sexta-feira, 23 de outubro de 2026

“Caminhemos de acordo com a vocação que recebemos”

                                 

“Caminhemos de acordo com a vocação que recebemos”

Na sexta-feira da 29ª Semana do Tempo Comum (ano par), ouvimos a passagem da Carta de Paulo aos Efésios (Ef 4,1-6), que nos exorta a viver a unidade, que não é sinônimo de uniformidade, mas comunhão a ser construída e solidificada permanentemente, para que produzamos os frutos do Espírito.

Deste modo, o Apóstolo sublinha alguns aspectos fundamentais, como a humildade, mansidão, generosidade e, sobretudo, da caridade.

Estas atitudes, que fortalecem a “unidade do espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4,3), não excluem a pluralidade e diversidade de funções e ministérios, bem como das opiniões:

- “A unidade na fé e na Igreja não impõe nivelamento de opiniões e expressões, porém vivificada pelo espírito de caridade, é sempre respeitosa das ideias e expressões dos que não pensam ou agem como nós”. (1)

Fundamental, no entanto, que esteja no coração de todos os cristãos a unidade em Cristo, para que sejamos "um só corpo, um só Espírito, e uma só esperança à qual fostes chamados" (Ef 4,4), porque "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos” (Ef 4,5-6).

Portanto, como discípulos missionários do Senhor, em permanente vigilância na espera de Sua vinda gloriosa, precisamos ficar atentos no caminho de conversão, a fim de que não sejamos instrumentos de discórdia e divisão dentro da comunidade, ancorados num fechamento pessoal, que fere, fragiliza e destrói a comunhão e a missão à Igreja confiada.

A participação na vida da Igreja exige que cultivemos uma autêntica espiritualidade cristã, que é, necessariamente, aberta à comunhão eclesial, à construção de laços fecundos de amor, tão somente assim seremos uma Igreja verdadeiramente missionária, irradiando a luz do Senhor, sendo sal da terra e fermentando um mundo novo.


(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - p. 1416

O luto na perspectiva cristã, como lidar?

                                                             

O luto na perspectiva cristã, como lidar?

Vivemos e convivemos com a dor e o seu ponto final, a própria morte. Quando esta irrompe em nossa vida, parece tudo desmoronar. A alguns ela provoca o desalento, o desânimo, a fuga, a compensação indesejável na droga, ou até outros meios (que não são poucos) para sua superação e explicação, na procura de  algo que possa preencher o vazio deixado.

Há muitos estudos especializados sobre o luto ou possíveis perdas (emprego, amizade, algo alcançado etc.), porém um que pertence a Elisabeth Kübler-Ross (1969) nos apresenta os vários passos de sua vivência e superação, e que se tornaram conhecidos como “Os cinco Estágios do Luto” (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).

Podem ser assim esquematicamente apresentados:

1.  Negação, Recusa e Isolamento: 

"Isso não pode estar acontecendo”, "não pode ser"; " é mentira". Diante do fato paralisante, a pessoa naturalmente poderá chorar desconsoladamente, e nenhuma palavra lhe faz sentido.

2.  Cólera (Raiva): 

"Por que eu? Não é justo."; “por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu". É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e ocorre uma reluta dramática em reconhecê-los. Normalmente se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou por ter deixado de fazer o que poderia para que não acontecesse tal fato.

3.  Negociação: 

"Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem." Há o autofortalecimento mediante uma espécie de negociação com a dor da perda: "não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e cuidar de minha família". Já aparece um ponto de luz nesta longa noite escura.

4.  Depressão:

"Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?" Há o vazio assumido a ser preenchido quando se der a aceitação que consiste no estágio seguinte.
           
5.  Aceitação resignada e serena do fato incontornável: 

"Tudo vai acabar bem." – Há um processo dolorido de amadurecimento. Ninguém sai do luto como entrou.

Evidentemente, na vida de cada um estes estágios não acontecem assim tão claramente como apresentados, mas com certeza o leitor deve ter refletido sobre a experiência do luto já vivido.

Reflitamos:

- Mas como a fé pode intervir e ajudar nesse processo de recusa, cólera, negociação, depressão e aceitação?
- Em que, como cristãos,  nos diferenciamos?
- Qual é o elemento que nos leva a dar um passo e a ter um olhar transcendente?

A fé na Ressurreição, o olhar que transcende à própria morte, que para quem crê em Jesus Cristo Ressuscitado, não tem a ultima palavra.

Quando tomei conhecimento destes “estágios do luto e da perda”, foi a primeira interrogação que me descortinou no horizonte do Ministério de Pastor, e ao mesmo tempo frente à própria experiência da morte de entes queridos.

Primeiramente me dei conta de que há um tempo para que o luto aconteça, que não se dá tão logo façamos o enterro. 

Ficamos num processo prolongado, variando de pessoa para pessoa. 

Aqui entra o elemento indispensável da fé e a riqueza de citações bíblicas que poderiam ser mencionadas para refazermos nossas forças.

Uma delas - “Eu sou a Ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (Jo 11,25-26). 

O próprio Senhor nos garantiu que foi para a casa do Pai para nos preparar uma morada e nos exortou a não nos perturbarmos diante do inevitável fato da morte (Jo 14,2-3).

O Apóstolo Paulo na Carta aos Coríntios (cf. 1Cor 15, 12-20), nos diz literalmente que se Cristo não Ressuscitou vazia é a nossa fé, a nossa pregação.

Salmos, Evangelhos, Epístolas, entre outros Livros da Sagrada Escritura, são nestes momentos o Pão da Palavra que nos reanima, fortalece, e porque fundados na fé. 

Vemos, à luz da Palavra, o horizonte último da eternidade se abrir para aqueles que nos antecederam, e com os quais nos encontraremos, se enraizados e solidificados na caridade, pois o céu será o epílogo do presente, o amor que vivemos, prolongado e plenificado sem medida, pois estaremos na plena comunhão com Deus e Seu Amor Trino, imensurável que já experimentamos, antegozamos. Amém.

Espírito Santo: “Fogo Devorador”

                                                          

Espírito Santo: “Fogo Devorador”

Contemplo-Te, Espírito Santo, que subvertes os planos humanos, como o fizestes em relação aos planos do Apóstolo Paulo, que deu tudo de si a serviço do Evangelho, a fim de que Jesus Ressuscitado fosse conhecido, amado e acreditado em todas as nações.

Contemplo-Te, “Fogo devorador”, que entras na vida de cada um de nós e não deixas para nós nenhum ângulo ou qualquer dobra do nosso espírito sem o esplendor de Tua Luz Divina, que ilumina e nos conduz em passos mais firmes e seguros em meio às obscuridades da vida.

Contemplo-Te e Te adoro, porque me transpassas pelo Teu Fogo que jamais se apaga, e me purifica, tornando-me transparente à Palavra Encarnada, Jesus Cristo, em plena fidelidade no testemunho do Reino de amor e vida do Pai, que a todos cria e recria por amor.

Contemplo-Te e Te adoro presente na Eucaristia, o Pão da Eternidade, Pão Vivo descido do céu, pão de imortalidade, antídoto para que não morramos, destruindo nossos pecados, fazendo crescer em nós todas as virtudes, e enriquecendo nossa alma com todos os dons (1).

Contemplo-Te e Te adoro, presente na Eucaristia, que é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre, e os raios de glória da Jerusalém Celeste atravessam as nuvens da história e vem iluminar nossos caminhos (2), e assim as trevas se tornam claras como a luz do dia. Amém.


Fonte Atos dos Apóstolos (At 22,30; 23,6-11)
(1) Santo Tomás de Aquino
(2) Papa São João Paulo II

Resquiescat in pace - Descanse em paz!

                                          


Resquiescat in pace  - Descanse em paz!

O sol escondido sob as nuvens, dia sombrio, como ficaram os dias sem você, desde quando partiu, e meus olhos nadam em lágrimas vertentes.

Hoje, uma lembrança com misto de tristeza suave e dilacerante me consome, e volto meus olhos para o passado, procurando preencher o vácuo que você deixou, que por vezes parece impreenchível.

Não fosse a fé na ressurreição da carne, ficaria apenas a sombra do túmulo, eterna sombra da morte; eterno descanso; ocaso sem esperança; derradeira pulsação da vida, sem desabrochar na outra margem.

Não fosse a fé na ressurreição da carne, aquele momento supremo da vida, seria um eterno sábado; o véu da morte ficaria para sempre posto, e não reconheceríamos os sinais do Ressuscitado, “os panos dobrados e colocados à parte” desde aquela memorável madrugada (cf. Jo 20, 7).

Mas creio na ressurreição da carne, e a morte é o descansar no regaço do Senhor; o dormir o sono da noite, sem horas após o último suspiro e o cerrar dos olhos à luz; o sentimento do frio pelas asas da morte a roçar a fronte; o fugir dos últimos lampejos da vida.

RIP – Resquiescat in pace – Descanse em paz amigo/a. Que o Senhor se compadeça de sua alma e o tenha para sempre em Sua glória, até que um dia também faça a necessária e derradeira passagem e viveremos o epílogo da eternidade e comunhão na glória dos céus, com os anjos e santos. Assim creio. Assim espero. 

Tenho que seguir em frente, lembrando com carinho de cada momento que vivemos; cada sorriso compartilhado; cada lágrima enxugada; cada dificuldade superada...

Descanse em paz! O brilho do Sol nascente vem nos iluminar, até que um dia possamos nos céus nos encontrar. Amém.

Conduzidos pelos Dez Mandamentos

                                              

Conduzidos pelos Dez Mandamentos

Reflexão à luz da passagem do Livro do Êxodo (Ex 20,1-17), que descreve a entrega do Decálogo a Moisés por Deus.

O Decálogo é o coração da Aliança no Sinai; uma síntese da Lei e são como “balizas” para a nossa vida, nossa conduta e atitudes em relação a Deus e ao próximo.

Como “sinais de trânsito”, assegura o percurso para a liberdade e vida verdadeira: 

“A formulação das Dez Palavras, na sua maioria negativas, varia na extensão: mais ampla a que diz respeito à relação com Deus; muito concisa a que concerne a relação com o próximo” (1).

Mas, esta Lei não é uma imposição externa, pois se trata de Dez Palavras de vida: 

“É um caminho traçado, diante de nós e dentro de nós, para guardarmos e saborearmos as belezas da vida” (2).

A Aliança do Povo com Deus implica em obrigações fundamentais diante d'Ele, e elas são sintetizadas nos Dez Mandamentos.

Deus tem que ser a referência e o valor absoluto na vida de Seu Povo, para que não volte à velha escravidão e opressão da qual foi liberto, a fim que seja livre e feliz.

A maior parte dos Mandamentos, de outro lado, assegura relações comunitárias e fraternas, sem egoísmo e cobiça.

Sendo o Senhor dono do templo, deveria receber toda adoração, e não se poderia adorar os ídolos que O substituiria e levaria, consequentemente, o Povo para nova escravidão: egoísmo, autossuficiência, injustiça, comodismo, paixões, cobiça, exploração.

Com isto, curvar-se-ia diante de outros “deuses”: dinheiro, poder, afetos humanos, realização profissional, reconhecimento social, interesses egoístas, valores da moda e ideologias que se contrapõem a Lei do Senhor.

Portanto, o Lei exerce uma função fundamental para que não se caia em nova escravidão, como fora experimentada no Egito: 

“A Lei é a Palavra que estabelece a relação entre nós e o Senhor, uma Palavra que não nos limitaremos a cumprir exteriormente, mas que escutaremos e compreenderemos com uma participação intensa do coração” (3).

No Novo Testamento, Jesus sintetizará os Mandamentos em dois: 

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12, 29-31).

Segundo o Bispo Santo Agostinho: 

“Esses dois Preceitos devem ser sempre lembrados, meditados, conservados na memória, praticados, cumpridos. O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos Preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução. Pois, quem te deu esse duplo preceito do amor não podia ordenar-te amar primeiro ao próximo e depois a Deus, mas primeiramente a Deus e depois ao próximo”.

Concluindo, o Papa Bento XVI, em sua Encíclica “Deus caritas est”, assim afirmou: 

“O amor ao próximo é também uma estrada que conduz a Deus. Não amar o próximo é tornar-se míope de Deus”.

Reflitamos:

 -   Como vivemos os Dez Mandamentos da Lei de Deus?
 -   De que modo amamos e servimos ao Deus Vivo e Verdadeiro?

 -   Existe algum ídolo que nos afasta deste Deus?
 -   Como é nossa relação com nosso próximo?

Oremos:

Ó Deus de Amor, suplicamos o Vosso Espírito Santo, Espírito de Amor, para que vivamos um amor verdadeiro, fiel, profundo e sofredor, para que mais configurados ao Vosso Filho sejamos e vivamos a fidelidade aos ensinamentos e Mandamento do Amor que Ele nos deu, curados de toda a miopia espiritual, e assim, a Trindade amar na primeira ordem dos preceitos e ao próximo em primeiro lugar na ordem da execução. Amém.


PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal
(1) Lecionário comentado – volume I – Tempo Comum - Ed. Paulus – Lisboa – p. 793
(2) idem p. 794
(3) Idem p. 797

Tempo de graça e missão

                                                     


Tempo de graça e missão

Na sexta-feira da 29ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 12,54-59), em que Jesus nos alerta para que reconheçamos o tempo em que estamos vivendo.

Urge por-se em constante caminho de conversão, interpretando os sinais de Sua presença, mesmo numa aparente ausência, enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa.

Vivemos, portanto, um tempo favorável de graça e missão, portanto, tempo:

- para celebrar o Deus atuante na história da humanidade;
- de assumir o Mistério da Cruz e da Ressurreição para que se produzam frutos de fraternidade, justiça e solidariedade;

- da presença do Espírito Santo na vida de todos nós;
- de crescimento no amor e na verdade;

- de reconciliação, de construção da paz e de vida nova na edificação do Reino de Deus na história da humanidade;
- de nos comprometermos com os pequenos, pobres, nus, enfermos, presos, nos quais encontramos o próprio Senhor;

- de sermos uma Igreja sinodal, caminhando sempre juntos, em saída, verdadeiramente missionária, como ela é em sua essência;
- de vivermos a vocação profética em tempos sombrios;

- de vivermos uma fé ativa, comprometida com a Boa-Nova do Evangelho;
- de mantermos firme esperança divina, porque infinitamente eterna contra toda falta de humana esperança;

- de vivermos uma caridade esforçada, em gestos pequenos e grandes de acolhida, perdão, solidariedade, doação, amor e serviço;
- de sermos enraizados e fundados no Amor de Cristo.

Continuando Sua missão, como discípulos missionários, peregrinando na esperança, vivemos os últimos tempos de acolhida de Sua Palavra como sementes para fecunda germinação do Reino de Deus, vigilantes e orantes na espera do Senhor que virá gloriosamente.

Oremos:

“Deus eterno e todo-poderoso, tornai-nos dispostos a obedecer sempre à vossa vontade e a Vos servir de coração sincero. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”

Tempo de reaprender

                                                        

Tempo de reaprender

Abramos nosso coração para a escuta da Palavra de Deus, que encontramos na Carta de Paulo aos Efésios (Ef 4,32–5,2):

“Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que Ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e Se entregou a Si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor”.

Oremos:

Senhor Jesus Cristo, em tempo marcado por dificuldades, enfermidades, estamos reaprendendo o valor sagrado da vida, que está acima de qualquer valor material, dinheiro, poder, fama...

Senhor Jesus Cristo, que reaprendamos convosco a viver a bondade e solidariedade de uns para com os outros, como fostes sumamente bom, por isto revelastes o rosto misericordioso de Vosso Pai, nosso Deus.

Senhor Jesus Cristo, ajudai-nos a reaprender a beleza e a fecundidade da compaixão vivida, que se expressa em gestos corajosos, como vemos no cuidado do outro, sobretudo os pobres, famintos, enfermos, cuja vida encontra-se em perigo, nas ruas, casas e hospitais.

Senhor Jesus Cristo, que reaprendamos o valor sagrado do perdão, e retirai, por Vossa Palavra e poder, toda nódoa do pecado de nossa alma, de modo que sejamos renovados e libertos de todo o laço e amarra do pecado, que nos roubam a graça e a beleza do viver.

Senhor Jesus Cristo, concedei-nos a graça de reaprendermos a seguir Vossos passos, que tendo nos amado, nos amastes até o fim, no Amor de Cruz, que salva, redime, e nos reconcilia com o Pai, pois sois a Palavra Eterna do Pai a nós comunicada.

Senhor Jesus Cristo, ajudai-nos, para que, como eternos aprendizes, perfeitamente configurados a Vós, sejamos imitadores do Mistério de Vossa Paixão e Morte, carregando com fidelidade a Cruz que temos de carregar, e assim conduzidos à glória da eternidade.

Senhor Jesus Cristo, ensinai-nos a viver a mais bela lição de amor de toda a humanidade que Vós não apenas ensinastes, mas vivestes incondicionalmente e até o fim, e assim, também vivamos o Novo Mandamento do Amor, que nos destes.

Senhor Jesus Cristo, iluminai-nos com a Luz do Vosso Espírito, para que participando da Eucaristia, presente ou espiritualmente, façamos de nossa vida uma constante oblação, um sacrifício de suave odor, exalando a quantos precisarem, como Vós sempre fizestes. Amém. 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG