segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Consagrados à misericórdia divina

                                                            


Consagrados à misericórdia divina

“Sede misericordiosos 
como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)

Ó Deus de misericórdia, a Vós nos consagramos, sobretudo neste tempo tão difícil, marcado pela pandemia, e Vos pedimos para que nos ajudeis a sermos misericordiosos como Vós.

Deste modo, nos colocaremos ao lado de quem sofre, num caminho de caridade, proximidade fraterna, acolhida e ternura; e como testemunhas da misericórdia divina, derramaremos sobre as feridas dos enfermos, o óleo da consolação e o vinho da esperança.

A Vós consagramos todos aqueles que se colocam a serviço da vida dos enfermos: médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório, auxiliares e cuidadores destes, e inúmeros voluntários que doam seu tempo precioso a quem sofre, no ministério da consolação.

A Vós bendizemos pelos recentes progressos alcançados pela ciência médica, na defesa e promoção da vida; as pesquisas para vencermos velhas e novas enfermidades.

Pai eterno de misericórdia, pela dolorosa Paixão e Ressurreição do Vosso Filho, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amém!

 

Fonte inspiradora: Mensagem do Papa Francisco para o XXX Dia Mundial do Doente (2022)


Em poucas palavras...

                                                     

A necessária missão dos jovens

“Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e medrosos.

Correi «atraídos por aquele Rosto tão amado, que adoramos na sagrada Eucaristia e reconhecemos na carne do irmão que sofre.

O Espírito Santo vos impulsione nesta corrida para a frente. A Igreja precisa do vosso ímpeto, das vossas intuições, da vossa fé.

Nós temos necessidade disto! E quando chegardes aonde nós ainda não chegamos, tende a paciência de esperar por nós».”

 

(1) Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Christus vivit” parágrafo n.299

 

Eu vi...

                                                         


Eu vi...

Eu vi...
Eu vi as sementes daquela flor sendo replantadas...
Eu vi uma jovem recebendo uma flor de seu amado...
Eu vi um jovem entregando uma flor para sua amada... (ainda se dá flores!)

Eu vi um homem cuidando do jardim, para que desse a flor.
Eu vi antes ele plantando a semente para que nascesse a flor.
Eu vi alguém comprando as mesmas sementes, potencial de flor.

Eu vi alguém preparando as sementes para outro dela dispor.
Eu vi a semente, da semente da semente, daquela flor.
Eu vi a semente da semente, da semente da semente da semente... daquela flor.

Eu vi a semente...
Eu vi as primeiras sementes no Éden sendo espalhadas: Obra do meu Amor
Eu não vi mais as primeiras sementes, porque elas ainda não existiam...
Mas, eu as vi antes que todos vissem,
Quando tudo por meio d'Ele criei!
Sempre vejo o que você ainda não viu!

Assim Sou Eu, assim somos Nós: Trindade Santa.
Nós o mundo pensamos, criamos, te presenteamos...
Mas Eu também vos vejo o mesmo mundo destruindo,
Com ambições desmedidas, sustentabilidade ofendida...

Mas eu também espero, porque confio em minhas amadas criaturas,
Um dia cuidarão de cada semente com mais amor e ternura!
Mas Eu também vos vejo o mesmo mundo reconstruindo,
Com novas posturas ecológicas do planeta cuidando...
Como me alegra o coração, nos limites da humana condição,
Pessoas de boa vontade: 
Luzes, cores, flores e amores - multiplicação!



PS: Para uma reflexão teológica e antropológica da criação! Convite à reflexão e atitudes que demonstrem amor ao planeta, por novas posturas ecológicas e de sustentabilidade.

A família e o aprendizado da misericórdia

                                                            

A família e o aprendizado da misericórdia
            
“Toda casa é um candelabro”
(Jorge Luíz Borges)

“Toda família deve ser como um berço da misericórdia”, em que todos procurem aprender e se empenhar para serem “Misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36).

Sendo a família uma espécie de Igreja Doméstica, como nos ensina a “Lumen Gentium” (n.11), urge que se criem momentos intensos e enriquecedores de oração diária, com a Leitura Orante da Palavra de Deus, fortalecendo os vínculos da comunhão, nutrindo-se da Ceia Eucarística, para que ela seja um templo onde habita o Espírito Santo.

Deste modo, as famílias se tornam “berço da misericórdia”, onde se vive o amor, compreensão, diálogo, paciência, carinho, acolhida, perdão, solidariedade, mansidão, paciência e quanto mais se possa dizer, para que ela se edifique na solidez da Palavra de Deus.

Não podemos ver a família como “problema”, mas como uma “oportunidade” de santificação e participação na construção da civilização do amor.

Famílias que perseveram na participação da Mesa Sagrada da Palavra e da Santa Eucaristia renovam no coração a chama ardente do primeiro encontro, que o Senhor acendeu, a ser eternizada no Céu, onde contemplaremos o Fogo Eterno do Amor de Deus, que jamais se apaga e se consome, e que, por enquanto, apenas experimentamos.

Sejamos perseverantes na edificação de nossa família, santuário da vida, lugar em que a vida não seja apenas gerada, mas cuidada, resplandecendo a luz de Deus no mundo, como precioso candelabro divino.

A consolação divina em nosso peregrinar na esperança

 


A consolação divina em nosso peregrinar na esperança

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito por São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, o Grande, Patriarca de Roma (séc. V), sobre as Bem-Aventuranças.

“Após falar sobre a pobreza, que tanta felicidade proporciona, o Senhor seguiu dizendo: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 

Queridíssimos irmãos, o pranto ao qual está vinculado um consolo eterno é distinto da aflição deste mundo. Os lamentos que se escutam neste mundo não tornam ninguém feliz. É muito distinta a razão de ser dos gemidos dos santos, a causa que produz lágrimas felizes.

A santa tristeza lamenta o pecado, o alheio e o próprio. E a amargura não é motivada pela maneira de agir da justiça divina, mas pela maldade humana. E, neste sentido, deve-se lamentar mais a atitude do que age mal, do que a situação daquele que tem que sofrer por causa do malvado, porque ao injusto sua malícia termina no castigo; porém, ao justo sua paciência o leva para a glória.

Segue o Senhor: Bem-aventurados os sofredores, porque eles herdarão a terra. Promete-se a posse da terra aos sofredores e aos mansos, aos humildes e simples, e aos que estão dispostos a tolerar todo o tipo de injustiças.

Não se deve olhar esta herança como desprezível e desfragmentada, como se estivesse separada da pátria celestial; do contrário, não se compreende quem poderia entrar no Reino dos Céus.

Porque a terra prometida aos sofredores, em cuja posse os mansos entrarão, é a carne dos santos. Esta carne viveu em humilhação, por isso mereceu uma ressurreição que a transforma e a reveste de imortalidade gloriosa, sem temer nada que possa contrariar ao espírito, sabendo que sempre estarão de comum acordo. Porque, nesse caso, o homem exterior será a possessão pacífica e inamissível do homem interior.

E, assim, os sofredores herdarão em paz perpétua e sem prejuízo algum a terra prometida, quando este corruptível se revista de incorrupção, e este mortal se revista de imortalidade.” (1) 

Vivendo o Ano Jubilar, peçamos a graça e força divinas, para continuarmos nosso peregrinar, na esperança de um novo céu e nova terra (cf. 2 Pd 3,13).

Renove-se em nossos corações a esperança e confiança no Senhor, em meio às eventuais dificuldades e provações que enfrentamos no testemunho de nossa fé, de tal modo que ela seja fortalecida, e a esperança renovada, e a caridade cada vez mais inflamada, convictos de que “ao justo sua paciência o leva para a Glória”. Amém.

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – pág. 638

“O que está acontecendo contigo?”

                                                           

“O que está acontecendo contigo?”

“Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a Oração, as súplicas e a ação de graças"
(Fl 4, 6)

“O que está acontecendo contigo?”
Alguém, com lágrimas vertentes, poderá me responder:
“Já não tenho mais o emprego ;
Somarei a tantos milhões que amargam sua falta;
Terei que reinventar um novo modo de sobreviver,
Sem na fé vacilar, jamais na esperança esmorecer”.

“O que está acontecendo contigo?”
Outro, neste momento, poderá me responder:
“Vi alguém partir para ficar para sempre, com a inevitabilidade da morte.
Está difícil recomeçar meu caminho, mas sei que é preciso.
Ainda que a ausência e a saudade me consumam vorazmente,
Crer na Ressurreição até que um dia nos encontremos novamente”.

“O que está acontecendo contigo?”
Alguém talvez nem forças terá para responder, mas dirá:
“Roubaram meus sonhos, pisotearam minhas utopias,
Escureceram meu horizonte do inédito que buscava,
Dizendo que não passavam de ilusórias fantasias.
Mas preciso revigorar minhas forças, a força da profecia”.

“O que está acontecendo contigo?”
Apontando para o chão em que pisamos responde:
“Veja o chão que pisamos; o céu que nos cobre.
Estenda teu olhar para o planeta Terra, nossa casa comum.
Estou em silêncio, ouvindo do Planeta seus gemidos e clamores.
O que fazer para recriar e cuidar melhor de nossa casa comum?”

“O que está acontecendo contigo?”
Também preciso dar minha resposta com sinceridade:
“Refletindo sobre a vida, nossa humana condição,
E o que fazer para elevar e qualificar a condição humana.
Que pães e peixes tenho para oferecer?
Que posso fazer para um novo amanhecer?”

“O que está acontecendo contigo?”
Dê ao Senhor neste momento a tua resposta:
Dê tuas respostas: se bem,  diga a Ele com sinceridade
E com toda simplicidade: estou bem, em paz, porque contigo.
Do contrário, abra teu coração e, antes mesmo de falares,
Ele bem saberá, e com certeza uma Boa-Nova te dirá”.

Em poucas palavras...

                                             


“O ódio voluntário é contra a caridade”

“O ódio voluntário é contra a caridade. Odiar o próximo, querendo-lhe mal deliberadamente é pecado. É pecado grave, quando deliberadamente se lhe deseja um mal grave. «Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus...» (Mt 5, 44-45).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2303

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