domingo, 4 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (Anjos)

 


Reverência, gratidão e confiança nos anjos

“E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os Teus Santos Espíritos a servir-nos, confia-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança.

Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção.

Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor...

São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu”.

 

 

(1) São Bernardo (séc. XII)

Não vos inquieteis com nada!

                                                     

Não vos inquieteis com nada!
            
Quantas vezes dores, enfermidades, preocupações, angústias, incertezas nos inquietam, carregam nosso semblante de preocupações, indiscutivelmente testemunhado pelo olhar, com esforços inúteis de disfarces.

Quantas vezes nossa vida é como uma barca à deriva em mares agitados. O que fazer?

Muitas possibilidades há para roubar nossa alegria e paz.

Como enfrentar as turbulências de nosso existir, desafios de nosso cotidiano?

Paulo, melhor do que ninguém, pode nos dizer: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4,4).

É sabido por quantas provações ele passou por causa do Evangelho e por causa de Jesus. É crível sua palavra, pois vem acompanhada de seu testemunho. Não são palavras vazias, com ausência de sentido e conteúdo.

As alegrias do mundo tendem para a eterna tristeza; mas as que brotam da vontade do Senhor levam os fiéis, que nelas perseveram, às alegrias duradouras e eternas, pois "O Senhor está perto; de nada vos inquieteis" (Fl 4,5-6).

Há tantas alegrias que não duram mais que o orvalho da manhã; que explodem como bolhas de sabão.

Alegrias transitórias, efêmeras, ilusórias, passageiras como nuvens, artificiais... São as que tendem para a eterna tristeza, pois não trazem a alegria em si. Somente n’Ele, Jesus, a perfeita alegria!

Paulo nos convida em tudo, por orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças, a apresentar nossos pedidos a Deus (Fl 4,6). A Ele entregar nossas preocupações e necessidades. Jamais decepção haverá para quem em Deus confiar.

Como disse o Pseudo Ambrósio, no século IV:

“O Senhor está perto; de nada vos inquieteis (Fl 4,5-6); o Senhor está sempre perto daqueles que O invocam na verdade, com fé integra, esperança firme, caridade perfeita.

Ele sabe do que precisais, antes mesmo que o peçais. Está sempre pronto a vir em auxílio dos que O servem fielmente, em qualquer necessidade sua...

Por conseguinte, não temos de preocupar-nos demais com as dificuldades iminentes, porque sabemos estar próximos de Deus, nosso defensor...

Se nos esforçarmos por realizar e guardar o que ordenou, Ele não tardará a nos dar o prometido. Mas em tudo, por orações e súplicas acompanhadas de ação de graças, apresentai vossos pedidos a Deus (Fl 4,6): não aconteça que, aflitos suportemos as tribulações com murmuração e tristeza. Isto nunca, mas com paciência e de rosto alegre, dando sempre e por tudo graças a Deus (Ef 5,20)”.

“Com paciência e de rosto alegre”, somente é possível para quem crê na força da Eucaristia, Remédio de imortalidade; antídoto para não morrer. Eucaristia que é ação de graças.

Não estamos sós. Que bom saber que Deus conosco está! Ventos, tempestade, agonias, sofrimentos, morte... jamais serão e terão a última palavra, pois esta é sempre de Deus.

Que Deus nos dê esta serenidade Paulina, exortada pelo Pseudo Ambrósio, tão indispensável em todo o tempo.

Mantendo viva a esperança contra toda falta de humana esperança, não nos inquietemos com nada!

Minhas reflexões no Youtube

 
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A vinha do Senhor e a missão que Ele nos confia (XXVIIDTCA)

                                        

A vinha do Senhor e a missão que Ele nos confia

A Liturgia do 27º domingo do Tempo Comum (ano A) nos apresentará a passagem do Evangelho de Mateus sobre a vinha do Senhor (Mt 21,33-43).

Como Igreja, pela graça do batismo, temos a missão de produzir os frutos de amor, bondade, ternura que Deus tanto espera de nós, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

Ao chamar os Seus para que O seguisse, Jesus lhes dá uma missão precisa: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28, 19 ; Lc 24, 46-48). Por isso, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de Sua missão, ao mesmo tempo em que o vincula como amigo e irmão. 

“Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da Vocação mesma” (Aparecida, 144).

Nesta perspectiva, consideremos e meditemos as palavras do Apóstolo Paulo: “Irmãos ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor; é o que deveis ter no pensamento” (Fl 4,8).

Eis a nossa Missão: como batizados, trabalhar com
alegria, amor e fidelidade na Vinha do Senhor.
Não desapontemos o querer de Deus!

Oremos:

“Pai justo e misericordioso, que velais incessantemente
sobre a Vossa Igreja, não abandoneis a Vinha que à
 Vossa direita plantou: continuai a cultivá-la e a
enriquecê-la de servos missionários escolhidos,
para que, enxertada em Cristo, verdadeira Videira,
 produza frutos abundantes de Vida Eterna.
 Amém”!

Conversão e frutos do Espírito (XXVIIDTCA)

                                         



Conversão e frutos do Espírito

No 27º Domingo do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-44), que nos apresenta mais uma parábola sobre a vinha do Senhor.

Aprofundando nossa reflexão, sejamos iluminados pelo que nos disse Orígenes (séc. III), em memorável Sermão:

“Quem vos ensinou a escapar da cólera vindoura? Produzi frutos que a conversão pede.

Também a vós que vos aproximais para receber o batismo, vos é dito: produzi frutos que a conversão pede.

Quereis saber quais são os frutos que a conversão pede? Os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, compreensão, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança e outras qualidades do mesmo tipo.

Se possuíssemos todas estas virtudes, teríamos produzidos os frutos que a conversão pede”. (1)

Orígenes fala de nove frutos do Espírito, que produziremos se nos colocarmos numa sincera atitude de conversão permanente, abertos à ação do Espírito.

Urge que avaliemos sempre nossa ação missionária, o testemunho de vida cristã que damos, a fim de amadurecermos na fé, cada vez mais abertos à ação do Espírito, e produzirmos os frutos que Deus tanto espera.

Que os frutos do Espírito sejam cada vez mais abundantes em nós, na família, na comunidade e no mundo, e tão somente assim, nossos  louvores serão agradáveis a Deus, porque acompanhados de sincera conversão e sagrados compromissos, produzindo os frutos saborosos queridos por Deus.


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes – 2013 – p. 758

Em poucas palavras... (XXVIIDTCA)

                                                  


Os frutos do Espírito

“Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. 

A Tradição da Igreja enumera doze: «caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade» (Gl 5, 22-23 segundo a Vulgata)”. (1)

 

(1)Catecismo da Igreja Católica n. 1832


Desacelera!

 


Desacelera!


Atividades se multiplicam.

Compromissos assumidos a cumprir,

Uma única agenda não parece ser o bastante.

As cobranças por resultados,

Ora externas, ora autocobranças.

O tempo parece escapar pelos dedos.

Consumidos, por vezes, sem atividade alguma consumar.

 

A vida da cidade impõe seu ritmo,

Mobilidade que exaure forças,

Cansaço, trânsito, acidentes.

A busca por um pequeno espaço,

Tem seus cenários que encantam,

Outros nem tanto assim.

E a vida segue, por vezes, freneticamente.

 

Um suspiro, respiro, paro, reflito.

Me ocorre as palavras do Amado:

"E porque ficar preocupados quanto ao vestuário?

Aprendei dos lírios do campo, como crescem.

Não trabalham, nem fiam, e, no entanto, eu vos digo,

Nem Salomão, em toda a sua glória,

Jamais se vestiu como um só dentre eles.”(1)

 

E ainda um momento a contemplar:

“Naqueles dias, Jesus foi à montanha para orar,

E passou a noite em oração a Deus.” (2)

E o Seu convite é preciso ouvir, jamais recusar,

Ontem aos discípulos, a nós e em todo o tempo:

"Vinde vós, sozinhos, para um lugar deserto,

e descansai um pouco." (3)

 

Desacelerar é mais do que preciso:

Encontrar tempo para o silêncio,

Para a meditação, a alma em oração.

Repouso no Espírito, forças renovar.

Cuidar da mente, do corpo, inseparavelmente.

Encontro com o outro, diálogo, escuta, proximidade.

Criar vínculos de comunhão, sagrada amizade.

 

Façamos silêncio, ainda que por um curto tempo:

Ouçamos a Deus na ausência de nossas palavras.

Ouvir dos lábios do Divino Mestre, palavras que iluminam,

Refazem nossos sonhos, renovam nossas forças.

Desaceleremos e sentemo-nos aos pés do Senhor,

Como outrora fizera Maria, ouçamos Sua Divina Voz.

E com ela aprender a escolher a melhor parte. (4)

Não será jamais uma perda do tempo, mas o resignificá-lo. Amém.

 

 

(1)               Mt 6,28-29

(2)             Lc 6,12

(3)             Mc 6,31

(4)            Lc 10,38-42

 

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