sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Maria nos ensina o caminho para o céu (Assunção de Nossa Senhora)

                                                            

Maria nos ensina o caminho para o céu

Celebramos, no dia 15 de agosto, a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, um dos dogmas da Igreja, decretado por Pio XII em 1950.

Na passagem da primeira Leitura (Ap 11,19; 12,1.3-6a.10ab), contemplamos Maria como imagem da Igreja, que  tem a missão de, mesmo na dor, no Mistério Pascal, gerar um mundo novo.

Por isto, Maria participa da vitória de Cristo sobre todo o mal e sobre a própria morte.

Maria assunta é a figura da Igreja, tanto a celestial, como a que caminha gerando a luz de Cristo para o mundo, prefigurando a vitória final com Cristo, por Ele e n’Ele.

O Dragão mencionado é o símbolo do mal, do poder do mundo, e a mulher representa o Povo de Deus, a Assembleia reunida para a Eucaristia. Há a anteposição de Cristo a Satanás.

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 15, 20-26.28), Jesus é o novo Adão e Maria é a nova Eva, sinal de esperança para toda a humanidade. 

Reconhecemos o lugar eminente  da Mãe de Deus no grande movimento da Ressurreição do Senhor.
Na passagem do Evangelho (Lc 1,39-56), contemplamos Maria cheia do Espírito Santo, Ela que é a primeira comunicadora de palavras de fé e esperança – “doravante todas as gerações me chamarão de bendita...”. É o cântico da esperança dos pobres e humildes...

No Magnificat, temos a certeza de nossa vitória também: disponibilidade, serviço, confiança, alegria, esperança, humildade, sonhos e compromissos com o Reino renovados.

Maria proclama que Deus cumpriu uma tríplice derrubada de situações humanas falsas, restaurando a humanidade na salvação:

No campo religioso, a derrubada da autossuficiência humana, da soberba; no campo político, a derrubada dos poderosos e a exaltação dos humildes; no campo social, a despedida dos ricos e a promoção da verdadeira partilha, solidariedade e fraternidade.

Aprendamos com Maria os caminhos da Oração, pois ela guardava e meditava tudo em seu coração: os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, tantos outros momentos citados no Evangelho e, sobretudo, o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

É preciso que ponhamos os nossos passos nos passos de Maria, e com ela também digamos a Deus que tudo seja feito em nós segundo a Sua Palavra.

Se na visitação Maria leva Jesus ao mundo, na sua dormição/Assunção, é Jesus quem a leva junto de Si e a contempla com a coroa da glória.

A meditação do Magnificat nos ensina a rezar por Maria, com Maria e como Maria. A autêntica devoção Mariana nos leva a Jesus, porque ela foi levada por Ele. 

Deste modo, se levarmos a Boa-Nova de Jesus ao mundo, também por Ele seremos levados à glória dos céus.

É sempre oportuno e enriquecedor refletir sobre os “três segredos” da felicidade que Maria nos revela, e o quanto ela é a perfeita realização das virtudes teologais:

FÉ: - “Eis a serva do Senhor” – o segredo da fé sem falha, em perfeita conformidade à vontade divina;

ESPERANÇA - “Nada é impossível a Deus” – incondicional confiança em Deus em tudo e em todos os momentos, favoráveis ou adversos;

CARIDADE - “Maria pôs-se a caminho apressadamente” – a caridade e a disponibilidade missionária para servir e comunicar o Amor e a presença de Deus.

Maria continua sendo a figura exemplar para todo o cristão porque vive em plenitude uma vida normal. 

A sua vida simples, marcada pela generosidade, no silêncio, são ensinamentos para que vivamos a fé em nossos ambientes, “fazendo extraordinariamente bem aquelas coisas ordinárias de nossa vida”.

Concluo com uma profissão de fé:
Cremos que Maria foi acolhida na glória celeste por Jesus Ressuscitado, que está sentado à direita do Pai, e sobre a cabeça de Sua mãe coloca a coroa de doze estrelas. 

Cremos que, com a Assunção de Maria, se dá o nascimento para a plenitude da vida, associada à Ressurreição de Jesus. 


Cremos que Deus quis que Jesus tivesse Sua Mãe junto de Si para ficar bem perto de nós, numa grande comunhão e desejável proximidade.

Cremos que, no coração de Maria, as coisas do Céu encontraram pleno espaço. Sendo assim, como no céu não ter e não encontrar espaço para sua totalidade: corpo e alma?

Cremos que Maria no céu é glorificada, e esta também deve ser a nossa meta. Imitemos suas virtudes para adorarmos em Espírito e Verdade o seu Filho, fazendo tudo o que Ele nos disser (Jo 2,5). Amém.

“Ave Maria, cheia de graça...”

A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus

                                                   


A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus
                                                             
A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus aponta o nosso destino: glorificação, ressurreição, participação na plenitude do amor de Deus, e cremos que ela foi a primeira, pois quis Deus tê-la junto de Seu Filho, que reina sobre todos e sobre o universo.
 
Trata-se de um dogma: Maria foi levada de corpo e alma aos céus. Um Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950, e deste modo, cremos que no coração de Maria, encontravam-se as maravilhas dos céus, e hoje ela está inteiramente no céu.
A glorificação de Maria nos céus é a sua participação na plenitude da alegria de Deus. E, também nos anuncia que fomos predestinados à santidade e à felicidade, que começa no tempo presente e se consuma na eternidade, na glória de Deus.
 
Quem, a exemplo de Maria, luta pelo bem, pela justiça, solidariedade, concórdia tem como garantia o prêmio da eternidade?
 
Uma autêntica devoção a Nossa Senhora leva-nos a experimentar a proteção divina; empenho constante de acolher e corresponder à graça divina, que não nos dispensa de compromissos concretos: prática do Mandamento do amor; rejeição à corrupção e toda forma de pecado;  vivência de valores éticos; conduta fraterna contra toda lógica de exclusão promovendo a inclusão e a comunhão.
 
Como Maria, sonhamos, queremos e nos comprometemos com um mundo novo livre de toda soberba (Deus é o absoluto); o poder é expressão de serviço (poderosos são derrubados); a partilha e a solidariedade são nossas marcas (os pobres são saciados).
 
Cremos que Maria adentrando na glória de Deus, passando pela porta da eternidade, espera-nos, como Mãe amantíssima, a cada um de nós de braços abertos.
                                        
Que um dia possamos ser acolhidos por Maria na porta da eternidade, no céu, e o que ora cantamos se torne uma realidade: “Com minha Mãe estarei na santa glória um dia, junto a Virgem Maria, no céu triunfarei. No céu, no céu com minha Mãe estarei...”
 

Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora

                                     


                 Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora

“Ó Maria, Tu sempre brilhas em nosso caminho como sinal de salvação e esperança.

Nós nos entregamos a Ti, Saúde dos Enfermos, que na Cruz foste associada à dor de Jesus, mantendo firme a Tua fé.

Tu, Salvação do povo romano, sabes do que precisamos e temos a certeza de que garantirás, como em Caná da Galileia, que a alegria e a celebração possam retornar após este momento de provação.

Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a vontade do Pai e a fazer o que Jesus nos disser.

Ele que tomou sobre Si nossos sofrimentos e tomou sobre Si nossas dores para nos levar, através da Cruz, à alegria da Ressurreição. Amém.

Sob a Tua proteção, buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus.

Não desprezes as nossas súplicas, nós que estamos na provação, e livra-nos de todo perigo, Virgem gloriosa e abençoada.”


PS: Oração feita na Missa celebrada pelo Papa no Santuário do Divino Amor, dia 11 de março de 2020 – Itália

“Deus fez de ti escada luminosa”

                                                       


“Deus fez de ti escada luminosa”

“Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!”

Um Hino rezado pela Igreja nas Vésperas da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus, de corpo e alma, um dos dogmas da Igreja:

Nova estrela do céu, gáudio da terra,
ó Mãe do Sol, geraste o Criador:
estende a tua mão ao que ainda erra,
levanta o pecador.

Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!

Os anjos apregoam-te Rainha,
e apóstolos, profetas, todos nós:
no mais alto da Igreja estás sozinha,
da Divindade após.

Louvor rendamos à Trindade eterna,
que a ti como Rainha hoje coroa.
Toma o teu cetro, pois, reina e governa,
Mãe que acolhe e perdoa!”

“Deus fez de ti escada luminosa”, Amantíssima Mãe Maria;

Ninguém melhor para nos ensinar o caminho para os céus,

Pois viveste plenamente para Deus e a Sua divina vontade,

E por isto, foste preservada da mancha do pecado original. 

 

És a Imaculada Conceição, e nos ensina a buscar

 e ter pureza de coração para vermos a Deus:

“Bem-aventurados os puros de coração,

Porque verão a Deus”, disse teu Amado Filho.

 

Bendita és tu entre as mulheres, Mãe do Redentor.

E és a bendita escada luminosa que conduz para o alto,

Onde Deus habita, e enquanto peregrinamos aqui, por um tempo,

Incansáveis na busca das coisas do alto (Cl 3,1-4),

 

És escada luminosa que conduz para o alto,

Contigo aprendemos a galgar degrau por degrau,

Carregando nossa cruz cotidiana, com suas renúncias,

Vivendo as virtudes divinas que nos movem: fé, esperança e caridade.

 

Amantíssima Mãe Maria, escada luminosa para a eternidade,

Como está difícil o momento que vivemos, em todos os âmbitos,

Quão prolongada noite escura por que passamos,

Mas contigo, cremos que a Luz de Deus brilhará mais forte.

 

És a escada luminosa que nos aponta nosso desejado destino:

Um dia contemplar tua presença, na glória dos céus,

Rainha dos céus, vivendo na pleníssima comunhão de amor

Da Trindade Santa do Pai, o Espírito e  teu Amado Filho. Amém. 

Em poucas palavras...

                                                                 


“Maria, a mais pura realização da fé”

“Durante toda a sua vida e até à última provação (Lc 2,35), quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, a sua fé jamais vacilou.

Maria nunca deixou de crer «no cumprimento» da Palavra de Deus. Por isso, a Igreja venera em Maria a mais pura realização da fé.”  (1)

 

(1)       Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 149


Ó Mãe, o que seria de mim sem ti?

                                                       


Ó Mãe, o que seria de mim sem ti?
 
Nossa Senhora do Caminho, Mãe de Deus e nossa,
Quantas vezes a ti recorri e nunca saí sem resposta.
 
Tu que nos apontaste Teu Filho, como nosso único Redentor,
Porque tão somente Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.(1)
 
Eu te agradeço quando:
 
Na dúvida do que fazer, como nas bodas, ao acabar o vinho,
Tuas palavras me iluminaram: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.(2)
 
Na escuridão por vezes do cotidiano, sem saber vital rumo,
Tu nos apontaste Teu Filho, a Luz que ilumina o caminho (3)
 
Num mundo de verdades passageiras, mentiras multiplicadas,
Com ternura nos aponta Teu Filho, a Verdade que nos liberta. (4)
 
No cansaço das múltiplas e necessárias atividades,
Tu nos conduziste ao teu Filho, que nos refaz dos cansaços. (5)
 
No peso da cruz carregada, com suas renúncias,
Tua presença ao pé da Cruz, coragem e força renovadas.(6)
 
Na falta da paciência e a não esperança de mais nada,
Tua amável e doce presença com os Apóstolos: avançar é preciso.(7)
 
Eu te agradeço, ó Mãe Amantíssima.
Ó Nossa Senhora de tantos nomes:
Nossa Senhora do Caminho. Amém.
 
(1) Jo 14,6
(2) Jo 2,5
(3)  Jo 8,12
(4) Jo 8,32
(5) Mt 11,28-30
(6) Jo 19,25-27
(7) At 1,1-14

O Dogma da Assunção de Maria ao céu (parte I)

                                                    


O Dogma da Assunção de Maria ao céu: Com Maria, um dia, no céu possamos estar!     
                                                             
Trata-se do Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950: Maria foi elevada de corpo e alma ao céu.

No coração de Maria, encontravam-se as maravilhas dos céus, e hoje ela está inteiramente no céu.

A Festa da Assunção aponta o nosso destino: glorificação, ressurreição, participação na plenitude do amor de Deus. Ela foi sem dúvida a primeira.

Quis Deus tê-la junto de Seu Filho, que reina sobre todos e sobre o universo.

Inspirado no artigo de D. Luciano Mendes de Almeida (FSP 20/08/06), faço alguns apontamentos e reflexões acrescidas:

A glorificação de Maria nos céus é a sua participação na plenitude da alegria de Deus. E, também nos anuncia que fomos predestinados à santidade e à felicidade, que começa no tempo presente e se consuma na eternidade, na glória de Deus.

Quem, a exemplo de Maria, luta pelo bem, pela justiça, solidariedade, concórdia tem como garantia o prêmio da eternidade?

Maria no céu, para estar mais próxima e intimamente de nós, é ajuda constante em nossa luta e caminhada.

Uma autêntica devoção à Nossa Senhora leva-nos a experimentar a proteção divina; empenho constante de acolher e corresponder à graça divina, que não nos dispensa de compromissos concretos:

- Prática do Mandamento do amor;
- Rejeição à corrupção e toda forma de pecado;
- Vivência de valores éticos: viver a verdade e conquistar a liberdade;
- Conduta fraterna contra toda lógica de exclusão; promovendo a inclusão e a comunhão.

Esta mesma devoção nos coloca em atitudes compromissadas:

- Enfrentar a luta;
- Perseverar até o fim;
- Acreditar na esperança contra toda falta de esperança;
- Alegrarmo-nos e alegrarmos o mundo como presença caritativa de Deus.

Como Maria, sonhamos, queremos e nos comprometemos com um mundo novo:

- Livre de toda soberba (Deus é o absoluto);
- Poder como expressão de serviço (poderosos são derrubados);
- A partilha e a solidariedade são nossas marcas (os pobres são saciados).

Que o Magnificat cantado por Maria, este canto de alegria, confiança e esperança dos pobres, seja o nosso canto, e para cantá-lo,  imitemos em nossa vida as virtudes de Maria: humildade, disponibilidade, serviço, alegria, confiança, esperança, solidariedade, misericórdia...

Celebrando esta Festa, sejamos libertados de toda esterilidade devocional para sermos mais filhos de Maria, mais Eucarísticos, portanto, mais fraternos; experimentadores das alegrias do Reino inaugurado por Aquele que nos abre as portas da felicidade e da eternidade!

Cremos que Maria adentrando na glória de Deus, passando pela porta da eternidade, espera-nos, como Mãe amantíssima, a cada um de nós de braços abertos.
                                        
Na terra, num quase último ato de amor por nós, Jesus nos deu Sua Mãe como nossa Mãe; cremos que Ele no céu também a coloca de braços abertos para nos acolher na hora de nossa morte, para que alcancemos a incorruptibilidade, a glória da eternidade.

Que um dia possamos ser acolhidos por Maria na porta da eternidade, no céu. Amém!

O que ora se canta, torne-se uma realidade:

“Com minha Mãe estarei na santa glória um dia,
junto a Virgem Maria, no céu triunfarei.
No céu, no céu com minha Mãe estarei...”

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