domingo, 19 de julho de 2026

“FICA COMIGO, SENHOR!”

                                                


“FICA COMIGO, SENHOR!”
 
Fica Senhor comigo, 
pois preciso da tua presença para não te esquecer. 
Sabes quão facilmente posso te abandonar. 
Fica Senhor comigo, 
porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
 
Fica Senhor comigo, 
porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
 
Fica Senhor comigo, 
porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
 
Fica Senhor comigo, 
para me mostrar tua vontade.

Fica Senhor comigo, 
para que ouça tua voz e te siga.

Fica Senhor comigo, 
pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
 
Fica Senhor comigo, 
se queres que te seja fiel.
 
Fica Senhor comigo, 
porque, por mais pobre que seja minha alma, 
quero que se transforme num lugar de consolação para ti, 
um ninho de amor.
 
Fica comigo, Jesus, 
pois se faz tarde e o dia chega ao fim; 
a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. 
Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. 
Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. 
Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
 
Fica comigo nesta noite, Jesus, 
pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. 

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
 
Fica comigo, Senhor, 
porque na hora da morte quero estar unido a ti, 
se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
 
Fica comigo, Jesus. 
Não peço consolações divinas, porque não as mereço, 
mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
 
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. 


Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.
 
PS: Oração de São Pio de Pietrelcina
 

Humildade e paciência (XVIDTCA)

                                                 

Humildade e paciência

Senhor Jesus Cristo, medito em Tua Parábola sobre o Reino de Deus em que o compara à semente lançada na terra, que germina e cresce sem que saibamos.

Senhor Jesus Cristo, medito também a Parábola do grão de mostarda, a menor de todas as sementes, mas que, depois de semeada, cresce e se torna maior que todas as outras hortaliças, com ramos grandes, a tal ponto que os pássaros dos céus podem fazer seus ninhos.

Senhor Jesus Cristo, ajuda-nos a tomar cada vez mais consciência de que a realização do Reino é iniciativa divina e resposta nossa, e, portanto, precisamos ser pacientes em sua construção.

Senhor Jesus Cristo, dá-nos nova mentalidade, conscientes de que Deus em nós age, sem prender-Se ao nosso tempo e aos nossos desejos.

Senhor Jesus Cristo, por isto, renove em nós a paciência, como colaboradores da construção do Reino, em total atitude de disponibilidade e pobreza.

Senhor Jesus Cristo, não permita que, como discípulos Teus, venhamos a nos refugiar num descomprometido quietismo, ficando tranquilo e esperando que tudo aconteça.

Senhor Jesus Cristo, que, a cada dia, tenhamos consciência de que é Teu Pai quem nos chama, quando e como quer; Se serve de nós, mas não sabemos de que modo, em que ocasião e para quais pessoas.

Senhor Jesus Cristo, dai-nos a Sabedoria para vivermos a verdadeira pobreza;  fazer tudo sem atribuir-nos o mérito de nada; trabalhar com todas as nossas forças sem pretender ver o resultado.

Senhor Jesus Cristo, dá-nos, portanto, a paciência e a humildade necessárias, para aprendermos as belas lições de Tuas Parábolas. Amém.


Fonte inspiradora: Missal Dominical – Editora Paulus p.933- Evangelho Mc 4,26-34; Mt 13,24-43
PS: Oportuno para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 17,5-10)

"A mansidão é a plenitude da força" (XVIDTCA)

                                                        

"A mansidão é a plenitude da força"

Com a Liturgia da Palavra do 16º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre a ideia que temos sobre Deus.

De fato, a ideia que cada um faz de Deus é condicionante do seu comportamento diante d’Ele (adoração, oração, compromissos, entrega, doação, serviço...), e também, consequentemente, condicionante de sua relação com o próximo.

Na passagem do Evangelho (Mt 13, 24-43), de modo especial, Jesus nos revela que Deus compreende, sem conivência, o escândalo do homem limitado e mau, e Cristo parece até mesmo provocá-lo com seu comportamento, tratando livremente com bons e maus, justos e pecadores.

Não é possível a concepção de uma comunidade de puros e santos. Deus compreende e é paciente com todos, e deixa, aos pecadores, tempo para amadurecer sua conversão.

Assim nos diz o Missal Dominical:

“... não nos deve perturbar o escândalo de uma Igreja medíocre, pecadora, comprometida, distante do ideal evangélico de pureza, de santidade, de desapego.

Sendo feita de homens e vivendo mergulhada no mundo, a Igreja corre continuamente o risco de se contaminar com o mundo e ver crescer em suas fileiras o joio ao lado do trigo.

Alguns cristãos desejariam recorrer aos meios violentos e decisivos: excomungar os membros mais fracos, queimar os hereges, lançar violentamente em face dos cristãos e não cristãos as exigências do Evangelho, com a política do ‘comigo ou contra mim’...” (1)

Estas atitudes têm fundamento em duas distorções; a primeira é a ideia errada de Deus, um Deus ciumento dos homens, pronto a lançar Seus raios; e a segunda é a ideia de um Deus avarento.

Diferentemente, Jesus nos revela Deus como um Pai misericordioso, e nos convida também a sermos misericordiosos como Deus é misericordioso.

A relação com este Deus revelado por Jesus fortalece a confiança e a esperança, eliminando todo medo e insegurança.

O Reino de Deus acontece com o testemunho de pessoas confiantes e esperançosas, que sabem viver a tolerância com os maus e os pecadores, porque têm uma inabalável confiança na ação de Deus, que sabe esperar a livre decisão do homem, com paciência e mansidão.

Oportunas são as palavras do Papa São João XXIII: "A mansidão é a plenitude da força".

Evidentemente que mansidão não é sinônimo de uma aceitação passiva dos acontecimentos, e tão pouco desleixo, o que banalizaria e empobreceria a vida de todos nós e da própria Igreja.

Deste modo, ela produz frutos quando é vivida numa atitude construtiva de tolerância, paciência e respeito pelos tempos e pelas etapas de crescimento, tanto no interior da vida das comunidades como de cada pessoa.

A mansidão autêntica, amadurecida a cada momento, é a plenitude da força que o Senhor nos comunicou.

Peçamos a Deus a mansidão necessária a cada dia de nossa vida, a cada desafio a ser enfrentado, pois esta, vivida nos possibilita experimentar a plenitude da força divina.



(1) Missal Dominical – Editora Paulus - p. 750.

Preciosas Parábolas do Reino (XVIDTCA)

                                                     

Preciosas Parábolas do Reino

Reflitamos sobre as Parábolas do Reino de Deus, retratadas na passagem do Evangelho do 16º Domingo do Tempo Comum (Mt 13, 24-43), à luz de duas citações: 

“Os maus existem no mundo ou para que se convertam, ou para que por eles, os bons, exercitem a paciência.” (Santo Agostinho).

A Parábola do joio e do trigo é um apelo à humildade e à misericórdia que se irradia. É um compromisso concreto que assumimos ao celebrar a Eucaristia neste Domingo, dentro e fora da comunidade:

“Se há alguém que errou, que no próximo encontro ele possa ver em nossos olhos que estamos reconciliados com ele, que não o condenamos mais, porque a Palavra de Deus nos fez cair o gadanho da mão.” (1)

Tomemos consciência de que todos nós somos trigo e joio ao mesmo tempo. Apenas Jesus foi o puro trigo, sem joio algum, ou seja, não conheceu o pecado, ao contrário, o destruiu.

Jesus é o grão que um dia caiu na terra e morreu. Um grão que foi transformado em Pão Eucarístico que vem a nós e Se entrega por nós como Salutar Alimento, para que nos tornemos trigos de Deus.



(1) “O Verbo Se fez carne” –Editora Ave Maria - p. 157 - Pe. Raniero Cantalamessa.

O Reino de Deus é como um grão de mostarda (XVIDTCA)

                                       

O Reino de Deus é como um grão de mostarda

Reflitamos sobre a Parábola do grão de mostarda (Lc 13, 18-21;Mt 13,24-30).

O grão de mostarda semeado no campo, que se torna uma árvore frondosa, revela um aspecto importante na dinâmica do Reino: da pequenez à grandeza.

O grão de mostarda parece pequeno e frágil, ao despontar na história humana, mas o seu destino é tornar-se grande na sua definitiva manifestação.

Vivemos da mesma forma, na precariedade e imperfeição do momento presente, que constituem nas etapas necessárias de um processo mais amplo, e somente no fim dos tempos (escatologia), é que veremos o despontar do Reino de Deus em toda sua real e majestosa grandiosidade.

Reflitamos sobre a vida de fé, que consiste num processo contínuo da maturação espiritual, desde o dia em que fomos agraciados com a água do Batismo e nos tornamos templos do Espírito Santo.

O discípulo missionário do Senhor precisa aprender a conjugar pequenez e grandeza, sem se deixar iludir por imagens destorcidas do Reino, não se enganando ao identificá-lo com certas manifestações retumbantes, pomposas e suntuosas de religiosidade.

Com o olhar de fé, não se iludirá com coisas extraordinárias e fenomenais, porque será capaz de perceber o Reino lançando suas raízes, em sua fecundidade, não obstante sua fragilidade e pequenez.

Precisará sempre do suficiente senso crítico para perceber a incompatibilidade de certos fenômenos com o Projeto do Reino; assim como será capaz de detectar, ali, onde parece que nada está acontecendo, sinais evidentes do Reino, fermentando a existência humana.

Na história da humanidade, o Reino de Deus tende a manifestar-se em sua fragilidade, não pela imposição, porque é uma decisão livre e pessoal participar de sua construção.

Somente quem for capaz de reconhecer a presença ativa de Deus no que há de mais fraco e pequenino, terá compreendido por que caminhos o Reino atua na História.

Neste sentido, é preciso fazer progressos cada vez maiores, apesar das dificuldades que são próprias da condição da existência.

Não se pode jamais desistir da busca de maior perfeição, conforme nos diz o próprio Jesus: “Sede perfeitos como vosso Pai que está nos céus é perfeito”  (Mt 5,48), o que não é jamais sinônimo de perfeccionismo.

Esta perfeição possível e desejável, que seja buscada tendo Jesus como o próprio e exclusivo modelo, conforme nos exorta o Apóstolo Paulo: que cresçamos até alcançarmos a estatura de Cristo (Ef 4,13).

Imprescindível é a Lei do Amor que O Senhor nos deu, e que nos leva ao crescimento, já que a caridade é o vínculo da perfeição e quem ama permanece em Deus, como afirmaram, respectivamente, Paulo e João.

Que nossas atividades pastorais e diversos serviços, enfim, que nosso discipulado seja como um pequeno grão de mostarda a ser lançado, na esperança de que a beleza do Reino possa florescer e frutificar abundantemente, suportando as podas que se fazem necessárias, para que os frutos sejam mais que abundantes: eternos (Jo 15).

Sobre o amor e a felicidade (XVIDTCA)

                                                              

Sobre o amor e a felicidade

Na passagem da Carta aos Romanos (Rm 8,26-27), Paulo exorta a comunidade a viver segundo o Espírito, como lembra o começo da segunda Leitura da Missa do 16º Domingo do Tempo Comum (Ano A):

 “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis”.

O Amor de Deus Se manifesta de muitas formas, uma delas foi ter derramado em nós o Espírito Santo, o Espírito de Amor.

O Amor de Deus por nós não é porque sejamos merecedores e perfeitos, aliás, até mesmo pelo contrário. Deus nos ama porque somos pecadores e quer a nossa conversão, nossa mudança, como um pregador afirmou em um Retiro dos Presbíteros: “o amor humano ama apesar das fraquezas; o amor divino por causa delas”.

De fato, assim acontece. Deus nos enviou o Espírito do Ressuscitado porque nos ama, porque nos conhece, sabe muito bem nossas fraquezas, fragilidades, imperfeições.

Deus sabe muito bem quem Ele criou, afinal, somos obra de Suas mãos. Sabe que sem o Seu Amor sucumbiríamos em nossa pequenez e mediocridade e suprema imperfeição.

Deus nos ama porque fomos criados a Sua imagem e semelhança, ainda que imperfeitos, inacabados, num processo contínuo de acabamento, amadurecimento, florescimento e frutificação.

Infinitamente superior e incomparável, de fato, é o Amor divino. Amamos o outro com amor humano, apesar de seus defeitos, superando as dificuldades próprias da convivência; amamos apesar das contrariedades, da não correspondência, amamos até mesmo apesar das limitações inerentes ao ser, porque conhecedoras delas o somos. 

Amamos apesar das sombras, das interrogações, do medo que se manifesta de múltiplas formas (medo de sofrer traição, de não ser correspondido na mesma medida; da ausência provisória ou para sempre, da morte, da partida súbita, do adeus dado ou não para uma ida que não há retorno – eternidade...).

Sim, amamos apesar de...
Sim, Deus nos ama por causa de...

Contemplemos amores tão belos e necessários: o Amor divino e o amor humano. O primeiro quer tão apenas uma resposta de amor, como também o segundo. 

Se soubermos corresponder ao primeiro amor, o divino, muito melhor saberemos viver o segundo. Nisto consiste toda a Lei: amar a Deus com toda força, alma, entendimento e ao próximo como si mesmo, disse Jesus.

Amemos, sejamos amados: “A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é; ou, mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é.”

É tempo para amar e construir, alcançar a suprema felicidade com Deus, jamais sem Ele, pois assim disse:

“Sem mim nada podereis fazer... Eu vos digo isto para que a minha alegria esteja em vós e vossa alegria seja plena... Isto vos mando: amai-vos uns aos outros...” (Jo 15,1-17).

Deus é paciente, misericordioso e espera a nossa conversão (XVIDTCA)

                                                     


Deus é paciente, misericordioso e espera a nossa conversão

A Liturgia da Palavra do 16º Domingo do Tempo Comum – (ano A) nos leva a refletir, à luz das Parábolas do Reino, sobre o ser de Deus, que é paciente, cheio de misericórdia, indulgente e clemente.

