domingo, 16 de agosto de 2026

Uma declaração de amor à Maria

                                                  

Uma declaração de amor à Maria

Maria, Mãe de Deus e nossa,
Mãe de tantos nomes, podemos te invocar:

Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Nossa Senhora da Piedade ou das Dores...

Não importa como a ti recorramos,
Com qual titulo, a ti nos dirijamos (1).

És sempre Mãe, presente conosco,
Em dias sombrios, em dias de luz.

Tu és aquela que na onipotência divina sempre acreditou,
E por isto, mereces de todos nós o autêntico louvor.

Tu que és bem-aventurada pela fé em Deus,
E em ti, o Espírito, o Verbo concebeu.

Tu que nos ensinaste a ter coragem ao trilhar um caminho
Repleto de espada e de dor, mas em incondicional fidelidade.

Tu que não foste apenas ouvinte, mas praticante da Palavra,
Que emanou dos lábios do seu amado Filho.

Tu que não cedeste à maldade e à sedução da serpente,
És vitoriosa, como nos revela as Sagradas Escrituras.

Tua vida, em silêncio, humildade e disponibilidade,
Hoje, nos céus, és para toda a humanidade causa de júbilo e bênçãos.

Mãe de Deus, te veneramos!
Assunta ao céu, coroada estás, pois és Rainha dos céus.

Tu és, bendita entre todas as mulheres,
Pois foste aberta aos Mistérios de Deus sem nada antepor.

Tu és modelo para todos os crentes na missão de evangelizar,
Pois contigo aprendemos a responder, generosamente, ao chamado de Deus. 

"Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...Amém".

PS: Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Pena, Nossa Senhora do Porto, Santa Maria Eterna, Nossa Senhora do Bom Sucesso, Nossa Senhora da Esperança, Nossa Senhora do Rosário...

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação”

                                                   


“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação
 
Sejamos enriquecidos pelas palavras do então Papa Bento XVI, para vivermos intensamente a nossa devoção Mariana:
 
“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.
 
E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito.
 
O Evangelho deste Domingo, tirado do capítulo 14 de São João, oferece-nos um retrato espiritual implícito da Virgem Maria, onde Jesus diz: "Se alguém me ama, guarda a minha Palavra; meu Pai amá-lo-á, viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14, 23).
 
Estas expressões são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas ao máximo grau precisamente àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus.
 
Efetivamente, Maria foi a primeira que observou de maneira plena a Palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a Sua morada.
 
Além disso, quando Jesus promete aos Seus amigos que o Espírito Santo os assistirá, ajudando-os a recordar cada uma das Suas Palavras e a compreendê-las profundamente (cf. Jo 14, 26), como não pensar em Maria, que no seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia?
 
Deste modo, já antes e, sobretudo, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus tornou-se também a Mãe e o modelo da Igreja.”
 
Ela é a primeira flor a exalar o odor de Cristo para o mundo, acolhendo-O em seu ventre pela ação do Espírito.
 
Flor que O acompanhou em todos os instantes, como os Evangelhos e a Igreja nos ensinam e cremos: desde a concepção, em seu crescimento em idade, tamanho, sabedoria e graça diante de Deus;  partícipe fundamental no primeiro sinal de Caná da Galileia; presente na hora da agonia, da Paixão, da morte e da Ressurreição.
 
Maria é a “rosa” que apareceu na plenitude dos tempos como nos falou o Papa, e, com certeza, é a rosa que torna mais belo o céu, porque nele, ao lado do Filho, se encontra.
 
Maria é a “rosa” que se faz presente em nosso caminhar, nos dizendo sempre, como disse em Caná: “fazei tudo o que Ele vos disser”.
 
Maria é a “rosa” que nos dá a certeza de que não estamos sós e que o Espírito Santo que nela agiu, continua agindo, assistindo e conduzindo a Igreja de Seu Filho e soprando onde Ele quer.
 
Maria é a mais bela “rosa” que jamais perde o encanto, a vida, a graça.
 
Maria é a mais bela “rosa” que torna mais belo o jardim de nossa existência, até que um dia tenhamos a graça de vê-la no céu, como há muito se canta:
 
“Com minha mãe estarei na Santa Glória um dia,
Junto com a Virgem Maria, no céu triunfarei...” 

Ó Mãe, nós te pedimos...

                                                               


Ó Mãe, nós te pedimos...

Maria, discípula mais perfeita do Senhor, rogai por nós. 

Maria, interlocutora do Pai, em Seu projeto de enviar Seu Verbo para a Salvação da humanidade, rogai por nós.
 
Maria, figura de mulher livre e forte, rogai por nós.
 
Maria, Virgem de Nazaré com uma missão única na História da Salvação, rogai por nós.
 
Maria, que nos favorece o encontro com o Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, rogai por nós.
 
Maria, presente em nossas comunidades, rogai por nós.
 
Maria, artífice de comunhão, rogai por nós.
 
Maria, a seguidora mais radical de Cristo, rogai por nós.
 
Maria, Virgem pura e sem mancha do pecado original, rogai por nós.
 
Maria, a mais bela flor da criação, rogai por nós. 
 
Mãe da fidelidade, rogai por nós.
 
Mãe da disponibilidade, rogai por nós.
 
Mãe da Igreja missionária, rogai por nós.
 
Mãe servidora, rogai por nós.
 
Mãe da alegria, rogai por nós.
 
Mãe da esperança, rogai por nós.
 
Mãe da humildade, rogai por nós.
 
Mãe da solidariedade, rogai por nós.
 
Mãe que fortalece os vínculos fraternos entre todos, rogai por nós.
 
Mãe boa pastora, rogai por nós.
 
Mãe do amor pelos últimos, rogai por nós.
 
Mãe de todos nós, presente ao pé da Cruz, rogai por nós.
 
Mãe da paciência, rogai por nós.
 
Mãe lutadora, rogai por nós.
 
Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós.

“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. (1) 


Amém.

 
(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 
https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 


PS: Livre adaptação dos parágrafos 266-272 da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe – Aparecida

Com Maria, aprendemos a peregrinar na esperança

                                                       


Com Maria, aprendemos a peregrinar na esperança

Com a passagem do Evangelho de São Lucas (cf. Lc 1,39-56), contemplamos a visita de Maria que vai ao encontro de Isabel, saúda-a e fica com ela como mensageira da Paz, uma peregrina da esperança, e com ela há muito a  aprender.

Maria foi primeira portadora da Glória de Deus, da Boa Notícia de Sua Presença, levando em seu ventre Jesus, e a sua fé lhe torna uma alegre mensageira do Verbo, da Palavra que se fez Carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,14).

No encontro inusitado, contemplamos a palavra, a voz de Maria, que transforma as pessoas e suscita a alegria dos últimos tempos.

Deste modo, por acolher a Palavra e crer nela, Maria proclama o Magnificat, que é o canto de alegria, confiança e esperança dos pobres em espírito, que se abrem aos projetos, à vontade e aos desígnios divinos.

O Magnificat fala de um acontecimento passado com futuro, e Maria não apenas o canta, mas vive cada palavra de suas linhas e entrelinhas.

Maria profetiza a subversão messiânica de todos os valores: uma inversão em todos os planos.

Proclama que Deus cumpriu a tríplice derrubada de situações humanas falsas, restaurando a humanidade na salvação:  no campo religioso, a derrubada da autossuficiência humana, da soberba; no campo político, a derrubada dos poderosos e a exaltação dos humildes; no campo social, a despedida dos ricos e a promoção da verdadeira partilha, solidariedade e fraternidade.

Como peregrinos da esperança, contemplemos e louvemos Maria, e com ela edifiquemos uma Igreja decididamente missionária, a serviço do Reino, como alegres e convictos mensageiros da Paz, Jesus, Seu Amantíssimo Filho e Redentor de toda a humanidade. 

Em poucas palavras...

 



A indispensável proximidade

“Cultivemos relacionamentos! Numa era que privilegia a velocidade e a fragmentação, o ser humano ainda anseia por receber cuidado e reconhecimento de mentes atentas, palavras gentis e mãos capazes de ternura.

A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas oportunidades de interação; contudo, o coração humano conserva uma necessidade irrevogável de proximidade genuína.

Convido a todos a valorizar lugares e momentos em que a presença física permanece crucial, como refeições compartilhadas, encontros da comunidade cristã, tempo dedicado aos solitários e ao serviço aos pobres.

Esses são sinais de uma humanidade que continua a crer que o corpo de cada pessoa é morada de Deus e templo do Espírito Santo.

É precisamente essa aliança entre glória e fragilidade que se torna o critério para avaliar os modelos antropológicos oferecidos pela cultura contemporânea.” (1)

 

(1) Encíclica Magnifica Humanitas (2026) – Papa Leão XIV – parágrafo n. 239

“Deus fez de ti escada luminosa”

                                                       


“Deus fez de ti escada luminosa”

“Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!”

Um Hino rezado pela Igreja nas Vésperas da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus, de corpo e alma, um dos dogmas da Igreja:

Nova estrela do céu, gáudio da terra,
ó Mãe do Sol, geraste o Criador:
estende a tua mão ao que ainda erra,
levanta o pecador.

Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!

Os anjos apregoam-te Rainha,
e apóstolos, profetas, todos nós:
no mais alto da Igreja estás sozinha,
da Divindade após.

Louvor rendamos à Trindade eterna,
que a ti como Rainha hoje coroa.
Toma o teu cetro, pois, reina e governa,
Mãe que acolhe e perdoa!”

“Deus fez de ti escada luminosa”, Amantíssima Mãe Maria;

Ninguém melhor para nos ensinar o caminho para os céus,

Pois viveste plenamente para Deus e a Sua divina vontade,

E por isto, foste preservada da mancha do pecado original. 

 

És a Imaculada Conceição, e nos ensina a buscar

 e ter pureza de coração para vermos a Deus:

“Bem-aventurados os puros de coração,

Porque verão a Deus”, disse teu Amado Filho.

 

Bendita és tu entre as mulheres, Mãe do Redentor.

E és a bendita escada luminosa que conduz para o alto,

Onde Deus habita, e enquanto peregrinamos aqui, por um tempo,

Incansáveis na busca das coisas do alto (Cl 3,1-4),

 

És escada luminosa que conduz para o alto,

Contigo aprendemos a galgar degrau por degrau,

Carregando nossa cruz cotidiana, com suas renúncias,

Vivendo as virtudes divinas que nos movem: fé, esperança e caridade.

 

Amantíssima Mãe Maria, escada luminosa para a eternidade,

Como está difícil o momento que vivemos, em todos os âmbitos,

Quão prolongada noite escura por que passamos,

Mas contigo, cremos que a Luz de Deus brilhará mais forte.

 

És a escada luminosa que nos aponta nosso desejado destino:

Um dia contemplar tua presença, na glória dos céus,

Rainha dos céus, vivendo na pleníssima comunhão de amor

Da Trindade Santa do Pai, o Espírito e  teu Amado Filho. Amém. 

Em poucas palavras... (Maria)

                                                                 


“Maria, a mais pura realização da fé”

“Durante toda a sua vida e até à última provação (Lc 2,35), quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, a sua fé jamais vacilou.

Maria nunca deixou de crer «no cumprimento» da Palavra de Deus. Por isso, a Igreja venera em Maria a mais pura realização da fé.”  (1)

 

(1)       Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 149


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