segunda-feira, 20 de julho de 2026

“Senhor, eu não sou digno…”

                                                       

“Senhor, eu não sou digno…”

Em todas as Missas, quando o padre diz: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, a assembleia responde: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”.

Ela se fundamenta nas passagens do Evangelho (Lc 7,1-10; Mt 8,5-11; Jo 4,46-54), em que um centurião ao encontrar Jesus disse-lhe: “Senhor, tenho em casa um criado com paralisia, que está com muitas dores”. Jesus disse-lhe: “Eu vou lá curá-lo”.

O centurião respondeu: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo ficará curado”. Então Jesus disse: “Vai e faça-se como crês”. Nessa mesma hora, o criado ficou curado.

Façamos um paralelo à luz da visita de Jesus na casa de Zaqueu (Lc 19,1-10) –“Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa”. E no final do encontro, da hospedagem e da acolhida de Jesus, houve a concretização de sua conversão com os propósitos de mudança e restituição dos bens defraudados, bem como a partilha da metade de seus outros bens e assim Zaqueu pode escutar a mais bela notícia da própria boca de Jesus: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque você também é um filho de Abraão! Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

“Desce depressa” é o convite de Jesus. Ele visitou a casa de um centurião, de um chefe de cobrador de impostos; casa não muito recomendada, a ponto de arrancar murmurações e despertar incompreensões. Mas o agir de Deus ultrapassa todas as medidas, sobretudo as medidas mesquinhas de nossos julgamentos, conceitos e preconceitos.

A misericórdia divina rompe os limites de nossa visão,  faz novas todas as coisas e todas as pessoas. Ela é para ser acolhida, experimentada, jamais aprisionada, sobretudo em nossas mãos que, por vezes, se fecham; não cabe em nosso coração, que por vezes, se apequena; não cabe em nossa mente, porque é limitada.

Reflitamos:

- Merecemos recebê-Lo em nosso coração?
- Somos dignos de acolhê-Lo em vasos de argila que somos?

- Somos a perfeição em pessoa?
- Somos melhores do que os outros?

- Somos a santidade consumada, sacramentada para sempre?
- Estamos no auge da conversão concretizada e irrevogável?

Oremos:

Senhor, não merecemos recebê-Lo, mas sois infinitamente bom, misericordioso, cheio de amor por nós. 

Vós que tendes poder sobre tudo e sobre todos.

Vós que sois infinitamente superior à nossa miserável condição humana, diga apenas uma Palavra e seremos salvos. 

Só Vós tendes Palavras de vida eterna. 

Só Vos podeis curar nossa surdez.

Só Vós podeis restituir nossa visão para que vejamos, com os olhos de Deus.

Só Vós podeis adentrar o mais profundo de nós, em nossa intimidade, em nosso coração. 

Só Vós podeis, com uma Palavra apenas, nos purificar, nos possibilitar a mais bela acolhida, a acolhida de  Vós, no Pão da Eucaristia, o Corpo do Senhor.

“Graças e louvores se deem a todo o momento, ao
Santíssimo e Diviníssimo Sacramento…”.

“A juventude mora no coração da Igreja”

                                           


“A juventude mora no coração da Igreja”
 
 A juventude mora no coração da Igreja
e é fonte de renovação da sociedade”
 
Voltemos ao que nos disseram os bispos em Documento dedicado especialmente à juventude:
 
"A juventude mora no coração da Igreja e é fonte de renovação da sociedade. Os jovens de todos os tempos e lugares buscam a felicidade. A Igreja continua olhando com amor para os jovens, mostrando-lhes o verdadeiro Mestre − Caminho, Verdade e Vida − que os convida a viver com Ele.
 
Nós, pastores, consideramos urgente e importante o tema da evangelização da juventude para refleti-lo à luz da Palavra de Deus e de tantas riquezas e desafios deste momento histórico-cultural em que vivemos” (Evangelização da Juventude  Desafios e perspectivas pastorais n. 85).
 
Mais que acreditar, é dedicar tempo e espaço para que a juventude seja protagonista da evangelização.
 
Não há nada mais precioso para nós do que sermos chamados pelo Senhor para trabalhar em Sua vinha. Ele é a nossa pérola preciosa de maior valor, Ele é o nosso tesouro escondido, pelo qual tudo vendemos, de tudo nos dispomos, para adquirir o terreno no qual Ele Se encontra (Mt 13,44-52), ou seja, que O tenhamos sempre no mais profundo de nós, mais íntimo a nós, do que nós a nós mesmos, como bem falou Santo Agostinho, em seu incansável e feliz encontro, quando partiu a procura de Deus.
 
Impossível ter-se encontrado com Jesus e retê-Lo somente para si.
 
É sempre tempo de todos avançarmos para águas mais profundas, e que cada jovem, ao fazer uma profunda experiência pessoal com Cristo, leve tantos outros jovens à mesma experiência, à mesma graça.
 
Concluímos com um convite a refletir sobre a passagem do Evangelho, em que Jesus chama os primeiros discípulos para segui-Lo (cf. Jo 1,38-39)

“Vós sois meus amigos”

                                                                

“Vós sois meus amigos”

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de João (Jo 15,12-17), em que Jesus nos dá o Mandamento do amor: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei” (Jo 15,12).

Em seguida também diz: “Ninguém tem amor maior do que Aquele que dá Sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando” (Jo 15,14).

Sobre a amizade divina que tanto precisamos, somos remetidos ao Tratado escrito pelo Bispo Santo Irineu, (séc. II), contra as heresias.

“Nosso Senhor, o Verbo de Deus, que primeiro atraiu os homens para serem servos de Deus, libertou em seguida os que lhe estavam submissos, como Ele próprio disse a Seus discípulos: 'Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor, Eu vos chamo amigos, porque Vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai (Jo 15,15').

A amizade de Deus concede a imortalidade aos que a obtêm. No princípio, Deus formou Adão, não porque tivesse necessidade do homem, mas para ter alguém que pudesse receber os Seus benefícios.

De fato, não só antes de Adão, mas antes da criação, o Verbo glorificava Seu Pai, permanecendo n’Ele, e era também glorificado pelo Pai, como Ele mesmo declara:

Pai, glorifica-me com a glória que Eu tinha junto de Ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5).

Não foi também por necessitar do nosso serviço que Deus nos mandou segui-Lo, mas para dar-nos a salvação. Pois, seguir o Salvador é participar da salvação, e seguir a Luz é receber a luz.

Quando os homens estão na luz, não são eles que a iluminam, mas são iluminados e tornam-se resplandecentes por ela. Nada lhes proporcionam, mas dela recebem o benefício e a iluminação.

Do mesmo modo, o serviço que prestamos a Deus nada acrescenta a Deus, porque Ele não precisa do serviço dos homens. Mas aos que O seguem e servem, Deus concede a vida, a incorruptibilidade e a glória eterna.

Ele dá Seus benefícios aos que O servem precisamente porque O servem e aos que O seguem precisamente porque O seguem; mas não recebe deles nenhum benefício, porque é rico, perfeito e de nada precisa.

Se Deus requer o serviço dos homens é porque, sendo bom e misericordioso, deseja conceder os Seus dons aos que perseveram no Seu serviço.

Com efeito, Deus de nada precisa, mas o homem é que precisa da comunhão com Deus.

É esta, pois, a glória do homem: perseverar e permanecer no serviço de Deus. Por esse motivo dizia o Senhor a Seus discípulos:

'Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi' (Jo 15,16), dando assim a entender que não eram eles que O glorificavam seguindo-O, mas, por terem seguido o Filho de Deus, eram por Ele glorificados.

E disse ainda: Quero que estejam comigo onde Eu estiver, para que eles contemplem a minha glória (Jo 17,24)".

É sempre tempo de aprofundarmos nossa amizade com Deus e solidificarmos nossas amizades humanas, a fim de que sejam mais autênticas, mais conforme o Seu desejo; de modo que a autenticidade e profundidade de nossa amizade com Deus marcará também nossas amizades humanas.

Reflitamos:

- Qual a profundidade de nossa amizade com Deus?
- Correspondemos à amizade que Deus quer estabelecer sempre conosco?

- Como são nossas amizades humanas, nossos relacionamentos com o próximo, sobretudo na comunidade que participamos?
- Quais são as amizades que nos revelam e nos aproximam de Deus?

Oremos:

Ó Deus, Vós que sois tão bom e amável, ajudai-nos, a corresponder ao Vosso imenso Amor, adorando-Vos de todo o coração, vivendo o Novo Mandamento do Amor a nós dado por Vosso Filho, contando com a ação e presença do Santo Espírito, a fim de viver convosco uma amizade sólida, fecunda e sincera, de modo que fortaleçamos os laços de amizade e fraternidade com o nosso próximo, adorando--Vos de todo o coração, construindo uma cultura de vida e de paz. Amém.


PS: Fonte: Liturgia das Horas - Vol. II - Quaresma/Páscoa - p. 63-65. 

domingo, 19 de julho de 2026

Os frutos da boa obediência

                                      


 

Os frutos da boa obediência


“Um ancião tinha seu escravo como discípulo e, desejando dominá-lo, convenceu-o a manter completa obediência.
 
Por isso, o ancião lhe disse: ‘Vai, acende o fogo no forno, toma o livro que é lido na ‘synaxis’ e lança-o no forno’.
 
Ele foi e fez sem questionar. 

E, quando o livro foi lançado, o forno se apagou.
 
Isto ocorreu para entendermos que a obediência é boa, porque é uma escada para o Reino dos Céus.” (1)
 
Somos todos eternos aprendizes da obediência,
Com Maria, José, santos e santas, quanto a aprender!
 
Aquela que coloca a vontade divina acima de tudo,
Acompanhada de renúncia dos projetos e vontades próprias.
 
Que os Pais do deserto viveram e ensinaram,
A escada para que adentremos no Reino dos Céus.
 
Não a obediência com gosto de subserviência,
Mas como expressão de sagrada liberdade.
 
Não com a miopia para outras possibilidades,
Mas docilidade aos acenos do Espírito.
 
Não como a resignação estéril e , fria,
Mas com a chama do amor que crepita e impulsiona.
 
Obediência como expressão de mansuetude,
Que floresce e frutifica com a resiliência. 
 
Suas marcas indeléveis de prontidão e solicitude,
Colocando nas mãos divinas nossa finitude.
 
Obediência que garante sagrados frutos,
Porque vivida com todas as veras do coração.
 
Acompanhada da necessária oração,
Na graça da simplicidade e da humildade.
 
Alimentado pelo Pão da Palavra e da Eucaristia,
Na Mesa Sagrada nutrido, porque peregrinar é preciso!
 
 
(1)  Ditos anônimos dos Pais do deserto – Editora Vozes – 2023 – pp.66-67
 

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação”

                                                   


“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação
 
Sejamos enriquecidos pelas palavras do então Papa Bento XVI, para vivermos intensamente a nossa devoção Mariana:
 
“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.
 
E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito.
 
O Evangelho deste Domingo, tirado do capítulo 14 de São João, oferece-nos um retrato espiritual implícito da Virgem Maria, onde Jesus diz: "Se alguém me ama, guarda a minha Palavra; meu Pai amá-lo-á, viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14, 23).
 
Estas expressões são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas ao máximo grau precisamente àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus.
 
Efetivamente, Maria foi a primeira que observou de maneira plena a Palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a Sua morada.
 
Além disso, quando Jesus promete aos Seus amigos que o Espírito Santo os assistirá, ajudando-os a recordar cada uma das Suas Palavras e a compreendê-las profundamente (cf. Jo 14, 26), como não pensar em Maria, que no seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia?
 
Deste modo, já antes e, sobretudo, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus tornou-se também a Mãe e o modelo da Igreja.”
 
Ela é a primeira flor a exalar o odor de Cristo para o mundo, acolhendo-O em seu ventre pela ação do Espírito.
 
Flor que O acompanhou em todos os instantes, como os Evangelhos e a Igreja nos ensinam e cremos: desde a concepção, em seu crescimento em idade, tamanho, sabedoria e graça diante de Deus;  partícipe fundamental no primeiro sinal de Caná da Galileia; presente na hora da agonia, da Paixão, da morte e da Ressurreição.
 
Maria é a “rosa” que apareceu na plenitude dos tempos como nos falou o Papa, e, com certeza, é a rosa que torna mais belo o céu, porque nele, ao lado do Filho, se encontra.
 
Maria é a “rosa” que se faz presente em nosso caminhar, nos dizendo sempre, como disse em Caná: “fazei tudo o que Ele vos disser”.
 
Maria é a “rosa” que nos dá a certeza de que não estamos sós e que o Espírito Santo que nela agiu, continua agindo, assistindo e conduzindo a Igreja de Seu Filho e soprando onde Ele quer.
 
Maria é a mais bela “rosa” que jamais perde o encanto, a vida, a graça.
 
Maria é a mais bela “rosa” que torna mais belo o jardim de nossa existência, até que um dia tenhamos a graça de vê-la no céu, como há muito se canta:
 
“Com minha mãe estarei na Santa Glória um dia,
Junto com a Virgem Maria, no céu triunfarei...” 

Resiliência na travessia

                                                 


Resiliência na travessia

Resiliência: uma palavra que tem sido cada vez mais falada, e que bem compreendida e vivida pode nos ajudar ao escrever sempre novas páginas de alegria, vida e esperança.

Uma possível definição da palavra: “habilidade que uma pessoa desenvolve para resistir, lidar e reagir de modo positivo em situações adversas”. (1)

Oremos:

Concedei-nos, Senhor, resiliência no enfrentar de uma enfermidade, acompanhada da fé, de mãos dadas com a ciência: uma fé que a ciência não dispensa, uma ciência que a fé não desconsidere.

Que nos ajude no autocontrole, acompanhado da força de vontade de superação de situações embaraçosas, e que não nos sejam aniquiladas as nossas forças.

Para suportar com fortaleza, sem nos deixarmos vencer pelo espírito de medo e timidez, crendo em Vós, que nos acompanha em todos os passos e nos fortalece, (2)

Peregrinos de esperança sejamos, resilientes em toda e qualquer situação, confiando em Vossa presença na barca de Vossa Igreja, que nos garante o chegar à outra margem, em necessária travessia... (3)

Com sabedoria, remar, por vezes, contra a maré das provações e dificuldades, aguentando firme, sem jamais perder o horizonte da esperança, no bom combate da fé (4), inflamados pela chama de Vossa Caridade. Amém.

 

(1)     Dicionário Aulete

(2)    2 Tm 1,7

(3)    Mc 4,35-41

(4)   2 Tm 4,7

 

“FICA COMIGO, SENHOR!”

                                                


“FICA COMIGO, SENHOR!”
 
Fica Senhor comigo, 
pois preciso da tua presença para não te esquecer. 
Sabes quão facilmente posso te abandonar. 
Fica Senhor comigo, 
porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
 
Fica Senhor comigo, 
porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
 
Fica Senhor comigo, 
porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
 
Fica Senhor comigo, 
para me mostrar tua vontade.

Fica Senhor comigo, 
para que ouça tua voz e te siga.

Fica Senhor comigo, 
pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
 
Fica Senhor comigo, 
se queres que te seja fiel.
 
Fica Senhor comigo, 
porque, por mais pobre que seja minha alma, 
quero que se transforme num lugar de consolação para ti, 
um ninho de amor.
 
Fica comigo, Jesus, 
pois se faz tarde e o dia chega ao fim; 
a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. 
Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. 
Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. 
Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
 
Fica comigo nesta noite, Jesus, 
pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. 

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
 
Fica comigo, Senhor, 
porque na hora da morte quero estar unido a ti, 
se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
 
Fica comigo, Jesus. 
Não peço consolações divinas, porque não as mereço, 
mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
 
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. 


Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.
 
PS: Oração de São Pio de Pietrelcina
 

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