sexta-feira, 2 de maio de 2025

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

No dia dois de maio, celebramos a Memória de Santo Atanásio (séc. IV), Bispo, que acompanhou o Bispo Alexandre, a quem sucedeu no episcopado.

Combateu corajosamente contra os arianos, e, consequentemente, enfrentou sofrimentos, sendo várias vezes condenado ao exílio.
Este Sermão é um dos seus escritos na defesa da verdadeira fé, sobre a Encarnação do Verbo.

“O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estivesse ausente. De fato, nenhuma região do mundo jamais esteve privada de Sua presença, porque, pela união com Seu Pai, Ele estava em todas as coisas e em todo lugar.

Por amor de nós, veio a este mundo, isto é, mostrou-Se a nós de modo sensível. Compadecido da fraqueza do gênero humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando ver-nos dominados pela morte, tomou um corpo semelhante ao nosso.

Assim fez para que não perecesse o que fora criado nem se tornasse inútil a obra de Seu Pai e Sua ao criar o homem. Ele não quis apenas habitar num corpo ou somente tornar-Se visível. Se quisesse apenas tornar-Se visível, teria certamente assumido um corpo mais excelente; mas assumiu o nosso corpo.

Construiu no seio da Virgem um templo para Si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, Ele, no Seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens.

Deste modo, a lei da morte, promulgada contra a humanidade inteira, ficou anulada para aqueles que morrem em comunhão com Ele. Tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu o gênero humano da corrupção para a incorruptibilidade, da morte para a vida, fazendo desaparecer a morte – como a palha é consumida pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da Ressurreição.

Assumiu, portanto, um corpo mortal, para que esse corpo, unido ao Verbo que está acima de tudo, pudesse morrer por todos. E porque era habitação do Verbo, o corpo assumido tornou-se imortal e, pelo poder da Ressurreição, remédio de imortalidade para toda a humanidade. Entregando à morte o corpo que tinha assumido, Ele o ofereceu como sacrifício e vítima puríssima, libertando assim da morte todos os seus semelhantes; pois o ofereceu em sacrifício por todos.

O Verbo de Deus, que é superior a todas as coisas, entregando e oferecendo em sacrifício o Seu corpo, templo e instrumento da divindade, pagou com a Sua morte a dívida que todos tínhamos contraído. Deste modo, o Filho incorruptível de Deus, tornando-Se solidário com todos os homens por um corpo semelhante ao seu, tornou a todos participantes da Sua imortalidade, a título de justiça com a promessa da imortalidade. Por conseguinte, a corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do Seu corpo habita neles”.

Jesus, tendo Se encarnado, assumiu nossa condição corpórea, fazendo-Se igual a nós, exceto no pecado, para nos redimir:

“Construiu no seio da Virgem um templo para si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, ele, no seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens”.

Oremos:
“Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes em Santo Atanásio um exímio defensor da divindade de Vosso Filho, concedei-nos, por sua doutrina e proteção, crescer continuamente no Vosso conhecimento e no Vosso amor. Por N. S. J. C. Amém”.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Celebremos o Aniversário da Dedicação de nossa Igreja Catedral

                                                       


Celebremos o Aniversário da Dedicação de nossa Igreja Catedral

No dia 1º de maio de 2025, Festa de São José Operário,  celebraremos 39 anos da instalação de nossa amada Diocese e 16 anos da dedicação de nossa Igreja Catedral. Uma bela história para celebrar no altar do Senhor.

Sempre oportuno e necessário, para bem celebrar, conhecermos um pouco da sua história:

- A Diocese pertence à Província Eclesiástica de Diamantina e foi criada a 18 de dezembro de 1985 pela Bula Pontifícia “Recte Quidem”, do Papa São João Paulo II, tendo seu território desmembrado da Arquidiocese de Diamantina e das Dioceses de Governador Valadares e Itabira - Coronel Fabriciano;

- Sua instalação solene aconteceu em 1º de maio de 1986, pelo Exmo. e Revmo. Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Carlo Furno, que também, nesta data, deu posse ao primeiro Bispo Diocesano, Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN (Missionário Sacramentino de Nossa Senhora).

Quanto à Igreja Catedral, assim lemos na placa comemorativa da dedicação da Igreja Catedral da Diocese de Guanhães – MG:

“No ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2009, sendo pontífice S. S. o Papa Bento XVI, Bispo Diocesano Dom Emanuel Messias de Oliveira, esta Catedral foi dedicada a Deus em honra do Arcanjo São Miguel. Guanhães, 1° de maio de 2009.”

A Igreja Catedral, conforme nos ensina a Igreja, tem extrema importância:

- “Inculque-se no espírito dos fiéis, da maneira mais oportuna, o amor e veneração para com a Igreja Catedral. Para isto, muito contribui a celebração do aniversário da sua dedicação, bem como peregrinações dos fiéis em piedosa visita, sobretudo em grupos organizados por paróquias ou regiões da diocese.”   (1)

- “Para melhor realçar a importância e dignidade da Igreja particular, festejar-se-á o aniversário da dedicação da sua Igreja Catedral: na própria Igreja Catedral, com o grau de solenidade; nas restantes Igrejas da diocese, com o grau de festa. Isto, no próprio dia em que ocorrer o aniversário da dedicação. Se esse dia estiver perpetuamente impedido, esta celebração será fixada no dia livre mais próximo. O aniversário da dedicação de Igreja própria será, nela, celebrada com o grau de solenidade.”  (2)

Agradecemos a Deus pela graça de uma bela Igreja Catedral, com traços modernos, e de uma beleza indizível, que nos favorece o bem celebrar, o recolhimento, a oração, e a renovação das forças para que no cotidiano vivamos nossa fé, como peregrinos de esperança, com gestos e compromissos com a caridade em todos os momentos e âmbitos:

 “Pela sua força simbólica, a Catedral converte-se em casa de oração, em escola da verdade, lugar de escuta da Palavra e lugar de elevação do espírito e de encontro com Deus. Amar e venerar a Catedral é amar a Igreja como comunidade de pessoas unidas pela mesma Fé, pela mesma Liturgia e Caridade. É fundamental que a Catedral, presidida pelo Bispo com a participação do povo que forma a comunidade diocesana, seja expressão da Igreja Local viva e peregrina. Espera-se também que a Catedral seja um centro modelador da Liturgia, da Evangelização, da Cultura e da Caridade sendo assim expressão e sinal de toda a vida da comunidade diocesana.” (3)

Com isto, temos um longo caminho a percorrer, para maior valorização da Igreja Catedral, para que não seja apenas um espaço, um prédio, mas realização de tudo quanto ela significa e nos desafia, sobretudo na ação evangelizadora, como Igreja sinodal, misericordiosa e missionária, em que nos faz cada vez mais compassivos, próximos e solidários com quem mais precisar; alegres, convictos, amorosos, zelosos e ardorosos arautos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(1) Cerimonial dos bispos n. 45

(2)Idem n. 878


(3)https://diocese-braga.pt/documento/2022-08-28-o-eixo-de-uma-catedral-34709-1


No Fogo do Espírito, no lagar da Cruz...

                                                          

No Fogo do Espírito, no lagar da Cruz...

O Tratado sobre a Eucaristia do Bispo de Brecha (séc. V), São Gaudêncio, é indispensável para meditarmos sobre o Mistério da Eucaristia: Alimento de nossa caminhada, Pão de eternidade!

“O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente um dom do Novo Testamento concedido como herança; é o dom que Ele nos deixou como garantia da Sua presença, na noite em que foi entregue para ser crucificado.

Este é o viático da nossa peregrinação. É o alimento que nos sustenta nos caminhos desta vida até o dia em que, partindo deste mundo, formos ao encontro do Senhor.

Pois Ele mesmo disse: Se não comerdes a minha Carne e não beberdes o meu Sangue, não tereis a vida em vós (cf. Jo 6,53).

Ele quis efetivamente com Seus dons permanecer junto de nós; quis que as almas, remidas com o Seu sangue precioso, se santificassem continuamente pelo memorial de Sua Paixão.

Por esse motivo, ordenou aos Seus discípulos fiéis, constituídos como primeiros sacerdotes de Sua Igreja, que sem cessar celebrassem estes mistérios da vida eterna.

É necessário, portanto, que estes Sacramentos sejam celebrados por todos os sacerdotes em cada Igreja do mundo inteiro, até que Cristo desça novamente dos céus.

Deste modo, tanto os sacerdotes como todo o povo fiel, tendo diariamente ante os olhos o Sacramento da Paixão de Cristo, tomando-o nas suas mãos e recebendo-o na boca e no coração, guardem indelével a memória de nossa redenção.

Com razão se considera o pão como uma imagem inteligível do Corpo de Cristo.

De fato, assim como para fazer o pão é necessário reunir muitos grãos de trigo, transformá-los em farinha, amassar a farinha com água e cozê-la ao fogo, assim também o Corpo de Cristo reúne a multidão de todo o gênero humano e o leva à perfeita unidade de um só corpo por meio do Fogo do Espírito Santo.

Cristo nasceu pelo poder do Espírito Santo.E porque convinha que n’Ele se cumprisse toda a justiça, penetrou nas águas do Batismo para santificá-las, e saiu do rio Jordão cheio do Espírito Santo que tinha descido sobre Ele em forma de pomba.

O evangelista dá testemunho disso dizendo: Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão (Lc 4,1).

Do mesmo modo, o vinho do Seu sangue, proveniente de muitos cachos, quer dizer, feito das uvas da videira por Ele plantada, espremido no lagar da Cruz, fermenta por si mesmo em amplos recipientes que são os corações dos fiéis.

Todos vós, pois, que fostes libertados do Egito e do poder do Faraó, isto é, do demônio, recebei com santa avidez de coração junto conosco, este sacrifício pascal portador de salvação.

E assim, sejamos santificados até o mais íntimo de nosso ser por Jesus Cristo nosso Senhor, que cremos estar presente em Seus Sacramentos.
Seu poder inestimável permanece por todos os séculos.”

Para que nossa espiritualidade seja mais Eucarística, precisamos viver compromissos inadiáveis com a fraternidade e solidariedade.

No Fogo do Espírito, no lagar da Cruz... 

Cada vez que comungamos, como disse um diácono da Igreja, comemos o fogo, o Fogo do Espírito.

Sentimos inflamar nosso coração com o amor, com o fogo do Espírito Santo, que é invocado sobre a Eucaristia, quando consagrada na Missa, e quando anunciamos a morte do Senhor na Cruz, proclamamos a Sua Gloriosa Ressurreição: Vinde Senhor Jesus e do Pão de Imortalidade comungamos.

No Fogo do Espírito, no lagar da Cruz... Quis Deus, que nos amou como Amor infinito, Amor que ama até o fim, que o Fogo do Espírito nos fosse enviado no Mistério da doação, entrega e Morte de Cruz!

No lagar da Cruz foi amassado, dilacerado, crudelissimamente assassinado!

Alegremo-nos! No Fogo do Espírito, para sempre vivo, conosco está Ressuscitado! Amém! Aleluia!


(1) Liturgia das Horas - Volume II - pág. 602-603

Oração a São José Operário (1)


Oração a São José Operário

Ó São José Operário, 
homem justo, 
patrono de todo trabalhador e trabalhadora, 
interceda a Deus por nós, 
para que nunca nos falte trabalho digno e salário justo, 
e continuemos, 
com força e coragem, 
a fazer do nosso trabalho um prolongamento
da obra da criação divina. 
Por Cristo, Nosso Senhor.
Amém!


PS: Esta Oração, rezamos na 42ª Missa do trabalhador em 2018, ao celebrar a Solenidade de José Operário, com o Povo de Deus de nossas Paróquias da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida - RENSA - Arquidiocese de Belo Horizonte - MG.

Oração a São José Operário (2)

Oração a São José Operário

Ó Deus, que aprendamos com São José
Operário, homem de bondade, esperança e
humildade, o carpinteiro de Nazaré, que disse sim ao
 Senhor, cuidar de nossas famílias como ele fez com a Sagrada Família.

Ó Deus, que aprendamos com ele,
homem do povo, patrono de todos
trabalhadores, compromissos inadiáveis com
 a justiça, a esperança, a paz, o amor e a fraternidade.

Ó Deus, por intercessão de São José Operário,
Vos pedimos que nunca nos falte trabalho digno
e salário justo, para que continuemos com força e coragem
a fazer do trabalho um prolongamento da Vossa Obra da Criação.

Que a exemplo de São José Operário,
aprendamos a amar, a vibrar e a sorrir com o labor
de cada dia, para que muitos frutos sejam produzidos.

Por intercessão deste grande Santo
agradecemos, ó Deus Todo-Poderoso, pelos benefícios
que nos tendes concedido, por meio do Vosso Amado Filho
que vive e reina em comunhão com Vosso Espírito. Amém. 

O suor de José e o Suor de Jesus!

O suor de José e o Suor de Jesus!

Visitemos aquela, não conhecida, oficina,
Em Nazaré da Galileia, da Sagrada Família.
Contemplemos o árduo trabalho de José:
Trabalho humilde que ao Filho ensina!

José tem em suas mãos precárias ferramentas,
Móveis, casas, outros bens a construir...
Operário, trabalhador, pai adotivo do Senhor
Com docilidade, trabalha, não lamenta.

Ó José, contemplo o suor de teu rosto caindo,
Vertendo copiosamente sobre o chão,
Não esmorece e não se cansa, porque sabes
Que, com teu suor, garante para Jesus o pão.

Tua amada esposa, contemplando tamanha dedicação,
Oferece-te um pouco d’água com carinho, próprio de Maria!
Ela sabe que asseguras ao Filho o que podes, o melhor,
Para que Ele cresça em tamanho, graça e sabedoria!

Do suor de José vamos contemplar outro Suor:
Suor da humanidade de José garante o pão cotidiano,
O outro Suor, do Filho Adotivo, outro Pão nos garantirá;
Será o Suor do Sangue derramado, mais que amor humano.

Contemplemos aquela cena que não se apaga do coração:
No Monte das Oliveiras, noite de intensa agonia...
O Sangue do rosto de Cristo copiosamente vertendo,
Certamente em Oração à sempre presente Mãe Maria.

Sangue de Jesus derramado pela humanidade...
Sangue que nos redime, nos salva e nos eterniza.
Suor que anuncia crudelíssimo e insano sacrifício.
Amor que nos ama, quem deste Amor não precisa?

Suor de José na humilde oficina,
Suor do humano trabalho santificador,
Suor de Jesus no Monte das Oliveiras,
Suor da redenção de todo pecador!

Suores diferentes, por ambos derramados,
Mas que expressam pela vida grande amor,
Ó Sangue Preciosíssimo, que nos redime!
Suemos por amor à vida, por amor ao Senhor!

Do suor de José veio o pão material,
Do Suor de Cristo, o Pão Espiritual
Em cada Eucaristia que celebramos.
Ó Amor incrível, o Amor celestial!

Devoção a Maria, compromisso com a vida digna, plena e feliz

                                                         

Devoção a Maria, compromisso com a vida digna, plena e feliz

“Sua misericórdia se estende de geração em geração,
 a todos os que o temem” (Lc 1,50)

O mês de maio é especialmente dedicado à Maria, Mãe de Jesus, porque ela está sentada no mais alto cume das virtudes, repleta do oceano dos carismas divinos, do abismo das graças, como nos ensina a Igreja.

Voltemos o nosso olhar para Maria, e nos reportemos ao canto do “Magnificat” (Lc 1,39-56), que nos ajuda a reler os fatos e a história, comunicando os necessários raios de luz do Espírito Santo, sobretudo nos momentos difíceis por que passamos, em todos os âmbitos (político, econômico, social, cultural).

Maria, cheia do Espírito Santo, em visita à sua prima Isabel, foi a primeira comunicadora de palavras de fé e esperança: – “doravante todas as gerações me chamarão de bendita...”. É o cântico da esperança dos pobres e humildes. Em Maria, “a comunicação e a misericórdia fazem o verdadeiro e fecundo encontro”, tema que o Papa Francisco nos propôs em sua Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações (2016).

Maria proclama uma tríplice ação de Deus na história: a derrubada de situações humanas falsas, restaurando a humanidade na salvação. No campo religioso, a derrubada da autossuficiência humana, da soberba; no campo político, a derrubada dos poderosos e a exaltação dos humildes; no campo social, a despedida dos ricos e a promoção da verdadeira partilha, solidariedade, fraternidade.

Tudo isto é a expressão da “misericórdia divina que se estende de geração em geração”, como ela cantou, e deste modo, nos revela o caminho para a perfeita realização das virtudes teologais, e assim, sejamos misericordiosos como o Pai.

Envolvidos pela misericórdia divina, que é eterna, ela nos ensina a viver a féEis a serva do Senhor” – o segredo da fé sem falha, em perfeita conformidade à vontade divina; a dar a razão de nossa esperança: - “Nada é impossível a Deus” na incondicional confiança em Deus em tudo e em todos os momentos, favoráveis ou adversos; e assim seremos instrumentos da caridade – “Maria pôs-se a caminho apressadamente” – a caridade e a disponibilidade missionária para servir e comunicar o Amor e a presença de Deus.

Maria nos ensina, portanto, a nos deixar envolver pela misericórdia divina, e assim, não vacilaremos na fé, nem esmoreceremos na esperança e tão pouco esfriaremos na caridade (Papa Leão Magno - séc. V).

É com nosso olhar em Maria, e contando com o seu olhar de ternura, que acompanha nossos passos como discípulos missionários do Verbo que Se fez misericórdia e habitou entre nós, Jesus, que renovamos nossos sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino, procurando firmar os passos na ação evangelizadora.

Que a autenticidade de nossa devoção a Maria, sublime comunicadora da misericórdia divina, seja confirmada pelo alegre e corajoso anúncio e testemunho do Evangelho, comprometidos na construção de um novo céu e uma nova terra, procurando transformar sinais de tristeza em alegria, de desânimo em coragem, de morte em vida. 

A exemplo de Maria, sejamos conduzidos e assistidos pelo Espírito Santo, a nós enviado, desde aquele memorável dia de Pentecostes, com o nascimento da Igreja, continuando a missão do Ressuscitado, em incondicional fidelidade ao Pai, que nos criou por amor para sermos felizes, na medida em que nos comprometemos com a felicidade e vida digna do outro.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG