sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Os Dons do Espírito e as Eleições

                                                               Resultado de imagem para Os Dons do Espírito e as Eleições

   Os Dons do Espírito e as Eleições 

Invoquemos a luz do Santo Espírito, para que façamos sábias escolhas nas eleições que se aproximam, tornando mais humana e fraternas nossas cidades, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.

Senhor, dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.

Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO, para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.

Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.

Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulado de graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.

Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.

Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.

Finalmente, Senhor, com o dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado.

Eleições: Invoquemos a Luz e os dons do Espírito Santo

                                                


Eleições: Invoquemos a Luz e os dons do Espírito Santo
 
Acontecerá em outubro deste ano as Eleições Gerais para Presidente, Governadores de Estado, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.
 
Fundamental que multipliquemos nossas reflexões para o discernimento em nossas escolhas, tendo como fonte a Sagrada Escritura, através da qual Deus fala, conduz e ilumina nossos passos.
 
Como tão bem expressou o Bispo e Doutor Santo Agostinho (séc. V), ”A Sagrada Escritura é para nos ajudar a decifrar o mundo; para nos devolver o olhar da fé e da contemplação, e transformar a realidade numa grande revelação de Deus”.
 
Entretanto, tudo isto somente acontece quando acolhemos a presença do Espírito Santo, que torna possível a autêntica comunicação que gera comunhão: “Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.” (At 2, 3-4).
 
Como Igreja, comunidade de comunidades, vivendo a graça do batismo, como profetas, sacerdotes e reis, a Palavra de Deus há de estar não somente em nossas mãos, mas entranhada em nossa mente e coração, orientando nossos pensamentos, palavras e ações, para que afastemos todo medo, covardia, indiferença ou omissão.
 
Cremos piamente que, pelo Espírito assistidos, viveremos a graça da missão que o Senhor nos confia, conservando uma alma cristalina, a generosidade de coração, na plena comunhão com o Deus Uno e Trino.
 
Urge que a política seja de fato uma “sublime vocação”; uma das formas mais preciosas da caridade, na busca do bem comum.
 
Portanto, é preciso que toda a sociedade brasileira participe ativa e pacificamente das eleições gerais, escolhendo candidatos e candidatas comprometidos com projetos que promovam bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.
 
Invoquemos a luz do Seu Espírito, neste tempo que antecede as Eleições, para que façamos sábias escolhas, e renovemos compromissos sagrados com a transformação da dura realidade que vivemos, sobretudo para que nossas cidades se tornem mais humanas e fraternas, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.
 
Como em Pentecostes, o Espírito de Deus permanentemente nos enriquece e nos assiste com os sete dons:
 
Com o dom da Sabedoria, aprendemos e nos comprometemos decididamente com um Projeto de vida e paz, e somos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, a nós revelados pelos seus sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.
 
Discernimos com o dom do Entendimento o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornam a expressão do viver para Deus, que conosco sempre está, jamais nos desamparando.
 
Empenhamo-nos com o dom do Conselho na correspondência à vontade amorosa de Deus, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida quotidiana e seus combates necessários.
 
Enriquecidos pelo dom da Fortaleza, somos cumulados da graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade com Deus, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.
 
Buscamos, agraciados pelo o dom da Ciência, o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.
 
Renovamos com o dom da Piedade, a cada momento, nossa resposta de amor a Deus, numa profunda comunhão com Deus, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.
 
Finalmente, com dom do Temor, solidificamos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

São Maximiliano Maria Kolbe: “patrono de nosso difícil século”

                                    

São Maximiliano Maria Kolbe: “patrono de nosso difícil século”

No dia 14 de agosto, celebramos a Memória de São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero e Mártir da Igreja (séc. XX).

Nascido na Polônia, em 1894, consagrou-se ao Senhor na família franciscana dos Menores Conventuais.

Um grande devoto da Virgem Maria, fundou a “Milícia de Maria Imaculada”, e através da palavra e de seus escritos, desenvolveu intenso apostolado missionário na Europa e na Ásia.

Deportado para o campo de concentração Auschevitz, distrito de Cracóvia, durante a segunda guerra mundial, numa expressão de máxima caridade, ofereceu sua fecunda vida de sacerdote em troca da vida de um companheiro de prisão, que era um pai de família.

Foi um testemunho Pascal no horroroso mundo dos campos de concentração, vindo a morrer de fome no “bunker”, aos 14 dias de 1941.

O Papa São João Paulo II o chamou de “patrono de nosso difícil século”. De fato, sua vida foi escrita no contexto de problemas emergentes de nosso tempo: fome, paz entre os povos, reconciliação, e a necessidade de dar sentido à vida e à morte.

São testemunhos como este que nos renovam na coragem e fidelidade ao Senhor, para nos colocarmos cada vez mais a caminho, como discípulos missionários Seus, enfrentando as dificuldades de nosso século.

Oremos:

“Ó Deus, inflamastes São Maximiliano Kolbe, presbítero e mártir, com amor à Virgem Imaculada e lhe deste grande zelo pastoral e dedicação ao próximo. Concedei-nos por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela Vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao Vosso filho até a morte. Por N.S.J.C. Amém


Fonte: Missal Cotidiano - Editora Paulus - p.1713

A indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio

                                                       

A indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio

Na 19ª Sexta-feira do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 19,3-12), e refletimos sobre a Aliança Matrimonial que, no Projeto de Deus, consiste na formação de uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que seja reflexo do próprio Amor de Deus.

Acolher a Boa-Nova do matrimônio na construção do Reino, é testemunhar ao mundo a indissolubilidade deste Sacramento, passando pelo amor-doação, com entrega, renúncias e sacrifícios.

O casal deve contemplar no Amor de Cristo a fonte inspiradora e inovadora do matrimônio, que tem propriedades essenciais e irrenunciáveis: amor, liberdade, fidelidade, indissolubilidade, fecundidade.

O matrimônio cristão, dentro do Plano Divino, sinaliza para o mundo o Amor de Deus pelo Povo, o Amor de Cristo pela Igreja. O casal cristão, pelo amor vivido, viabiliza o movimento do Amor de Deus que é desde sempre eterno.

Assim vemos na passagem do Livro de Gênesis (Gn 2,18-25), que  fala da união do homem e mulher pelo vínculo do matrimônio, formando uma só carne. 

Uma comunhão de amor indissolúvel; um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo, de modo que uma vida compartilhada é caminho para a felicidade a ser alcançada.

O texto é antes uma catequese sobre a origem da vida. A criação de Deus somente se completa com a criação da mulher.

O sono profundo revela que a criação é um “segredo de Deus” e a mulher goza de igualdade, complementaridade em relação ao homem (não há qualquer possibilidade de uma relação de dominação e dominado, de escravidão, prepotência, egoísmo, machismo...).

O que deve ser buscado é a unidade a que estão destinados, vivendo em comunhão um com o outro.

Portanto, somos vocacionados para o amor. A solidão (mesmo acompanhada de todos os bens) é caminho da infelicidade, da incompletude. O sentido da existência é a realização humana no amor, porque obra do Amor de Deus.

Na passagem da Carta aos Hebreus (Hb 2,9-11), vemos que a “qualidade do Amor de Deus” é uma doação até às últimas consequências. Assim também o casal cristão deve amar, na doação total e eterna, sem limites.

Voltando à passagem do Evangelho, Jesus é questionado sobre o divórcio, e reafirma a indissolubilidade do matrimônio desde o princípio da criação.

A concessão ao divórcio deve-se à mediocridade humana, pelo matrimônio homem e mulher formam uma só carne, comunhão total, amor eterno.

Jesus coloca o matrimônio no patamar mais alto do amor: amor estável, duradouro e indissolúvel.

É preciso que se edifique a família em bases sólidas, para que se evite o fracasso do amor.

Com simplicidade e confiança, devem amadurecer num processo constante, fortalecendo os vínculos do amor, de modo que o Sacramento do Matrimônio segue na contramão da sociedade, apresentando ao mundo a marca da indissolubilidade e indestrutibilidade da Aliança abençoada por Deus.

Evidentemente, a Igreja não deixa de reconhecer e acolher com misericórdia os casais que vivem em segunda união.

Em nenhuma circunstância as pessoas divorciadas devem ser marginalizadas da vida da comunidade cristã, que deve, em todos os instantes, acolher, integrar, compreender, ajudar aqueles a quem as circunstâncias da vida impediram de viver o projeto ideal de Deus.

Entretanto, não se trata de renunciar, revogar o ideal que Deus propõe, antes é o testemunho da bondade e misericórdia de Deus para com todos que, por diversas razões não puderam realizar o ideal que um dia diante de Deus, do altar e de toda a comunidade, se comprometeram a viver.

Os Documentos da Igreja (Papa São João Paulo II, Papa Francisco), exortam ao acolhimento com misericórdia e envolvimento dos mesmos, em atividades de caridade para com o próximo.

Como vimos, o Sacramento do Matrimônio é um dos sinais do Amor de Deus. Que em cada Eucaristia celebrada as forças sejam renovadas para sua solidificação e santificação.

O casal cristão experimenta nas provações, dificuldades, ventos contrários, a presença e a ajuda de Cristo que dá força, conforto e esperança.

Urge anunciar e testemunhar o valor sagrado e irrevogável do Sacramento do Matrimônio, para que tenhamos famílias sólidas e felizes, sem nunca esquecermos:

“Como Jesus não abandonou nem a Humanidade, nem a Igreja quando O pregavam na Cruz, assim cada Matrimônio contraído ‘no Senhor’ conserva a indissolubilidade da união entre Cristo e a Igreja, mesmo quando a Cruz está presente”.(1)

E ainda: “Quem se reveste deste Espírito nos dias felizes, poderá continuar a viver desta mesma esperança nas horas difíceis da prova. E isto como a ‘criança’ que nos braços da mãe se sente segura, porque sabe acolher na transparência e na proximidade tudo o que lhe reserva a vida, certa do amor materno que a envolve” .(2)

Que todos os que desejam um dia contrair esta aliança indissolúvel de amor, reflitam a beleza do sagrado compromisso , para que sejam um sinal do Amor eterno e indissolúvel de Deus.

   
(1) (2) Lecionário Comentado - Tempo Comum - Volume II - Editora Paulus - Lisboa - pág. 493.         

O novo modo de viver em Cristo pelo Espírito

                                                      

O novo modo de viver em Cristo pelo Espírito

Com o Sermão sobre o batismo do Bispo São Paciano (Séc. IV), refletimos sobre o novo modo de viver em Cristo pelo Espírito:

“O pecado de Adão passara para toda a raça: Por um homem, assim diz o apóstolo, entrou o delito e pelo delito, a morte; assim também a morte passou para todos os homens (Rm 5,12). Portanto é necessário que a justiça de Cristo também passe para o gênero humano. Como aquele, pelo pecado fez perecer sua raça, assim Cristo pela justiça vivificará todo o Seu povo. 

O Apóstolo insiste: Como pela desobediência de um só muitos foram constituídos pecadores, assim pela obediência de um só muitos se constituem justos. Como reinou o delito para a morte, de igual modo reinará a graça pela justiça para a vida eterna (Rm 5,19.21).

Dirá alguém: ‘Mas havia motivo para o pecado de Adão passar aos seus descendentes, pois foram gerados por ele; e nós, será que somos gerados por Cristo para podermos ser salvos por Ele?’

Nada de pensamentos carnais. Já diremos de que modo somos gerados, tendo Cristo por pai. Nos últimos tempos, assumiu Cristo de Maria a alma com a carne. A ela veio salvar, não a abandonou nos infernos, uniu-a a seu Espírito, fazendo-a sua. São estas as núpcias do Senhor, a união a uma carne, para formarem, conforme o grande sacramento, de dois uma só carne, Cristo e a Igreja.

Destas núpcias nasce o povo cristão, com a vinda do alto do Espírito do Senhor. À substância de nossas almas une-se logo a semente celeste descida do céu e brotamos nas entranhas da mãe e, postos em seu seio, somos vivificados em Cristo. Daí dizer o Apóstolo: O primeiro Adão, alma vivente; o último Adão, Espírito vivificante (1Cor 15,45).

Assim gera Cristo, na Igreja, por meio de Seus sacerdotes. O mesmo Apóstolo: Em Cristo eu vos gerei (1Cor 4,15). A semente de Cristo, o Espírito de Deus, suscitando o novo homem no seio da mãe e dando-o à luz pelo parto da fonte, é dada pelas mãos do sacerdote; a madrinha do casamento é a fé.

É preciso receber a Cristo para nascer, pois assim diz o apóstolo João: A todos aqueles que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12). Não há possibilidade de se cumprir isto a não ser pelo Sacramento do Batismo, da crisma e do sacerdócio.

O Batismo purifica os pecados. Pela Crisma é infundido o Espírito Santo. Solicitamos ambos das mãos e das palavras do bispo. Deste modo o homem todo renasce e se renova em Cristo.

Da forma como Cristo ressuscitou dos mortos, assim também nós caminhemos com vida (Rm 6,4). Quer dizer, despojados dos erros da vida antiga, sigamos pelo Espírito o novo modo de viver em Cristo”.

Roguemos a Deus para vivamos com fidelidade a graça do Batismo recebido, e de modo especial, confirmados na fé, tendo acolhido o Espírito Santo, o dom de Deus, coloquemos todos os dons que d'Ele procedem à serviço de nossas comunidades (Sabedoria, Entendimento, Conselho, Ciência, Fortaleza, Temor e Piedade). Amém.

Maria nos ensina o caminho para o céu (Assunção de Nossa Senhora)

                                                            

Maria nos ensina o caminho para o céu

Celebramos, no dia 15 de agosto, a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, um dos dogmas da Igreja, decretado por Pio XII em 1950.

Na passagem da primeira Leitura (Ap 11,19; 12,1.3-6a.10ab), contemplamos Maria como imagem da Igreja, que  tem a missão de, mesmo na dor, no Mistério Pascal, gerar um mundo novo.

Por isto, Maria participa da vitória de Cristo sobre todo o mal e sobre a própria morte.

Maria assunta é a figura da Igreja, tanto a celestial, como a que caminha gerando a luz de Cristo para o mundo, prefigurando a vitória final com Cristo, por Ele e n’Ele.

O Dragão mencionado é o símbolo do mal, do poder do mundo, e a mulher representa o Povo de Deus, a Assembleia reunida para a Eucaristia. Há a anteposição de Cristo a Satanás.

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 15, 20-26.28), Jesus é o novo Adão e Maria é a nova Eva, sinal de esperança para toda a humanidade. 

Reconhecemos o lugar eminente  da Mãe de Deus no grande movimento da Ressurreição do Senhor.
Na passagem do Evangelho (Lc 1,39-56), contemplamos Maria cheia do Espírito Santo, Ela que é a primeira comunicadora de palavras de fé e esperança – “doravante todas as gerações me chamarão de bendita...”. É o cântico da esperança dos pobres e humildes...

No Magnificat, temos a certeza de nossa vitória também: disponibilidade, serviço, confiança, alegria, esperança, humildade, sonhos e compromissos com o Reino renovados.

Maria proclama que Deus cumpriu uma tríplice derrubada de situações humanas falsas, restaurando a humanidade na salvação:

No campo religioso, a derrubada da autossuficiência humana, da soberba; no campo político, a derrubada dos poderosos e a exaltação dos humildes; no campo social, a despedida dos ricos e a promoção da verdadeira partilha, solidariedade e fraternidade.

Aprendamos com Maria os caminhos da Oração, pois ela guardava e meditava tudo em seu coração: os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, tantos outros momentos citados no Evangelho e, sobretudo, o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

É preciso que ponhamos os nossos passos nos passos de Maria, e com ela também digamos a Deus que tudo seja feito em nós segundo a Sua Palavra.

Se na visitação Maria leva Jesus ao mundo, na sua dormição/Assunção, é Jesus quem a leva junto de Si e a contempla com a coroa da glória.

A meditação do Magnificat nos ensina a rezar por Maria, com Maria e como Maria. A autêntica devoção Mariana nos leva a Jesus, porque ela foi levada por Ele. 

Deste modo, se levarmos a Boa-Nova de Jesus ao mundo, também por Ele seremos levados à glória dos céus.

É sempre oportuno e enriquecedor refletir sobre os “três segredos” da felicidade que Maria nos revela, e o quanto ela é a perfeita realização das virtudes teologais:

FÉ: - “Eis a serva do Senhor” – o segredo da fé sem falha, em perfeita conformidade à vontade divina;

ESPERANÇA - “Nada é impossível a Deus” – incondicional confiança em Deus em tudo e em todos os momentos, favoráveis ou adversos;

CARIDADE - “Maria pôs-se a caminho apressadamente” – a caridade e a disponibilidade missionária para servir e comunicar o Amor e a presença de Deus.

Maria continua sendo a figura exemplar para todo o cristão porque vive em plenitude uma vida normal. 

A sua vida simples, marcada pela generosidade, no silêncio, são ensinamentos para que vivamos a fé em nossos ambientes, “fazendo extraordinariamente bem aquelas coisas ordinárias de nossa vida”.

Concluo com uma profissão de fé:
Cremos que Maria foi acolhida na glória celeste por Jesus Ressuscitado, que está sentado à direita do Pai, e sobre a cabeça de Sua mãe coloca a coroa de doze estrelas. 

Cremos que, com a Assunção de Maria, se dá o nascimento para a plenitude da vida, associada à Ressurreição de Jesus. 


Cremos que Deus quis que Jesus tivesse Sua Mãe junto de Si para ficar bem perto de nós, numa grande comunhão e desejável proximidade.

Cremos que, no coração de Maria, as coisas do Céu encontraram pleno espaço. Sendo assim, como no céu não ter e não encontrar espaço para sua totalidade: corpo e alma?

Cremos que Maria no céu é glorificada, e esta também deve ser a nossa meta. Imitemos suas virtudes para adorarmos em Espírito e Verdade o seu Filho, fazendo tudo o que Ele nos disser (Jo 2,5). Amém.

“Ave Maria, cheia de graça...”

A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus

                                                   


A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus
                                                             
A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus aponta o nosso destino: glorificação, ressurreição, participação na plenitude do amor de Deus, e cremos que ela foi a primeira, pois quis Deus tê-la junto de Seu Filho, que reina sobre todos e sobre o universo.
 
Trata-se de um dogma: Maria foi levada de corpo e alma aos céus. Um Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950, e deste modo, cremos que no coração de Maria, encontravam-se as maravilhas dos céus, e hoje ela está inteiramente no céu.
A glorificação de Maria nos céus é a sua participação na plenitude da alegria de Deus. E, também nos anuncia que fomos predestinados à santidade e à felicidade, que começa no tempo presente e se consuma na eternidade, na glória de Deus.
 
Quem, a exemplo de Maria, luta pelo bem, pela justiça, solidariedade, concórdia tem como garantia o prêmio da eternidade?
 
Uma autêntica devoção a Nossa Senhora leva-nos a experimentar a proteção divina; empenho constante de acolher e corresponder à graça divina, que não nos dispensa de compromissos concretos: prática do Mandamento do amor; rejeição à corrupção e toda forma de pecado;  vivência de valores éticos; conduta fraterna contra toda lógica de exclusão promovendo a inclusão e a comunhão.
 
Como Maria, sonhamos, queremos e nos comprometemos com um mundo novo livre de toda soberba (Deus é o absoluto); o poder é expressão de serviço (poderosos são derrubados); a partilha e a solidariedade são nossas marcas (os pobres são saciados).
 
Cremos que Maria adentrando na glória de Deus, passando pela porta da eternidade, espera-nos, como Mãe amantíssima, a cada um de nós de braços abertos.
                                        
Que um dia possamos ser acolhidos por Maria na porta da eternidade, no céu, e o que ora cantamos se torne uma realidade: “Com minha Mãe estarei na santa glória um dia, junto a Virgem Maria, no céu triunfarei. No céu, no céu com minha Mãe estarei...”
 

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG