quinta-feira, 4 de junho de 2026

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

                                                         


Eucaristia e Cruz: pedras de tropeço

“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou: «Estas palavras são insuportáveis! Quem as pode escutar?» (Jo 6, 60).

A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério e não cessa de ser ocasião de divisão. «Também vos quereis ir embora?» (Jo 6, 67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do Seu amor a descobrir que só Ele tem «Palavras de vida eterna» (Jo 6, 68) e que acolher na fé o dom da Sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele próprio” (1)


(1) Catecismo da Igreja Católica - n.1336

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

                                                                  


Eucaristia e Penitência

“Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência cotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o antídoto que nos livra das faltas cotidianas e nos preserva dos pecados mortais» (Concílio de Trento).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo  1436

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

 


Eucaristia: fonte e ápice de toda a vida cristã

'A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã'. 'Os demais Sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa’’’ (1)


(1)        Catecismo da Igreja Católica §1324

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

                                                                    


“Na Eucaristia celebramos o triunfo do amor...”

“Na Eucaristia celebramos o triunfo do amor sem limites de Jesus ao Pai e a todos nós, anunciamos e acolhemos a Salvação que essa morte continuamente nos comunica, tornando-nos cada vez mais conscientes da nossa dignidade filial perante Deus e da fraternidade que nos une. É por isso um contrassenso celebrar a Eucaristia separando-se dos outros ou ignorando-os” (1)

 

(1)               Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – pág. 353

Comentário da 1 Cor 11,17-26.33

Em poucas palavras... (Eucaristia)

                               


Eucaristia: centro da vida da Igreja

Era sobretudo «no primeiro dia da semana», isto é, no dia de domingo, dia da ressurreição de Jesus, que os cristãos se reuniam «para partir o pão» (At 20, 7).

Desde esses tempos até aos nossos dias, a celebração da Eucaristia perpetuou-se, de maneira que hoje a encontramos em toda a parte na Igreja com a mesma estrutura fundamental. Ela continua a ser o centro da vida da Igreja.” (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n.1343

Jesus, maná divino e vivificante

                                       


Jesus, maná divino e vivificante

Sejamos enriquecidos por um dos Comentários elegantes sobre o Livro do Êxodo, escrito por São Cirilo de Alexandria, doutor da Igreja (séc. V).

“Penso que o maná é sombra e tipo da doutrina e dos dons de Cristo, que procedem do alto e nada possuem de terreno; pelo contrário, antes estão em aberta oposição com esta carnal execração, e que na realidade são pasto não somente dos homens, mas também dos anjos. De fato, o Filho nos manifestou o Pai em si mesmo, e por meio dele fomos instruídos na razão de ser da santa e consubstancial Trindade, e até nos introduziu no nobre caminho de todas as virtudes. 

Na verdade, o reto e verdadeiro conhecimento destas realidades é alimento do espírito. Contudo, Cristo repartiu em abundância a doutrina à plena luz e de dia. Também o maná foi dado aos antepassados ao raiar do dia e à plena luz. Realmente em nós, os crentes, o dia já tem despontado, como está escrito, e o luzeiro nasceu em todos os corações, e saiu o sol de justiça, a saber, Cristo, o doador do maná inteligível. E que aquele maná sensível foi algo assim como uma figura, e este, em vez disso, o maná verdadeiro, Cristo mesmo assegura-nos com todas as garantias, quando diz aos judeus: Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.

Ele, pelo contrário, é o pão que desce do céu, para que o homem dele coma e não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Aquele que comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo. Nosso Senhor Jesus Cristo nos alimenta para a vida eterna tanto com os seus preceitos que estimulam a piedade como mediante seus místicos dons. Ele é, portanto, realmente em pessoa aquele maná divino e vivificante.

Aquele que dele comer não experimentará a futura corrupção e escapará da morte; mas não aqueles que comeram o maná sensível, pois o ‘tipo’ não era portador da salvação, mas era unicamente figura da verdade. Deus, fazendo cair o maná do céu em forma de chuva, ordena que cada um recolha o que possa comer, e se quer, pode recolher também para aqueles que vivam na mesma tenda. Que cada um - diz - recolha o que possa comer e para todas as pessoas que vivam em cada tenda. Que ninguém guarde para amanhã. Devemos estar bem penetrados da doutrina divina e evangélica.

Portanto, Cristo distribui a graça igualmente para pequenos e grandes, e a todos alimenta igualmente para a vida; quer reunir os demais com os mais fracos, e que os fortes se sacrifiquem por seus irmãos até assumir sobre si os trabalhos deles, e fazer-lhes partícipes da graça celestial. Isto é o que - a meu juízo - ele disse aos próprios santos Apóstolos: De graça recebestes, de graça dai. Portanto, aqueles que recolheram para si maná abundante, apressaram-se a reparti-lo entre os que viviam sob as mesmas tendas, isto é, na Igreja. Os discípulos realmente exortavam a todos e os estimulavam a coisas mais dignas; comunicavam a todos em abundância a graça que de Cristo alcançaram.” (1)

Cremos em Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos alimenta para a vida eterna, pois, como afirmou o São Cirilo, Ele é, portanto, realmente em Pessoa Aquele maná divino e vivificante”. 

Como peregrinos da esperança, precisamos de um Alimento Salutar, que renove e revigore nossas forças, e este maná é Jesus, o Pão da Vida, Pão da Eternidade.

Fundamental que participemos assiduamente da Eucaristia, para ouvir a Sua Palavra de Vida Eterna e, alimentados, continuarmos nossa travessia pelos mares da vida, empenhados na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Amém.

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pp.443-444

Eucaristia: Divino Alimento (Corpus Christi)

                                                      

Eucaristia: Divino Alimento

Pão e vinho, no Corpo e Sangue do Senhor transubstanciados,
Da Ceia divina participando: verdadeira Comida e Bebida recebidos,
N’Ele transformados e Sua presença no mundo agraciados.

Nossos olhos pelo colírio da fé são curados e iluminados.
Renova-se o olhar da esperança para rever os caminhos feitos,
E se abrem novas sendas de comunhão, amor e fraternidade.

Nossos ouvidos são abertos para a escuta atenta da Voz divina
Que em Sua Santa Palavra, de modo sempre novo anunciada,
E caindo no mais profundo de nós, vidas transformadas.

Nossa mente cede lugar para salutares pensamentos,
Já não há lugar para lembranças que não nos edifiquem,
Porque a Palavra ouvida, acolhida e vivida, permite-nos novos sonhos.

Nosso coração de todo o pecado é purificado,
Porque na Eucaristia nossos pecados são destruídos,
E abre-se espaço para que nele transborde a graça divina.

Nossas mãos não mais se fecham em pecaminoso egoísmo,
Abrem-se para a alegria da generosidade e serviço ao próximo,
Revitalizadas, servidoras, em alegre e generosa partilha.

Nossos joelhos são fortalecidos, para não nos curvarmos
Diante do inimigo de mil nomes que nos tenta e seduz,
Para que somente diante do Senhor nossos joelhos se dobrem.

Nossos pés são protegidos para nos pormos a caminho,
Vencer as dores de todo o cansaço, dores pelas pedras pisadas,
E também não esmorecer, ainda que também pisemos em espinhos.

Nossa alma é cumulada de todos os dons do Espírito,
Também pelas virtudes divinas revigorados, enriquecidos,
Em fidelidade total ao Senhor, como alegres discípulos missionários.

Ó dulcíssimo e Santíssimo Sacramento, recebido na Ceia da Eucaristia:
Venham sobre nós os raios da glória da Jerusalém Celeste,
Para Iluminar nossa vida e escrevermos novas linhas da História. Amém!   

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG