sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A honra do louvor e o poder de perdoar

                                   


A honra do louvor e o poder de perdoar

Sejamos enriquecidos pelos escritos do Bem-aventurado Isaac, Abade do Mosteiro de Stela (Séc. XII).

“Duas são as coisas convêm a Deus: a honra do louvor e o poder de perdoar. O louvor somos nós que lhe damos; o perdão, d’Ele nós esperamos. Pertence somente a Deus perdoar os pecados; por isso deve ser louvado. 

Mas, tendo desposado o onipotente a fraqueza, o excelso, a humildade, da escrava fez uma rainha; aquela que estava atrás, a Seus pés, colocou-a a Seu lado. Pois de seu lado saiu, de onde a tomou para si como penhor. Tudo quanto é do Pai é do Filho, e o que é do Filho é do Pai, por serem um só por natureza. De modo semelhante, tudo quanto era Seu deu o esposo à esposa, e tudo da esposa o esposo tomou para Si; e dela, unida a Si, e do Pai fez também um só. Quero, disse o Filho ao Pai, intercedendo pela esposa, que, assim como Eu e Tu somos um, também estes sejam um conosco (cf. Jo 17,21).

Por conseguinte, o esposo com o Pai são um só, com a esposa é um. Rejeitou quanto de contrário encontrou na esposa, pregando-O na Cruz, e aí carregou Seus pecados no madeiro e pelo madeiro o destruiu. 

O que era conforme à natureza e próprio dela, assumiu, e d'Ele se revestiu. O que lhe era próprio e divino, isto lhe concedeu. Expeliu o diabólico, assumiu o humano, concedeu o divino, para que tudo o que era da esposa fosse do esposo. É a razão por que Aquele, que não cometeu pecado nem Se encontrou engano em Sua boca, pode dizer: Tem piedade de mim, Senhor, porque estou enfermo (Sl 6, 3). E quem tem a enfermidade da esposa, tenha também o pranto, e seja tudo do esposo e da esposa. Donde, a honra do louvor e o poder do perdão; por isto devia dizer: Vai, mostra-te ao sacerdote (Mt 8, 4).

Portanto, sem Cristo nada pode a Igreja perdoar; nada quer Cristo perdoar sem a Igreja. A Igreja não pode perdoar a não ser ao penitente, isto é, àquele a quem Cristo tocou. 

Cristo não quer ter por perdoado aquele que despreza a Igreja. O que Deus uniu, o homem não separe. Digo eu, é grande este sacramento no Cristo e na Igreja (Mt 19, 6; Ef 5, 32).

Não queiras, pois tirar do corpo a cabeça, de forma que em parte alguma haja o Cristo total: nem em parte alguma, o Cristo total sem a Igreja nem a Igreja toda sem Cristo em parte alguma. Pois Cristo completo e íntegro, entende-se cabeça e corpo, por isto diz: Ninguém subiu ao céu a não ser o Filho do homem que está no céu (Jo 3,13). É este o único homem que perdoa os pecados.”

Retomemos as palavras do Bem-Aventurado:

- “Duas são as coisas que só convêm  a Deus: a honra do louvor e o poder de perdoar. O louvor somos nós que lhe damos; o perdão, d’Ele nós esperamos. Pertence somente a Deus perdoar os pecados; por isso deve ser louvado...”

- “Portanto, sem Cristo nada pode a Igreja perdoar; nada quer Cristo perdoar sem a Igreja. A Igreja não pode perdoar a não ser ao penitente, isto é, àquele a quem Cristo tocou.”

Como discípulos missionários do Senhor, demos a Deus toda a honra, a glória, o poder e o louvor, e reconhecedores de nossa miséria diante de Sua infinita Misericórdia, supliquemos perdão pelos pecados que cometemos, mas, de coração contrito e sincero, apresentamos.

Também, recorramos, tanto quanto possível, ao Sacramento da Penitência, pelo qual o presbítero concede o perdão dos pecados, cientes de que sem Cristo, a Igreja nada pode perdoar, pois, de fato, “nada quer Cristo perdoar sem a Igreja”.

Concluo com as palavras do Catecismo da Igreja Católica sobre o Sacramento da Penitência:

Ao celebrar o sacramento da Penitência, o sacerdote exerce o ministério do bom Pastor que procura a ovelha perdida: do bom Samaritano que cura as feridas; do Pai que espera pelo filho pródigo e o acolhe no seu regresso; do justo juiz que não faz acepção de pessoas e cujo juízo é, ao mesmo tempo, justo e misericordioso. Em resumo, o sacerdote é sinal e instrumento do amor misericordioso de Deus para com o pecador.” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1465

Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

                                                               

             
Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

“Ai de mim se seu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

A Evangelização na cidade tem inúmeros e grandes desafios, de modo que, tão somente abertos à acolhida do sopro do Espírito, se é capaz de dar respostas sólidas, enfrentando-os na planície do cotidiano, atentos à voz do Filho Amado que precisa ser escutado.

Abertos a este sopro, a Igreja precisa multiplicar ações diante da violação da dignidade da pessoa humana e na profética defesa da vida, desde a concepção até o seu declínio natural.

Seremos assim uma Igreja mais viva, participativa, dinâmica, renovada e com fortalecimento dos ministérios e o surgimento de novos, edificando uma Igreja verdadeiramente sinodal.

Permanece forte o apelo da Conferência de Aparecida (2007), para a conversão das estruturas paroquiais e serviços, bem como de todos que se encontram inseridos e comprometidos com a evangelização.

Abertos ao Sopro do Espírito, é mais do que emergente a multiplicação do trabalho e iniciativas diversas para a santificação e solidificação da família, que passa por sérios momentos de desestruturação por diversos motivos (inúmeros são os ventos e tempestades enfrentados pela mesma).

O Espírito Santo também conduz no fortalecimento da dimensão missionária da Igreja – urge ir ao encontro dos católicos afastados, mas sem se esquecer de enraizar e solidificar os que nela já estão participando, fortalecendo laços sinceros de amizade, comunhão e solidariedade, superando toda e qualquer forma de anonimato numa bela e alegre atitude de acolhida mútua, que vai muito além de um seja bem-vindo!

Este Sopro nos pede mais ousadia nos meios de comunicação social, para que possamos comunicar a todos a Boa-Nova do Evangelho em novos areópagos, chegando às escolas, às universidades, ao mundo do trabalho, às instâncias de decisões que afetam substancialmente a vida do Povo de Deus. A Comunicação não pode ficar restrita ao espaço de nossas salas e Igrejas.

O sopro do Espírito também nos inquieta e nos desinstala para que nos empenhemos na transformação da sociedade, com a superação da apatia e indiferença diante da política, não perdendo a esperança, não permitindo apagar a chama profética que todo batizado recebe no dia de seu Batismo, para ser sal da terra e luz do mundo.

Deste modo, não ficaremos indiferentes diante da necessária inclusão social em todas as suas formas e dimensões, como expressão da evangélica opção preferencial pelos pobres, que jamais pode ser esquecida pela Igreja, na fidelidade à prática de Jesus Cristo na realização do Reino de Deus.

E, assim, sempre atentos a estes sopros, edificaremos uma Igreja do anúncio, testemunho, serviço e diálogo, fortalecendo os pilares da Palavra, da Eucaristia, da Caridade e da Ação Missionária.

Com a abertura e acolhida do sopro do Espírito, cresçamos na  fidelidade à Palavra do Senhor, com aquela inquietante preocupação do Apóstolo Paulo, que deve ser de todos nós: “Ai de mim se seu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

Viver com alegria a graça da missão

                                                


Viver com alegria a graça da missão 

“Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!”  (1Cor 9,16)

Renovemos, em todo o tempo, a graça e a alegria da missão que o Senhor nos confia.

Não são poucos os que não conhecem ainda o Evangelho e a Pessoa de Jesus, bem como os que se tornam indiferentes à existência de Deus, até mesmo declarando Sua morte, em total indiferença e banalização da dimensão religiosa. Não podemos nos acomodar, precisamos anunciar e testemunhar a Boa Nova do Reino.

Vivamos a graça da missão, configurados e transformando-nos n’Aquele que recebemos na santíssima Eucaristia, indo ao encontro do outro, evangelizando oportuna e inoportunamente como disse São Paulo (2Tm 4,2). 

Como numa grande aldeia global, a fé que professamos é desafiada; a esperança que cultivamos e o amor que testemunhamos devem cada vez ganhar maior expressão, ardor e vigor. 

Como discípulos missionários do Senhor, participantes da construção do Seu Reino, servos de Sua vinha, coloquemo-nos humildemente como Seus instrumentos, renovando nosso sim para o trabalho na messe do Senhor, pois a messe é grande e poucos são os operários, como disse Jesus (cf. Lc 10,1-9).

Assim como a Igreja nos ensina, os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo e homens e mulheres do mundo no coração da Igreja; são fermento na massa, luz do mundo; sal que dá gosto de Deus a todas as coisas.   

Abertos ao projeto de amor do Pai, na fidelidade ao Filho, com o sopro e luz do Santo Espírito, renovemos a alegria e a graça da missão de discípulos missionários da vinha do Senhor, para desejados e saborosos frutos do Reino produzirmos, inspirados pelo exemplo de Nossa Senhora, a Estrela da Evangelização, a perfeita discípula missionária do Pai. 

Urge que ampliemos os horizontes da evangelização!

                                                   

Urge que ampliemos os horizontes da evangelização!

De modo especial, dedicamos o mês de setembro à Sagrada Escritura. Procuremos valorizá-la cada vez mais em nossas comunidades, sobretudo ao celebrarmos o Banquete da Eucaristia; bem como nos momentos de profunda intimidade pessoal com Deus e sua Leitura Orante, que tão bem faz a quem neste caminho se propõe.

Neste sentido, é sempre oportuno lembrar o Objetivo Geral apresentado pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032) e seu Objetivo Geral:

“'EVANGELIZAR anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal, sustentada pela Palavra e pelos Sacramentos em comunidade de discípulos missionários, fiel à evangélica opção preferencial dos pobres, a caminho da plenitude do Reino de Deus."

Com o aprofundamento das Diretrizes podemos ultrapassar as fronteiras da Igreja, dada a sua importância, como valioso instrumento para que, à luz da Palavra de Deus, possamos todos nos empenhar na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. 

No entanto, seu estudo, além de necessário e enriquecedor, é também um forte apelo de conversão e renovado compromisso com Jesus, para que sejamos uma Igreja testemunha, e para tanto, que antes se faça discípula, deixando-se iluminar pela fonte da Palavra Divina, ricamente anunciada e proclamada nas Missas e Celebrações.

Uma Igreja verdadeiramente Eucarística, que se nutre da Palavra Divina, renova e empenha toda sua força e vida, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para assim evangelizar e se evangelizar, na mais perfeita expressão e concretização da caridade.

As Diretrizes insistem no sentido de formarmos uma paróquia, comunidade de comunidades, comunidades eclesiais missionárias, superando todo anonimato, superficialismo na fé, individualismo. 

Fundamental que continuemos ser Igreja e cuidemos dos pilares indispensáveis da evangelização: a Palavra, o Pão, a Caridade e a Ação Missionária,

Renova-se o compromisso com a vida, em todos os seus aspectos, da concepção ao seu declínio natural, acompanhado também do apelo do cuidado da vida do planeta em que habitamos, nossa Casa Comum, na superação de toda falta de consciência ecológica, por atitudes comprometidas de sustentabilidade.

Deste modo, na evangelização, somente teremos êxito se:

- ficarmos atentos aos clamores do povo de Deus;
- vivermos a fidelidade a Deus e à Sua Palavra;
- não olvidarmos as Diretrizes que a Igreja nos apresenta.

Que as palavras do Apóstolo Paulo ecoem sempre em nossos corações na graça da missão evangelizadora:“Ai de mim se eu não evangelizar!” (1Cor 9,16).

O desafio da evangelização na cidade

                                                         

O desafio da evangelização na cidade

 “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho
(1 Cor 9,16)

Como anunciar a Palavra de Deus numa cidade marcada por desafios, contrastes, situações que nos inquietam (fome, desemprego, violência, droga...)?

Sejamos iluminados pela passagem da Carta do Apóstolo Paulo na aos Coríntios (1 Cor 9,16-19.22-23).

Contemplamos a ação evangelizadora de Paulo, feita na liberdade, fidelidade, gratuidade e obediência incondicional.

Quando alguém, como Paulo, encontra Cristo e se torna Seu discípulo não pode ficar parado, tem que dar testemunho, incansavelmente. Por amor a Deus e aos irmãos, estar sempre pronto a tudo sacrificar, e até mesmo se sacrificar.

Paulo por excelência é aquele que a Cristo encontrou, por Ele se apaixonou e daí o imperativo da evangelização que sai de sua boca, porque antes se encontra impresso na alma, nas entranhas de seu coração – “ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

Quando o Amor de Deus é absoluto em nossa vida, o tempo é uma figura que passa, as coisas têm o seu exato sentido e tamanho.

Em nossas comunidades eclesiais, na vida da Igreja, muitos problemas deixariam de existir ou tornar-se-iam menores, se nossa paixão por Jesus fosse maior.

O amor é o bem maior, pelo qual se renuncia aos bens menores, por causas maiores que nos desafiam: uma delas é ser sinal do Reino na sombria cidade, com seus clamores que sobem aos céus, com rostos e nomes, ou mesmo num triste anonimato.

Reflitamos:

Não nos falta uma verdadeira paixão por Jesus?
- Não nos falta uma paixão mais sincera, mais inflamada, mais comprometida pela causa do Reino? 

- Como proclamamos a Boa-Nova de Jesus na cidade?
- Quais são os clamores da cidade que sobem aos céus, e que não podemos deixar de ouvir e procurar respostas para superá-los?

- O que o Apóstolo tem a nos ensinar nesta missão?

Aprendamos com o Apóstolo a fazer da vida um dom a Cristo, ao Reino, aos irmãos, para que nossos projetos pessoais sejam subordinados aos Projetos divinos.

Somente quando a nossa vontade corresponde à vontade de Deus, e não impomos a Ele a nossa vontade, poderemos rezar com autenticidade a Oração do Pai Nosso que o Senhor nos ensinou.

Curados de toda cegueira e hipocrisia

                                           


Curados de toda cegueira e hipocrisia 

Na sexta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 6,39-42), em que Jesus adverte Seus discípulos sobre o perigo de um cego guiar outro cego, com risco de ambos caírem num buraco e o perigo de enxergar com nitidez os defeitos do próximo sem dar conta dos próprios: 

“Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão” (Lc 6, 42). 

Somos exortados a crescer sempre mais na prática da Misericórdia, procurando suas múltiplas faces, expressões e concretizações. 

Esta prática, além de levar ao amor e a oração pelos inimigos, também exige coerência de vida, evitando uma vida pautada por “dois pesos e duas medidas”, procurando a cura do mínimo sinal de miopia espiritual, para que enxergando bem, sem traves nos olhos, para que se possa ajudar mutuamente, sem desviar do caminho da prática da misericórdia, não mergulhando nos buracos que uma cegueira nos levaria (cegueira como ausência da Misericórdia). 

Se por um lado a Misericórdia se expressa na coerência de vida, há algo que a ofusca: hipocrisia, ambiguidade, julgamento rigoroso de nossos irmãos e impaciência de vê-los trilhar o caminho do crescimento e do aperfeiçoamento.

Somente a Misericórdia vislumbrada na prática da caridade resgata, recria e possibilita o novo, muitas vezes materializada no gesto da acolhida e do perdão reintegrador. Somente a Misericórdia na prática da caridade constrói, edifica e promove.

A ausência da Misericórdia destrói a paciência, a caridade, e, consequentemente, o outro. 

Jesus nos adverte para um mal que rouba a luminosidade de nossa fé, porque rouba a coerência, a transparência, e leva à perda da força do testemunho da Palavra que Senhor nos comunica, levando-nos à hipocrisia. 

Urge suplicar ao Senhor para que nos liberte do fermento da hipocrisia, e que Ele nos dê o ázimo da sinceridade e da verdade, e tão somente assim nos tornaremos mais transparentes nas intenções e na pureza do coração, condição indispensável para que um dia a Deus vejamos, pois somente os puros de coração verão a Deus (Mt 5,8). 

Esta hipocrisia consiste em toda tentativa inútil de ludibriar a Deus, porque a Deus ninguém engana. Podemos enganar os outros e a nós mesmos, o que seria o ápice da hipocrisia. 

Manifesta-se quando há falsidade do coração, quando professamos com os lábios verdades que não cremos; sentimentos que procuramos expressar, mas não brotam com naturalidade, pureza e autenticidade, porque não vêm das entranhas do coração. 

Também quando supomos agradar a Deus com as aparências, com longas Orações, sacrifícios com segundas intenções, beirando à simulação, como que se Deus não conhecesse o mais profundo de nós, como tão bem expressou o Salmista (Sl 138), e acreditamos que Ele veria bondade, onde tão apenas existe uma superficialidade de relacionamento, sem uma verdadeira entrega a Ele de todo nosso ser, de toda a nossa vida.

A hipocrisia que pode ser entendida como sinônimo de astúcia, esperteza, duplicidade, mas nos faz tão apenas falsários, com a estéril tentativa de pagar a Deus com moeda falsa, reduzindo nossa honra ao Senhor com os lábios, mas o coração longe d’Ele se encontrando (Mt 5, 8). 

Deste modo, as palavras e obras de fé, esperança e caridade devem nos acompanhar cada dia para que sejamos libertos de toda hipocrisia e de qualquer outro sentimento que não seja conforme os pensamentos, palavras e sentimentos de Jesus, e assim possamos gerar e formar Cristo em nós e nos outros. 

Oremos: 

Oh múltipla face da Misericórdia Divina,
semente plantada que, abundantemente, germina!
 
Oh múltipla face da Misericórdia Divina,
Que toda cegueira elimina!
 
Oh múltipla face da Misericórdia Divina,
Que toda hipocrisia abomina!
 
Oh múltipla face da Misericórdia Divina,
Que nossos olhos ilumina!
 
Oh múltipla face da Misericórdia Divina,
Que a humanidade incansavelmente ensina!
Amém!  

Livrai-nos do mal, Senhor

                                       


Livrai-nos do mal, Senhor 

Com a passagem do Evangelho (Lc 6, 39-42), proclamada na sexta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum, somos advertidos sobre o mal que rouba a luminosidade de nossa fé, porque rouba a coerência, a transparência e, consequentemente, leva à perda da força do testemunho da Palavra que Senhor nos comunica, leva-nos à hipocrisia. 

Quando rezamos o Pai Nosso, o que suplicamos ao Senhor que nos livre do mal, assim como precisamos ser libertos de toda hipocrisia. 

“Livrai-nos do mal, Senhor”: quantas vezes o repetimos, quantas vezes ainda repetiremos, para que libertos do mal da hipocrisia, fazendo ressoar em nosso coração as Palavras do Senhor, alertando-nos que um cego não pode guiar outro cego. 

Trata-se de um zelo errado e sem sentido querer tirar o cisco do olho do irmão quando se tem uma trave no próprio olho, para que sejamos uma árvore boa, para bons frutos produzir. 

Oremos:

Senhor, nós Vos pedimos para que as palavras e obras de fé, esperança e caridade nos acompanhem a cada dia, por isto “Livra-nos, Senhor, do mal” da hipocrisia e de qualquer outro sentimento que não seja conforme Vossos pensamentos, palavras e sentimentos, de tal modo que saibamos gerar e formar Cristo em nós e nos outros.

 “Livrai-nos do mal, Senhor” Amém.

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