quinta-feira, 26 de março de 2026

“Oração a Cristo”

                                                     

“Oração a Cristo”

Elevemos a Deus esta Oração a Cristo do Papa São Paulo VI, em que se dirige a Cristo, nosso único medianeiro.

“Ó Cristo, nosso único medianeiro.

Tu és necessário: para entrarmos em comunhão com Deus Pai; 
para nos tornarmos contigo, que és Filho único e Senhor nosso, 
Seus filhos adotivos; 
para sermos regenerados no Espírito Santo.

Tu és necessário, ó único verdadeiro mestre das verdades ocultas e indispensáveis da vida, 
para conhecermos o nosso ser e o nosso destino, o caminho para O conseguirmos.

Tu és necessário, ó Redentor nosso, para descobrirmos a nossa miséria e para a curarmos; 
para termos o conceito do bem e do mal e a esperança da santidade; para deplorarmos os nossos pecados e para obtermos o Seu perdão.

Tu és necessário, ó irmão primogênito do gênero humano, 
para encontrarmos as razões verdadeiras da fraternidade entre os homens, os fundamentos da justiça, os tesouros da caridade, o sumo bem da paz.

Tu és necessário, ó grande paciente das nossas dores, 
para conhecermos o sentido do sofrimento e 
para lhe darmos um valor de expiação e de redenção.

Tu és necessário, ó vencedor da morte, 
para nos libertarmos do desespero e da negação e 
para termos certezas que nunca desiludem.

Tu és necessário, ó Cristo, ó Senhor, ó Deus conosco, 
para aprendermos o amor verdadeiro e 
para caminharmos na alegria e na força da Tua caridade, 
ao longo do caminho da nossa vida fatigosa, 
até ao encontro definitivo contigo amado, esperado, 
bendito nos séculos. Amém”.

Aprendendo a orar

                               


Aprendendo a orar
“Temos necessidade de erradicar
o verbalismo rumoroso de nossa Oração.
O silêncio é preferível à multiplicação de palavras.

A retórica vazia faz mal
especialmente quando se quer
seriamente rezar...”

A Oração é tão necessária e imprescindível em nossa vida. No entanto, nos perguntamos: 

- como e quando orar? 
- o que dificulta ou impede nossa oração?

A Oração somente é possível porque nos foi dado o Espírito, que intercede a nós ao Pai, como fala o Apóstolo Paulo aos Romanos – “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis...” (cf. na íntegra Rm 8,26-30).

Arranquemos pela raiz todas as palavras inúteis em nossa oração. Não multipliquemos palavras, como nos ensinou o Senhor.

Extintas as palavras inúteis, no vazio delas o preenchimento da Palavra Eterna. Sendo a oração um diálogo, não podemos tão apenas falar ininterruptamente, sem dar espaço Àquele que sempre tem algo muito melhor a nos dizer e a nos oferecer, antes mesmo que digamos ou que peçamos.

A Oração bem feita, séria, tem ressonância, tem consequência, provoca mudanças de pensamentos, critérios e atitudes.

Orar é acolher a Palavra do Pai, na comunhão do Filho, a nós comunicada pelo Espírito.

Silêncio orante: Palavra ouvida e acolhida, vida transformada e revigorada. Assim o seja! Da verborragia orante, livrai-nos, Senhor!
                                                                                             
Reflitamos:

- Sentimo-nos questionados em nossas orações?
- Oramos ou apenas fazemos retóricas e justificativas de nossos pecados diante da misericórdia divina?

- Rezamos seriamente sempre?

Ponhamo-nos em constante Oração: “Vigiai e orai sem cessar” 

Pai Nosso que estais nos céus...


PS: Carta de Paulo aos Romanos (Rm 8,26-30; 1 Ts 5,16-24)

“A morte morrerá em minha morte”

                                                          

“A morte morrerá em minha morte”

“O Senhor foi Crucificado por todos e
por causa de todos a fim de que, tendo
um morrido por todos, vivamos todos n’Ele.”

O Bispo São Cirilo de Alexandria (séc. V) nos apresenta um Comentário sobre o Evangelho de São João, contemplando Jesus Cristo que entregou Seu corpo para a vida de todos nós.

“Eu morro por todos, diz o Senhor, a fim de que por mim todos tenham vida.

Eu morro para resgatar todos pela minha carne! A morte morrerá em minha morte e, juntamente comigo, a natureza humana que caíra, ressuscitará.

Para tanto me tornei semelhante a vós, um homem autêntico da descendência de Abraão, a fim de ser semelhante a meus irmãos.

São Paulo compreendeu isto perfeitamente, ao dizer: Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a Sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o demônio (Hb 2,14).

Ora, aquele que tinha o poder da morte, e, por conseguinte, a própria morte, não poderia ser destruído de nenhuma outra maneira, se Cristo não tivesse Se oferecido em Sacrifício por nós. Um só foi imolado pela redenção de todos, porque a morte dominava sobre todos.

Por isso diz-se nos salmos que Cristo Se ofereceu a Deus Pai como Sacrifício imaculado: Sacrifício e oblação não quisestes, mas formastes-me um corpo; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados. E então eu Vos disse: 'Eis que venho' (Sl 39,7-9).

O Senhor foi Crucificado por todos e por causa de todos a fim de que, tendo um morrido por todos, vivamos todos n’Ele.

Não seria possível que a vida permanecesse sujeita à morte ou sucumbisse à corrupção natural. Sabemos pelas próprias Palavras de Cristo que Ele ofereceu Sua carne pela vida do mundo: Eu me consagro por eles (Jo 17,19).

Com isso Ele quer dizer que Se consagra e Se oferece como Sacrifício puro de suave perfume.

Com efeito, tudo o que era oferecido sobre o Altar, era santificado ou chamado santo, conforme a Lei. Cristo, portanto, entregou Seu corpo em Sacrifício pela vida de todos e assim a vida nos foi dada de novo por meio d’Ele. Como isso se realizou, procurarei dizer na medida do possível.

Depois que o Verbo de Deus, que tudo vivifica, assumiu a carne, restituiu à carne o seu próprio bem, isto é, a vida. Estabeleceu com ela uma comunhão inefável, e tornou-a fonte de vida, como Ele mesmo o é por natureza.

Por conseguinte, o corpo de Cristo dá a vida a todos os que d'Ele participam; repele a morte dos que a  Ele estão sujeitos e os libertará da corrupção, porque possui em Si mesmo a força que a elimina plenamente”.

Oremos:

A morte morrerá em Vossa morte, assim cremos, Senhor.
Vós, o Verbo de Deus, que tudo vivifica,
Que assumistes a carne, restituístes à carne o seu próprio bem:
 a vida e vida plena e eterna.

Vós estabelecestes com ela uma comunhão indizível,
e a tornastes fonte de vida.
Vós que repelistes a morte de todos nós
que estávamos sujeitos à corrupção e destruição eterna.

Vós, Senhor, com Vossa Morte, tivestes força
Para eliminá-la eternamente.
E crendo e vivendo em Vós,
Viveremos eternamente junto de Vós.
Amém.  

A dimensão Pascal do sofrimento

                                                          

 A dimensão Pascal do sofrimento 

Reflexão à luz da passagem da Carta aos Hebreus (Hb 5,7-9): 

“Cristo, nos dias de Sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, Àquele que era capaz de salvá-Lo da morte, e foi atendido, por causa de Sua entrega a Deus. 

Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que Ele sofreu. Mas, na consumação de Sua vida, tornou-Se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. 

Uma página emocionante e de extrema beleza, que nos revela a plena humanidade de Jesus Cristo associada à Sua divindade. 

Sua existência terrena foi acompanhada de Orações e súplicas, com fortes clamores, e assim, aprendeu a obediência na escola do sofrimento, que teve o momento ápice na agonia vivida no Horto das Oliveiras. 

A Oração de Jesus não O livrou da morte, assumida por amor e obediência ao Projeto do Pai, mas O libertou definitivamente do sepulcro com Sua gloriosa Ressurreição: não poderia ficar morto para sempre Aquele que nos amou até o fim. N’Ele e com Ele, a Vida venceu a morte. 

Nesta escola de dor e sofrimento, também somos chamados a viver, em contínuo aprendizado com Ele que, apesar de ser Filho, percorreu este caminho, que se tornou loucura para os gregos, escândalo para os judeus. 

Jesus Cristo Se fez semelhante a nós, exceto no pecado para destruí-lo, e assim nos libertar definitivamente de suas amarras, e uma vez amando, Seus preceitos confirmados no amor a Deus e ao próximo, fôssemos introduzidos na vida nova da graça e da paz. 

Nesta escola do sofrimento, Ele deixou ao mundo as mais belas lições de amor, obediência e fidelidade. Aprendemos com o Divino Mestre que esta obediência custa o sacrifício, a dor e mesmo a morte em sua máxima expressão. 

Aprendiz e Mestre para a humanidade, Jesus tornou-Se perfeito, fonte de Salvação Eterna, a quem rendemos toda honra, glória, poder e louvor. 

Continuando nosso itinerário quaresmal, nesta escola do sofrimento, aprendamos a fazer do sofrimento fonte de vida e solidariedade. Evidentemente que não se trata da apologia do sofrimento pelo sofrimento, mas o sofrimento assumido conscientemente por amor e obediência ao Projeto de Deus, como o grão de trigo que morre para não ficar somente um grão de trigo, como nos falou o Senhor: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto” (Jo 12,24). 

Sofrimento com matizes pascais, vividos e assumidos para completar em nossa carne o que falta à Paixão de Jesus, por amor à Sua Igreja (Cl 1,24). 

Neste momento, unamo-nos elevando a Deus nossas orações e expressando nossa solidariedade, com todos aqueles que sofrem.  

Saibamos reler, a partir da fé, os sofrimentos que possivelmente estejamos passando, com a certeza de que, se assumidos com fé, poderão dar frutos de vida e esperança, como a expressão do amor verdadeiro, que tudo crê, tudo suporta (1 Cor 13), amor que não desiste diante do impossível e não desanima diante das dificuldades. 

 

Fonte de Pesquisa: Comentários à Bíblia Litúrgica - texto unificado - Gráfica Coimbra 2 - PP. 1681-1682


Sem Ti, Senhor, senti-me sem nada sentir!

                                                                    


Sem Ti, Senhor, senti-me sem nada sentir!

Sem Ti, Senhor,
Senti-me só.
Senti-me impotente,
Senti-me incapaz!

Sem Ti, senti-me nada...
Sem Ti, senti-me frágil.
Sem Ti, senti-me ausente de mim mesmo.
Sem Ti, senti-me como nunca tão mal me senti!

Sem Ti, Senhor,
Senti que o muro era mais alto,
Senti que a distância parecia infinita.
Sem Ti, Senhor,
Senti-me sem nada mais sentir,
Senão o nada sentir...

Sim!
Sem Ti,
Sento-me,
Sonolento fico.
Sórdido, imundo e
Sofrendo as agruras que aumentam com o tempo.

Sem ti,
Só a morte me espera,
Solitariamente, só comigo mesmo,
Sem nenhuma perspectiva.

Sem Ti,
Sumo,
Sequestro-me;
Sem nenhuma possibilidade de resgate.

Só Contigo, Senhor,
Sou verdadeiramente lúcido e feliz
Só Por Ti, Senhor,
Sou de novo posto a caminho.

Só para Ti, Senhor,
Sinta-se meu coração seduzido;
Sobejamente fortalecido.
Sem Ti, vorazmente, derrotado teria sido.
Sem ti, palavra alguma do coração teria saído!

O Senhor é como a luz a irromper em
nossas noites escuras, frias e sombrias;
É como o sol que desponta em cada amanhecer!
É preciso n'Ele, sem sombra alguma de dúvida, crer!

Em cada amanhecer até o entardecer...
Noites escuras sim, mas para sempre,
 jamais haverão de ser!

Aproxima-se o tempo 
para uma Santa e fecunda Quaresma e Semana Santa,
para que tenhamos a graça de celebrar 
uma feliz e frutuosa Páscoa do Senhor.
Amém. Aleluia!

Em poucas palavras...

                                                



Celebremos e vivamos O Mistério da Semana Santa

 

Somos discípulos missionários do Senhor, do Servo Sofredor e vencedor, porque o Pai O Ressuscitou, e em Seu nome, nos enviou o Seu Espírito: acreditemos, contemplemos e imitemos a Paixão do Senhor, morrendo com Ele, para com Ele também ressuscitarmos.

 

 

Em poucas palavras (Domingo de Ramos-Semana Santa)

                                            


A Semana Maior: Semana Santa

“A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa da Sua Morte e da Sua Ressurreição. É com a Sua Celebração, no Domingo de Ramos, que a Liturgia da Igreja começa a Semana Santa”. (1)

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – n.560

 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG