quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Síntese da mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões - 2021

 


Síntese da mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco para o
Dia Mundial das Missões - 2021 

A mensagem tem como motivação bíblica a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos – “Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos” (At 4, 20), tendo como contexto uma situação de pandemia que “...evidenciou e aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as fragmentações e polarizações que nos dilaceram silenciosamente. Os mais frágeis e vulneráveis sentiram ainda mais a sua vulnerabilidade e fragilidade. Experimentamos o desânimo, a decepção, o cansaço; e até a amargura conformista, que tira a esperança, se apoderou do nosso olhar”. 

A situação da pandemia evidenciou e aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as fragmentações e polarizações que nos dilaceram silenciosamente.

A experiência dos apóstolos do encontro com o Messias tornou-se fundamental para o ardor na missão:  - “O amor está sempre em movimento e põe-nos em movimento, para partilhar o anúncio mais belo e promissor: «Encontramos o Messias» (Jo 1, 41).

O Papa dirige um convite a cada um de nós: cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração, pois esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: «ela existe para evangelizar» (São Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14).

É preciso viver a missão num contexto marcado pelas alegrias, sofrimentos, anseios e angústia, com a necessidade de redenção, em atenção à Palavra de Jesus Cristo - “«Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (cf. Mt 22, 9), vivendo um amor de compaixão em que ninguém se sinta estranho ou afastado.

Assim como os apóstolos e os primeiros cristãos, também nós «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20) – “Como os apóstolos que viram, ouviram e tocaram a Salvação de Jesus (cf. 1 Jo 1, 1-4), também nós, hoje, podemos tocar a carne sofredora e gloriosa de Cristo na história de cada dia e encontrar coragem para partilhar com todos um destino de esperança, esse traço indubitável que provém de saber que estamos acompanhados pelo Senhor.  Como cristãos, não podemos reservar o Senhor para nós mesmos...”

Vivemos tempos novos, que suscitam uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres, que aprendem a se ocupar da fragilidade própria e dos outros.

O ardor missionário dos discípulos consiste num colocar-se “em estado de missão”, como reflexo da gratidão, fazendo florir o milagre da gratuidade, do dom de si mesmo.

Urge que aprendamos com os primeiros discípulos que transformaram cada incômodo, contrariedade e dificuldade em oportunidade para a missão – “Possuímos o testemunho vivo de tudo isto nos Atos dos Apóstolos, livro que os discípulos missionários sempre têm à mão. É o livro que mostra como o perfume do Evangelho se difundiu à passagem deles, suscitando aquela alegria que só o Espírito nos pode dar. O livro dos Atos dos Apóstolos ensina-nos a viver as provações unindo-nos a Cristo, para maturar a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos», e a certeza de que «a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda (cf. Jo 15, 5)» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 279).

Somos chamados, cientes que “não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos Vossos servos por amor de Jesus” (2 Cor 4, 5).

O contexto que vivemos tem a urgente necessidade de missionários de esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho.

O Papa nos convida a recordar com gratidão todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de sermos apóstolos generosos e jubilosos do Evangelho.

Lembrar especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção.

Supliquemos ao Senhor que mande trabalhadores para a Sua messe (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora.

O Papa fala da necessidade de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão, cada qual a seu modo, nas periferias que estão perto de nós, no centro duma cidade ou na própria família, com a abertura universal do amor que não é geográfico, mas existencial.

Conclui nos convidando a viver a missão como o “...aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários”, contando com Maria, a primeira discípula missionária, a fim de que faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14).


Se desejar, leia a mensagem na integra:

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/missions/documents/papa-francesco_20210106_giornata-missionaria2021.html


Síntese da mensagem do Papa Francisco para a XXXVI Jornada Mundial da Juventude - 2021

 


Síntese da mensagem do Papa Francisco para a
XXXVI Jornada Mundial da Juventude - 2021 

A Jornada Mundial da Juventude de 2023 acontecerá em Lisboa, e neste ano, acontecerá em nível local, nas Igrejas Particulares, nas várias dioceses e paróquias, na Solenidade de Cristo Rei (21 de novembro de 2021).

O Papa nos apresenta a mensagem deste ano com o lema - “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26, 16).

Ele leva em consideração o contexto histórico que vivemos, marcado pela pandemia, momento duríssimo para todos, inclusive à juventude. Dentre tantas dificuldades, o surgimento de conflitos familiares, bem como desemprego, depressão, solidão e vícios; estresse acumulado, das tensões e explosões de raiva, do aumento da violência.

Mas também teve o outro lado – o emergir das virtudes, sobretudo a solidariedade – “Em toda a parte, vimos tantas pessoas, incluindo muitos jovens, a lutar pela vida, semear esperança, defender a liberdade e a justiça, ser artífices de paz e construtores de pontes”.

O Papa acentua a grande potencialidade que possuem, afirmando – “Quando cai um jovem, de certo modo cai a humanidade. Mas também é verdade que, quando um jovem se levanta, é como se o mundo inteiro se levanta”.

Ressalta a necessidade que o mundo tem da força da juventude, entusiasmo e paixão que não podem ser dispersadas, e apresenta a mensagem em vários parágrafos, a partir do trecho mencionado, que a inspirou, tomando o exemplo de Paulo, como testemunha diante do rei Agripa do Cristo Ressuscitado, que o fez passar de perseguidor a perseguido por causa da sua fé.

Paulo, o Apóstolo dos gentios, em muito pode contribuir para que os jovens se levantem e do Senhor sejam testemunhas, ainda que vivam situações difíceis, desafiadoras.

«Levanta-te e testemunha!», são palavras do Papa a toda a juventude, exortando os jovens a viverem a missão como testemunhas do Senhor, que exige dedicação e faz mudar a vida de quem o segue, de modo que, o convite de Cristo a Paulo é dirigido a cada jovem – “Levanta-te! Não podes ficar por terra a «lamentar-te com pena de ti mesmo»; há uma missão que te espera! Também tu podes ser testemunha das obras que Jesus começou a realizar em ti”.

As palavras do Papa Francisco aos jovens, merecem toda a acolhida e reflexão em nossos grupos: sobretudo com vistas a bem celebrar o Dia Mundial da Juventude:

“– Levanta-te e testemunha a tua experiência de cego que encontrou a luz, viu o bem e a beleza de Deus em si mesmo, nos outros e na comunhão da Igreja que vence toda a solidão.

– Levanta-te e testemunha o amor e o respeito que se podem estabelecer nas relações humanas, na vida familiar, no diálogo entre pais e filhos, entre jovens e idosos.

– Levanta-te e defende a justiça social, a verdade e a retidão, os direitos humanos, os perseguidos, os pobres e vulneráveis, aqueles que não têm voz na sociedade, os imigrantes.

– Levanta-te e testemunha o novo olhar que te faz ver a criação com olhos cheios de maravilha, te faz reconhecer a Terra como a nossa casa comum e te dá a coragem de defender a ecologia integral.

– Levanta-te e testemunha que as existências fracassadas podem ser reconstruídas, as pessoas já mortas no espírito podem ressuscitar, as pessoas escravizadas podem voltar a ser livres, os corações oprimidos pela tristeza podem reencontrar a esperança.

– Levanta-te e testemunha com alegria que Cristo vive! Espalha a sua mensagem de amor e salvação entre os teus coetâneos, na escola, na universidade, no trabalho, no mundo digital, por todo o lado...

...Levantai-vos e celebrai a JMJ nas Igrejas Particulares!”

Finaliza a mensagem a reafirmando a confiança que o Senhor, a Igreja, o Papa têm na juventude, e em quantos forem encontrados pelos «caminhos de Damasco» do nosso tempo – “Não vos esqueçais: «Se uma pessoa experimentou verdadeiramente o amor de Deus que o salva, não precisa de muito tempo de preparação para sair a anunciá-Lo, não pode esperar que lhe deem muitas lições ou longas instruções. Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 120)”.

Urge que vivamos cada etapa da Jornada Mundial como verdadeiros peregrinos e não como “turistas da fé”!

Convida a todos para que nos abramos às surpresas de Deus, que quer fazer resplandecer a Sua luz sobre o nosso caminho, assim como a abertura à escuta da Sua voz, inclusive através dos nossos irmãos e irmãs.

Assim, podemos nos ajudar a nos levantarmos neste difícil momento histórico, como profetas de tempos novos e cheios de esperança com a presença e intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria.


Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2018(Síntese)


Mensagem para o Dia Mundial das Missões 

(21 de outubro de 2018)

“Juntamente com os jovens,
levemos o Evangelho a todos”

A mensagem tem como inspiração o lema: “Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos”, dirigida aos jovens e a todos os cristãos que vivem na Igreja a aventura da existência como filhos de Deus, a fim de que realizemos a missão que Jesus nos confiou.

Esta mensagem está em perfeita comunhão com a realização do Sínodo sobre a evangelização e juventude, que está acontecendo em Roma, neste mês.

Segundo o Papa a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia, assim como afirmou o Papa São João Paulo II “A missão revigora a fé” (Carta Enc. Redemptoris missio, 2).

A vida é uma missão, portanto, cada homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra – “Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente”.

A Igreja, ao anunciar aquilo que gratuitamente recebeu (cf. Mt 10, 8; At 3, 6), pode partilhar com os jovens, o caminho e a verdade que conduzem ao sentido do viver nesta terra:  Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós, oferece-Se à nossa liberdade e desafia-a a procurar, descobrir e anunciar este sentido verdadeiro e pleno.

Exorta aos jovens para que não tenham medo de Cristo e de Sua Igreja – “para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar cada vez mais. Muitos homens e mulheres, muitos jovens entregaram-se generosamente, às vezes até ao martírio, por amor do Evangelho ao serviço dos irmãos. A partir da Cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos (cf. 1 Cor 1, 17-25) como anúncio do Evangelho para a vida do mundo (cf. Jo 3, 16)”. Isto somente é possível se inflamados pelo amor de Cristo, que consome quem arde e faz crescer, ilumina e aquece a quem se ama (cf. 2 Cor 5, 14).

É preciso transmitir a fé até aos últimos confins da terra, levar o Evangelho a todos, e nisto, os jovens têm participação muito importante, “...e esta propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8, 6). E tal expansão gera o encontro, o testemunho, o anúncio; gera a partilha na caridade com todos aqueles que, longe da fé, se mostram indiferentes e, às vezes, impugnadores e contrários à mesma”.

Ser presença evangelizadora em ambientes humanos, culturais e religiosos, ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da Igreja, constituem as periferias extremas, os “últimos confins da terra’.

Ressalta o mundo digital, as redes sociais, como campos em que os jovens podem “navegar” e evangelizar.

É preciso que os jovens testemunhem o amor em todas as realidades eclesiais em que se encontram (paróquias, associações, movimentos, comunidades religiosas, expressões de serviço missionário).

Fala da importância das Pontifícias Obras Missionárias, que nasceu de corações jovens para apoiar o anúncio do Evangelho a todos os povos, contribuindo para o crescimento humano e cultural de muitas populações sedentas de Verdade: “As orações e as ajudas materiais, que generosamente são dadas e distribuídas através das POMs, ajudam a Santa Sé a garantir que, quantos recebem ajuda para as suas necessidades, possam, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no próprio ambiente. Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é”.

Finaliza, exortando também, para que os jovens se tornem discípulos missionários, cada vez mais apaixonados por Jesus e pela Sua missão, até aos últimos confins da terra, contando com a intercessão e presença de Maria, Rainha dos Apóstolos, Santos Francisco Xavier e Teresa do Menino Jesus, Beato Paulo Manna.

Oração para o Mês Missionário – 2021

 paixão e da esperança.


Amém       Oração para o Mês Missionário – 2021
 
Tema: Jesus Cristo é missão
Lema: “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4,20)
 
Oremos:
 
“Deus Pai, Filho e Espírito Santo, comunhão de amor,
compaixão e missão. Nós Te suplicamos:
Derrama a luz da Tua esperança sobre
a humanidade que padece a solidão, a pobreza,
a injustiça, agravadas pela pandemia.
 
Concede-nos a coragem para testemunhar,
com ousadia profética e crendo
que ninguém se salva sozinho,
tudo o que vimos e ouvimos de Jesus Cristo,
missionário do Pai.
 
Maria, mãe missionária, e São José, protetor da família,
inspirem-nos a sermos missionários
da compaixão e da esperança.
Amém
.”

Oração para o Mês Missionário – 2022

 


                               Oração para o Mês Missionário – 2022
 
 
Tema: “A Igreja é missão”
Lema: “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8)
 
Oremos:
 
“Deus Pai, Filho e Espírito Santo, ajudai-nos a viver
este Ano Jubilar Missionário, a assumir e a revigorar
nossa vocação cristã de discípulos missionários,
sendo Igreja sinodal em estado permanente de missão
até os confins do mundo. Pela força do Espírito Santo
e a exemplo da bem-aventurada Pauline Jaricot,
sejamos vossas testemunhas, no anúncio, na oração,
na ajuda material e na doação da própria vida,
principalmente nos ambientes humanos, culturais,
religiosos e geográficos, ainda alheios ao Evangelho.
 
Maria, Rainha das Missões, rogai por nós!”

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O XCVIII DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2024 (síntese)

 


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O XCVIII DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2024  (síntese)

Uma síntese da mensagem para o XCVIII Dia Mundial das Missões 2024, escrita pelo Papa Francisco, que tem como lema – Ide e convidai a todos para o banquete (cf. Mt 22, 9), a partir da parábola evangélica do banquete nupcial (cf. Mt 22, 1-14).

A mensagem está em sintonia com a realização do Sínodo em sua fase final com seu lema «Comunhão, participação, missão», deverá relançar na Igreja o seu empenho prioritário, isto é, o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo.

A mensagem é apresentada a partir de 3 tópicos:

1. «Ide e convidai»: a missão como ida incansável e convite para a festa do Senhor: na parábola destacam-se três verbos: “ide”, chamai e “convidai”.

A Igreja tem como missão incansável ir rumo a toda a humanidade para o convite à comunhão com Deus – “a Igreja continuará a ultrapassar todo e qualquer limite, sair incessantemente sem se cansar nem desanimar perante dificuldades e obstáculos, a fim de cumprir fielmente a missão recebida do Senhor.”;  e esta missão é de todos nós - «hoje o drama da Igreja é que Jesus continua a bater à porta, mas da parte de dentro, para que O deixemos sair! Muitas vezes acabamos por ser uma Igreja (…) que não deixa o Senhor sair, que O retém como “propriedade sua”, quando o Senhor veio para a missão e quer que sejamos missionários» (Discurso aos participantes no Congresso promovido pelo Dicastério para os leigos, a família e a vida, 18/II/2023).

O papa agradece aos missionários e missionárias que, respondendo ao chamamento de Cristo, deixaram tudo e partiram para longe da sua pátria a fim de levar a Boa Nova aonde o povo ainda não a recebera ou só recentemente é que a conheceu.

Exorta-nos a continuarmos a rezar e a gradecer pelas novas e numerosas vocações missionárias para esta obra de evangelização até os confins da terra.

Sendo a missão de todos nós, ela deve ser realizada com magnanimidade, benevolência, que são frutos do Espírito Santo neles (cf. Gl 5, 22); sem imposição, coerção nem proselitismo; mas com proximidade, compaixão e ternura, refletindo o modo de ser e agir de Deus.

2. «Para o banquete»: a perspectiva escatológica e eucarística da missão de Cristo e da Igreja.

Realizamos a missão entre o primeiro e o segundo advento do Senhor, por isto a missão tem a dimensão escatológica, de modo que o banquete que celebramos na Eucaristia reflete o banquete escatológico - «A atividade missionária desenrola-se entre o primeiro e o segundo advento do Senhor (…). Antes de o Senhor vir, tem de ser pregado o Evangelho a todos os povos» (Decr. Ad gentes, 9).

Citando o Papa Bento XVI – “em cada celebração eucarística realiza-se sacramentalmente a unificação escatológica do povo de Deus. Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas (cf. Is 25, 6-9) e descrito no Novo Testamento como “as núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 7-9), que se hão de celebrar na comunhão dos santos» (Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritais, 31).

Adverte o papa: – “...enquanto o mundo propõe os vários «banquetes» do consumismo, do bem-estar egoísta, da acumulação, do individualismo, o Evangelho chama a todos para o banquete divino onde reinam a alegria, a partilha, a justiça, a fraternidade, na comunhão com Deus e com os outros.”

Convida-nos a todos, neste Ano dedicado à oração, como preparação para o Jubileu de 2025, para intensificar, também e sobretudo, a participação na Missa e a oração pela missão evangelizadora da Igreja – “...a oração quotidiana e de modo particular a Eucaristia fazem de nós peregrinos-missionários da esperança, a caminho da vida sem fim em Deus, do banquete nupcial preparado por Deus para todos os seus filhos.

3. «Todos»: a missão universal dos discípulos de Cristo e a Igreja toda sinodal-missionária

Cada uma das nossas missões nasce do Coração de Cristo, para deixar que Ele atraia todos a Si» e é destinada a todos.

Deus que todos homens e mulheres sejam salvos (1 Tm 2,4), portanto, nas nossas atividades missionárias, nunca nos esqueçamos que somos enviados a anunciar o Evangelho a todos, sem imposição «não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível» (Exort. Apostólica Evangelii Gaudium, 14, 14).

“A missão para todos requer o empenho de todos. Por isso é necessário continuar o caminho rumo a uma Igreja, toda ela, sinodal-missionária ao serviço do Evangelho,  De per si a sinodalidade é missionária e, :vice-versa, a missão é sempre sinodal.”, afirma o papa.

Como Igreja mais sinodal e missionária, nos motiva para que realizemos as coletas do Dia Mundial das Missões em todas as Igrejas Particulares,  destinadas inteiramente ao Fundo Universal de Solidariedade, que depois a Pontifícia Obra da Propagação da Fé distribui, em nome do Papa, para as necessidades de todas as missões da Igreja.

Conclui a mensagem convidando-nos a voltar nosso olhar a Maria, a Estrela da Evangelização, com seu júbilo e solicitude, contando com a sua intercessão materna para a missão evangelizadora dos discípulos de Cristo, a fim de que saiamos e levemos a todos o convite do Rei Salvador.

 

PS: Se desejar, leia a mensagem na íntegra:

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/missions/documents/20240125-giornata-missionaria.html


Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco para o 97º Dia Mundial das Missões de 2023 (Síntese)

 


Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco para o
97º Dia Mundial das Missões de 2023 (Síntese)
 
                    “Corações ardentes, pés ao caminho” (cf Lc 24,13-35)
 
A mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2023 tem como tema “Corações ardentes, pés ao caminho (cf. Lc 24, 13-35)”, que o Papa nos apresenta através de três aspectos que traçam o itinerário dos discípulos missionários, a fim de que se faça a revisão do zelo na evangelização do mundo de hoje:
 
1 – Corações ardentes: A Palavra de Deus ilumina e transforma o coração na missão: Jesus a Palavra viva, a única que pode fazer arder, iluminar e transformar o coração.
 
Jesus nunca se cansa de estar conosco, apesar de nossos defeitos, dúvidas, fraquezas e não obstante o pessimismo que nos reduzam a “homens sem inteligência e lentos de espírito” (Lc, 24,25). O Senhor é maior do que os nossos problemas, afirma o Papa.
 
Expressa sua proximidade com todos os missionários/as do mundo, lembrando que nem todos os dias da vida são cheios de sol, como o Senhor já nos alertara – “No mundo, tereis tribulações, mas tende confiança: Eu venci o mundo” (Jo 16,33).
 
Citando São Jerônimo – «A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (Commentarii in Isaiam, Prologus), insiste na importância do conhecimento da Escritura é importante para a vida do cristão e, mais ainda, para o anúncio de Cristo e do Seu Evangelho. Somente corações ardentes podem fazer arder o coração dos outros.
 
2. Olhos abertos: os olhos dos discípulos «se abriram e O reconheceram» ao partir o pão. Jesus na Eucaristia é ápice e fonte da missão.
 
Afirma o Papa: “A propósito, é preciso ter presente que, se o simples repartir o pão material com os famintos em nome de Cristo já é um ato cristão missionário, quanto mais o será o repartir o Pão eucarístico, que é o próprio Cristo? Trata-se da ação missionária por excelência, porque a Eucaristia é fonte e ápice da vida e missão da Igreja.”
 
Citando o Papa Bento XVI, recorda-nos: «Não podemos reservar para nós o amor que celebramos neste sacramento [da Eucaristia]: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n’Ele. Por isso, a Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua missão: uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 84).
 
Tão somente unidos a Jesus, daremos frutos (cf. Jo 15, 4-9), e esta união se realiza através da oração quotidiana, particularmente na adoração, no permanecer em silêncio diante do Senhor, que está conosco na Eucaristia.
 
É preciso cultivar amorosamente esta comunhão com Cristo, o discípulo missionário pode tornar-se um místico em ação; e deste modo, nosso coração desejará estar sempre pela companhia de Jesus, suspirando conforme o ardente pedido dos dois de Emaús, sobretudo ao entardecer: «Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29).
 
3 - Pés ao caminho e com a alegria de proclamar Cristo Ressuscitado. A eterna juventude de uma Igreja sempre em saída.
 
Depois de abrir os olhos ao reconhecerem Jesus na fração do pão, os discípulos partiram sem demora e voltaram para Jerusalém (cf. Lc 24, 33): “Não se pode encontrar verdadeiramente Jesus Ressuscitado, sem se inflamar no desejo de o contar a todos. Por isso, o primeiro e principal recurso da missão são aqueles que reconheceram Cristo ressuscitado, nas Escrituras e na Eucaristia, e que trazem o Seu fogo no coração e a Sua luz no olhar. Eles podem testemunhar a vida que não morre jamais, mesmo nas situações mais difíceis e nos momentos mais escuros.”
 
Necessária, portanto, a conversão missionária, que permanece como principal objetivo que nós devemos propor como indivíduos e como comunidade, porque a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja, pois como afirma o apóstolo Paulo, o amor de Cristo nos conquista e nos impele (cf. 2 Cor 5, 14).
 
Ressalta o importante trabalho das Pontifícias Obras Missionárias, como instrumento privilegiado para favorecer esta cooperação missionária a nível espiritual e material, daí a necessária motivação e participação das ofertas no Dia Mundial das Missões.
 
Concluindo, lembra a urgência da ação missionária da Igreja que comporta naturalmente uma cooperação missionária, cada vez mais estreita, de todos os seus membros a todos os níveis.
 
Trata-se, portanto, do objetivo essencial do percurso sinodal que a Igreja está a realizar com as palavras-chave comunhão, participação, missão, a fim de que a Igreja não se feche sobre si mesma.
 
É preciso pôr-se a caminho, como os discípulos de Emaús, afirma o Papa, escutando o Senhor Ressuscitado que não cessa de vir juntar-Se a nós para nos explicar o sentido das Escrituras e partir o pão para nós, a fim de podermos levar avante, com a força do Espírito Santo, a sua missão no mundo.
 
Iluminados pelo encontro com o Ressuscitado e animados pelo Seu Espírito, exorta o Papa: – “Saiamos com corações ardentes, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com a Palavra de Deus, abrir outros olhos para Jesus Eucaristia, e convidar todos a caminharem juntos pelo caminho da paz e da salvação que Deus, em Cristo, deu à humanidade.”, contando com a intercessão de Santa Maria do Caminho, Mãe dos discípulos missionários de Cristo e Rainha das missões.
 
Desejando leia a mensagem na integra:

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