“Nascentes, lençóis de água e pântanos”
“Em nosso
percurso existencial encontramos, muitas vezes, pessoas que são
verdadeiras nascentes. São límpidas e transparentes,
inspiradoras e mobilizadora, habitualmente delicadas. Estar na presença delas é
saciar nossa sede, saímos renovados. São pessoas-fonte que despertam em nós o
desejo de acessar nosso manancial interior de desejos, criatividade e busca… É
ali, na fonte interior, que a vida se renova.
Outras
vezes nos encontramos com pessoas que são verdadeiros lençóis de
água. Subterrâneas, circulam debaixo da terra, discretas,
silenciosas, mas surpreendentemente criativas. Trabalham no silêncio e fazem
mover a engrenagem do mundo com seus gestos escondidos, simples, mas eficazes;
suas presenças fazem a diferença. Sem elas não seria possível a vida.
É certo
que também há as pessoas pântano, pessoas charco, pessoas “águas
paradas” ou águas poluídas, pessoas “enxurrada” que tudo destroem. Claramente,
nem todas as águas são boas!” (1)
(1)
Comentário sobre a passagem
do Evangelho de João (Jo 4,5-42) – Adroaldo Palaoro, SJ


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