quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Memórias missionárias

                                                 


Uma página Missionária

 “O Deus da esperança, que nos cumula de toda 
alegria e paz em nossa fé, pela ação do
Espírito Santo, esteja convosco!" (Rm 15,13)
Era o mês de julho de 2002, e eu estava em Missão na Diocese de Ji-Paraná – RO (2000-2002).

Acabávamos de realizar a segunda rodada de visitas às Comunidades, que começamos em abril. Excepcionalmente, procuramos fazê-las aos sábados e domingos, pois era o tempo da colheita do café, e o povo das Comunidades ficava muito sobrecarregado.

Tivemos, em maio, uma Semana de reciclagem teológica para Padres e Irmãs, e, no começo de junho, o Encontro dos Presbíteros de nosso Regional Noroeste na Diocese de Ji-Paraná.

Foi uma experiência muito rica ao longo do Encontro. Diversos presbíteros, diversas realidades. Procuramos neste encontro um rosto, uma identidade para o presbítero nesta desafiadora realidade amazônica, como ainda o é.

No final de junho, ajudei o Pe. Afonso, Pároco da Paróquia de São João Batista, em Presidente Médici-RO, nas visitas às Comunidades simples e acolhedoras, sedentas de Deus, pois devido à falta de Sacerdotes, ficavam meses sem a Celebração Eucarística.

Em julho, recebemos a Visita Pastoral do Bispo D. Antônio Possamai (in memoriam), aos setores de nossas Comunidades (eram 10), e em cada um ficava o dia todo, conversando com pais, mães, juventude e crianças.

Ao final do dia, presidia a Celebração Eucarística, num clima de muita fé e alegria e esperança, pois o Povo estava muito abatido pela situação econômica que pesava sobre seus ombros. Sua presença renovava e estimulava as forças das lideranças das comunidades.

No dia 09 de julho, presidiu a Celebração Eucarística na Cidade, conferindo o Ministério do Batismo, da Eucaristia, da Visitação e do Matrimônio (testemunhas qualificadas) para aproximadamente 80 Ministros (as), que tiveram, anteriormente, um retiro num final de semana, com dias memoráveis de profunda espiritualidade:

Tudo isto num cenário político e econômico desafiador, pois estávamos preocupados com algumas questões que nos tocavam profundamente. Dentre elas, a gravíssima realidade da água no planeta, “o ouro azul do milênio”, as eleições, o fortalecimento dos Conselhos Municipais, o Mutirão Nacional contra a fome e a miséria etc.

No final de julho, participei de passeio Ecológico dos Padres da Diocese, em plena floresta amazônica.  Memorável pelos desafios, sobretudo para mim que vinha de uma realidade essencialmente urbana.

Em agosto e setembro, faríamos a terceira rodada de visita as Comunidades, indo pela manhã e voltando bem à noite, cansados, mas felizes pela missão realizada, revigorados pelo carinho e acolhida das comunidades.

Pela manhã, daríamos a formação para os Agentes, e à tarde, celebraríamos a Eucaristia com todo o Povo da Comunidade. Este jeito de visitar seria uma novidade. Ir ao encontro do Povo, procurar ser maior presença, dentro de nossos limites econômicos e recursos humanos.

Ainda sobrou um tempinho para a Copa do Mundo 2002, em julho! Ganhamos o penta! E torcíamos também para que o Brasil encontrasse caminhos para superação da fome e da miséria a que eram condenados mais de 53 milhões de brasileiros (as). Deste modo, venceríamos outros campeonatos que nos desafiam...

Caminhava para o final do terceiro ano em Missão. E 2003? Ainda não sabia. Os Bispos de lá me pediram para trabalhar no Seminário, na Formação, mas a Diocese de Guarulhos precisava que eu voltasse.

Em conversa com D. Luiz (in memoriam), o mesmo deixou a decisão em minhas mãos. Continuar em Rondônia seria minha livre e espontânea decisão, desligar-me de Guarulhos e incardinar naquela Diocese.

Por fim, depois de muita oração para discernimento, retornaria a Guarulhos, no final de dezembro de 2002.

Rezando com os Salmos - Sl 66 (67)

 

 


Bênção divina para todos os povos
 
“–1 Ao maestro do coro. Com instrumentos de corda.
Salmo. Cântico.
 
–2 Que Deus nos dê a Sua graça e Sua bênção,
e Sua face resplandeça sobre nós!
–3  Que na terra se conheça o Seu caminho
e a Sua salvação por entre os povos.
 
–4 Que as nações Vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações Vos glorifiquem!
 
–5 Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
– os povos governais com retidão,
e guiais, em toda a terra, as nações.
 
–6 Que as nações Vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações Vos glorifiquem!
 
–7 A terra produziu Sua colheita:
o Senhor e nosso Deus nos abençoa.
–8 Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,
e O respeitem os confins de toda a terra!”
 
  O Salmo 66(67) é uma ação de graças, em que todos os povos celebram a ação de Deus em seu favor:
 
“ O salmista deseja ao povo escolhido uma manifestação tão grande do favor divino, que todas as outras nações reconheçam que só no Deus de Israel está a salvação universal.” (1)
 
    De fato, a salvação se destina a todos os povos:
 
“ Ficai, pois, sabendo: esta Salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles escutarão.” (At 28,28).
 
   Roguemos a Deus que derrame sobre nós, peregrinos de esperança, Suas indispensáveis graças e bênçãos, a fim de que firmemos nossos passos, caminhando juntos a serviço do Reino. Amém.
 
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB – p.780

“Igreja missionária, testemunha de misericórdia”

“Igreja missionária, testemunha de misericórdia”

Sempre enriquecedor voltarmos à mensagem do Papa Francisco para Dia Mundial das Missões (2016), com o tema: “Igreja missionária, testemunha de misericórdia”.

Nela, o Papa retomou alguns parágrafos da Bula “Misericordiae Vultus”, em que nos convida a olhar a missão “ad gentes” como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material, e para tanto precisamos “sair”, como discípulos missionários, colocando em comum talentos, criatividade, sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira.

A missão é a concretização do mandato do Evangelho – «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20). Esta nunca se dá por terminada, pois a Igreja vive em estado permanente de missão, e somos impelidos a ser presença nos mais diversos cenários, com seus inúmeros desafios, numa renovada “saída” missionária: “...sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Exortação Apostólica Evangelii gaudium n. 20).

É missão da Igreja anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, a todos e em todos os cantos da terra, pois esta  gera íntima alegria no coração do Pai, sempre que encontra cada criatura humana, de modo especial os descartados, os oprimidos, pois Deus comove-se e estremece de compaixão (cf. Os 11, 8), e é misericordioso para com todos, Sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sl 144, 8-9).

Citando o Papa São João Paulo II, exortou-nos a viver a misericórdia, que encontra a sua manifestação mais alta e perfeita no Verbo encarnado, porque Jesus Cristo, com Sua Palavra e Vida, revela o rosto do Pai, rico em misericórdia.

Para tanto o discípulo missionário tem que aceitar e seguir Jesus por meio do Evangelho e dos Sacramentos, com a ação do Espírito Santo, para que seja misericordioso como o Pai celestial, aprendendo a amar como Ele nos ama e fazendo da própria vida um dom gratuito, um sinal da Sua bondade.

Ressaltou o protagonismo feminino ao lado da presença masculina, no mundo missionário, no anúncio do Evangelho e no serviço sociocaritativo. Ser discípulo missionário é ser um vinhateiro misericordioso do Evangelho (cf. Lc 13, 7-9; Jo 15, 1), com paciência, dedicação e esforço, levar a Palavra de Deus aos lugares mais desafiadores, pois cada povo e cultura têm direito de receber a mensagem de salvação, que é dom de Deus para todos, sobretudo se considerarmos as injustiças, guerras, crises humanitárias que aguardam por uma solução, acentua o Papa.

Para que tenhamos uma “Igreja missionária, testemunha de misericórdia”, nossa Diocese (paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos) precisa estar devidamente motivada e conscientizada da Coleta Missionária, a ser realizada no penúltimo domingo do mês de outubro.

Este gesto expressa a comunhão eclesial missionária, uma Igreja que não se fecha em suas preocupações particulares, mas tem horizontes alargados.

Finalizou a mensagem fazendo-nos voltar para Santa Maria, ícone sublime da humanidade redimida, modelo missionário para a Igreja, pedindo a ela que nos ensine a gerar e guardar a presença viva e misteriosa do Senhor Ressuscitado, que renova e enche de jubilosa misericórdia as relações entre as pessoas, as culturas e os povos.

Memórias Missionárias...

Água: ouro azul do milênio

Retomo parte de um artigo que escrevi, quando em missão na Diocese de Ji-Paraná (RO) para o Jornal da Diocese de Guarulhos, que tinha como título “Água: ouro azul do novo Milênio”, que acenava para a necessária reflexão do tema ecológico de fundamental importância para a nossa sobrevivência: a questão da água.

Na ocasião, aconteceu a 1ª Caravana das águas na Amazônia (19 a 22 de maio de 2002), um Evento promovido por vários organismos que lutam em defesa da vida dos menos favorecidos e do meio ambiente.

O objetivo era chamar a atenção de toda a sociedade para os projetos de desenvolvimento que o Governo brasileiro, atendendo ao pedido dos americanos e seu grupo, vinha implantando naquela região.

Estes projetos condenavam à morte a vida da região, não somente das espécies, fauna e flora, como também a vida dos povos que sobrevivem na Amazônia.

Também tinha como objetivo denunciar a depredação das florestas, da sua biodiversidade, a poluição dos rios feita pelas grandes empresas, em sua maioria, multinacionais instaladas naquela região, que visavam apenas o lucro fácil, sem se importarem com a vida dos que nela estão.

Estava na pauta do dia a configuração da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que tem como objetivo principal a internacionalização da Amazônia, com a perda da soberania brasileira sobre a região amazônica, colocando-a a mercê de um pequeno grupo, que visa tão apenas o lucro obtido com as riquezas naturais.

Vários são os motivos do interesse internacional pela Amazônia. Segundo a ONU, até 2025 cerca de um terço da humanidade terá difícil acesso à água potável.

Em alguns países a água já e mais cara que o petróleo. Dois terços do planeta é agua; desses dois terços 97% é água salgada (mar/oceano) e apenas 35% de toda água do planeta é doce, servindo para consumo, e destes, 3%, grande parte é gelo (2,4%).

O Brasil tem 8% de toda a água potável do planeta, sendo que 80% está localizada na Amazônia. Pode-se afirmar que a água será em breve o bem mais precioso da terra, por isto é chamada de “Gold Blue”, ouro azul.

Só que não é a água apenas que desperta a cobiça dos americanos. A Amazônia tem a maior e mais rica biodiversidade da terra. Segundo alguns especialistas, a riqueza da Amazônia ultrapassa a casa dos 4 trilhões de dólares.

A causa da romaria era e continua sendo a mesma: que a Amazônia seja patrimônio da humanidade sim, mas que acima disto, seja um patrimônio público, sob a soberania e gerenciamento do Estado.

Sendo um bem garantido a todos, principalmente para os povos que nela vivem, não expondo a Amazônia a lei do mercado e dos interesses de grupos capitalistas que pensam somente no lucro, exploração e destruição da mesma.

O desenvolvimento da Amazônia deve ser pensado a partir dos povos que nela vivem, fora disto é impossível desenvolvê-la sem destruí-la.

Conhecer, amar e defender a Amazônia, para que, no futuro, quando for perguntado “Onde estão os arvoredos? Responderemos: Desapareceram. Nos perguntarão: Onde estão os pássaros? Responderemos: Desapareceram também. Será o final da vida ou o início de nossa sobrevivência”.

A reflexão sobre a questão da água é um tema mais do que urgente, ao lado de outras questões não menos importantes como a biodiversidade, a preservação da Amazônia, bem como de seus povos, sobretudo dos povos ribeirinhos (que vivem nos rios e suas margens) e os povos indígenas, legítimos donos destas terras e suas riquezas.

Amar e cuidar da natureza é amar, cuidar e preservar o futuro da humanidade, o futuro de nós mesmos.

Como vemos, a questão da água é gravíssima, e por isto também a Igreja do Brasil, pouco mais tarde (2004) fez a inesquecível Campanha da Fraternidade sobre a água, com o tema: Fraternidade e Água; e o lema: “Água, fonte de Vida”.

Vemos quão grave é a questão da crise hídrica, que vem nos desafiando há décadas e séculos, e não podemos ficar à margem desta questão, indiferentes e omissos. Grande é o desafio para que todos tenhamos direito a este bem indispensável e vital: água, o ouro azul do milênio.


PS: Publicado no jornal Folha Diocesana – Guarulhos – Ed. nº75. (2002)

Memórias Missionárias...

 
O Sepulcro vazio é o ponto de partida para nossa missão!

Hoje, finalmente parei para retomar minhas correspondências: respondê-las com mesmo carinho de sempre.

Por tanto a fazer, acabamos deixando as cartas para um momento oportuno, e quando vemos, o tempo passou, mas não o carinho por quem nos escrevemos... Aceite meu pedido de desculpas, por favor...

Este ano está passando mais rápido do que eu previa: Coordenação Diocesana de Pastoral, Coordenação do Conselho de Presbíteros da Diocese,;  10.º Encontro Nacional dos Presbíteros, em fevereiro, artigos para o Jornal da Diocese, visita de amigos e amigas em férias, Quaresma, confissões quaresmais, Semana Santa, as necessárias leituras de alguns bons livros, sem o que acabamos desatualizados,e finalmente, um pouco de descanso necessário.

Confesso que, apesar da correria, sinto que estou num momento maravilhoso do meu ministério. Acabei de celebrar o 16º aniversário de Ordenação Presbiteral.

Quanto à Paróquia, vai muito bem, para além de todos os desafios. Todos Agentes estão muito empenhados e animados.

Foi ótima a Semana Santa. Grandes são os desafios: dois terrenos para comprar; cinco Igrejas para construir; ampliações e reformas que se fazem necessárias. Muito para fazer e pouco para gastar. Mas já me acostumei com isto, e aos poucos, vamos fazendo o que está ao nosso alcance.

A realidade econômica nacional em que vivemos é desafiadora; sentimos na pele junto ao povo de nossa periferia, com quem trabalhamos...

Minha saúde, bem como minha família e amigos estão bem, e em tempo, desejo a você, e à sua família, votos de feliz Páscoa, dedicando as palavras que dirigi ao povo na homilia do Domingo de Páscoa: Saudações em Cristo Ressuscitado, princípio e fim de nossas vidas; Ele que faz novas todas as coisas. Continuemos buscando as coisas do alto onde está Cristo, à direita de Deus todo Poderoso!


PS: Carta escrita aos amigos/as da Diocese de Ji-Paraná - RO, na Páscoa de 2004, quando Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso – Diocese de Guarulhos - SP.

Memórias Missionárias...

Não realizamos a missão sozinhos

Estava concluindo o primeiro semestre do primeiro ano da missão na Diocese de Ji-Paraná-RO (2000), e escrevi uma carta ao Bispo da Diocese de Guarulhos e a todo o Presbitério.

Quase não tinha tempo para descansar, de modo que também estava um pouco atrasado nas muitas correspondências dos amigos e amigas da Paróquia em que trabalhara como Pároco na Diocese de Guarulhos.

Cada carta recebida comunica uma alegria muito grande, pois expressa grande carinho, saudade, confiança e amizade...

Partilhei as atividades das últimas intensas semanas, como sempre, cheia de novidades, experiências novas...

Em meados de maio, fizemos, durante todo o dia, encontros de formação, nos nove setores, para os catequistas, com o tema: “Jesus Cristo”.

Pela manhã, reflexão em grupos, dinâmicas com os catequistas (não muitos mas com qualidade).

Partilhávamos o almoço comunitário; logo após, à tarde, fazíamos uma reflexão a partir de um texto:  “A vida cristã deve ser um reflexo permanente da Vida de Jesus Cristo”, e que batizamos de “Dinâmica do Espelho” – onde devemos nos olhar todos os dias –, e em seguida um momento de “deserto”.

Finalizávamos com uma Oração e a dinâmica das sete velas: sete catequistas eram convidados a fazer uma oração/avaliação do encontro, acendendo-as no Círio Pascal, colocado no centro, sobre um tapete muito bonito, com uma estampa de Jesus, flores. A cada vela acesa, ouvíamos belas partilhas que saiam do coração e dos lábios dos catequistas...

Também ao final de maio, começamos a segunda visita do ano: duas Comunidades por dia.

Fazíamos o Conselho com a Comunidade, onde refletimos que cada Agente da Comunidade é sujeito da Evangelização, protagonista, e para tanto precisam cultivar a Espiritualidade, alimentando-se da Palavra de Deus, do Pão da Eucaristia e do compromisso com os pobres.

Em seguida, as Irmãs, com quem  formava a Equipe Paroquial, faziam a reflexão com os temas:  “A Nova Sociedade”, o “Plebiscito sobre a Dívida Externa e Eleições Municipais”, precedida por uma dramatização feita pela Comunidade sobre estes temas à luz do Evangelho de São Lucas (Lc 1,46-56) Magnificat – (algumas bastante críticas/politizadas)

Finalizávamos com a Santa Missa, sempre muito bem participada, calorosa em dois sentidos (calor humano e da temperatura), e como sempre entre uma visita e outra, um almoço delicioso no sítio.

Fizemos, em junho, o Tríduo do Sagrado Coração de Jesus. Celebramos a Missa em três locais diferentes, reunindo os grupos de reflexão.

A cada noite  um  tema diferente. Na primeira, foi o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria e o nosso coração; na segunda, o Sagrado Coração de Jesus e o Migrante. Na Homilia, disse: “...todos somos migrantes para o Sagrado Coração de Jesus: chão fértil de amor, carinho, misericórdia, perdão, sinceridade, querer ver o bem do outro...” Convidei a todos para migrarem sempre para o Sagrado Coração de Jesus.

A cada noite, uma festa: partilha final, salgadinhos, doces, pipocas e criançada bonita e alegre.

Na terceira noite, foi o Sagrado Coração de Jesus e os doentes. Falei durante a Missa que doente não é só aquele que está na cama, mas todo aquele que se fecha ao Sagrado Coração de Jesus e ao Seu Projeto de Vida, de Amor, de Solidariedade e de Paz – ungimos os enfermos com óleo perfumado com a essência de camomila.

Finalizamos com uma belíssima Missa, no Sábado à noite, reunindo todos os grupos, toda a Comunidade, exultantes de alegria.

Levávamos a Imagem do Sagrado Coração de Jesus, que o Apostolado da Oração da Paróquia de Santo Alberto Magno havia enviado.

No dia 11/6 – Festa de Pentecostes, participamos da Segunda Romaria das Comunidades da Diocese - Ji-Paraná, com o Tema: “Celebrar nossa história, partilhar nossos sonhos, assumir os compromissos”, da qual foi o motivador (animador) em sua realização, percorrendo pelas ruas da cidade.

Nossa Paróquia participou levando sete ônibus, e voltamos fortalecidos para a caminhada de fé e compromisso com a vida dos pobres, no seguimento de Jesus.     

Manifestei o desejo de partilhar, um pouco mais, cada momento vivido intensamente no tempo da missão, porque sabia que todos da Diocese estavam comigo na comunhão e na oração, pois não há Missionário solitário.

A cada dia que passava, aumentava a saudade de todos da Diocese, mas era preciso continuar a missão, com seus desafios: poeira, atoleiros, cansaços e a novidade que nos desinstala.

Oração do mês missionário 2024

                                              


Oração do mês missionário 2024

Senhor Deus,
Pai de todos os seres humanos,
faze com que nós cristãos,
ungidos com a força do Espírito Santo,
cooperemos com a tua missão
até os confins do mundo,
testemunhando Jesus
e anunciando o Evangelho do Reino
com urgência, respeito e gentileza.

Abre nossos ouvidos
para acolher o teu mandato: “Ide”!
Abre nossa boca para convidar a todos
para o banquete do teu Filho!
Abre nossos olhos para reconhecer
todas as situações de indiferença,
injustiça e rejeição presentes no mundo!

Ajuda-nos a ser Igreja sinodal em missão,
peregrinos da esperança, construindo pontes
de fraternidade e solidariedade entre os povos.
Maria, Estrela da Evangelização, rogai por nós.
Amém!

 

PS: Pontifícias Obras Missionárias / CNBB

 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG