucaristizando” relacionamentos, sendo no mundo sinais do Amor da Trindade Santa, que Se comunicou desde sempre com a linguagem do Amor, nos inserindo num Movimento de Amor pela ação do Santo Espírito.

Sentimentos no coração, tais quais sentiríamos no Calvário, não permitem que acreditemos que a morte teve a última palavra, mas que na Ressurreição do Filho, pelo Pai que tanto ama, em comunhão com o Espírito Santo, o Amor teve a última e eterna Palavra: a Vida Venceu a Morte.

Tão imenso e intenso sofrimento e dor, não foram desolação, o abandono, derrota, mas a nossa própria vitória, quando ao abismo da morte tendo descido, nas alturas da eternidade nos fez entrar.

Tais sentimentos nos desafiam a transformar os sinais de ódio em sinais de vida e de amor; os sinais de vingança em sinais de perdão; os sinais de discriminação em sinais de acolhimento e fraternidade; os sinais de egoísmo em sinais de partilha e comunhão; os sinais de sede de fama, status privilégio, em sinais de serviço generoso, humilde e desinteressado...

Tais sentimentos vividos em cada Eucaristia têm que nos fazer melhores; têm que nos levar ao despojamento de tudo quanto for passageiro, provisório para nos preenchermos do que é essencial e eterno: o Amor e a Vida de Deus presente na Eucaristia, o próprio Jesus.

Comungar é entregar-se numa intensa comunhão de vida e de Amor Trinitário; é mergulhar, de fato, neste abismo de Amor da Santíssima Trindade, para vivermos na comunhão com o outro. Afinal, o amor a Deus e ao próximo quis o Senhor que fossem inseparáveis, numa eterna comunhão.

Que nunca saiamos vazios da Santa Missa. Que os sentimentos de paixão, amor, doação, entrega, solidariedade, e quanto mais possamos dizer e sentir diante do Calvário, estejam em nosso coração.  

Crendo, contemplando, vivendo e testemunhando o mais belo e supremo gesto de Amor que em Cristo Se fez: o Encontro da fragilidade humana (Jesus é Homem) com a Onipotência Divina do Amor (Ele é Deus).

Da Encarnação ao Calvário, da Manjedoura à Cruz, Deus assumiu nossa condição humana; fazendo-Se um de nós, viveu nossa fragilidade, mas com a Sua Ascensão e Ressurreição nos tornou eternos.

Encarnando Se fez igual a nós, Ressuscitando e subindo aos céus nos fez iguais a Ele... Que sentimento mais belo se poderia descrever?

Silenciemo-nos diante do Mistério do Amor de Deus celebrado em cada Eucaristia! 

Oremos: 


 “Ó Deus como Vos amo, como Vos adoro, como Vos desejo, somente por Vós me consumo. Que eu seja para o outro o Seu prolongamento, a Sua presença, sinal do Seu Amor. Amém”.

Eucaristia: Divino Alimento

                                                       

Eucaristia: Divino Alimento

Pão e vinho, no Corpo e Sangue do Senhor transubstanciados,
Da Ceia divina participando: verdadeira Comida e Bebida recebidos,
N’Ele transformados e Sua presença no mundo agraciados.

Nossos olhos pelo colírio da fé são curados e iluminados.
Renova-se o olhar da esperança para rever os caminhos feitos,
E se abrem novas sendas de comunhão, amor e fraternidade.

Nossos ouvidos são abertos para a escuta atenta da Voz divina
Que em Sua Santa Palavra, de modo sempre novo anunciada,
E caindo no mais profundo de nós, vidas transformadas.

Nossa mente cede lugar para salutares pensamentos,
Já não há lugar para lembranças que não nos edifiquem,
Porque a Palavra ouvida, acolhida e vivida, permite-nos novos sonhos.

Nosso coração de todo o pecado é purificado,
Porque na Eucaristia nossos pecados são destruídos,
E abre-se espaço para que nele transborde a graça divina.

Nossas mãos não mais se fecham em pecaminoso egoísmo,
Abrem-se para a alegria da generosidade e serviço ao próximo,
Revitalizadas, servidoras, em alegre e generosa partilha.

Nossos joelhos são fortalecidos, para não nos curvarmos
Diante do inimigo de mil nomes que nos tenta e seduz.
Para que somente diante do Senhor nossos joelhos se dobrem.

Nossos pés são protegidos para nos pormos a caminho,
Vencer as dores de todo o cansaço, dores pelas pedras pisadas,
E também não esmorecer, ainda que também pisemos em espinhos.

Nossa alma é cumulada de todos os dons do Espírito,
Também pelas virtudes divinas revigorados, enriquecidos,
Em fidelidade total ao Senhor, como alegres discípulos missionários.

Ó dulcíssimo e Santíssimo Sacramento, recebido na Ceia da Eucaristia:
Venham sobre nós os raios da glória da Jerusalém Celeste,
Para Iluminar nossa vida e escrevermos novas linhas da História. Amém!   

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