terça-feira, 11 de agosto de 2026
A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus
A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus
Aprendamos com Maria a construir a cultura da paz e da vida!
Aprendamos com Maria a construir a cultura da paz e da vida!
“Deus fez de ti escada luminosa”
“Deus fez de ti escada luminosa”
“Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!”
Um Hino rezado pela Igreja nas Vésperas da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus, de corpo e alma, um dos dogmas da Igreja:
“Nova estrela do céu, gáudio da terra,
ó Mãe do Sol, geraste o Criador:
estende a tua mão ao que ainda erra,
levanta o pecador.
Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!
Os anjos apregoam-te Rainha,
e apóstolos, profetas, todos nós:
no mais alto da Igreja estás sozinha,
da Divindade após.
Louvor rendamos à Trindade eterna,
que a ti como Rainha hoje coroa.
Toma o teu cetro, pois, reina e governa,
Mãe que acolhe e perdoa!”
“Deus fez de ti escada luminosa”, Amantíssima Mãe Maria;
Ninguém melhor para nos ensinar o caminho para os céus,
Pois viveste plenamente para Deus e a Sua divina vontade,
E por isto, foste preservada da mancha do pecado original.
És a Imaculada Conceição, e nos ensina a buscar
e ter pureza de coração para vermos a Deus:
“Bem-aventurados os puros de coração,
Porque verão a Deus”, disse teu Amado Filho.
Bendita és tu entre as mulheres, Mãe do Redentor.
E és a bendita escada luminosa que conduz para o alto,
Onde Deus habita, e enquanto peregrinamos aqui, por um tempo,
Incansáveis na busca das coisas do alto (Cl 3,1-4),
És escada luminosa que conduz para o alto,
Contigo aprendemos a galgar degrau por degrau,
Carregando nossa cruz cotidiana, com suas renúncias,
Vivendo as virtudes divinas que nos movem: fé, esperança e caridade.
Amantíssima Mãe Maria, escada luminosa para a eternidade,
Como está difícil o momento que vivemos, em todos os âmbitos,
Quão prolongada noite escura por que passamos,
Mas contigo, cremos que a Luz de Deus brilhará mais forte.
És a escada luminosa que nos aponta nosso desejado destino:
Um dia contemplar tua presença, na glória dos céus,
Rainha dos céus, vivendo na pleníssima comunhão de amor
Da Trindade Santa do Pai, o Espírito e teu Amado Filho. Amém.
O Dogma da Assunção de Maria ao céu (parte I)
Inspirado no artigo de D. Luciano Mendes de Almeida (FSP 20/08/06), faço alguns apontamentos e reflexões acrescidas:
O Dogma da Assunção de Maria ao céu (parte II)
O Dogma da Assunção de Maria ao céu
Quem melhor do que Maria?
Sejamos
iluminados pela Homilia escrita pelo do Abade São Bernardo (Séc. XII)
sobre Nossa Senhora, aquela que foi preparada pelo Altíssimo e prometida pelos
Patriarcas.
“A Deus competia nascer de uma virgem
unicamente; e era claro que do parto da Virgem somente viesse Deus à luz.
Por esse motivo, o
Criador dos homens, para Se fazer homem nascido de ser humano, devia dentre
todas escolher, ou melhor, criar para Si a mãe tal, como sabia convir a Si e
ser-Lhe agradável em tudo.
Quis então que fosse uma
virgem. Da imaculada nascendo o Imaculado, Aquele que purificaria as máculas de
todos.
Ele a quis também
humilde, donde proviesse o manso e humilde de coração, que iria mostrar a todos
o necessário e salubérrimo exemplo destas virtudes.
Concedeu, pois, à Virgem
a fecundidade, a ela a quem já antes inspirara o voto da virgindade e lhe
antecipara o mérito da humildade.
A não ser assim, como
poderia o anjo dizê-la cheia de graça, se algo, por mínimo que fosse, faltasse
à graça?
Assim, aquela que iria
conceber e dar à luz o Santo dos Santos, recebeu o dom da virgindade para que
fosse santa no corpo, e, para ser santa no espírito, recebeu o dom da
humildade.
Esta Virgem régia,
ornada com as joias das virtudes, refulgente pela dupla majestade da alma e do
corpo, por sua beleza e formosura conhecida nos céus, atraiu sobre si o olhar
dos anjos. Até atraiu sobre si a atenção do Rei, que a desejou e arrebatou das
alturas até si o mensageiro celeste.
O anjo foi enviado à
Virgem (Lc 1,26-27). Virgem na alma, virgem na carne, virgem pelo propósito,
virgem enfim tal como a descreve o Apóstolo, santa de espírito e de corpo.
Não pouco antes, nem por
acaso encontrada, mas eleita desde o princípio dos séculos, conhecida pelo
Altíssimo e preparada para Ele, guardada pelos Anjos, prefigurada pelos
Patriarcas, prometida pelos Profetas”.
Contemplemos
a mais bela de todas as mulheres, aquela que de corpo e alma foi assunta aos
céus; aquela que foi preparada pelo Altíssimo, prefigurada pelos Patriarcas e
prometida pelos Profetas, e coroada como Rainha, “ornada com as joias das virtudes pela dupla majestade da alma e do
corpo, por sua beleza e formosura conhecida nos céus...”
Virgem, imaculada, pura, inteiramente para Deus, inteiramente para acolher no
ventre o próprio Deus. Por isto, a Igreja a reconhece como o primeiro Sacrário
vivo da Eucaristia.
Contemplemos
suas qualidades, e reconheçamos a beleza de sua participação na obra da nossa
redenção.
É
preciso que também desta redenção participemos, tendo ela como modelo na
fidelidade ao Filho. Incansável no combate contra o mal, a morte, o pecado, a
destruição da vida etc.
Como
disse Santo Inácio, nos exercícios espirituais é preciso que tomemos cuidado
com os degraus que nos fragilizam e permitem a vitória do mal, prefigurado em
Satanás, que tenta nos conduzir para longe de Deus.
O
primeiro é exatamente a riqueza;
o segundo, consequência da posse do dinheiro, é a vanglória; o terceiro é a soberba daquele
que, por ter muitos bens, julga que não necessita de Deus para viver, e vive
muito bem.
Quem
melhor do que Maria para
nos ensinar a rezar, em
Deus confiar e da luta jamais desistir? Quem
melhor do que Maria cantou, sonhou e
participou do Mundo Novo que há de vir?
Renovemos
nossa devoção à Maria; contando com sua companhia, inspirando-nos sempre nela
no bom combate da fé, em incondicional fidelidade ao seu Filho. Maria é
modelo de virtudespara os discípulos missionários do Senhor. E nisso consiste
a verdadeira devoção à Maria, e a todos os santos: aprender e imitar suas
virtudes, para não incorrer em estéril devocionismo. Salve
Rainha, Mãe de Misericórdia…







