quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Em poucas palavras...

                                            


Três parábolas sobre a oração

“São Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração.

A primeira, a do «amigo importuno» (Lc 11,5-13), convida-nos a uma oração persistente: «Batei, e a porta abrir-se-vos-á». Aquele que assim ora, o Pai celeste «dará tudo quanto necessitar» e dará, sobretudo, o Espírito Santo, que encerra todos os dons.

A segunda, a da «viúva importuna» (Lc 18,1-8), está centrada numa das qualidades da oração: é preciso orar sem se cansar, com a paciência da fé. «Mas o Filho do Homem, quando voltar, achará porventura fé sobre a terra?».

A terceira, a do «fariseu e do publicano» (Lc 18,9-14), diz respeito à humildade do coração orante. «Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador». A Igreja não cessa de fazer sua esta oração: «Kyrie, eleison!».”

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2613

“Só vale a pena viver por aquilo que permanece”

                                                                     

“Só vale a pena viver por aquilo que permanece”
                                   
Na primeira Leitura da Missa da quinta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum (ano ímpar), ouvimos a passagem do Livro da Profecia de Malaquias (Ml 3,13-20a), que nos apresenta a vinda do Messias, que consistirá num dia abrasador como fornalha:

 – “Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não deixará raiz nem ramo” (Ml 3,19).

Assim afirma e nos questiona o comentário do Missal Cotidiano:

“Só vale a pena viver por aquilo que permanece. Que permanecerá de hoje, deste nosso momento?... É a leitura crônica do dia. Como uma radiografia, que mostra o essencial, o que ficará. Podemos antecipá-la, pelo menos em parte lendo os acontecimentos à luz do ‘Sol de justiça’. Deus, só Ele – e o que está n’Ele – permanece” (1)

É sempre tempo oportuno avaliarmos sobre as motivações de nossa vida; os motivos pelos quais nos preocupamos e nos consumimos.

Podemos, por vezes, nos dar conta que não valeu a pena ter feito todo esforço, o máximo de empenho na conquista de determinado objetivo. Em outros momentos, ao contrário, vemos que valeu a pena o empenho, a dedicação, tudo o que foi feito, até mesmo com o sentimento de que se poderia ter feito um pouco mais.

Descortinando cada página de nosso cotidiano, na espera do Senhor que veio, vem e virá, é preciso que nos voltemos para o que vale a pena viver, n’Ele revigorar nossos passos, e rever sempre os caminhos feitos.

Contar sempre com a força que vem do alto para nos ajudar nas sagradas causas pelas quais valha a pena viver, contando com a graça e o amor de Deus, que é derramado pelo Espírito em nossos corações.

Antes de concluir, sejamos remetidos a um pensamento de Martin Luther King, que também pode nos inspirar na árdua missão que possamos estar realizando: – “Se você ainda não achou uma causa pela qual valha a pena morrer, você ainda não achou razão de viver”.

Concluindo, a Profecia de Malaquias nos diz – “Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação em suas asas” (Ml 3,20).

Cremos, portanto, que o “Sol da Justiça” nascerá trazendo a salvação em suas asas, para nos conduzir ao alcance de nossos objetivos, bem como firmando nossos pés para caminhar sempre adiante, sem jamais recuar na vida de fé, em maior e profunda correspondência ao Projeto de Deus em nossas mãos colocado.

Em poucas palavras...

 


“A escolha dos Doze...”

“O Senhor Jesus dotou a sua comunidade duma estrutura que permanecerá até ao pleno acabamento do Reino. Temos, antes de mais, a escolha dos Doze, com Pedro como chefe (Mc 3,14-15).

Representando as doze tribos de Israel (Mt 19,28; Lc 22,30), são as pedras do alicerce da nova Jerusalém (Ap 21,12-14).


Os Doze (Mc 6,7) e os outros discípulos (Lc 10,1-2) participam da missão de Cristo, do seu poder, mas também da sua sorte (Mt 10,25; Jo 15,20). 

Com todos estes atos, Cristo prepara e constrói a sua Igreja.” (1)

 

(1)              Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 765


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (Rosário)

                                                            


A purificação de nossos pecados

“’Virgem Imaculada, bem sei que sou um pobre miserável, que não faço mais do que aumentar todos os dias o número dos meus pecados...’

Disseste-me o outro dia que falavas assim com a Nossa Mãe.

E aconselhei-te, com plena segurança, que rezasses o terço: bendita monotonia de ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados! “ (1)


(1) Trecho extraído do livro Sulco, ponto 475, de São José Maria Escrivá.



Discípulos missionários da Vinha do Senhor

 



Discípulos missionários da Vinha do Senhor
 
Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor, como discípulos missionários Seus, contando com a ação e a presença do Espírito Santo!
 
E para aprofundamento, retomemos as palavras escritas por Orígenes (séc. III), em memorável Sermão:
 
“Quem vos ensinou a escapar da cólera vindoura? Produzi frutos que a conversão pede.
 
Também a vós que vos aproximais para receber o batismo, vos é dito: produzi frutos que a conversão pede.
 
Quereis saber quais são os frutos que a conversão pede? Os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, compreensão, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança e outras qualidades do mesmo tipo.
 
Se possuíssemos todas estas virtudes, teríamos produzido os frutos que a conversão pede”.
 
Também oportuno retomar o parágrafo n. 1832 do Catecismo da Igreja Católica, sobre os frutos do Espírito que devemos produzir, pois por Deus são esperados, em incondicional  fidelidade ao Seu Filho Amado, Jesus:
 
“Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna.  

A Tradição da Igreja enumera doze: «caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade» (Gl 5, 22-23 segundo a Vulgata)”.
 
Continuemos, com renovado ardor, a missão por Deus a nós confiada, contando com a presença e proteção dos anjos, aos quais expressamos reverência, gratidão e confiança, como nos disse São Bernardo (séc. XII):
 
“E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os Teus Santos Espíritos a servir-nos, confia-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. 

Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança. 

Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção. 

Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor... 

São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? 

Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu”.
 
Contemos com a presença e proteção dos Arcanjos, em todo o tempo, pois auxiliam no testemunho da fé:
 
- Na batalha, contemos com o Arcanjo São Miguel - "Quem como Deus";
- Curados de nossas enfermidades físicas e espirituais,  contando com  o Arcanjo Rafael - "Deus curou";
- Na missão evangelizadora, contemos com o Arcanjo Gabriel - "A força de Deus".
 

E ainda, contemos com a  proteção do Santo Anjo do Senhor:
 
“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém."

E com Maria, a Estrela da Evangelização, recorramos contando  com sua proteção:

 
“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. Amém.
 

PS: Passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-43)

Eucaristia: salutar Alimento

                                          


Eucaristia: salutar Alimento

Sejamos enriquecidos pelo Tratado contra as heresias, escrito por Santo Irineu de Lião (sec. II).

“Estão inteiramente loucos aqueles que rejeitam toda a economia de Deus, ao negar a salvação da carne e desprezar o seu novo nascimento, pois dizem que ela não é capaz de ser incorruptível. Pois se a carne não se salva, então nem o Senhor nos redimiu com o seu sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com o seu Sangue, nem o pão que partimos é a comunhão com o seu Corpo. Porque o sangue não pode ter origem a não ser das veias e da carne, e de tudo o que forma a substância do homem, pelo qual, tendo o Verbo de Deus a assumido verdadeiramente, nos redimiu com seu Sangue.

Como diz o Apóstolo: N’Ele temos a redenção pelo seu sangue e a remissão dos pecados. E, como somos os seus membros, e nos alimentamos por meio das coisas criadas, Ele mesmo põe à nossa disposição a sua criação, fazendo se erguer o sol e chover como Ele quer. Porque Ele mesmo ainda confessou que o cálice, tirado da natureza criada, é seu Sangue, com o qual fortifica nosso sangue; e o pão, que também é tirado da natureza criada, declarou ser seu próprio Corpo, com o qual fortifica nossos corpos.

Em consequência, se o cálice misturado com água e o pão que foi produzido recebem a Palavra de Deus para converterem-se na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo, e mediante estes a carne de nosso ser se fortalece e se desenvolve, como eles podem negar que a carne seja capaz de receber o dom de Deus que é a vida eterna, já que se nutriu com o Sangue e o Corpo de Cristo, e se converteu em seu membro?

Quando o bem-aventurado Apóstolo escreve em sua Carta aos Efésios: Somos membros de seu corpo, de sua carne e de seus ossos, não diz isto de algum homem espiritual e invisível - pois um espírito não tem carne nem ossos -, mas daquele ser que é verdadeiro homem, que está formado por carne, ossos e nervos, o qual se nutre do Sangue do Senhor e se desenvolve com o pão de seu Corpo.

Quando um galho separado da videira é plantado na terra, apodrece, cresce e se multiplica por obra do Espírito de Deus que contém tudo.  Logo, pela sabedoria divina, torna-se útil aos homens, e recebendo a Palavra de Deus se converte na Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo. De modo semelhante, também nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia e sepultados na terra, nela apodrecem para ressuscitar no tempo oportuno, quando o Verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai.

Ele é quem transforma o mortal em imortal e ao corruptível concede gratuitamente tornar-se incorruptível, pois o poder de Deus se manifesta na fraqueza.” (1)

O Tratado de Santo Irineu de Lion nos remete a Santo Inácio, que dizia que a Eucaristia "é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre".

Participantes da Mesa da Eucaristia, nos alimentamos do Corpo e Sangue do Senhor, pão e vinho transubstanciados na Oração Eucarística.

Oportuno que rezemos, aprofundemos e saboreemos em cada Missa, as riquezas dos Prefácios das Orações Eucarísticas, bem como a diversidade de Orações Eucarísticas que o Missal Romano nos oferece.

Fundamental que sejam escolhidas sempre em conformidade com a Liturgia celebrada, na estreita relação da Mesa da Palavra com a Mesa da Eucaristia, para ressoar no testemunho cotidiano. Amém.

 

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pág. 446-447

Em poucas palavras...

                                                              


Óleo da Consolação e Vinho da Esperança

“Em sua vida terrena, Ele passou fazendo o bem e socorrendo todos os que eram prisioneiros do mal.

Ainda hoje, como bom samaritano, vem ao encontro de todos os que sofrem no corpo ou no espírito, e derrama em suas feridas, o óleo da consolação e o vinho da esperança.

Por este dom da vossa graça, também quando nos vemos submergidos na noite da dor, vislumbramos a luz Pascal em vosso Filho morto e ressuscitado.” (1)

 

 

(1) Missal Romano – Prefácio Tempo Comum VIII

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