terça-feira, 5 de maio de 2026

Em poucas palavras...

                                                        


“Sê vagaroso em acreditar e rápido em falar a verdade”

“Um ancião disse: ‘Não concordes ou não consintas com tudo o que se diz. Sê vagaroso em acreditar e rápido em falar a verdade’.” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Padres do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n, 234/10.160 – p. 172

Em poucas palavras...

                                        


Esquecimento, negligência e o desejo

“Os anciãos costumavam dizer: ‘Existem três forças de satanás que precedem todo pecado: o esquecimento, a negligência e o desejo.

Quando vem o esquecimento, ele produz a negligência e da negligência vem o desejo: uma pessoa cai como resultado do desejo.

Mas, se a mente estiver vigilante contra o esquecimento, ela não se tornará negligente; e, se não for negligente, não chegará ao desejo.

Se não desejar, ela nunca cairá, pela graça de Cristo.” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 273 – p. 189

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Oração a Santa Maria Eterna

 


Oração a Santa Maria Eterna

Oh, Virgem Filha do Deus Criador! Oh, Mãe de Jesus, nosso Salvador! Oh, Esposa do Espírito Santo, Consolador! A nossa Paróquia a venera com o título de Santa Maria Eterna, e por isso vem pedir a vossa intercessão junto à Trindade Santa para que vele sobre nós, alimentando-nos a fé num Deus que Salva e liberta.

Livrai-nos das insídias dos inimigos e fortalecei-nos a cada dia. Ensinai-nos a fazer tudo o que o vosso Filho Jesus nos disser.

Vem, Oh Mãe Santíssima, caminhar conosco e concedei-nos merecer as mais auspiciosas graças concedidas por vosso Filho Jesus. Assim, vos pedimos e confiamos em vossa Maternal proteção para que sejamos verdadeiros discípulos missionários do Evangelho do vosso Filho Jesus, Palavra encarnada do Pai. Amém!

 

Pe. Dilton Maria Pinto - Ano Mariano 2017

Imprimatur: + Jeremias Antônio de Jesus

A vida nova que brota da Páscoa

                                                             

A vida nova que brota da Páscoa

Sejamos iluminados pelo Sermão do Bispo São Gregório de Nissa (séc. IV):

“Começou o Reino da vida e foi dissolvido o império da morte. Apareceu um novo nascimento, uma vida nova, um novo modo de viver; a nossa própria natureza foi transformada. 
Que novo nascimento é este? É o daqueles que não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13).

Tu perguntas: como isso pode acontecer? Escuta-me, vou te explicar em poucas palavras. 

Este novo ser é concebido pela fé, é dado à luz pela regeneração do Batismo; tem por mãe a Igreja que o amamenta com sua doutrina e tradições. Seu Alimento é o Pão celeste; sua idade adulta é a santidade; seu matrimônio é a familiaridade com a sabedoria; seus filhos são a esperança; sua casa é o reino; sua herança e riqueza são as delícias do paraíso; seu fim não é a morte, mas aquela vida feliz e eterna que está preparada para os que dela são dignos.

Este é o Dia que o Senhor fez para nós (Sl 117,24), dia muito diferente daqueles que foram estabelecidos desde o início da criação do mundo e que são medidos pelo decurso do tempo.

Este é o início de uma nova criação. Nele Deus faz um novo céu e uma nova terra, como diz o Profeta. Que céu é este? Seu firmamento é a fé em Cristo. E que terra é esta? O coração bom, de que fala o Senhor, é a terra que absorve a água das chuvas e produz frutos em abundância. 

O sol desta nova criação é uma vida pura; as estrelas são as virtudes; a atmosfera é um comportamento digno; o mar é a profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência (Rm 11,33). As ervas e as sementes são a boa doutrina e a escritura divina, onde o rebanho; isto é, o povo de Deus, encontra pastagem e alimento; as árvores frutíferas são a prática dos Mandamentos.

Neste dia, o verdadeiro homem é criado à imagem e semelhança de Deus não é, porventura, um novo mundo que começa para ti neste dia que o Senhor fez? Não diz o Profeta que esse dia e essa noite não têm igual entre os outros dias e noites? 

Mas ainda não explicamos o dom mais precioso que recebemos neste dia de graça. Ele destruiu as dores da morte e deu à luz o Primogênito dentre os mortos. 

Subo para junto do Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus (Jo 20,17), diz o Senhor Jesus. Que notícia boa e maravilhosa! O Filho Unigênito de Deus, que por nós Se fez homem, a fim de nos tornar Seus irmãos, apresenta-Se como homem diante de Seu verdadeiro Pai, para levar Consigo todos os novos membros da Sua família” (1).

São Gregório nos apresenta uma analogia, que nos leva mais perto de Deus e do desejo mais profundo de uma vida nova que brota do Mistério da Morte e Ressurreição de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e somos 
convidados a renovar compromissos com a vida nova em todas as suas dimensões.

Reflitamos:

- Quais os sentimentos e compromissos que a meditação deste  Sermão me desperta?

- De que modo o Mistério Pascal de Nosso Senhor marca, reorienta e renova meus passos, minha vida e projetos?

- Como tenho vivido a vida nova que nasceu no dia do meu Batismo?

Pai Nosso que estais nos céus...

(1) Cf. Liturgia das Horas - Vol. II - p. 743-744.

Que vejam Cristo em nós!

                                                           

Que vejam Cristo em nós! 

“Quem me viu, viu o Pai.”

Senhor Jesus, meu coração não fica perturbado,
Ainda que pareça que Vós estais ausente,
Sobretudo em momentos sombrios vividos.

Trilho meus passos convosco, confiante,
Pois Vós sois o meu único Caminho,
E me conduz na travessia do mar da vida.

Fixo meus olhos na linha do horizonte,
Fiel no Caminho, sem desvios por atalhos sedutores,
Que ofereçam aparente felicidade, que só há convosco.

Creio que somente poderei chegar ao Pai
Convosco, que com Ele à direita estais,
Por isto sois o verdadeiro e único Caminho.

Senhor, pauto minha vida pela Verdade,
Verdade que sois Vós e que tão ricamente
Encontro em Vossa Palavra que liberta.

Senhor, bem dissestes, que somente Vos amando e conhecendo,
Somente tendo o coração inflamado pela eterna chama de amor,
É que então o Pai poderemos amar e conhecer.

Porque sois, Senhor, a Verdade que nos revela o Pai.
Vós sois o próprio Ícone do Pai,
Vivendo em perfeita comunhão com Ele.

Concedei-nos, Senhor, também participarmos dessa comunhão.
Ajudai-nos a nos tornarmos ícones Vosso,
Para que alcancemos a Vida em plenitude.

Vida e Vida plena, Senhor, somente em Vós temos,
Porque sois o nosso Bom Pastor e Porta de Salvação,
Garantia de Vida eterna, participação na Vida divina.

Senhor, dissestes que Vos vendo, vemos o Pai.
Ajudai-nos, para que, como cristãos que somos,
Vejam Cristo gerado e formado em nós. Amém. Aleluia!


PS: Fonte inspiradora - Jo 14, 1-14.

Em poucas palavras...

                                                


Os sinais de Deus na evangelização

“Descobrir os sinais que possam falar de Deus ao ateu de hoje é o grande problema da evangelização e da reflexão teológica.

Num mundo secularizado, o sinal será talvez o de uma Igreja despojada, pobre, a inteiro serviço do homem, purificada de todo conceito demasiado materialista de Deus...

Poderão ser sinais os cristãos engajados na construção de uma cidade mais humana e fraterna, pacífica e justa.” (1)

 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18) - p. 427

“Não esqueçais o coração”

                                             


“Não esqueçais o coração”

Na conclusão da Mensagem para o LIX Dia Mundial das Comunicações 2025, o Papa Francisco nos apresentou preciosas pistas para que cuidemos do coração, ou seja, da vida interior, diante de vertiginosas conquistas da técnica:

“Sede mansos e nunca esqueçais o rosto do outro; 

falai ao coração das mulheres e dos homens ao serviço de quem desempenhais o vosso trabalho.

Não permitais que as reações instintivas guiem a vossa comunicação. 

Semeai sempre esperança, mesmo quando é difícil, quando custa, quando parece não dar frutos.

Procurai praticar uma comunicação que saiba curar as feridas da nossa humanidade.

Dai espaço à confiança do coração que, como uma flor frágil mas resistente, não sucumbe no meio das intempéries da vida, mas brota e cresce nos lugares mais inesperados: na esperança das mães que rezam todos os dias para rever os seus filhos regressar das trincheiras de um conflito; na esperança dos pais que emigram, entre inúmeros riscos e peripécias, à procura de um futuro melhor; na esperança das crianças que, mesmo no meio dos escombros das guerras e nas ruas pobres das favelas, conseguem brincar, sorrir e acreditar na vida.

Sede testemunhas e promotores de uma comunicação não hostil, que difunda uma cultura do cuidado, construa pontes e atravesse os muros visíveis e invisíveis do nosso tempo.

Contai histórias imbuídas de esperança, tomando a peito o nosso destino comum e escrevendo juntos a história do nosso futuro.

Tudo isto podeis e podemos fazê-lo com a graça de Deus, que o Jubileu nos ajuda a receber em abundância. Por isto, rezo por cada um de vós e pelo vosso trabalho, e vos abençoo.” Amém. Aleluia!

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG