terça-feira, 21 de abril de 2026
“SE...” Reflitamos sobre Deus, à luz do “SE”, conjunção condicional
procurando Vos deseje,
Amando Vos encontre,
e encontrando Vos ame”.
Com o Apóstolo Paulo, preparemos o Natal do Senhor
Com o Apóstolo Paulo, preparemos o Natal do Senhor
Com a passagem da Carta de Paulo aos Romanos (Rm 1, 1-7), refletimos sobre o verdadeiro encontro com Jesus, assim como aconteceu com o Apóstolo Paulo, culmina com o anúncio e testemunho d’Ele, de Sua Pessoa, Palavra e Projeto de Vida e Salvação.
Paulo se apresenta como o servo de Jesus Cristo (descendente de Davi), Apóstolo por chamamento e eleito para anunciar o Evangelho a todos os povos.
Nisto consiste sua missão, que levou até o fim, culminando com o martírio e derramamento de sangue, e com ele, aprendemos que a missão evangelizadora deve ser realizada com amor e espírito de serviço, com palavras e gestos concretos.
Seja para nós o Tempo do Advento, tempo favorável de conversão, para que a exemplo do Apóstolo, cada vez mais nos configuremos ao Senhor, que veio, vem e virá sempre ao nosso encontro.
Com a súplica de Santo Anselmo, concluímos:
“Ensinai-me a Vos procurar e mostrai-Vos quando Vos procuro; não posso procurar-Vos se não me ensinais nem encontrar-Vos se não Vos mostrais. Que desejando eu Vos procure, procurando Vos deseje, amando Vos encontre, e encontrando Vos ame”.
Não deixe a chama do amor se apagar
Não deixe a chama do amor se apagar
Ouvir uma música possibilita transcender sua escuta com o mergulho no cotidiano, repensando a existência para torná-la mais bela.
Retomo um trecho de uma das músicas interpretadas por Elton John e Leon Russel:“When Love Is Dying”:
“... E ninguém lhe diz
Quando o amor está morrendo,
quando o amor está morrendo
Só fica um pouco mais frio
E paramos de tentar, paramos de tentar,
Sim, nós paramos de tentar
Oh quando o amor está morrendo
Há uma dor que você nunca pode explicar...”
Reflito sobre tantos relacionamentos conjugais que estão morrendo; outros que há muito morreram e outros sobrevivem, em últimos suspiros.
Também reflito sobre tantos outros relacionamentos que poderão sobreviver, se algo for feito. Mas o que pode ser feito?
Quantos relacionamentos ficaram frios, num cotidiano arrastado com lágrimas, sem esperança de retornar à chama do primeiro amor?
Quantas vezes a cruz, que o amor não dispensa, tornou-se quase que insuportável, por que não procede do amor a ser vivido e correspondido?
“Quando o amor está morrendo” é como um grito nos convidando a também rever outros relacionamentos e não apenas o conjugal.
Reflitamos sobre relacionamentos de amizade que, se não regados com carinho, atenção, apreço, correção fraterna, aos poucos, podem esfriar, desaparecendo como poeira ao vento ou gotas de orvalho matinais.
Relacionamentos dentro da comunidade de fé também são vocacionados à maturidade da Comunhão Fraterna (At 2,42-45). Às vezes, a desatenção, a falta do carinho, da compreensão e da prática vital do perdão condenam a relacionamentos e comunidade “frias”, que não revelam a chama terna e candente do Amor de Deus.
Se Comunidade do Espírito, somos por excelência a Comunidade do Seu Fogo; do Fogo do Amor, da alegria, da convivência, da comunhão celebrada.
Repenso sobre a dor da frieza que o amor agonizante e desfalecido pode causar no coração de cada um de nós.
“Há uma dor que você nunca não pode explicar”. E nem é preciso, antes deve-se evitar que a dor se multiplique.
Redescubramos a beleza do Mandamento que Ele nos deixou: “amor a Deus e ao próximo”, e a ele procuremos corresponder para não morrermos gélida e miseravelmente.
Antes que a dor venha, e ainda que não venha, amemos como Deus nos ama.
Memorável página do Evangelho em que o coração dos Discípulos ardeu ao escutar a voz do Amado, e de quando seus olhos se abriram ao contemplá-Lo partindo o Pão.
Naquela tarde, os Discípulos de Emaús (Lc 24,13-35) nos ensinaram a procura do verdadeiro Amor, para que prolonguemos relacionamentos cristãos, maduros e sinceros que revelem a verdadeira presença de Deus.
Concluamos com as palavras do Bispo Santo Anselmo (séc XII):
“Ensinai-me a Vos procurar e mostrai-Vos
quando Vos procuro; não posso procurar-Vos se não me ensinais nem encontrar-Vos se não Vos mostrais.
Que desejando eu Vos procure, procurando Vos deseje,
amando Vos encontre, e encontrando Vos ame”.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Rezando com os Salmos - Sl 41 (42)
Sede
de Deus, saudade do templo
“–1 Ao
maestro do coro. Poema. Dos filhos de Coré.
–2 Assim como a
corça suspira
pelas águas correntes,
– suspira igualmente minh'alma
por vós, ó meu Deus!
–3 Minha alma tem sede de Deus,
e deseja o Deus vivo.
– Quando terei a alegria de ver
a face de Deus?
–4 O meu pranto é o meu alimento
de dia e de noite,
– enquanto insistentes repetem:
'Onde está o teu Deus?'
–5 Recordo saudoso o tempo
em que ia com o povo.
– Peregrino e feliz caminhando
para a casa de Deus,
– entre gritos, louvor e alegria
da multidão jubilosa.
–6 Por que te entristeces, minh'alma,
a gemer no meu peito?
– Espera em Deus! Louvarei novamente
o meu Deus Salvador!
–7 Minh'alma está agora abatida,
e então penso em vós,
– do Jordão e das terras do Hermon
e do monte Misar.
–8 Como o abismo atrai outro abismo,
ao fragor das cascatas,
– vossas ondas e vossas torrentes
sobre mim se lançaram.
–9 Que o Senhor me conceda de dia
sua graça benigna
– e de noite, cantando, eu bendigo
ao meu Deus, minha vida.
–10 Digo a Deus: 'Vós que sois meu amparo,
por que me esqueceis?
– Por que ando tão triste e abatido
pela opressão do inimigo?'
–11 Os meus ossos se quebram de dor,
ao insultar-me o inimigo;
– ao dizer cada dia de novo:
'Onde está o teu Deus?'
–12 Por que te entristeces, minh'alma,
a gemer no meu peito?
– Espera em Deus! Louvarei novamente
o meu Deus Salvador!”
Com o Salmo 41(42), o salmista expressa a sede de Deus que tem a
sua alma, acompanhada da saudade do templo:
“Forçado
a viver longe do Templo, onde era feliz na presença de Deus, um levita exprime
seu ardente desejo e sua esperança segura de um dia voltar; enquanto isso, seu
consolo é a recordação das belas liturgias.” (1)
Seja também nossa alma sedenta de Deus, que sacia nossa sede,
como tão bem expressa a passagem do Livro do Apocalipse – “O Espírito e a Esposa dizem: ‘Vem’! E quem ouve também diga: ‘Vem’!
Quem tem sede, venha, e quem quiser, receba gratuitamente a água da vida.” (Ap
22,17).
Retomemos
as palavras de Santo Anselmo, bispo (séc. XII)
“Ensinai-me
a Vos procurar e mostrai-Vos quando Vos procuro; não posso procurar-Vos se não
me ensinais nem encontrar-Vos se não Vos mostrais. Que desejando eu Vos
procure, procurando Vos deseje, amando Vos encontre, e encontrando Vos
ame”. Amém.
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 761
Santo Estêvão, protomártir do Senhor, “sua arma era a caridade...”
Santo Estêvão, protomártir do Senhor, “sua arma era a caridade...”
Sejamos enriquecidos por um dos Sermões de um dos Sermões escrito pelo Bispo São Fulgêncio de Ruspe (Séc. VI):
“Ontem, celebrávamos o nascimento temporal de nosso Rei eterno; hoje celebramos o martírio triunfal do seu soldado.
Ontem o nosso Rei, revestido de nossa carne e saindo da morada de um seio virginal, dignou-Se visitar o mundo; hoje o soldado, deixando a tenda de seu corpo, parte vitorioso para o céu.
O nosso Rei, o Altíssimo, veio por nós na humildade, mas não pôde vir de mãos vazias. Trouxe para Seus soldados um grande dom, que não apenas os enriqueceu imensamente, mas deu-lhes uma força invencível no combate: trouxe o dom da caridade que leva os homens à comunhão com Deus.
Ao repartir tão liberalmente o que trouxera, nem por isso ficou mais pobre: enriquecendo do modo admirável a pobreza dos Seus fiéis, Ele conservou a plenitude dos Seus tesouros inesgotáveis.
Assim, a caridade que fez Cristo descer do céu à terra, elevou Estêvão da terra ao céu. A caridade de que o Rei dera o exemplo logo refulgiu no soldado.
Estêvão, para alcançar a coroa que seu nome significa, tinha por arma a caridade e com ela vencia em toda parte. Por amor a Deus não recuou perante a hostilidade dos judeus, por amor ao próximo intercedeu por aqueles que o apedrejavam.
Por esta caridade, repreendia os que estavam no erro para que se emendassem, por caridade orava pelos que o apedrejavam para que não fossem punidos.
Fortificado pela caridade, venceu Saulo, enfurecido e cruel, e mereceu ter como companheiro no céu aquele que tivera como perseguidor na terra. Sua santa e incansável caridade queria conquistar pela Oração, a quem não pudera converter pelas admoestações.
E agora Paulo se alegra com Estêvão, com Estêvão frui da glória de Cristo, com Estêvão exulta, com Estêvão reina. Aonde Estêvão chegou primeiro, martirizado pelas pedras de Paulo, chegou depois Paulo, ajudado pelas Orações de Estevão.
É esta a verdadeira vida, meus irmãos, em que Paulo não se envergonha mais da morte de Estêvão, mas Estevão se alegra pela companhia de Paulo, porque em ambos triunfa a caridade. Em Estêvão, a caridade venceu a crueldade dos perseguidores, em Paulo, cobriu uma multidão de pecados; em ambos, a caridade mereceu a posse do Reino dos céus.
A caridade é a fonte e origem de todos os bens, é a mais poderosa defesa, o caminho que conduz ao céu. Quem caminha na caridade não pode errar nem temer. Ela dirige, protege, leva a bom termo.
Portanto, meus irmãos, já que o Cristo nos deu a escada da caridade pela qual todo cristão pode subir ao céu, conservai fielmente a caridade verdadeira, exercitai-a uns para com os outros e, subindo por ela, progredi sempre mais no caminho da perfeição.”
Reflitamos sobre o martírio do diácono Santo Estêvão, a quem a Sagrada Escritura chama de "homem cheio de fé e do Espírito Santo".
Os Santos Padres tecem grandes elogios a Santo Estêvão, pondo em relevo suas virtudes: pureza, zelo apostólico, firmeza e constância, grande amor ao próximo, verdadeiramente heroico, rezar pelos próprios assassinos.
Chamado de protomártir por ter sido o primeiro a derramar seu sangue em testemunho da fé em Jesus Cristo.
Seu nome em grego significa "coroa", e evoca a ideia de martírio, porque nos séculos a seguir a coroa foi símbolo do martírio. Sua paixão é de fundamental importância por não ter nada de fabuloso ou lendário.
Sua Oração com certeza mereceu a conversão de São Paulo, pois, como disse Santo Agostinho, "Se Estêvão não tivesse rezado, a Igreja não teria o grande São Paulo!".
Somos convidados a aprender com os Santos e mártires, que deram corajoso testemunho da fé. Santo Estêvão é, por tudo que se disse, um exemplo para que cresçamos em maior fidelidade ao Senhor.
Talvez não tenhamos que viver semelhante martírio, mas cada um em sua própria história pode também desenvolver virtudes tão invejáveis e desejáveis.
Sejamos como Estêvão, homens e mulheres cheios de fé e do Espírito Santo no testemunho do Ressuscitado, em incondicional amor ao Pai.
Santo Estêvão, um exemplo para o nosso discipulado.
O mundo e a Igreja precisam de “Estêvãos”.
PS: No dia 26 de dezembro, proclama-se Atos dos Apóstolos (At 6,8-10;7,54-59), e na segunda-feira da terceira semana da Páscoa (At 6,8-15)







