domingo, 7 de abril de 2024

Domingo, o Dia do Senhor

                                   

Domingo, o Dia do Senhor

Reflitamos sobre a importância do Domingo, o Dia do Senhor, quando celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, e também, somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova, como podemos ouvir no rito do Ato Penitencial, conforme o Missal.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – (2019-2023), ao falar da Eucaristia, enfatiza a necessidade de valorizar o domingo, o Dia do Senhor:

“Em consequência, ‘as comunidades eclesiais que se reúnem em torno da Palavra, precisam valorizar o domingo, o Dia do Senhor como o dia em que a família cristã se encontra com o Cristo. O domingo para o cristão, é o dia da alegria, do repouso e da solidariedade’ (CNBB, Doc. 100, n.276-277).

Essa valorização do Dia do Senhor exige ações concretas como manter as Igrejas abertas; cuidar que haja clima efetivo de acolhida àqueles que chegam; flexibilizar horários para atender as necessidades dos fiéis; oferecer oportunidade de participar da celebração da Palavra onde efetivamente não for possível a celebração Eucarística; incentivar a criação da pastoral litúrgica; valorizar o ministério da celebração da Palavra de Deus; cuidar da qualidade da música litúrgica” (1)

Em mais dois parágrafos, enfatiza o resgate e a centralidade do domingo como o Dia do Senhor, por meio da participação na Missa Dominical ou, na falta dessa, na Celebração da Palavra:

- “A assembleia eucarística é considerada ‘alma do domingo’ (DD, n.34 e cap.3 – Papa São João Paulo II) e, não sem razão, entre os mandamentos da lei de Deus, está a guarda do Domingo e dos dias Santos e, razão pela qual, entre os mandamentos da Igreja, encontra-se o dever da participação na celebração eucarística nesse dia (Catecismo da Igreja Católica n. 2042; CIC câ. 1246-1248)” .(2)

- “Onde efetivamente não for possível celebrar a Eucaristia, realizam-se as celebrações da Palavra de Deus, com os diáconos permanentes ou com ministros leigos devidamente formados e instituídos. Importa que a comunidade não deixe de se reunir para celebrar o dia do Senhor e os momentos importantes, tanto de alegria, quanto de dor e de esperança. Para tal, seja conhecido e valorizado o recente Documento 108 da CNBB: Ministério e Celebração da Palavra”. (3)

Urge capacitar cada vez mais nossas Equipes de Liturgia (ministros, proclamadores da Palavra de Deus, animadores de canto, acolhida, acólitos e coroinhas, e todos que participam  da preparação).

Sejam nossas Eucaristias momentos favoráveis para fazer arder nosso coração enquanto se vive a Liturgia da Palavra; bem como, nossos olhos se abram na Liturgia Eucarística, ao partir o Pão da Eucaristia, como vemos na passagem dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35).

Sejam nossas Eucaristias, o fortalecimento da serenidade e ardor, que devem estar presentes em nosso discipulado:

“A serenidade e o ardor devem caracterizar os cristãos no cumprimento das suas tarefas diárias. Cada Liturgia, especialmente a da Eucaristia, é uma nova vinda de Deus. Cada domingo é um ‘Dia do Senhor’ e o Ano Litúrgico uma série ininterrupta de domingos” (4)


(1)         Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil – Doc. 109 – n.161
(2)        Idem n.164
(3)        Idem n.165
(4)        Missal Quotidiano, dominical e ferial - Editora Paulus – Lisboa, 2012 - p.2250

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG