Desejar a perfeição, é empenhar-se no fortalecimento da comunhão, procurando caminhos de correção e superação dos conflitos, sem jamais ferir ou esquecer a prática da caridade, como expressão da misericórdia.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
A escada da correção fraterna
Desejar a perfeição, é empenhar-se no fortalecimento da comunhão, procurando caminhos de correção e superação dos conflitos, sem jamais ferir ou esquecer a prática da caridade, como expressão da misericórdia.
Em poucas palavras...
Nossa intimidade com Cristo
“A pertença a Cristo implica uma ruptura, pois determina uma opção...
A intimidade com Cristo torna-se comunhão e alimenta uma fé capaz de transportar montanhas.”
(1) Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus - da passagem (1 Cor 7,25-31) – pág. 1252
Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora
Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora
Entre o transitório e o eterno
Entre o transitório e o eterno
“Pois a figura deste mundo passa” (1 Cor 7,31)
“O Martírio do amor...”
“O Martírio do amor...”
Ao celebrar no dia 12 de agosto a Memória de Santa Joana Francisca de Chantal, sejamos enriquecidos pelo escrito de uma de suas secretárias.
“Certo dia, Santa Joana disse estas fervorosas palavras, logo fielmente recolhidas: Filhas diletíssimas, muitos dos nossos santos Padres e colunas da Igreja não sofreram o martírio; sabeis dizer-me por que razão? Após a resposta de cada uma, disse a santa Madre: Quanto a mim, creio que isto aconteceu assim, por haver outro martírio que se chama martírio de amor, em que Deus, conservando em vida Seus servos e servas a fim de trabalharem para Sua glória, os faz ao mesmo tempo mártires e confessores. Sei que, por disposição divina – acrescentou – as filhas da Visitação são chamadas a este martírio com o mesmo ardor que levou a afrontá-lo aquelas servas mais afortunadas.À pergunta de uma irmã sobre o modo como poderá se realizar este martírio, respondeu: Abri-vos inteiramente à vontade de Deus e tereis a prova. O Amor divino mergulha sua espada até o mais íntimo e secreto de nossas almas, e separa-nos de nós mesmas. Conheci uma alma a quem o amor separou de tudo quanto lhe agradava, como se o golpe dado pela espada de um tirano lhe tivesse separado o espírito do corpo. Percebemos que falara de si mesma. Tendo outra irmã indagado quanto tempo duraria esse martírio, explicou: Desde o momento em que nos entregamos a Deus sem reservas, até o fim da vida. No entanto, isto só diz respeito às pessoas magnânimas, que, renunciando completamente a si mesmas, são fiéis ao amor; os fracos e inconstantes no amor, nosso Senhor não os leva pelos caminhos do martírio, mas deixa-os viver a passos lentos, para que não se afastassem dele; pois nunca força a livre vontade. Quando, por fim, lhe foi perguntado se este martírio de amor poderia ser igualado ao martírio do corpo, respondeu: Não nos preocupemos com a questão da igualdade, muito embora eu julgue que um não ceda ao outro, porque o amor é forte como a morte (Ct 8, 6). E ainda porque os mártires de amor sofrem dores mil vezes mais agudas conservando a vida para cumprir a vontade de Deus, do que se tivessem de dar mil vidas para testemunhar a sua fé, o seu amor e a sua fidelidade.” Nascida em Dijon (França), no ano de 1572. Casou-se com o barão de Chantal, e foi mãe de seis filhos, os quais educou na piedade. Após a morte do marido, levou uma admirável vida de perfeição, sob a direção de São Francisco Sales, praticando especialmente a caridade para com os pobres e enfermos. Antes de morrer (1641) fundou e governou com sabedoria a Ordem da Visitação. “Martírio do Amor?”. Quantos o viveram e vivem entre nós: mães e pais no amor e cuidado de seus filhos; educadores/professores plantando semente do saber num contexto marcado por dificuldades; profissionais inúmeros, que no martírio do amor, mais que pelo dinheiro necessário, realizam tudo com extremo amor, como que um sacerdócio, vivendo com toda intensidade e caridade. Martírio do amor no cuidado de crianças, enfermos, idosos, muitos que para a sociedade nada dizem, nada contam, porque vítimas de uma cultura do descarte. Martírio do amor vivido no zelo pastoral de tantos nomes que conhecemos movidos, tão apenas pelo mais belo e puro amor: Jesus Cristo. Urge nos abrirmos ao profundo e sincero martírio do amor, para acolher o Verdadeiro Amor, o Pão Vivo descido do céu que nos garante a eternidade. Finalizando, retomemos suas palavras:
“Abri-vos inteiramente à vontade de Deus
e tereis a prova.
O amor divino mergulha sua espada até o mais íntimo e
secreto de nossas almas,
e separa-nos de nós mesmas.
Conheci uma alma a quem o amor separou de tudo
quanto lhe agradava, como se o golpe dado
pela espada de um tirano lhe tivesse
separado o espírito do corpo”.
Roguemos ao Senhor a graça necessária para que vivamos o martírio do amor, como discípulos missionários do Senhor, peregrinando na esperança, edificando uma Igreja verdadeiramente sinodal à serviço do Reino de Deus. Amém.
Em poucas Palavras... (Nossa Senhora)
Maria Santíssima que a Igreja nos ensina a crer
“Cremos que Maria Santíssima, que permaneceu sempre Virgem, tornou-se Mãe do Verbo Encarnado, nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo; e que por motivo desta eleição singular, em consideração dos méritos de seu Filho, foi remida de modo mais sublime, e preservada imune de toda a mancha do pecado original; e que supera de longe todas as demais criaturas, pelo dom de uma graça insigne.
Associada por um vínculo estreito e indissolúvel aos mistérios da Encarnação e da Redenção, a Santíssima Virgem Maria, Imaculada, depois de terminar o curso de sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial; e, tornada semelhante a seu Filho, que ressuscitou dentre os mortos, participou antecipadamente da sorte de todos os justos.
Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no céu a desempenhar seu ofício materno, em relação aos membros de Cristo, cooperando para gerar e desenvolver a vida divina em cada uma das almas dos homens que foram remidos.” (1)
(1) Solene Profissão de fé na conclusão do «Ano da Fé» proclamado por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma – Papa São Paulo VI – Praça de São Pedro - 30/06/1968 – parágrafos nn.14-15.
“Tal como ouvimos, assim vimos”
Subamos ao Monte Tabor, e contemplemos o Senhor e Sua imensa compaixão pela humanidade, e Seu Senhorio incontestável.
Ouçamos a voz Divina e, deste modo, o escuro mais profundo de nossa alma será iluminado, e revigoradas nossas forças, desceremos a Montanha para o testemunho da fé, em gestos concretos de compaixão e solidariedade para com tantos desfigurados, sempre atentos à voz do Filho Amado, pois tal como vimos e ouvimos, é preciso anunciar e testemunhar a Boa Nova do Reino. Amém.