Na passagem da primeira Leitura no Livro da Sabedoria (Sb 12, 13.16-19), um dos livros mais recentes do Antigo Testamento (primeira metade do século I a.C), refletimos sobre a verdadeira Sabedoria de Deus que se manifestou na história de Israel. Somente quem se abrir a ela encontrará a verdadeira felicidade.

A mensagem é de que Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, pois a sua lógica, muitas vezes se contrapõe à lógica humana, pois se trata da lógica do perdão e da misericórdia revestida em sinais de paciência, como bem retrata o Salmista: “Ó Senhor Vós sois bom, sois clemente e fiel!" (Sl 85).

Deus jamais deseja a destruição do pecador, de modo que a salvação Ele nos oferece como dom, e exige de nós uma resposta, esforço, empenho, compromisso, sinceridade, dedicação.

Com a passagem da segunda Leitura (Rm 8,26-27), Paulo se dirige aos Romanos, e refletimos sobre a vida segundo o Espírito: um caminho sem nenhuma facilidade, mas com a certeza da verdadeira felicidade que deve ser buscada corretamente.

Somente Deus pode:

- vir a todos nós com a força de que tanto precisamos para enfrentar as obscuridades de momentos que possamos passar;

- nos ajudar a interpretar os fatos que nos marcam, e a compreender os desígnios divinos;

- renovar no mais profundo de nós o fascínio pelas coisas divinas, sem jamais perder o encanto, a paixão, o enamoramento por Jesus.

Somente enraizados no verdadeiro Amor da Trindade e a vida segundo o Espírito não nos permitirá sucumbir em ativismos que nos levariam inevitavelmente ao cansaço, ao desencanto e desencontro de múltiplas formas.

Acolher o Espírito nos fará pacientes como Deus é paciente, conforme veremos na Parábola do joio e do trigo.

À luz da passagem do Evangelho (Mt 13, 24-43), refletimos sobre a necessidade de aprender a silenciar para a contemplação da face e do ser divino, que Se manifesta na misericórdia, que faz chover sobre bons e maus.

As Parábolas que ouvimos, favorecem a nossa conversão e o nosso crescimento espiritual, pois nos questionam, exortam, animam, ensinam, fortalecem a fé e nos levam ao mergulho tão necessário dentro de nós mesmos. Sao como injeção de ânimo, de esperança e renovação de compromissos com o Reino de Deus.

É preciso tomar cuidado, multiplicando na vigilância, a oração, o diálogo, o silêncio, pois dentro de cada um de nós pode muito bem coexistir uma belíssima plantação de trigo, mas sufocada pela indesejável plantação do joio, sem culpar terceiros.

Sendo assim, expulsemos todo o desânimo, a apatia, a indiferença, os prejulgamentos, os preconceitos. Creiamos na força da Palavra, que acolhida no mais profundo de nós, em chão fértil, frutos abundantes jamais faltarão.

Abandonemos toda a atitude simplista de condenação, porque de joio e de trigo todos temos um pouco. Cuidado haveremos de tomar de não excomungar, excluir, extirpar, eliminar o pecador junto com seu pecado.

Ainda que tão pequenos como o grão de mostarda, aparentemente tão insignificantes, nossas ações aos olhos de Deus não o serão, pois o mesmo que acontece com o grão de mostarda acontece com o bem que fazemos.

O Reino de Deus não acontece pela grandiosidade, celebridade etc.; o Reino acontece pela ação dos simples. dos pequenos, dos pobres, de nossos pequenos esforços e entregas, doação total. Ainda que não mude o mundo na totalidade,  visibiliza a graça do Reino.

Renovemos o entusiasmo inicial. Trabalhar pelo Reino também de nós exige um eterno recomeço e confiança de que Deus faz crescer e multiplicar o que temos e somos.

Bem disse São Paulo: Deus escolhe os fracos para confundir os fortes. A Cruz, verdadeiramente é loucura para os gregos e escândalo para os judeus.

Um discípulo missionário não fica medindo o tamanho da ação, tão pouco a recompensa recebida, mas antes, por amor, não economiza no multiplicar nos pequenos grandes gestos de amor. Isto é o que nos ensina a Parábola do grão de mostarda.

Mas tudo isto nos pede um fermento para levedar a massa, para fazer crescer o Reino o fermento indispensável: o amor, certos de que Deus  reina por Seu Amor, e o amor jamais força alguém, mas cativa para a livre adesão.

Seja a paciência a expressão da confiança na Misericórdia Divina e na esperança de que todos temos de ser melhores.

Mais paciência e misericórdia (não como sinônimo de conivência), menos julgamento e condenação nos farão comunidades mais pascais, evidentemente zelando pelo amadurecimento e crescimento do testemunho, sem jamais esvaziar e mutilar a Palavra Divina e sem negar e contratestemunhar a Eucaristia que celebramos - Mistério de Amor e Comunhão. 

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