quinta-feira, 10 de setembro de 2026

No teu colo Maria...

                                                    

No teu colo Maria...

Quem de nós não se lembra do aconchego do colo de uma mãe?
Por que não nos colocarmos no colo da mais bela de todas as mães?

Aprendemos a amar o teu Filho presente em cada Eucaristia,
Adorá-Lo em espírito e verdade,
Ainda que não O vejamos com os nossos olhos,
É incontestável que O sintamos presente quando se vive em comunidade.

No teu colo Maria...
Contemplamos aquele primeiro lugar da Encarnação.
Somos alertados que em cada ser humano,
Ele também veio, quis e fez Sua moradia.
Ele que fez do Teu ventre, sacrário vivo da Eucaristia.


Contemplamos teu coração que é Imaculado,
Que nem nos momentos mais cruéis contra Teu Filho,
Sequer encontrou-se um sinal de rancor.
Isto só é possível para quem vivenciou a plenitude do amor

Contemplamos teu olhar, sobre a humanidade em contínua discórdia,
Rejeitando a experiência iluminadora da prática da misericórdia.
Contigo aprendemos a mais bela e mais difícil lição,
Que sem penitência, sacrifícios não haverá libertação.

O Verbo de Deus foi acolhido, acalentado e embalado.
Também em todo o tempo, assim nos sentimos.
Como é maravilhoso saber, oh Mãe amável, admirável,
Que nas horas tristes ou alegres, tua presença é real e incontestável. 

Não podemos eternamente ficar,
Pois há muito que evangelizar.
Mas te prometemos Ó Mãe do Eterno e Mãe eterna,
Empenho, dedicação, por uma Igreja mais viva, fiel e fraterna.

(

Em poucas palavras...

 


“A fé é vida de amor!”

“A caridade pede ao cristão adulto abstenha-se de carnes imoladas, como deverá abster-se de qualquer coisa (lícita em si) que seja prejudicial ao irmão.

A razão é que a fé não é só um relacionamento pessoal com Cristo, mas um relacionamento comunitário.

Se escandalizo o irmão, ofendo a Cristo. A fé é vida de amor!” (1)

(1)        Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem  1 Cor 8,1b-7.11-13 – p. 1258

Deixar-se surpreender por Deus

                             Resultado de imagem para surpresa de Deus

Deixar-se surpreender por Deus

O comentário do Missal Cotidiano nos apresenta iluminadoras palavras de Paul Tillich, quando da proclamação da passagem do Livro do Eclesiástico (Eclo 4,12-22):

“Penso no teólogo que não espera por Deus, porque O possui em sua construção doutrinal.

Penso no estudante de teologia que não espera por Deus, porque O possui fechado em seu manual.

Penso no homem de Igreja, que não espera por Deus, porque O possui encerrado numa instituição.

Penso no crente que não espera por Deus, porque O possui na própria experiência.

Não é fácil suportar estar sem Deus, dever esperá-Lo... Somos mais fortes se esperarmos do que se possuirmos”.

A tentação humana é enquadrar Deus em esquemas mentais, numa espécie de monopólio, quase que O submetendo às nossas vontades, conceitos e dimensões.

No entanto, é preciso nos deixar sempre surpreender por Deus, abertos à manifestação de Sua Sabedoria, que vem ao nosso encontro.

Num contexto de utilitarismo e imediatismo de soluções, é preciso viver na confiante espera do Senhor que vem, e somente pode ser percebido pelo coração que ama e crê, numa permanente vigilância.

Deixar-se surpreender por Deus, o mais belo, profundo, intenso e imenso Mistério, que quer nos envolver com laços de ternura e misericórdia.

Deixar-se surpreender por Deus, que ultrapassa conhecimentos adquiridos sobre Ele, por meros ritos realizados, por vezes, já com a espera de resultados previsíveis alcançados.

Deus, um Mistério insondável, será sempre alegre e grata surpresa na vida daqueles que O temem, amam, e n'Ele confiam.

E como afirmou o teólogo: “Não é fácil suportar estar sem Deus, dever esperá-Lo... Somos mais fortes se esperarmos do que se possuirmos”.



PS: Paul Johannes Oskar Tillich (Starzeddel, 20 de agosto de 1886 — Chicago 22 de outubro de 1965) - teólogo alemão-estadounidense e filósofo da religião.

Em poucas palavras...

                                                   


O Novo Mandamento de Jesus

“A Lei evangélica implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» (Mt 7,13-14) e a passagem à prática das palavras do Senhor (Mt 7,21-27); resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também, pois nisso consiste a Lei e os Profetas» (Mt 7, 12, Lc 6,31).

Toda a Lei evangélica se apoia no «mandamento novo» de Jesus (Jo 13,34), de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (Jo 15,12).”  (1)

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1970

Apropriado para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,6.12-14) e Lucas (Lc 6,27-38)

Em poucas palavras...

 


“Esta é a Lei...”

“Conta-se que alguém pediu a um pagão que lhe ensinasse em poucas palavras toda a Torá (seiscentos e treze preceitos).

O célebre rabino Hillel terá respondido:

‘O que te desagrada a ti não o faças ao próximo.

Esta é a Lei, tudo o resto é comentário’”  (1)

 

(1) Comentário da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,6.12-14) – sobre a “Regra de ouro” - Lecionário Comentado – Editora Paulus – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – Lisboa – p.585


PS: Oportuno para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,27-38)

A “regra de ouro”

                                                      


A “regra de ouro”

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,27-38), em que Jesus quer e exige o amor sem limites para com os irmãos e irmãs, por isto diz aos Seus discípulos para amarem a todos, mesmo os inimigos, e que rezem e façam o bem desinteressadamente.

Deste modo, o mandamento do amor aos inimigos, consiste no sentido e centro do amor dos cristãos, o amor gratuito por excelência:

“Todas as outras atitudes podem esconder egoísmo (busca do meu próprio eu através dos outros). Só quando se dá sem esperar recompensa, quando se ama sem que o outro o mereça, quando se perde para que o outro ganhe, só então se atingiu o mistério do amor que nos ensina (e nos oferece) Cristo. Viver esta realidade significaria a única verdadeira revolução da nossa história.” (1)

O discípulo do Senhor, peregrino de esperança de novos tempos, novas relações fraternas, deverá orientar e conduzir sua vida pela  regra de ouro: “Assim como quereis que os outros vos façam, fazei-o vós a eles.” (Lc 6,31).

Sobre esta regra, assim lemos no Catecismo da Igreja Católica:

“A Lei evangélica implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» (Mt 7,13-14) e a passagem à prática das palavras do Senhor (Mt 7,21-27); resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também, pois nisso consiste a Lei e os Profetas» (Mt 7, 12, Lc 6,31).

Toda a Lei evangélica se apoia no «mandamento novo» de Jesus (Jo 13,34), de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (Jo 15,12).”  (2)

Bem sabemos que é um mandamento de extrema exigência, e que nos coloca a questão: Como vivê-lo em nosso cotidiano, tantas vezes marcado por relações que criam feridas, frutos do ódio e violência de diversas formas?

O Lecionário Comentado pode nos ajudar em necessárias respostas e luzes:

“É preciso reconhecer que o Evangelho nos deixa a todos em dificuldade, porque nos coloca perante palavras claras do Mestre, fazendo-nos entrar no coração da mensagem cristã.

Só um coração novo, um coração convertido, uma mente iluminada pela oração, pelo Espírito e pela Palavra, pode viver um amor a intensidade desejada por Cristo, tornando-nos capazes de amar os nossos inimigos e de abençoar os que nos causaram mal.” (3)

O Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos (c.12), nos ajuda a dar passos neste sentido, e é oportuno que retomemos em Leitura Orante com seus passos (leitura, meditação, oração e contemplação), e haverá de nascer em nossos corações santos propósitos para maior fidelidade Àquele que, tendo nos amado, amou-nos até o fim, ainda que não o mereçamos, e que no ápice de dor, crueldade, ainda saíram de seu coração e lábios, palavras que ressoam e exalam o odor do amor e do perdão por todo o tempo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34)

Esteja a “regra de ouro” em nossa mente e coração, para orientar e conduzir nossas relações, fora e dentro da comunidade, sobretudo para que aprendamos e vivamos o amor aos inimigos.

Oremos:

 
“Pai clementíssimo,
que no Vosso único Filho
nos revelais o amor gratuito e universal,
dai-nos um coração novo,
para que nos tornemos capazes de amar
também os nossos inimigos
e abençoar os que nos fizeram mal.” Amém. (4)

 
(1) Comentário à Bíblia Litúrgica – Editora Coimbra 2 – Palheira – pág. 1088
(2)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1970
(3)Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – 2010 – pág. 318
(4)Idem pág. 319

PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Mateus  (Mt 7,6.12-14)

Em poucas palavras...

 




A comunidade dos discípulos missionários do Senhor

“Eis aqui como as novas relações devem ser vividas no interior da comunidade cristã:

- relações fundadas na verdade, ou seja, saber dizer “sim” e saber dizer “não” e não basear-se em suposições;

- relações de encontro: assumir os problemas cara a cara, sem escamoteá-los;

-  relações de liberdade: comunidade onde reine a liberdade de palavra;

-  relações de amabilidade e compreensão: face a face, mas com amor e ternura;

- relações de contínuo desbloqueio: não guardar as coisas, porque nos fecham ao próximo, e quando explodem, causam danos recíprocos;

-  relações de esperança: não perder nunca a esperança no outro, não se encastelar nunca, não desistir de reconstruir a amizade com ele; 

- relações de amor vigoroso: ajuda e exigência mútua.” (1)

 

(1)Reflexão sobre a passagem do Evangelho (Mt 18,15-20) - Pe Adroaldo Palaoro - SJ

 

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