terça-feira, 5 de maio de 2026

Sementes ou pilares da casa da Paz

                                                   


Sementes ou pilares da casa da Paz

Se quisermos a Paz é preciso plantá-la.

Se quisermos a paz é preciso no canteiro de nossas casas, bem no coração dos filhos, cultivá-las.

Isto acontece quando pais e mães procuram o Batismo para seus filhos para viverem em contínua adoração a Deus e compromisso inadiável com a paz que começa na família, deverão ser como que "Jardineiros de Deus"!

Os pais são os primeiros catequistas, mestres dos filhos; quer pela palavra, quer pelos exemplos, e serão seus “jardineiros” para sempre. 

Quão feliz é a criança que tem em seu coração estas quatro sementes plantadas, que, por sinal, como vemos são exatamente os “pilares” de que nos falava o Papa São João XXIII.

Deste modo, estes “pilares”, são como que sementes a serem plantadas no coração dos filhos: Amor, Verdade, Justiça, Liberdade.

Feliz a criança que contempla seus pais pautando sua vida e relacionamentos:

Pelo Amor que não permite o ódio, rancor, ressentimentos, violência…

Pela Verdade expressa na sinceridade dos atos e sentimentos, da fidelidade, da transparência, da partilha do que acontece.

Somente a Verdade liberta, mas como crerão na verdade se em sua casa houver infidelidade, traição, mentiras, enganos, máscaras?

Pela Justiça testemunhada na responsabilidade, na honestidade, no respeito, no não omitir-se diante do papel a cumprir, no zelo pelo bem e pela fraternidade universal;

Pela Liberdade nas sábias escolhas, na ausência de vícios e qualquer forma de dependência. Na sobriedade diante de tudo e de todos. Liberdade para dizer não àquilo que destrói a vida, sem medo de rótulos, de incompreensões…

Jamais faltem estas preciosas sementes a serem plantadas, assim como não faltem pais e mães jardineiros para esta bela missão de plantar e cuidar do jardim de Deus que começa no coração dos filhos!

Da mesma forma, não faltem filhos abertos e predispostos a acolher e fazer frutificar sementes que trarão frutos de Paz!

 

PS: A título de conhecimento, a imagem postada é da Casa de Nazaré.

Em poucas palavras...

                                                   


Cristãos leigos: artífices da paz e da justiça

“Não compete aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Este papel faz parte da vocação dos fiéis leigos, agindo por sua própria iniciativa juntamente com os seus concidadãos.

A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos; mas deverá ter sempre em vista o bem comum e conformar-se a mensagem evangélica e o ensinamento da Igreja.

Compete aos fiéis leigos «animar as realidades temporais com o seu compromisso cristão, comportando-se nelas como artífices da paz e da justiça» (João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 47: AAS 80 (1988) 582; cf. Ibid., 42: AAS 80 (1988) 572-574.).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - Parágrafo n. 2442

Em poucas palavras... (Paz)

                                                         


Luz e Paz

“...Que a luz nos traga paz,
pureza ao coração:
longe a palavra falsa,
o pensamento vão...”  (1)

 

(1)       Liturgia das Horas - Hino das Laudes

Em poucas palavras... (Paz)

                                                                 


Oremos pela Paz

Oremos:

“Deus da paz, vós sois a própria paz; os que promovem a discórdia não vos compreendem e os de espírito violento não vos recebem.

Concedei aos que vivem na concórdia a perseverança o bem, e aos que vivem na discórdia, o afastamento do mal.

 Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.” (1) 

(1) Missal Romano - Missa pela paz - p. 1106

Em poucas palavras... (Paz)

                                                    


“A paz de Cristo!”

“Um ancião disse: ‘Muitas vezes, quando o diácono dizia ‘Saudai-vos uns aos outros’, eu vi o Espírito Santo na boca de irmãos’.” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Padres do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 87 – p.87

Em poucas palavras... (Paz)

                                                  


“Deixo-vos a minha paz...”

“‘Deixo-vos a minha paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo’ (Jo 14,27): a afirmação de Jesus é solene. Ele, de fato, não augura a paz, mas dá-a...

A paz dada por Jesus está ligada à Sua presença, não está na ausência da Cruz, mas sim na certeza da Sua vitória, Uma certeza por Ele anunciada e entregue gratuitamente aos discípulos: ‘Eu venci o mundo’ (Jo 16,33). Nisto se baseia a esperança dos crentes no seu trabalho, dia a dia em prol da paz.”   (1)

 

(1) Lecionário Comentado – Volume Quaresma/Páscoa - Editora Paulus – Lisboa – 2011 – pp.548-549

Paz, utopia e conquista, feliz quem a promove!

                                                           

Paz, utopia e conquista, feliz quem a promove! 

Em todo tempo somos interpelados a construir a cultura da paz. É preciso nutrir uma esperança que não nos coloque em atitude de resignação, delegando a Deus a promoção da paz; tampouco uma atitude demasiadamente otimista, como se ela pudesse vir por um decreto de poderosos.

Urge passarmos da cultura de morte e violência para uma cultura de vida e paz!

A paz deve ser para nós sempre uma utopia e uma conquista. Utopia porque é impossível realizá-la plenamente; conquista porque ela só é alcançada quando não se medem esforços necessários, das pequenas às grandes ações:

- Atitudes de reconciliação e perdão entre as pessoas;
- Tomada de consciência e colocação em prática da Declaração Universal dos Direitos Humanos;

- Política de desarmamento;
- Solidariedade para com os povos em conflito;

- Convivência e tolerância para com o diferente;
- Vivência de um ecumenismo com propostas concretas para defesa e promoção da vida;

- Consciência e sensibilidade ecológica na preservação do planeta etc.

A Paz como utopia e conquista nos será sempre um caminho para a felicidade: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

E você, o que está fazendo pela Paz?

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG