segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras...

                                             


“O ódio voluntário é contra a caridade”

“O ódio voluntário é contra a caridade. Odiar o próximo, querendo-lhe mal deliberadamente é pecado. É pecado grave, quando deliberadamente se lhe deseja um mal grave. «Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus...» (Mt 5, 44-45).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2303

Oração pela nossa terra

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Oração pela nossa terra

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,

Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.

Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.

Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.

Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.

Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.

Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.

Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.


PS: Encíclica “Laudato Si” – Papa Francisco (n. 246)

Adoramos o Senhor, servimos nosso próximo

                                                       

             Adoramos o Senhor, servimos nosso próximo
 
No segundo anúncio da Paixão de Nosso Senhor (Mc 9,30-37), Jesus diz aos discípulos, que discutiam no caminho, qual seria o maior entre eles, que quisesse ser o primeiro, deveria ser o último de todos, e o servo de todos.
 
Jesus diz aos discípulos, que discutiam no caminho, qual seria o maior entre eles: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”
 
Retomemos este parágrafo do Catecismo da Igreja Católica (n.786):
 
“O Povo de Deus participa finalmente da função ‘régia’ de Cristo. Cristo exerce a Sua realeza atraindo a Si todos os homens pela Sua Morte e Ressurreição.
 
Cristo, Rei e Senhor do Universo, fez-Se o servo de todos, pois ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida como resgate pela multidão’ (Mt 20, 28).
 
Para o cristão, ‘reinar é servir’, em especial ‘nos pobres e nos que sofrem, nos quais a Igreja reconhece a imagem do Seu Fundador pobre e sofredor’.
 
O povo de Deus realiza a sua ‘dignidade régia’ vivendo em conformidade com esta vocação de servir com Cristo”. (1)
 
Assim como veio servir e não ser servido, Jesus deixou este ensinamento para os Seus discípulos, e o fez expressivamente ao lavar-lhes os pés (Jo 13).
 
Como Igreja, também devemos renovar sempre a alegria e o amor no serviço ao Senhor, na pessoa dos pobres que nos são confiados.
 
Deste modo há a contínua necessidade do fortalecimento de nossas Pastorais e Serviços diversos de nossas comunidades, para cada vez mais reinemos com Jesus, colocando-nos, generosamente, em atitude de amor, serviço e doação.
 
Ainda temos muito que aprender para reinar com Jesus, pois ainda temos muito que nos converter, para que mais expressiva e frutuosa seja nossa generosidade e doação em favor de nosso próximo. 
 
Firmemos nossos passos neste caminho. Alegremo-nos e exultemos no Senhor, que nos acompanha nesta maravilhosa graça e missão, conduzidos e iluminados pela Sua Palavra, e nutridos pelo Seu Divino Corpo e Sangue que recebemos no Banquete da Eucaristia.
 
Que reinemos com o Senhor, mas só o fazemos, quando ao próximo nós serviços. Amém.
 


 
(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n.786
 
PS: Oportuno para reflexão sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 17,22-27; Mc 9,30-37)
 


Dai-nos, ó Deus, Sabedoria e Inteligência

 


Dai-nos, ó Deus, Sabedoria e Inteligência 

No capítulo 28 do Livro de Jó, encontramos uma meditação sobre a Sabedoria:

“E Deus disse à humanidade: ‘No temor do Senhor está a Sabedoria; no apartar-se do mal, a Inteligência’” (Jó 28,28)

Oremos:

Senhor Deus, ajudai-nos a perceber, a cada momento de nossas vidas, que a sabedoria, de fato, só tem sentido quando no temor do Senhor.

Que nos abramos à Vossa Sabedoria para nos conduzir e orientar nossas decisões, firmando nossos passos no Caminho, que é o próprio Jesus Cristo, e assim, a Verdade resplandecerá em todo o nosso viver, e teremos a Vida plena, que é Ele mesmo (cf. Jo 14,6).

Senhor Deus, concedei-nos a inteligência, para que saibamos distinguir o bem do mal, e não apenas distinguir, mas não realizá-lo.

Que tenhamos força para do mal nos afastarmos, como Vosso Filho nos ensinou a rezar: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. Amém.

Ninguém pode reter a ação do Espírito de Deus

                                         


Ninguém pode reter a ação do Espírito de Deus
 
“Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome
 para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor” (Mc 9, 39-40).
 
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 9,38-40, sobre a ação divina que não pode ser controlada por ninguém: o Espírito de Deus sopra onde e quando quiser.  
 
Urge superar toda forma de arrogância, ciúmes em relação à ação de Deus e ainda, arrancar, de dentro de nós, tudo o que não constrói o Reino de Deus.
 
É preciso cortar todo egoísmo, autossuficiência que destroem a vida, porque o fim dos injustos é a “geena”, o inferno, a ausência do Amor de Deus, a condenação de viver sem o amor que foi rejeitado:
 
“O Espírito é capaz de soprar e de fazer palpitar os corações também noutros locais, como nas mesquitas, nas sinagogas, nos areópagos, no templo que nós chamamos e nos parece pagão. Deveríamos, por isso, pedir ao Senhor, a graça de aprender a alegrarmo-nos pelo bem, onde quer que ele se concretize, de nos alegrarmos por todo o bem, sem nos importarmos com quem o pratica: seja pequeno ou crescido; seja jovem ou ancião; seja leigo ou consagrado; seja infeliz ou afortunado; seja doente ou saudável; seja alguém que se abre para a vida ou alguém que está para prestar contas com Aquele que generosamente lha concedeu”. (1)
 
Vemos que não é próprio dos discípulos do Senhor atitudes que revelem arrogância, sectarismos, intransigência, intolerância, presunção, ciúmes, mesquinhez, pretensão de monopolização do próprio Jesus e Sua Boa Nova:
“João e os outros discípulos não conseguiram ainda pensar segundo a lógica de Jesus, Seu Mestre, a qual é para Ele, na perspectiva da Cruz, lógica de serviço e de humilde diaconia. Preferem nesse momento a lógica espalhada e exclusiva do sectarismo e da separação, ou seja, pretendem ter o exclusivo e o monopólio da Salvação” (2).
Reflitamos:
- O que precisamos cortar para superar qualquer sombra de dominação e monopólio do Espírito e melhor nos colocarmos a serviço dos últimos?
- Quais são as verdadeiras motivações no trabalho que realizamos em nossa Pastoral, em nossa Comunidade? 
 
- Onde e quando percebemos a ação de Deus além dos limites de nossa comunidade?
- Quais pessoas que professam uma crença diferente da nossa e nas quais contemplamos também a ação de Deus?
 
- Percebemos a manifestação e ação do Espírito onde, quando e em quem Ele bem quer?
 
Renovemos nossa alegria de viver como instrumentos nas mãos de Deus, para maior fidelidade ao Projeto que Jesus inaugurou, a Boa-Nova do Reino, com a força e ação do Espírito, sem jamais termos a pretensão de exaurir Suas forças, detê-Lo, monopolizá-Lo.
 
Alegremo-nos com a inesgotável ação e presença do Espírito, que move a História, dentro e fora da própria Igreja.
 
Oremos:
 
Ó Deus, dai-nos a graça, como discípulos missionários do Senhor, contemplar e nos alegrar com a ação do Vosso Espírito, que age em quem, quando e onde quiser promovendo a vida, fazendo suscitar brotos de esperança onde nada mais parece possível; ainda que não professando a mesma fé que professamos, mas vivendo a caridade que não conhece fronteiras. Amém.
 
(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - pág. 443.
(2) Idem pág. 441.
 

Deixar-se surpreender por Deus

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Deixar-se surpreender por Deus

O comentário do Missal Cotidiano nos apresenta iluminadoras palavras de Paul Tilich, quando da proclamação da passagem do Livro do Eclesiástico (Eclo 4,12-22):

“Penso no teólogo que não espera por Deus, porque O possui em sua construção doutrinal.

Penso no estudante de teologia que não espera por Deus, porque O possui fechado em seu manual.

Penso no homem de Igreja, que não espera por Deus, porque O possui encerrado numa instituição.

Penso no crente que não espera por Deus, porque O possui na própria experiência.

Não é fácil suportar estar sem Deus, dever esperá-Lo... Somos mais fortes se esperarmos do que se possuirmos”.

A tentação humana é enquadrar Deus em esquemas mentais, numa espécie de monopólio, quase que O submetendo às nossas vontades, conceitos e dimensões.

No entanto, é preciso nos deixar sempre surpreender por Deus, abertos à manifestação de Sua Sabedoria, que vem ao nosso encontro.

Num contexto de utilitarismo e imediatismo de soluções, é preciso viver na confiante espera do Senhor que vem, e somente pode ser percebido pelo coração que ama e crê, numa permanente vigilância.

Deixar-se surpreender por Deus, o mais belo, profundo, intenso e imenso Mistério, que quer nos envolver com laços de ternura e misericórdia.

Deixar-se surpreender por Deus, que ultrapassa conhecimentos adquiridos sobre Ele, por meros ritos realizados, por vezes, já com a espera de resultados previsíveis alcançados.

Deus, um Mistério insondável, será sempre alegre e grata surpresa na vida daqueles que O temem, amam, e n'Ele confiam.

E como afirmou o teólogo: – “Não é fácil suportar estar sem Deus, dever esperá-Lo... Somos mais fortes se esperarmos do que se possuirmos”.



PS: Paul Johannes Oskar Tillich (Starzeddel, 20 de agosto de 1886 — Chicago 22 de outubro de 1965) - teólogo alemão-estadounidense e filósofo da religião.

Nada se sobreponha à Lei do Amor

                                                    

Nada se sobreponha à Lei do Amor
 
Na passagem da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 10,31-11,1), o Apóstolo nos apresenta Jesus Cristo, modelo de obediência, doação, amor e serviço em favor da libertação de todos.
 
Com o Apóstolo, aprendemos que, como discípulos missionários do Senhor, o mesmo devemos fazer.
 
Vemos quão livre é o cristão em tudo aquilo que não atenta contra a sua fé e contra os valores do Evangelho, mas poderá prescindir de direitos para um bem maior, que é o amor aos irmãos.
 
A Lei do Amor se sobrepõe a tudo, inclusive aos direitos de cada um, e assim não nos tornamos obstáculos nem para a glória de Deus, nem para a salvação de nossos irmãos.
 
Pouco mais adiante, em sua Carta (1 Cor 13,1-13), o Apóstolo nos apresentará o Hino à Caridade, e a hierarquia dos carismas:
 
“Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como bronze que soa ou como címbalo que tine” (1 Cor 13,1).
 
Ao amor tudo deve ser subordinado, fazendo de nossa própria vida um dom, uma oferenda agradável a Deus. 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG