segunda-feira, 9 de março de 2026
Uma súplica pelos amigos
Mulher, o Senhor está contigo! Não temas!
Mulher,
o Senhor está contigo! Não temas!
O II Encontro para
Mulheres da Diocese de Guanhães -MG, promovido pela Renovação Carismática
Católica (RCC) tem como tema – “Mulher, o céu nunca te perdeu de vista”
e como lema - “Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi." (cf.
Gn 28,15)
Encontro favorável para
refletirmos, rezarmos e nos comprometermos com a transformação da cruel
realidade de tanta Mulheres:
- Marcadas por tristeza
que devora suas forças, no ápice da depressão;
- Com dores nas
entranhas da alma;
- A violência de tantos
nomes dentro de casa;
- Traídas de tantas
formas;
- Que sofrem por não
conseguirem ser mães;
- Mães que assumem
sozinhas o peso da educação e sustento dos filhos;
- Que se acreditam feias e até nem mais se
olham no espelho;
- Que, em crise de
abandono de tantos, pensam que Deus, também, delas Se esqueceu;
- Com aparência de
fortes, mas destruídas por dentro;
- Em situações tantas
que, no silêncio, continuamos a lembrar...
Assim como falou a Jacó,
Deus fala a nós, mulheres e homens de boa vontade: “Nunca te abandonarei até
cumprir o que te prometi." (cf. Gn 28,15).
Lembremos, também, das
palavras do Profeta Isaías:
“Pode uma mulher
esquecer-se do filho de suas entranhas? Mesmo que ela se esquecesse, Eu,
contudo, não me esquecerei de ti!” Vê que eu te gravei em minhas mãos, e os
teus muros estão sempre diante de mim.” (Is 49,15-16)
Olhemos para o alto,
busquemos as coisas do alto, onde habita Deus:
- “Aspirai as coisas celestes e não às coisas
terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo,
em Deus.” (cf. Cl 3,1-11).
Urge que renovemos nossa
fé na onipotência do amor e bondade divinas que jamais nos desampara, confiando
em Sua terna e eterna presença na história de Seu Povo, na história
das mulheres marcadas pela dor, mas também marcadas pela coragem, resiliência,
que sonham e se comprometem com um novo céu e nova terra.
Tenhamos, finalmente, Maria como Mãe e Modelo dos que jamais recuam na
promoção e defesa da dignidade e da vida, no sentido mais amplo e belo que se
possa pensar. Amém.
“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...”
Se... Se te faltares a força.
Se...
Se te faltares a força.
Se te roubarem a poesia.
Se te sequestrarem a utopia.
Se perderes a alegria de amar e servir.
Se teu coração deu lugar à idolatria.
Se perderes a força e o vigor da profecia.
Se te rasgarem a fantasia.
Se te escravizarem com a mentira.
Se não vislumbrares horizonte.
Se nada esperares do amanhã.
Se macularem a pureza da alma.
Se não apoiarem teus projetos.
Se não mais crês e nem vives o perdão.
Se vires tua vida como uma tela cinza.
Se te sentires sozinho como numa ilha.
Se sentires a fé enfraquecer.
Se quiserem amarelar tua esperança.
Se os desafios apagarem o crepitar da chama da caridade.
Se não mais nas pessoas acreditares.
Se nem em ti mais acreditares.
Se a morte levar quem tu tanto amas.
Se te sentires inquieto e sem paz.
Se te sentires para o essencial, incapaz.
Se não suportares o peso de tua cruz.
Tens que te reinventar e refazer.
Tens que aprender a recomeçar.
Tens que em Deus confiar.
Tens que buscar n’Aquele que nos renova,
Por sua Vida, Paixão, Morte e Ressurreição,
A graça, sabedoria, luz e forças necessárias.
Tens que retomar o combate da fé,
No carregar da cruz cotidiana, força reencontrarás,
Do Pão da Palavra e da Eucaristia te revigorarás.
Tens que o mar da vida, com coragem, atravessar.
E assim haverá de ser, com Ele e nada sem Ele, Jesus.
Ventos, tempestades não te submergirão.
Do outro lado do aparentemente impossível,
Seja no tempo presente ou na eternidade,
Com os que não se entregam, te encontrarás. Amém.
As mulheres e as virtudes cardeais
Nossa glória está tão somente no Senhor
Nossa glória está tão somente no Senhor
Sejamos enriquecidos por uma das homilias de São Basílio Magno, bispo (séc. IV):
“Não se glorie o sábio de seu saber, não se glorie o forte de sua força, nem o rico de suas riquezas (Jr 9,22).
Qual é então o verdadeiro motivo de glória e em que consiste a grandeza do homem? Quem se gloria – diz a Escritura – glorie-se nisto: em conhecer e compreender que eu sou do Senhor (Jr 9,23).
A nobreza do homem, a sua glória e a sua dignidade consistem em saber onde está a verdadeira grandeza, aderir a ela e buscar a glória que procede do Senhor da glória. Diz efetivamente o Apóstolo: Quem se gloria, glorie-se no Senhor. Estas palavras encontram-se na seguinte passagem: Cristo Se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e libertação, para que, como está escrito, ‘quem se gloria, glorie-se no Senhor’ (1Cor 1,31).
Por conseguinte, é perfeito e legítimo nos gloriarmos no Senhor quando, longe de orgulhar-nos de nossa própria justiça, reconhecemos que estamos realmente destituídos dela e só pela fé em Cristo somos justificados.
É nisto que Paulo se gloria: desprezando sua própria justiça, busca apenas a que vem por meio de Cristo, ou seja, a que se obtém pela fé e procede de Deus; para assim conhecer a Cristo, o poder de Sua ressurreição e a participação em Seus sofrimentos, configurando-se à Sua morte, na esperança de alcançar a ressurreição dos mortos.
Aqui desaparece todo e qualquer orgulho. Nada te resta para que te possas gloriar, ó homem, pois tua única glória e esperança está em fazeres morrer tudo que é teu e procurares a vida futura em Cristo. E como possuímos as primícias desta vida, já a iniciamos desde agora, uma vez que vivemos inteiramente na graça e no dom de Deus.
É certamente Deus quem realiza em nós tanto o querer como o fazer, conforme o Seu desígnio benevolente (Fl 2,13). E é ainda Deus que pelo Seu Espírito nos revela a sabedoria que, de antemão, destinou para nossa glória.
Deus nos concede força e resistência em nossos trabalhos. Tenho trabalhado mais do que os outros – diz também Paulo – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo (1Cor 15,10).
Deus nos livra dos perigos para além de toda esperança humana. Experimentamos, em nós mesmos, – diz ainda o Apóstolo – a angústia de estarmos condenados à morte. Assim, aprendemos a não confiar em nós mesmos, mas a confiar somente em Deus que ressuscita os mortos. Ele nos livrou, e continuará a livrar-nos, de um tão grande perigo de morte. N’Ele temos firme esperança de que nos livrará ainda, em outras ocasiões (2Cor 1,9-10).”
Quaresma, tempo favorável de conversão, reorientação de nossos passos, revisão de pensamentos e condutas, bem como superação de pecaminosas omissões.
Um sinal de conversão é tomar consciência de que nossa glória é verdadeira quando nos gloriamos no Senhor.
Não é pela sabedoria, poder ou riqueza que devemos nos gloriar, mas na força e poder que nos vêm do Senhor.
Nossa sabedoria é importante, mas em sintonia e aberta à Sabedoria divina, para que melhor correspondamos aos desígnios divinos, e caminhemos juntos ao encontro da felicidade tão desejada.
Sabedoria humana e divina não se contrapõem; fundamental que sabedoria humana seja sempre iluminada e conduzira pela Sabedoria divina, em abertura ao Santo Espírito que nos assiste e nos conduz.
Experimentar a força da onipotência divina em nossa fragilidade, pois nosso poder deve ser sempre expressão de doação e serviço, não despotismo ou tirania, como o Senhor nos ensinou ao lavar os pés dos seus discípulos (cf. Jo 13,1-5).
Todo poder é criador, quando movido pelo mandamento do amor que o Senhor nos confiou: poder sem amor é domínio e destrói a beleza da vida.
Riqueza possuída não é garantia de felicidade plena alcançada, pois tão somente o Senhor pode nos conceder a verdadeira alegria.
Apegos materiais demasiados, como deuses, nos cegam e nos levam aos abismos de possíveis desumanidades e cegueira diante dos clamores dos empobrecidos, dos “Lázaros” que suplicam migalhas de nossas mesas, como nos fala o Evangelho (Lc 16,19-31).
Gloriemo-nos tão somente no Senhor, para que a sabedoria, poder e riqueza estejam a serviço da fraternidade, comunhão e vida plena para todos. Amém.
PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 16,1-8)
Sem conversão não haverá Alegria Pascal
Sem conversão não haverá Alegria Pascal
“Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15)
Conversão sim, perversão aos desígnios divinos, jamais!
Dureza de cerviz, “cabeça dura”, também jamais.
Coração contrito, arrependido, humilhado, Deus não despreza,
Somente Deus pode mudar nosso coração
de pedra em coração de carne,
E espera que reconheçamos nossa condição pecadora.
Perdão peçamos e concedamos:
Relações mais humanas e fraternas estabeleçamos,
na família e em qualquer lugar.
Somente Deus, com Seu poder, é capaz de dobrar
o que aparentemente é rígido;
aquilo que para as forças humanas é impossível de ser dobrado:
Para vencermos a prepotência dos fortes, a arrogância dos sábios,
abertos à sabedoria maior: o Saber Divino,
tendo do Senhor os mesmos sentimentos;
em nossa fraqueza, Sua Divina força testemunharmos.
Somente Deus, com Sua bondade e ternura,
pode aquecer o que é gélido,
Fazendo crepitar em nosso coração a chama do Seu Amor;
Encorajando-nos para sermos; instrumentos em Suas mãos.
Subindo e descendo do Monte Tabor,
Atentos à voz do Verbo, o Filho Amado,
Sua Palavra, na planície do cotidiano, vivermos.
Que a Palavra Divina, neste tempo forte de reconciliação,
nos inquiete e nos desinstale de possíveis e indesejáveis apatias,
que fragilizam nossos compromissos;
de preguiças paralisantes,
de ilusões que nos deixem entorpecidos,
de desejos manchados, que nos afastam da vontade divina a nosso respeito, de reconhecimento sem que o mereçamos.
Experimentemos a dor da contrição.
Deixemos que Deus toque o nosso coração;
Que provoque em nós um despertar,
Para que nos abramos ao Seu Amor, tão sublime e incomparável.
É Quaresma, tempo favorável de conversão e salvação.
Tempo favorável de jejum, partilha e oração.
Tempo de sermos mais fraternos, mais a Cristo configurados.
Com os compromissos batismais renovados na Eucaristia.
Amém.
Em poucas palavras...
Ser cristão
“«No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...)
Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um ‘mandamento’, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro»” (1)
(1) Papa Bento XVI – em Deus Caritas Est, n.1







