sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Lamentos sentidos que tocaram os céus
A manifestação do Espírito
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Caminhando sobre as pétalas dos ipês
Caminhando sobre as pétalas dos ipês
“Permanecei inabaláveis e firmes na fé,
sem vos afastardes da esperança que vos dá o Evangelho,
que ouvistes, que foi anunciado a toda criatura debaixo do céu.” (1)
Manhã de primavera, caminhando sobre as pétalas,
que anunciam uma nova estação começada.
Pensamentos elevados aos céus, em súplicas.
Relembro pequenos gestos contemplados,
mãos enrugadas pelo tempo, trêmulas estendidas,
Aos pés de uma cruz, braços estendidos suplicantes...
Na sala de espera de um hospital, notícia recebida
Lágrimas copiosas vertidas, ainda pude ouvir:
“nossa bela criança para Deus voltou, partiu...”
Paisagens cortantes da alma, de cinzas pelos campos,
Árvores queimadas, vidas sacrificadas, fumaça asfixiante,
Talvez por fatalidade, talvez por desejos insanos.
As criaturas e a criação gemendo em dores de parto,
De novos tempos, numa necessária ecologia integral.
Do contrário, futuro comum ameaçado, o que esperar?
Ouço canções que me devolvem a confiança e esperança,
De novos amanheceres possíveis, não há que desistir
Mantenhamos a fé inabalável, não nos afastemos da esperança.
O amor de Deus nos impele para não nos curvarmos.
As estações se sucederão e novas primaveras virão.
As pétalas caem em gesto último, beleza ao chão pisado.
Novas primaveras hão de vir.
Não podemos jamais desistir.
Peregrinos da esperança a caminho.
(1) Cl 1,23
Permaneçamos inabaláveis e firmes na fé
Permaneçamos inabaláveis e firmes na fé
“Permanecei inabaláveis e firmes na fé, sem vos afastardes da esperança que vos dá o Evangelho, que ouvistes, que foi anunciado a toda criatura debaixo do céu.” (1)
Notícias publicadas em jornais europeus, há alguns anos fazia esta publicidade: “Uma má notícia: Deus morreu. Uma boa notícia: não é preciso”. “É provável que Deus não exista. Então pare de se preocupar e comece a curtir a vida”.
Preocupa-nos o crescimento do relativismo, ateísmo crescentes e o crescimento do número dos que se dizem sem religião.
Deste modo, oportuno que retomemos o comentário do Missal Cotidiano (na íntegra), sobre a passagem do Livro do Êxodo proclamada na 16ª quinta-feira do Tempo Comum:
“O povo sente que teve um contato excepcional com Deus: cobre o rosto em face daquela luz que é sinal de sua presença.
Hoje, porém, quantos pensam em Deus? Há tantas formas de ateísmo prático!
Dizem: Quem pode saber dele? Quem já o viu? Não temos necessidade dele!... O pensamento de Deus é incômodo para quem é egoísta, sensual, dominador, injusto, avarento... porque – queiramos ou não – tem-se o pressentimento de que Deus não tolera estas coisas e não se tem a coragem de abandoná-las.
Mas quem pensa seriamente em Deus, sente que ele é vida, força, liberdade, beleza; sente que ele dá força para nos libertarmos do mal, para tornar a vida livre e bela.
Quem crê em Deus não pode agir como se não cresse. Deus não é indiferente às nossas ações: é Pai.” (2)
Como discípulos missionários do Senhor, é fundamental que professemos nossa fé, e que ela seja acompanhada da esperança e expressa na autêntica e fecunda caridade.
Acolhamos a exortação Paulina acima mencionada, e vivamos com alegria, amor, zelo e ardor a graça da missão que o Senhor nos confiou. Amém.
(1) Cl 1,23
(2)Comentário da passagem do Livro do Êxodo (Ex 19,1-2.9-11.16-20b) - Missal Cotidiano – Editora Paulus p.1059
Santa Águeda, virgem e mártir, modelo de fidelidade ao Senhor!
Santa Águeda, virgem e mártir, modelo de fidelidade ao Senhor!
Ao
celebrar a memória de Santa Águeda (séc. III), sejamos enriquecidos pelo Sermão
escrito pelo Bispo São Metódio da Sicília (Séc. IX):
“A
comemoração do aniversário de Santa Águeda nos reúne a todos neste lugar, como
se fôssemos um só. Bem conheceis, meus ouvintes, o combate glorioso desta
mártir, uma das mais antigas e ao mesmo tempo tão recente que parece estar
agora mesmo lutando e vencendo, através dos divinos milagres com os quais
diariamente é coroada e ornada.
A
virgem Águeda nasceu do Verbo de Deus imortal e Seu único Filho, que também
padeceu a morte por nós. Com efeito, João, o teólogo, assim se exprime: ‘A
todos aqueles que O receb
eram, deu-lhes a capacidade de se tornarem filhos de
Deus (Jo 1,12)’.
É uma virgem esta mulher que nos convidou para o Sagrado Banquete; é a mulher
desposada com um único esposo, Cristo, para usar as mesmas expressões do
Apóstolo Paulo, ao falar da união conjugal. É uma virgem que pintava e
enfeitava os olhos e os lábios com a luz da consciência e a cor do Sangue do
verdadeiro e divino Cordeiro; e que, pela meditação contínua, trazia sempre em
seu íntimo a morte d’Aquele que tanto amava.
Deste
modo, a mística veste de seu testemunho fala por si mesma a todas as gerações
futuras, porque traz em si a marca indelével do Sangue de Cristo e o tesouro
inesgotável da sua eloquência virginal.
Ela
é uma imagem autêntica da bondade, porque, sendo de Deus, vem da parte de seu
Esposo nos tornar participantes daqueles bens, dos quais seu nome traz o valor
e o significado: Águeda (que quer dizer ‘boa’) é um dom que nos foi concedido
por Deus, verdadeira fonte de bondade.
Qual a causa suprema de toda a bondade, senão aquela que é o Sumo Bem? Por
isso, quem encontrará algo mais que mereça, como Águeda, os nossos elogios e
louvores?
Águeda,
cuja bondade corresponde tão bem ao nome e à realidade! Águeda, que pelos
feitos notáveis traz consigo um nome glorioso, e no próprio nome demonstra as
ilustres ações que realizou!
Águeda,
que nos atrai com o nome, para que todos venham ao seu encontro, e com o
exemplo nos ensina a corrermos sem demora para o verdadeiro bem, que é Deus
somente!”
Quanto
à sua história, embora não se tenha tanto material disponível, é mais um
testemunho de alguém que teve o coração por Cristo seduzido, e N’Ele encontrou
a razão do existir, o sentido último e fundamental: a Salvação.
Águeda,
um luminar da fé que correspondeu ao dom que foi concedido por Deus, a
verdadeira fonte da bondade; um autêntico testemunho de entrega, doação na
expressão máxima do martírio, em corajosa e incondicional fidelidade a Deus.
Águeda
pôde rezar com o Salmista: “O Senhor é minha luz e salvação, a quem eu
temerei?”, ou ainda: “Ainda que eu passe pelo vale da morte, nenhum
mal eu temerei…” (Sl 27 e 91).
Através
de sua fragilidade, Deus manifestou Sua onipotência; e com ela, aprendemos a
expressar no mundo a bondade divina, através de palavras e muito mais através
dos gestos; bem como aprendemos a correr sem demora para o verdadeiro bem,
Deus, pois somente Deus e Sua graça nos bastam.
Águeda,
a “virgem que pintava e enfeitava os olhos e os lábios com a luz da consciência
e a cor do Sangue do verdadeiro e divino Cordeiro; e que, pela meditação
contínua, trazia sempre em seu íntimo a morte d’Aquele que tanto amava” também
nos ensina a também a ver o mundo com os olhos de Deus, e com os lábios
proclamar ao mundo o seu projeto, já experimentado e vivenciado na meditação
contínua, na mais perfeita configuração à Jesus Cristo que, por amor, em nosso
favor morreu e Ressuscitou.
Uma
página viva que revela uma bela verdade: O amor é a força que move o mundo,
possibilita dar às coisas seu real valor, discernindo o que é relativo e o que
é absoluto!
Águeda
foi exemplo de quem manteve a virgindade e fidelidade ao Senhor, mesmo tendo
sido condenada a ficar em lugar de má fama e enfrentando toda e qualquer forma
de sedução de Quintiano, cônsul do imperador romano. Este ordenou que ela fosse
torturada através de açoites, dilaceramento por meio de ganchos de ferro, e
queimada com chamas de tochas.
Águeda
sofria tudo isto com alegria, deixando o cônsul furioso. Isto o levou a
ordenar, cruelmente, que os seios dela fossem esmagados e arrancados. Mais
tarde a reencarcerou, e determinou que nenhum alimento ou socorro médico lhe
fosse concedido.
Ao
ser levada de volta para a prisão, ela orou: "Senhor, meu Criador,
Tu me tens protegido sempre desde meu nascimento; Tu me tens livrado do amor ao
mundo, e me tens dado paciência para sofrer. Recebe agora minha alma". Após
dizer essas palavras entregou sua vida.
Hoje,
num mundo de permissividade, em que o prazer se torna como que um ídolo, com
perda de valores morais, banalização da sexualidade, muitas vezes ausência de
firmes princípios, esta Santa, reconhecida pela Igreja, é mais um exemplo a ser
imitado na fidelidade ao Senhor.
Celebrar
a memória de Santa Águeda é celebrar a alegria de ver multiplicar, em cada
tempo, cristãos convictos da fé e do Evangelho que ouvem, acolhem, proclamam e,
com a vida, testemunham.
Reflitamos:
- Até que ponto entregamos nossa vida pelo Evangelho
e por causa de Jesus?
- Qual a intensidade e profundidade de nosso
apaixonamento por Cristo?
- Que sinal profético somos, no mundo, da Palavra de
Deus?
Que, a exemplo de Santa Águeda, saibamos nos colocar nas mãos de
Deus com absoluta confiança e esperança, e roquemos a Deus para que nos conceda
cada vez mais sermos sinal de Jesus Cristo no mundo, na pureza de alma e
coração, que somente é possível quando participamos ativa, piedosa e
frutuosamente da Mesa da Eucaristia, prolongando-A no cotidiano, a fim de que
não haja a separação empobrecedora do culto e a vida.
(1)
Memória celebrada no dia 5
de fevereiro.
Enviados pelo Senhor em missão
Enviados pelo Senhor em missão
“A missão de Jesus é a nossa missão”







