segunda-feira, 4 de maio de 2026

Correspondamos à fidelidade e ao amor de Deus

                                     


Correspondamos à fidelidade e ao amor de Deus

Como discípulos missionários do Senhor, reflitamos sobre o batismo, o acontecimento capital de nossa vida, o grande milagre da nossa vida, que antes de ser um compromisso com a Trindade Santa, é sempre um ato de amor para com a humanidade, à luz da passagem do Livro do Êxodo (Ex 14,5-18) – “Saberão que Eu sou o Senhor, quando Eu for glorificado às custas do Faraó” (cf. Ex 15,17).

Oremos

Senhor Deus, pusestes à prova o Vosso povo, que começou a sequência de infidelidades, mas jamais o abandonastes, porque é próprio de quem ama, não abandonar o amado.

Por amor, quisestes levá-lo à liberdade, mas fostes esquecido, e à infidelidade respondestes com fidelidade, pois tendes uma Palavra somente, e jamais a retirais, pois irrevogável.

Senhor Deus, contemplo a história do êxodo como a história de nossa libertação e de renovada escravidão; uma história de fidelidade e infidelidade, atos de obediência e rebeldia, em que esperais sempre retorno e pronto a nos acolher.

Senhor, Deus, que viveis em comunhão com Filho e o Espírito Santo, nós Vos glorificamos e damos graças, pois pelo Batismo nos concedeis a graça de nos tornarmos cristãos, membros ativos de uma Igreja Sinodal, caminhando sempre juntos, a serviço do Vosso Reino. Amém.

 

Fonte: Missal Cotidiano - Editora Paulus – p.1046

Falemos com o coração e testemunhemos a verdade no amor (2023)

                                    


Falemos com o coração e testemunhemos a verdade no amor


Oremos:

Senhor Jesus, Palavra pura que brota do coração do Pai, ajudai-nos a promover uma verdadeira comunicação, tornando-a livre, limpa e cordial.

Senhor Jesus, Palavra que Se fez carne, ajudai-nos a nos colocarmos à escuta do palpitar dos corações, para nos reconhecermos como irmãos e irmãs e desativarmos a hostilidade que divide.

Senhor Jesus, Palavra que ilumina e aquece nossos corações, ajudai-nos a promover uma comunicação agradável, instrutiva e estimulante.

Senhor Jesus, Palavra reveladora da face misericordiosa do Pai, ajudai-nos, com o Santo Espírito, a falar gerando proximidade, com compaixão e ternura.

Senhor Jesus, Palavra de verdade e caridade, ajudai-nos a dizer a verdade no amor, para nos sentirmos guardiões uns dos outros.

Senhor Jesus, Palavra que nos comunica a verdadeira paz, ajudai-nos a promover uma comunicação que derrube muros de polarizações, guerras, conflitos e oposições, e que favoreça a edificação de pontes de paz. Amém.

 

PS: Livre adaptação da Mensagem para o 57º Dia Mundial das Comunicações Socais – 2023 - Papa Francisco.

Desejando, leia a mensagem na integra: 

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/20230124-messaggio-comunicazioni-sociali.html

 

Nosso amor por Maria e a Igreja, nossas mães

                                              


Nosso amor por Maria e a Igreja,  nossas mães

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito pelo Bem-aventurado Isaac, abade do Mosteiro de Stella (Séc. XII):

“O Filho de Deus é o primogênito dentre muitos irmãos; sendo Filho único por natureza, associou a si muitos pela graça, para serem um só com Ele. Com efeito, a quantos o recebem, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12).

Constituído Filho do homem, a muitos constituiu filhos de Deus. Ele, o Filho único, por seu amor e poder associou muitos a Si. E todos esses, embora sejam muitos por sua geração segundo a carne, são um só com Ele pela regeneração divina.

Um só, portanto, é o Cristo total, cabeça e corpo: Filho único do único Deus nos céus e de uma única mãe na terra. Muitos filhos, e um só Filho. Pois assim como a cabeça e os membros são um só Filho, assim também Maria e a Igreja são uma só Mãe e muitas mães; uma só Virgem e muitas virgens.

Ambas são mães e ambas são virgens; ambas concebem virginalmente do mesmo Espírito; ambas, sem pecado, dão à luz uma descendência para Deus Pai. Maria, imune de todo pecado, deu à luz a Cabeça do corpo; a Igreja, para a remissão de todos os pecados, deu à luz o corpo da Cabeça. Ambas são mães do Cristo, mas nenhuma delas pode, sem a outra, dar à luz o Cristo total.

Por isso, nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui de modo geral à Igreja, virgem e mãe, aplica-se particularmente a Maria. E o que se atribui especialmente a Maria, virgem e mãe, pode-se com razão aplicar de modo geral à Igreja, virgem e mãe; e quando o texto se refere a uma delas, pode ser aplicado indistinta e indiferentemente a uma e à outra.

Além disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. É a própria Sabedoria de Deus, o Verbo do Pai, que designa ao mesmo tempo a Igreja em sentido universal, Maria num sentido especial e cada alma fiel em particular.

Eis o que diz a Escritura: E habitarei na herança do Senhor (cf. Eclo 24,7.13). A herança do Senhor é, na sua totalidade, a Igreja, muito especialmente é Maria, e de modo particular, a alma de cada fiel. No tabernáculo do seio de Maria, o Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, habitará até o fim do mundo; e no amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos.” (1)

Temos como Mãe Maria e a Igreja, e isto implica que devemos viver a vida nova dos filhos de Deus, quando mergulhados na graça do Batismo e recebemos o selo do Espírito Santo.

Implica também que devemos viver como irmãos e irmãs, estabelecendo e fortificando laços de comunhão e fraternidade, na superação de toda e qualquer forma de exclusão, ou qualquer outra forma que nos distancie uns dos outros, ou que venha a macular a sacralidade e a beleza de nossa vida, como imagens e semelhança de Deus, por Ele criados.

Tempo do Advento, tempo favorável para reconciliação e perdão, e refazer nossos laços de amizade e comunhão, para que não seja em vão a Eucaristia que participamos e comungamos, Divino Cálice do Redentor, Pão de eternidade e imortalidade. Amém. 

(1) Liturgia das Horas – Volume Advento/Natal – pág. 214-215

domingo, 3 de maio de 2026

Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai (VDTPA)

                                              

Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai

               Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo  no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo,  que    nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

No 5º Domingo da Páscoa (ano A), a Liturgia nos convida a refletir sobre a missão da Igreja, que nasce de Jesus na fidelidade ao Pai, é vivificada com a presença e ação do Espírito Santo, continuando o caminho que é o próprio Jesus: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

Na passagem da primeira Leitura (At 6,1-7), Lucas nos fala do testemunho da Igreja de Jerusalém, apresentando-nos alguns aspectos que dão identidade a ela.

Trata-se de uma comunidade santa, embora formada por pecadores, num contínuo processo de conversão, procurando viver a fidelidade apesar das falhas e dificuldades.

Possui uma organização hierárquica com a responsabilidade de conduzir e orientar a direção da comunidade, favorecendo o diálogo e a participação consciente, ativa e frutuosa.

Uma comunidade de servidores que colocam em comum os dons de Deus recebidos.

Finalmente, uma comunidade criada, animada e dinamizada pelo Espírito Santo, para que dê testemunho de Jesus Cristo Ressuscitado.

Na passagem da segunda Leitura (1Pd 2,4-9), nos é apresentado o fundamento, a Pedra  Angular, a Pedra principal da Igreja que é Jesus Cristo, no qual os cristãos são pedras vivas.

Como Igreja se constitui um povo sacerdotal, com a missão de viver uma obediência incondicional aos planos do Pai, no amor aos irmãos, e nisto consiste o verdadeiro culto agradável a Deus.

Deste modo, a Igreja precisa crescer na fé para alcançar a Salvação, vencendo todas as dificuldades, hostilidades, incompreensões e perseguições, consciente de sua missão no testemunho do Ressuscitado, com a força vivificante do Espírito Santo, infundida no coração dos discípulos.

Como comunidade da Nova Aliança, a Igreja precisa oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus e, como Povo de Sacerdotes, ofertar uma vida santa, vivida na entrega a Deus e no dom da vida aos irmãos, com amor total e incondicional, superando todo medo em total fidelidade e confiança em Deus.

A comunidade não pode se contentar com um "verniz" cristão que a torne indiferente a todos os problemas que cercam a vida humana.

Sendo Cristo o fundamento da Igreja, e o amor o distintivo dos cristãos, a missão da Igreja será colocar-se em todos os âmbitos, profeticamente, como instrumento da vida plena e definitiva.

Na passagem do Evangelho (Jo 14,1-12), a comunidade continua a missão de Jesus, no anúncio e testemunho do Evangelho, como homens novos, com vida em plenitude, porque integrados à Família Trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo.

A passagem retrata um contexto de despedida de Jesus, e com isto Ele quer deixar no coração dos discípulos uma palavra de confiança e esperança, para que não se desviem e nem abandonem a caminhada com Ele iniciada: Ele vai para o Pai e garante a todos que O seguirem o mesmo destino, ou seja, a glória da eternidade.

A comunidade, acolhendo o Espírito que Ele enviará do Pai, viverá na obediência e fidelidade a Deus, em total entrega de amor e serviço ao outro.

No entanto, para fazer parte de Sua família é preciso que os discípulos vivam esta total obediência a Deus, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus que ama até o fim, porque de fato, cristãos são os que se põem a caminho. Não se pode viver uma fé instalada, acomodada, e tão pouco conceber possíveis recuos, pois “a fé começa pelos pés”.

Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Celebrando mais um Domingo neste Itinerário Pascal, renovemos em nosso coração, o Amor de Deus infundido em nós pela ação do Espírito, para continuarmos com os pés firmes neste Bom Caminho que nos conduz aos céus, à comunhão plena e eterna de Amor: Céu. 

Creio em Jesus: Caminho, Verdade e Vida (VDTPA)

                                       


Creio em Jesus: Caminho, Verdade e Vida

Creio em Jesus, o Caminho, que viveu a profunda experiência do encontro de Deus com  a humanidade, e comunica esta experiência à todos nós.

Creio em Jesus, o Caminho que nos leva ao Pai, uma Pessoa; Aquele que, já existia com Deus, desde sempre, e Se tornou o ‘lugar’ visível da Aliança entre Deus e a humanidade.

Creio em Jesus, a Verdade que se conhecido, nos liberta (Jo 8,32), a mais perfeita revelação do Pai, de quem todas as coisas recebem origem e no qual todos encontram sua consistência e verdade.

Creio em Jesus, a Verdade, que se conhece pelo amor com Ele vivido e n'Ele permanecendo, a fim de que tenhamos a seiva vital do amor, e frutos abundantes produzamos.

Creio em Jesus, a Vida, porque nos faz participar da comunhão plena com o Deus vivo, a se consumar na comunhão de amor na glória da eternidade, e tão  somente com Ele teremos a vida eterna. Amém. Aleluia! 

 

Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário da passagem do Evangelho de São João (Jo 14,1-6) - p.420-421

 


Em poucas palavras... (VDTPA)

 


A obra mais excelente do amor de Deus

“A justificação é a obra mais excelente do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus e concedido pelo Espírito Santo.

Santo Agostinho pensa que «a justificação do ímpio é obra maior que a criação do céu e da terra»; porque «o céu e a terra passarão, ao passo que a justificação e a salvação dos eleitos permanecerão».

Pensa mesmo que a justificação dos pecadores é mais importante que a criação dos anjos em justiça, pelo tato de testemunhar uma maior misericórdia.” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1994

O Senhor é nosso único caminho (VDTPA)

                                                                    

O Senhor é nosso único caminho

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6)

Em nossas atividades pastorais, é preciso lançar as redes em águas mais profundas (Lc 5,1-11), pois a evangelização prima pela superação da superficialidade e ativismo inconsequente; provoca-nos para respostas comunitárias, sem ações individualizadas, mas inseridas na Pastoral de Conjunto.

Precisamos buscar respostas evangélicas para os grandes desafios que enfrentamos na realidade urbana e pós-moderna:

- A realidade urbana: desafios e respostas;
- A evangelização da família;
- O resgate da pessoa humana no exercício de sua cidadania;
- O aprimoramento das atitudes de acolhida e fortalecimento dos vínculos de comunhão fraterna;
- O desafio da evangelização da juventude;
- Um projeto missionário que expresse a dimensão missionária de toda a Igreja;
- Presença evangelizadora nas escolas, universidades;
- Meios de comunicação social e a Evangelização;
- Fortalecimento das Pastorais Sociais;
- Formação bíblica e espiritualidade do Agente de Pastoral;
- Maior cuidado com os momentos litúrgicos, para que sejam momentos fortes de Oração e de espiritualidade.

Urge vocações leigas, alimentadas pela Palavra e Eucaristia, juntamente com padres, bispos, religiosos e religiosas, presentes nas diversas estruturas, organismos e pastorais, para que no espírito da comunhão e participação, e na evangélica opção preferencial pelos pobres, participemos da construção de uma sociedade justa, fraterna e mais solidária, a caminho do Reino definitivo.

Deste modo, jamais nos esqueçamos de que o Protagonista da evangelização é o Espírito Santo, de modo que a diversidade de carismas, dons e ministérios devem ser compartilhados, garantindo êxito na evangelização.

É tempo favorável para a evangelização, comunicando a luz do Ressuscitado em todos os momentos e em todos os âmbitos, e continuemos fiéis no Caminho que é o próprio Jesus, a Verdade que nos liberta e nos comunica vida plena e definitiva.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG