sábado, 17 de outubro de 2026

Sagrados compromissos com a promoção do bem comum

                                                


Sagrados compromissos com a promoção do bem comum

 

Em tempo de eleições e promessas, oportuno lembrar que o compromisso na promoção do bem comum é para todas as pessoas, de modo especial para aqueles que se propõem à cargos públicos.

 

Sejamos iluminados pelos parágrafos n.1905-1917 do Catecismo da Igreja Católica, sobre o que vem a ser o bem comum.

 

De acordo com a natureza social do homem e da mulher, o bem de cada um/a está necessariamente relacionado ao bem comum; e este, por sua vez, abrange o conjunto das condições sociais que permitem aos grupos e às pessoas atingir a sua perfeição, do modo mais pleno e fácil.

 

São três os elementos essenciais do bem comum:

 

1º.  O respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa;

2º. A prosperidade ou desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade (exigência do bem-estar social e o desenvolvimento da própria sociedade);

3º. A paz e a segurança do grupo e dos seus membros.

 

Concluindo, importa que o bem comum esteja sempre orientado para o progresso das pessoas, de modo que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas, e não o inverso.

 

Esta ordem, por sua vez, constrói-se na justiça e é vivificada pelo amor e tem como base a verdade, cabendo ao Estado defendê-lo e promovê-lo na sociedade civil; em favor de toda a família humana e da sociedade internacional.

 

Que o Espírito do Senhor nos conduza e nos ilumine para sagrados compromissos com o bem comum, somando com quem realmente tem histórias e compromissos com ele, e não ajam com exclusivos interesses próprios.

A promoção do bem comum

                                                   

                              A promoção do bem comum 

À luz dos parágrafos n.1905-1917 do Catecismo da Igreja Católica, reflitamos sobre em que consiste o bem comum. 

De acordo com a natureza social do homem, o bem de cada um está necessariamente relacionado ao bem comum; e este, por sua vez, abrange o conjunto das condições sociais que permitem aos grupos e às pessoas atingir a sua perfeição, do modo mais pleno e fácil. 

Entendamos, portanto, o bem comum, como “o conjunto das condições sociais que permitem, tanto aos grupos como a cada um dos seus membros, atingir a sua perfeição, do modo mais completo e adequado” (Gaudium Et Spes n.26). 

Ele interessa à vida de todos, com a necessária prudência da parte de cada um, sobretudo da parte de quem exerce a autoridade. 

São três os elementos essenciais do bem comum:

1º.         O respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa:

 

- Em nome do bem comum, os poderes públicos são obrigados a respeitar os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana.

 

- A sociedade humana deve empenhar-se em permitir, a cada um dos seus membros, realizar a própria vocação.

 

- O bem comum, por sua vez, reside nas condições do exercício das liberdades naturais, indispensáveis à realização da vocação humana.

 

2º.        A prosperidade ou desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade (exigência do bem-estar social e o desenvolvimento da própria sociedade):

 

- O desenvolvimento é o resumo de todos os deveres sociais.

- Compete à autoridade arbitrar, em nome do bem comum, entre os diversos interesses particulares.

- Mas deve tornar acessível a cada qual aquilo de que precisa para levar uma vida verdadeiramente humana como alimento, vestuário, saúde, trabalho, educação e cultura, informação conveniente, direito de constituir família, etc.

 

3º.       A paz e a segurança do grupo e dos seus membros:

 

- Pressupõe que a autoridade assegure, por meios honestos, a segurança da sociedade e dos seus membros.

- O bem comum, por sua vez, está na base do direito à legítima defesa, pessoal e coletiva. 

Concluindo, importa que o bem comum esteja sempre orientado para o progresso das pessoas, de modo que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas, e não o inverso. 

Esta ordem constrói-se na justiça e é vivificada pelo amor e tem como base a verdade, competindo ao Estado defender e promover o bem comum da sociedade civil. 

O bem comum de toda família humana exige uma organização da sociedade internacional.

Em poucas palavras...

                                                 


Peregrinar com fé, coragem e esperança

“Vosso batismo seja a vossa arma; a fé o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa.

As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido.” (1)

 

 

(1) Santo Inácio de Antioquia - bispo e mártir (séc. I)

 

Se te sentires enfraquecido...

                                                             

Se te sentires enfraquecido...

Sejamos enriquecidos pela reflexão escrita pela Bispo e Mártir Santo Inácio de Antioquia a Policarpo, muito oportuna, sobretudo quando nos sentirmos debilitados, enfraquecidos; quando algum problema se nos apresentar querendo a paz nos roubar.

“Escutai o Bispo para que Deus vos escute. Estou pronto a dar minha vida por aqueles que são submissos ao Bispo, aos Presbíteros, aos Diáconos.

Oxalá tenha eu parte com eles em Deus. Colaborai uns com os outros... Juntos lutai, juntos correi. Padecei juntos. Adormecei em união, em união levantai-vos, como administradores, familiares e servos de Deus que sois... Nenhum seja desertor.

Vosso batismo seja a vossa arma; a fé o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa. As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido.

Sede generosos e longânimes uns com os outros, com mansidão, assim como Deus em relação a vós. Quem me dera gozar para sempre de vosso convívio!...

O cristão não tem poder sobre si: é todo de Deus. Esta é obra de Deus e vossa, quando a tiveres realizado...”.

Uma carta memorável escrita no primeiro século da Era Cristã, tempo de perseguições e martírios; tempo de sangue derramado que gerou e fecundou a Igreja, suscitando novos cristãos.

A meditação nos faz mais corajosos, valentes, pacientes e configurados à vontade divina, que não nos imobiliza.

Deus não se relaciona conosco condenando-nos ao infantilismo espiritual, e assim o O Bispo compara a vida cristã à vida de um soldado.

Reflitamos:

- Vivemos o batismo com alma, com entusiasmo e coragem?
- A fé é o capacete que nos protege no bom combate da nossa vida?

- Amor que tudo transforma e tudo supera! Será a caridade a nossa verdadeira lança, para atingirmos amigos e inimigos?
- Do que nos revestimos para o êxito na missão por Deus confiada?

- Quais são as outras armaduras das quais devemos nos revestir para o bom combate da fé?

- Quais são as obras de misericórdia que temos a apresentar diante do Senhor, quando a Ele tivermos que nos submeter ao julgamento final?

Supliquemos a Deus a graça de bem viver o Batismo, que um dia recebemos como dom, para que Dele sejamos sal e luz. Vivendo a graça batismal sejamos:
                    
- Iluminados para Sua Luz irradiar;
- Amados para Seu infinito e imensurável amor comunicar;
- Agraciados para graças transbordar;
- Protegidos para a verdadeira proteção testemunhar;
- Fortalecidos para a verdadeira fonte de toda força anunciar;
- Alimentados pelo Pão da Palavra para a fome do mundo saciar;
- Inebriados pelo Vinho da Salvação, para que na redenção do mundo possamos participar! 

Deus é, enfim a saciedade plena de tudo quanto possamos desejar, e quem d’Ele se alimenta nem fome, nem sede jamais terá: a não ser a sede d’Ele mesmo, porque somos incapazes de esgotar as maravilhas que Ele pode nos conceder.

Com o Salmista digamos: “A minha alma tem sede de Deus...” (Sl 41, 1-12). 

O Amor de Deus experimentado, jamais será renegado, tão pouco exaurido, de modo que tudo o que temos e somos, de Deus procede. 

Quando partilhados, não nos diminui em nada, absolutamente nada, ao contrário, multiplica-se.

Com Deus quando o que de bom partilhado, aparentemente, subtraído:
 Multiplica-se, aumenta, transborda. Mais uma vez, de fato, a matemática de Deus nos surpreende!

Em poucas palavras...

                                                       


A necessária escuta da Palavra de Deus

“E sobretudo há a obra da evangelização e da catequese que se tem revitalizado precisamente pela atenção à Palavra de Deus.

É preciso, amados irmãos e irmãs, consolidar e aprofundar esta linha, inclusive com a difusão do livro da Bíblia nas famílias.

De modo particular é necessário que a escuta da Palavra se torne um encontro vital, segundo a antiga e sempre válida tradição da ‘lectio divina’: esta permite ler o texto bíblico como Palavra viva que interpela, orienta, plasma a existência.” (1)

 

(1)Novo Millennio Ineunte - 2001 - Papa São João Paulo II

 

Agraciados pelo Senhor para continuar Sua Missão

                                                           

Agraciados pelo Senhor para continuar Sua Missão

No sábado da 28ª Semana do Tempo Comum (ano par), ouvimos a passagem da Carta do Apóstolo Paulo aos Efésios (Ef 1,15-23), e refletimos sobre a missão da Igreja.

Como Igreja, é preciso assumir com coragem, no tempo presente, a missão por Deus a nós confiada: anunciar o Evangelho a todos os povos, empenhados, decididamente, no Projeto de Salvação Divina.

Da mesma forma, é preciso superar a passividade alienante: ir para o meio do mundo, como sal, luz e fermento; levar a humanidade a viver a comunhão querida por Deus, a fim de que todos sejamos um em Cristo Jesus.

O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios, refere-se à Comunidade como um corpo. Cristo é a cabeça e a Igreja é o corpo. Nisto consiste o “pleroma”, ou seja, na Igreja reside à plenitude, a totalidade de Cristo.

À Igreja nada falta para cumprir a missão universal de ser portadora da plenitude de Cristo, lugar onde Ele Se torna presente no mundo, e atrai a Si o universo inteiro, até que Ele “seja tudo em todos”.

A Ressurreição/Ascensão/Glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria ressurreição/glorificação, por isto é preciso avançar no caminho superando as dificuldades.

Deste modo, a vida dos discípulos não está livre da desilusão, sofrimento, frustração... Mas está presente uma certeza que alimenta a coragem na missão - "Eu estarei convosco até o fim dos tempos" (Mt 28,20).

Reflitamos:

- Tenho consciência da universalidade da missão?
- Como discípulo, procuro aprender, assimilar e viver os ensinamentos de Jesus para que a missão tenha crédito e seja uma luz para o mundo?

- Estou instalado, acomodado, de braços cruzados, ou fascinado por Cristo e pela missão confiada?

- Procuro a sabedoria e força do Espírito para corresponder à altura?
- Quais são os medos que temos a enfrentar no desempenhar na missão evangelizadora?
- Sentimos a presença do Ressuscitado em nossa missão?

- Temos sentimentos de gratidão pela confiança de Deus em nós depositada para levar adiante a missão?

Concluindo, no seguimento de Jesus, não podemos nos instalar. Ser cristão é ser pessoa do tempo, sem medo de novidades.  É ser alguém que deixou se levar pelo grande sopro do Espírito; é saber que pode contar com Ele na missão.

Como Igreja, assistida pelo Espírito, não meçamos esforços para encontrar Cristo, tanto na Palavra como na Eucaristia e nos demais Sacramentos, para que então renovados, revigorados, nos empenhemos apaixonadamente por Cristo na construção do Reino de Deus, em compromissos solidário e fraterno com nosso próximo.

Santo Inácio de Antioquia: Apaixonadamente devotado a Cristo

                                                               

Santo Inácio de Antioquia: 
Apaixonadamente devotado a Cristo

Santo Inácio de Antioquia, cuja Memória celebramos dia 17 de outubro, escreveu várias Cartas, com profunda sabedoria e erudição, de grande valor na organização da Igreja, oferecendo os princípios fundamentais da vida cristã; e dentre elas a Carta aos romanos. 

“Tenho escrito a todas as Igrejas e a todas elas faço saber que morro por Deus com alegria, desde que vós não me impeçais. Suplico-vos:

Não demonstreis por mim nenhuma benevolência inoportuna. Deixa-me ser alimento das feras; por elas pode-se alcançar a Deus.

Sou trigo de Deus, serei triturado pelos dentes das feras para tornar-me puro pão de Cristo…

Nem delícias do mundo, nem os reinos terrestres são vantagens para mim. Mais me aproveita morrer em Cristo Jesus do que imperar até os confins da terra.

Procuro-O, a Ele que morreu por nós; quero-O, a Ele que por nossa causa ressuscitou…

Não me entregueis ao mundo, nem me fascineis com o que é material. Deixai-me contemplar a luz pura. Quando lá chegar, serei homem.

Concedei-me ser imitador da Paixão de meu Deus… Meu amor está crucificado, a matéria não me inflama, porque uma água viva e murmurante dentro de mim diz em segredo: ‘Vem para o Pai’.

Não sinto prazer com o alimento corruptível, nem com os prazeres do mundo. Quero o pão de Deus, a carne de Jesus Cristo, que nasceu da linhagem de Davi; e quero a bebida, o Seu sangue, que é a caridade incorruptível…

Se for martirizado, vós me quisestes bem; se rejeitado, vós me odiastes”. (1).

Provavelmente de origem Síria, foi Bispo e Mártir da Igreja. Sucedeu Pedro no governo da Igreja de Antioquia.

Condenado às feras, foi conduzido a Roma, no tempo do imperador Trajano. Como muitos, no início do cristianismo, recebeu a gloriosa coroa do martírio. Faleceu no ano 107.

Santo Inácio também se denominava como Teóforo: aquele que traz em si Deus; portador da mansidão; paciência e tolerância; e como Santo Inácio, é preciso que sejamos Teóforos nas dificuldades da vida.

Cultivar a mansidão, paciência, tolerância, com coragem e ousadia: apaixonadamente devotados a Cristo, como discípulos missionários d'Ele.



(1) Liturgia das Horas - Vol. IV - Tempo Comum - Editora Paulus - p.1387-9.

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