terça-feira, 18 de agosto de 2026

“Desprendimento é puro dom de Deus”

                                       

“Desprendimento é puro dom de Deus”

  “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, 
do que um rico entrar no Reino de Deus”(Mt 19,24)

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 19,23-30).

Oportuno é o Sermão de São Máximo de Turim (séc. V), em que nos exorta a humildade necessária para chegarmos ao Reino de Deus, e a simplicidade para que entremos no Céu.

“Se escutastes com atenção a Leitura Evangélica podereis compreender o respeito que se deve aos Ministros e Sacerdotes de Deus e a humildade com que os próprios clérigos devem prevenir-se uns aos outros.

De fato, tendo os Seus discípulos perguntado ao Senhor quem deles seria o maior no Reino dos Céus, aproximando a uma criança, a colocou no meio deles e lhes disse: ‘Aquele que se fizer pequeno como esta criança, esse será o maior no Reino dos céus’. De onde deduzimos que pela humildade se chega ao Reino, pela simplicidade se entra no Céu.

Portanto, quem deseje escalar o cume da divindade empenhe-se por alcançar os abismos da humildade; quem deseje preceder ao seu irmão no Reino, deve antes antecipar-se no amor, como diz o Apóstolo:

'Estimando aos demais mais do que a si mesmo’. Supere-se na afabilidade, para poder vencer-lhe em santidade. Pois se o irmão não te ofendeu é credor ao dom de teu amor; e se talvez tiver te ofendido, é ainda mais credor a dádiva de tua superação. Esta é realmente a quintessência do cristianismo: devolver amor por amor e responder com a paciência a quem nos ofende.

Assim, quem for mais paciente em suportar as injúrias, mais potente será no Reino. Porque ao império dos céus não se chega mediante um brilhante título abonado pela faustuosidade das riquezas, mas mediante a humildade, a pobreza, a mansidão. ‘Quão estreita é a porta e quão apertado o caminho que conduz à vida!’.

Em consequência, quem estiver rompante de honras e carregado de ouro, qual jumento sobrecarregado, não conseguirá passar pelo apertado caminho do Reino. E no preciso momento em que acreditar ter chegado à porta estreita, ao não dar espaço a sua carga, lhe impedirá de entrar e se lhe obrigará a retroceder.

A porta do céu é para o rico tão apertada como estreita é ao camelo o furo de uma agulha. ‘É mais fácil um camelo passar pelo furo de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus’”. (1)

Aspirando o cume da divindade, urge que nos empenhemos em viver a humildade, sem o que nos distanciamos do Reino e não entraremos no Céu, como tão bem expressou São Máximo de Turim.

É sempre necessário que nos despojemos do supérfluo, provisório, para nos enriquecermos do essencial e dos valores eternos que dão sentido ao nosso existir.

Enriquecidos pela graça de Deus, nosso Sumo Bem, seremos mais fiéis ao Senhor, e por esta porta estreita poderemos passar, porque também conduzidos e cumulados das riquezas do Santo Espírito que em nós habita.

Como a santidade é um processo inacabado, é preciso que nos coloquemos sempre num contínuo esforço de vivermos na humildade e simplicidade de coração, com absoluta confiança em Deus, que age em nós e por meio de nós.

É preciso um total despojamento, para que vivamos melhor o discipulado, colocando-nos inteiramente a serviço do Reino, pois este pede que se dê tudo por tudo (Mt 13,44ss), e este desprendimento é, verdadeiramente, puro dom de Deus.


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes – 2013 - pp.470-471
PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 9,57-62)

O Dogma da Assunção de Maria ao céu (I)

                                                    


O Dogma da Assunção de Maria ao céu: Com Maria, um dia, no céu possamos estar!     
                                                             
Trata-se do Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950: Maria foi elevada de corpo e alma ao céu.

No coração de Maria, encontravam-se as maravilhas dos céus, e hoje ela está inteiramente no céu.

A Festa da Assunção aponta o nosso destino: glorificação, ressurreição, participação na plenitude do amor de Deus. Ela foi sem dúvida a primeira.

Quis Deus tê-la junto de Seu Filho, que reina sobre todos e sobre o universo.

Inspirado no artigo de D. Luciano Mendes de Almeida (FSP 20/08/06), faço alguns apontamentos e reflexões acrescidas:

A glorificação de Maria nos céus é a sua participação na plenitude da alegria de Deus. E, também nos anuncia que fomos predestinados à santidade e à felicidade, que começa no tempo presente e se consuma na eternidade, na glória de Deus.

Quem, a exemplo de Maria, luta pelo bem, pela justiça, solidariedade, concórdia tem como garantia o prêmio da eternidade?

Maria no céu, para estar mais próxima e intimamente de nós, é ajuda constante em nossa luta e caminhada.

Uma autêntica devoção à Nossa Senhora leva-nos a experimentar a proteção divina; empenho constante de acolher e corresponder à graça divina, que não nos dispensa de compromissos concretos:

- Prática do Mandamento do amor;
- Rejeição à corrupção e toda forma de pecado;
- Vivência de valores éticos: viver a verdade e conquistar a liberdade;
- Conduta fraterna contra toda lógica de exclusão; promovendo a inclusão e a comunhão.

Esta mesma devoção nos coloca em atitudes compromissadas:

- Enfrentar a luta;
- Perseverar até o fim;
- Acreditar na esperança contra toda falta de esperança;
- Alegrarmo-nos e alegrarmos o mundo como presença caritativa de Deus.

Como Maria, sonhamos, queremos e nos comprometemos com um mundo novo:

- Livre de toda soberba (Deus é o absoluto);
- Poder como expressão de serviço (poderosos são derrubados);
- A partilha e a solidariedade são nossas marcas (os pobres são saciados).

Que o Magnificat cantado por Maria, este canto de alegria, confiança e esperança dos pobres, seja o nosso canto, e para cantá-lo,  imitemos em nossa vida as virtudes de Maria: humildade, disponibilidade, serviço, alegria, confiança, esperança, solidariedade, misericórdia...

Celebrando esta Festa, sejamos libertados de toda esterilidade devocional para sermos mais filhos de Maria, mais Eucarísticos, portanto, mais fraternos; experimentadores das alegrias do Reino inaugurado por Aquele que nos abre as portas da felicidade e da eternidade!

Cremos que Maria adentrando na glória de Deus, passando pela porta da eternidade, espera-nos, como Mãe amantíssima, a cada um de nós de braços abertos.
                                        
Na terra, num quase último ato de amor por nós, Jesus nos deu Sua Mãe como nossa Mãe; cremos que Ele no céu também a coloca de braços abertos para nos acolher na hora de nossa morte, para que alcancemos a incorruptibilidade, a glória da eternidade.

Que um dia possamos ser acolhidos por Maria na porta da eternidade, no céu. Amém!

O que ora se canta, torne-se uma realidade:

“Com minha Mãe estarei na santa glória um dia,
junto a Virgem Maria, no céu triunfarei.
No céu, no céu com minha Mãe estarei...”

O Dogma da Assunção de Maria ao céu (II)

                                                          

O Dogma da Assunção de Maria ao céu
 

                                                          Quem melhor do que Maria?

 
Sejamos iluminados pela Homilia escrita pelo do Abade São Bernardo (Séc. XII) sobre Nossa Senhora, aquela que foi preparada pelo Altíssimo e prometida pelos Patriarcas.
“A Deus competia nascer de uma virgem unicamente; e era claro que do parto da Virgem somente viesse Deus à luz.
 
Por esse motivo, o Criador dos homens, para Se fazer homem nascido de ser humano, devia dentre todas escolher, ou melhor, criar para Si a mãe tal, como sabia convir a Si e ser-Lhe agradável em tudo.
 
Quis então que fosse uma virgem. Da imaculada nascendo o Imaculado, Aquele que purificaria as máculas de todos.
Ele a quis também humilde, donde proviesse o manso e humilde de coração, que iria mostrar a todos o necessário e salubérrimo exemplo destas virtudes.
 
Concedeu, pois, à Virgem a fecundidade, a ela a quem já antes inspirara o voto da virgindade e lhe antecipara o mérito da humildade.
 
A não ser assim, como poderia o anjo dizê-la cheia de graça, se algo, por mínimo que fosse, faltasse à graça?
 
Assim, aquela que iria conceber e dar à luz o Santo dos Santos, recebeu o dom da virgindade para que fosse santa no corpo, e, para ser santa no espírito, recebeu o dom da humildade.
 
Esta Virgem régia, ornada com as joias das virtudes, refulgente pela dupla majestade da alma e do corpo, por sua beleza e formosura conhecida nos céus, atraiu sobre si o olhar dos anjos. Até atraiu sobre si a atenção do Rei, que a desejou e arrebatou das alturas até si o mensageiro celeste.
 
O anjo foi enviado à Virgem (Lc 1,26-27). Virgem na alma, virgem na carne, virgem pelo propósito, virgem enfim tal como a descreve o Apóstolo, santa de espírito e de corpo.
 
Não pouco antes, nem por acaso encontrada, mas eleita desde o princípio dos séculos, conhecida pelo Altíssimo e preparada para Ele, guardada pelos Anjos, prefigurada pelos Patriarcas, prometida pelos Profetas”.

 
Contemplemos a mais bela de todas as mulheres, aquela que de corpo e alma foi assunta aos céus; aquela que foi preparada pelo Altíssimo, prefigurada pelos Patriarcas e prometida pelos Profetas, e coroada como Rainha, “ornada com as joias das virtudes pela dupla majestade da alma e do corpo, por sua beleza e formosura conhecida nos céus...”

Virgem, imaculada, pura, inteiramente para Deus, inteiramente para acolher no ventre o próprio Deus. Por isto, a Igreja a reconhece como o primeiro Sacrário vivo da Eucaristia.
 
Contemplemos suas qualidades, e reconheçamos a beleza de sua participação na obra da nossa redenção.
 
É preciso que também desta redenção participemos, tendo ela como modelo na fidelidade ao Filho. Incansável no combate contra o mal, a morte, o pecado, a destruição da vida etc.
 
Como disse Santo Inácio, nos exercícios espirituais é preciso que tomemos cuidado com os degraus que nos fragilizam e permitem a vitória do mal, prefigurado em Satanás, que tenta nos conduzir para longe de Deus.
 
O primeiro é exatamente a riqueza; o segundo, consequência da posse do dinheiro, é a vanglória; o terceiro é a soberba daquele que, por ter muitos bens, julga que não necessita de Deus para viver, e vive muito bem.
 
 
Quem melhor do que Maria  para nos ensinar a rezar, 
em Deus confiar e da luta jamais desistir?
 
Quem melhor do que Maria cantou, sonhou e participou do Mundo Novo que há de vir?

Renovemos nossa devoção à Maria; contando com sua companhia, inspirando-nos sempre nela no bom combate da fé, em incondicional fidelidade ao seu Filho.
 
Maria é modelo de virtudespara os discípulos missionários do Senhor. E nisso consiste a verdadeira devoção à Maria, e a todos os santos: aprender e imitar suas virtudes, para não incorrer em estéril devocionismo.
 
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia…

“Somente...”

                                                  


“Somente...”


Somente a água que damos de beber ao próximo poderá saciar nossa sede.

Somente a roupa que doamos poderá vestir nossa nudez. Somente o doente que visitamos poderá nos curar.

Somente o pão que oferecemos ao irmão poderá nos satisfazer.

Somente a palavra que suaviza a dor poderá nos consolar.

Somente o prisioneiro que libertamos poderá nos libertar”. (1)

 

(1)             Autor desconhecido

 

Os Dons do Espírito e as Eleições

                                                               Resultado de imagem para Os Dons do Espírito e as Eleições

   Os Dons do Espírito e as Eleições 

Invoquemos a luz do Santo Espírito, para que façamos sábias escolhas nas eleições que se aproximam, tornando mais humana e fraternas nossas cidades, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.

Senhor, dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.

Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO, para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.

Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.

Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulado de graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.

Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.

Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.

Finalmente, Senhor, com o dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado.

Vinde, Espírito Santo de Deus! (Eleições)

                                          


Vinde, Espírito Santo de Deus! 

Vinde, Espírito Santo de Deus!
Vinde mais uma vez nos iluminar,
Neste momento tão sublime de nossa Nação.
 
Acompanhai-nos, a fim de que participemos
ativa e pacificamente das Eleições,
expressivo momento de fortalecimento
e solidificação de uma sociedade verdadeiramente democrática.


Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da Sabedoria
para escolhermos candidatos e candidatas para o executivo (presidente, governadores) , senadores, deputados federais e estaduais.

Vinde, Espírito Santo, iluminai aqueles já eleitos e os que ainda serão, para que representem os projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida desde a concepção até o seu declínio natural, da família e da Casa Comum. Amém.

 

PS: fonte inspiradora (Escrito em 2022)

https://www.cnbb.org.br/mensagem-da-cnbb-ao-povo-de-deus-aprovada-na-56a-ag/

 

Eleições: Invoquemos a Luz e os dons do Espírito Santo

                                                


Eleições: Invoquemos a Luz e os dons do Espírito Santo
 
Acontecerá em outubro deste ano as Eleições Gerais para Presidente, Governadores de Estado, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.
 
Fundamental que multipliquemos nossas reflexões para o discernimento em nossas escolhas, tendo como fonte a Sagrada Escritura, através da qual Deus fala, conduz e ilumina nossos passos.
 
Como tão bem expressou o Bispo e Doutor Santo Agostinho (séc. V), ”A Sagrada Escritura é para nos ajudar a decifrar o mundo; para nos devolver o olhar da fé e da contemplação, e transformar a realidade numa grande revelação de Deus”.
 
Entretanto, tudo isto somente acontece quando acolhemos a presença do Espírito Santo, que torna possível a autêntica comunicação que gera comunhão: “Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.” (At 2, 3-4).
 
Como Igreja, comunidade de comunidades, vivendo a graça do batismo, como profetas, sacerdotes e reis, a Palavra de Deus há de estar não somente em nossas mãos, mas entranhada em nossa mente e coração, orientando nossos pensamentos, palavras e ações, para que afastemos todo medo, covardia, indiferença ou omissão.
 
Cremos piamente que, pelo Espírito assistidos, viveremos a graça da missão que o Senhor nos confia, conservando uma alma cristalina, a generosidade de coração, na plena comunhão com o Deus Uno e Trino.
 
Urge que a política seja de fato uma “sublime vocação”; uma das formas mais preciosas da caridade, na busca do bem comum.
 
Portanto, é preciso que toda a sociedade brasileira participe ativa e pacificamente das eleições gerais, escolhendo candidatos e candidatas comprometidos com projetos que promovam bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.
 
Invoquemos a luz do Seu Espírito, neste tempo que antecede as Eleições, para que façamos sábias escolhas, e renovemos compromissos sagrados com a transformação da dura realidade que vivemos, sobretudo para que nossas cidades se tornem mais humanas e fraternas, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.
 
Como em Pentecostes, o Espírito de Deus permanentemente nos enriquece e nos assiste com os sete dons:
 
Com o dom da Sabedoria, aprendemos e nos comprometemos decididamente com um Projeto de vida e paz, e somos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, a nós revelados pelos seus sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.
 
Discernimos com o dom do Entendimento o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornam a expressão do viver para Deus, que conosco sempre está, jamais nos desamparando.
 
Empenhamo-nos com o dom do Conselho na correspondência à vontade amorosa de Deus, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida quotidiana e seus combates necessários.
 
Enriquecidos pelo dom da Fortaleza, somos cumulados da graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade com Deus, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.
 
Buscamos, agraciados pelo o dom da Ciência, o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.
 
Renovamos com o dom da Piedade, a cada momento, nossa resposta de amor a Deus, numa profunda comunhão com Deus, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.
 
Finalmente, com dom do Temor, solidificamos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

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