domingo, 8 de fevereiro de 2026

Confiemos plenamente na Palavra de Deus (VDTCC)

Confiemos plenamente na Palavra de Deus

“Avancemos para águas mais profundas”

Com a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 5,1-11), contemplamos a presença e ação de Jesus que assegura  a grande pesca milagrosa.

A passagem pode ser dividida em três partes:

- A descrição do lugar da pregação de Jesus (v. 1-3);
- A pesca milagrosa (v.4-10a);
- O chamamento de Simão (v. 10b-11).

Através de Sua presença e Palavra, Jesus nos revela a face de Deus, que vai sempre ao encontro do homem, de suas necessidades, e  manifesta Sua ação gloriosa nos momentos de aparente fracasso, transformando-os em êxitos, que revelam Sua magnificência e onipotência e amor incondicional por nós.

Estar na barca de Jesus (símbolo da Igreja), exige que escutemos a Sua Palavra e O reconheçamos como a presença de Deus em nosso meio; aceitando a Sua proposta libertadora e deixando tudo por Ele, com a certeza de êxito numa “pesca milagrosa”:

“A pesca extraordinária é símbolo da atividade futura de Pedro: o seu barco, ou seja, a Igreja, tem em nome de Jesus, a tarefa de ‘pescar’ os homens para o Reino dos Céus. E Jesus está sempre junto dos Seus para os ajudar” (1)

Reflitamos:

- Estamos na barca de Jesus, de fato?
- Escutamos Sua voz, Sua Palavra?

- Reconhecemos Sua presença em nosso meio?
- Aceitamos Sua missão libertadora a nós confiada?
- Somos capazes de tudo deixar por causa de Sua Proposta?

Sigamos Jesus crendo na força, ação e presença do Ressuscitado, confiando plenamente em Sua Palavra, assim como fez o Apóstolo Pedro, e todos os que se puseram a caminho, como discípulos missionários Seus.

(1) Leccionário Comentado - Volume Tempo Comum I- Editora Paulus - pág.215

Com Deus não há fracassos (VDTCC)

                                                     


Com Deus não há fracassos

“Avancemos para águas mais profundas”

No 5º Domingo do Tempo Comum (Ano C) somos convidados a refletir sobre a nossa vocação e rever a sua história.

Com a passagem da primeira Leitura (Is 6,1-2a.3-8), refletimos sobre a vocação de Isaías: primeiramente vemos que a vocação é obra de Deus; também temos a objeção e o reconhecimento da condição impura daquele que é chamado; finalmente, a aceitação da missão pelo Profeta.

Como vemos,  a vocação profética é, inevitavelmente, um caminho de cruz, superando o egoísmo, o medo e a preguiça, enfrentando todas as dificuldades, sofrimentos, conflitos e confrontos. É preciso ter sensibilidade para ouvir o apelo e chamado de Deus, e coragem para viver uma resposta a Ele na missão confiada.

Enriquecedora a afirmação do Missal Dominical:

“O homem não tem poder sobre Deus. Ora, o Profeta
não anuncia uma doutrina abstrata, meramente humana,
mas o Deus vivo; ele é Profeta se Deus Se lhe revela,
se o chama, se o envia. Revelação, vocação
e missão estão estreitamente unidas.”

Com a passagem da segunda Leitura (1 Cor 15, 1-11) refletimos sobre a Ressurreição, que por sua vez trata-se de uma realidade que dá forma à vida do discípulo, levando-o a enfrentar sem medo as forças da injustiça e da morte.

É o mais antigo querigma (anúncio) da Morte e Ressurreição de Cristo, já com ligação à redenção dos pecados. Paulo reafirma com vigor e paixão esta verdade.

O Apóstolo Paulo escreve para uma comunidade cujo contexto cultural é de não aceitação da unidade do corpo e da alma, com influências das filosofias dualistas (viam no corpo uma realidade negativa e na alma uma realidade ideal e nobre) e com isto a dificuldade de aceitação da ressurreição integral do homem.

O Apóstolo anuncia a Ressurreição, e sua argumentação é clara e explícita: ressuscitaremos da mesma forma um dia, porque Cristo Ressuscitou, do contrário vazia é a nossa fé.

A Ressurreição de Cristo é um fato real, mas ao mesmo tempo sobrenatural e meta-histórico, porque ultrapassa completamente quaisquer categorias humanas de espaço e de tempo, e nos insere necessariamente no contexto da fé.

A fé na Ressurreição foi testemunhada pela transformação ocorrida no coração dos discípulos, antes cheios de medo, frustrados e acovardados, tornando-se intrépidos mensageiros e testemunhas de Jesus Cristo, Vivo e Ressuscitado.

Com a fé e presença de Jesus Ressuscitado, o medo cede lugar para a coragem; a frieza para o ardor e a missão se realiza pelo testemunho.

A comunidade cristã é chamada a fazer, ao longo da história, este mesmo itinerário de descoberta, superação, conversão e testemunho da força que vem do Cristo Vivo e Ressuscitado.

Na passagem do Evangelho (Lc 5, 1-11) contemplamos a presença e ação de Jesus que assegura  a grande pesca milagrosa. 

Contemplamos a ação de Deus que vai sempre ao encontro da humanidade, de suas necessidades, manifesta Sua ação gloriosa nos momentos de aparente fracasso transformando-os em êxitos que revelam Sua magnificência e onipotência e amor incondicional por nós.

A passagem pode ser dividida em três partes:

- A descrição do lugar da pregação de Jesus (v. 1-3);
- A pesca milagrosa (v.4-10a);
- O chamamento de Simão (v. 10b-11).

Estar na barca de Jesus (símbolo da Igreja) exige que escutemos a Sua Palavra e O reconheçamos como a presença de Deus em nosso meio; aceitando a Sua proposta libertadora e deixando tudo por Ele, com a certeza de êxito numa “pesca milagrosa”:

“A pesca extraordinária é símbolo da atividade futura de Pedro: o seu barco, ou seja, a Igreja, tem em nome de Jesus, a tarefa de ‘pescar’ os homens para o Reino dos Céus. E Jesus está sempre junto dos Seus para os ajudar” (1)

Reflitamos:

- Estamos na barca de Jesus, de fato?
- Escutamos Sua voz, Sua Palavra?
- Reconhecemos Sua presença em nosso meio?
- Aceitamos Sua missão libertadora a nos confiada?
- Somos capazes de tudo deixar por causa de Sua Proposta?

Sigamos Jesus como Isaías, Pedro, Paulo e tantos outros, crendo na força, ação e presença do Ressuscitado. É necessário que façamos como eles, nos reconhecendo pecadores para o verdadeiro encontro com o Senhor.



(1) Leccionário Comentado - Volume I - Tempo Comum - Editora Paulus - pág. 215

A Oração revigora e ilumina a nossa ação (VDTCB)

                                                            

A Oração revigora e ilumina a nossa ação

A passagem do Evangelho (Mc 1,29-39) proclamada no 5º Domingo do Tempo Comum (ano B) nos apresenta alguns pontos a serem destacados:

- Jesus, após ter saído da sinagoga, foi com Tiago e João à casa de Simão e André.
- A sogra de Pedro que estava febril foi curada pelo Senhor,  e se pôs a servir a todos.

- Ao cair da tarde, diante da casa de Pedro, a cidade inteira encontrava-se reunida, e Jesus curou muitas pessoas, assim como expulsou muitos demônios.

- Quando ainda era escuro, Jesus levantou-Se e foi rezar num lugar deserto. Procurado pelos discípulos, comunica a Sua missão de pregar em outras aldeias, o que Seus discípulos também deverão fazer.

Na missão evangelizadora, na construção de um mundo com suas alegrias e dores, sorrisos e lágrimas, em constante busca de uma felicidade sem sombras e um amor sem ilusão, Jesus nos revela a força da Oração.

Tanto para Jesus como para os discípulos, a Oração é o cume e a fonte da ação; é força para nos libertar de toda forma de tentação (no deserto, Jesus venceu o diabo pela força da Palavra e da Oração).

Ela é como que um momento de paragem nas atividades para que se  renovem as forças; é o momento em que se toma consciência do que Deus quer de nós, sem o que podemos fazer muitas coisas, mas não necessariamente o que Deus quer e como Ele quer que sejam feitas.

A Oração dá tom e vigor novos ao nosso agir, porque somente na comunhão e no diálogo íntimo com Deus percebemos quais são os Seus Projetos e renovamos as forças para nos empenharmos na transformação do mundo.

A Oração é, na exata medida, uma relação de intimidade com Deus e plena abertura para o que Ele quer nos dizer, caminhos apontar, compromissos maiores nos apresentar.

Como discípulos missionários do Senhor, é necessário que encontremos espaço, tempo para a Oração, para o diálogo com Deus.

Sem a Oração nos fragilizamos e como cegos e surdos e indiferentes ao mundo ficamos, e assim perdemos a força profética, porque nada teremos a comunicar, e tão pouco faremos o que Deus espera de nós.

Curados pelo Senhor de toda febre que nos imobiliza, mantenhamos a alegria e o ardor do serviço, nutridos, de modo especialíssimo, no Banquete da Eucaristia.

Revigorados, saberemos enfrentar os sofrimentos, as adversidades próprias da ação evangelizadora.

Em contínua vigilância e Oração, não naufragaremos no oceano inesgotável de sofrimento e dificuldades que a vida possa nos apresentar:

“É preciso retirar-se regularmente para a solidão para orar, pois só em Deus está a consolação que não defrauda, a recompensa acima de todo o mérito aos que cumprem sua missão” (1)



(1) Missal Quotidiano e dominical e ferial -  Paulus – Lisboa - p.1215

Sagrados compromissos com o Reino (VDTCB)

                                                           

Sagrados compromissos com o Reino

Para aprofundamento da Liturgia do  5º Domingo do Tempo Comum (ano B), acolhamos um trecho da Homilia de Raniero Cantalamessa:

“Se a salvação do homem dependesse de um simples voltar atrás, para a condição paradisíaca, bastaria eliminar do mundo o suor e a dor, com tudo o que estas palavras implicam; em outros termos, bastaria a promoção humana...

Mas para o crente a salvação está ‘à frente’, não atrás. Não consiste em voltar no paraíso perdido, mas em entrar no Reino de Deus anunciado por Cristo; não é um retorno ao antigo e ao natural, mas ‘uma renovação para melhor’.

De pronto, a promoção humana assume para nós um significado totalmente diferente; é em função do Reino; é preparação evangélica, isto é, é um elevar o homem para que se torne apto para entrar no Reino de Deus (cf. Lc 9,62). Ela não pode ficar, por isso, sem a evangelização...

O esforço para a promoção humana deve ‘preparar a matéria para o Reino dos céus (Gaudium et spes n.38). A Redenção coroa assim – não anula – a criação...”

‘A obra redentora de Cristo, que por natureza visa salvar os homens, compreende também a restauração de toda a ordem temporal. Daí que a missão da Igreja consiste não só em levar aos homens a mensagem e a graça de Cristo, mas também em penetrar e atuar com o espírito do Evangelho as realidades temporais’ (Apostalicam Actuositatem n.5)”.  (1)

Algumas considerações:

- Não vivemos um saudosismo do paraíso, como algo perdido e que ficou nos primórdios da existência. Antes, este é desafio e compromisso a ser construído, com práticas mais humanas e fraternas, sobretudo quando vivermos a expressão maior do que o cristianismo nos apresenta: o amor a Deus e ao próximo (o primeiro na ordem dos preceitos, e o segundo na ordem da execução, como tão bem nos falou o Bispo e Doutor Santo Agostinho);

- A evangelização não é apenas uma promoção humana, no entanto, ela não a dispensa, pois o anúncio da Boa-Nova do Reino, pressupõe a promoção humana, o empenho para superar toda forma de dor, sofrimento, miséria, desigualdade, violência, injustiça etc.

- A evangelização engloba a existência humana, portanto, tudo que diz respeito aos homens e mulheres, diz respeito à própria Igreja, assim como suas alegrias e tristezas, angústias e esperanças, como tão bem ressaltou a “Gaudium Et Spes” (Documento do Vaticano II);

- Destaca-se, de modo especial, o protagonismo de cristãos leigos e leigas na construção de uma sociedade justa e fraterna, por seu anúncio e testemunho; animados e fortalecidos pelos que se consagram de modo pleno à vida sacerdotal (clero) e religiosas, que são motivadores, animadores destes neste árduo e desafiador testemunho no vasto e complicado mundo da economia, da política, da cultura, da economia, dos meios de comunicação e em outros âmbitos, como nos falou o Bem-aventurado Paulo VI na “Evangelli Nuntiandi” (n.70):

Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização... O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’ e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento.

Recolhidos e revigorados pela oração, continuemos, com alegria e coragem, a missão que o Senhor nos confiou, com a força do Espírito, que nos anima e nos assiste, para que o Reino de Deus se faça presente em nosso meio.


(1) O Verbo Se faz Carne – Raniero Cantalamessa - Editora Ave Maria – 2013  - pp.351-352

Como é bom ser Discípulo do Amado! (VDTCB)

                                                           

Como é bom ser Discípulo do Amado!

A Liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum (ano B) propicia a reflexão sobre qual é o sentido do sofrimento e da dor que acompanham a caminhada da humanidade, apesar de Deus possuir um Projeto de vida plena e felicidade infinita para todos.

Com a passagem da primeira Leitura (Jó 7, 1-4.6-7) refletimos sobre o sofrimento do justo, do inocente. Como explicar o sofrimento dos bons, dos justos, dos inocentes?

O sofrimento de Jó leva-nos a afirmar que fora de Deus não há nenhuma possibilidade de salvação: Deus é nossa única esperança. O grito de revolta de Jó é ao mesmo tempo a afirmação de que somente em Deus encontra-se o sentido da existência e da salvação.

Jó procura o verdadeiro rosto de Deus – “... numa busca apaixonada, emotiva, dramática, veemente, temperada pelo sofrimento, marcada pela rebeldia e, às vezes, pela revolta, Jó chega ao face a face com Deus. Descobre um Deus onipotente, desconcertante, incompreensível, que ultrapassa infinitamente as lógicas humanas; mas descobre também um Deus que ama com Amor de Pai cada uma das Suas criaturas. Jó reconhece, então, a sua pequenez e finitude, a sua incapacidade para compreender os Projetos de Deus. Reconhece que ele não pode julgar Deus, nem entendê-Lo à luz da lógica dos homens. A Jó, o homem finito e limitado, só resta uma coisa: entregar-se totalmente nas mãos desse Deus incompreensível, mas cheio de Amor, e confiar plenamente n'Ele. É isso que Jó faz, finalmente” (1).

Reflitamos:

- Como enfrentamos a dor e sofrimento em nossa vida?
- O que eles nos ensinam?

- O que aprendemos com Jó?
- Como e onde procuramos encontrar a verdadeira Face de Deus?

Com a passagem da segunda Leitura (1 Cor 9,16-19.22-23), mais uma vez contemplamos a ação evangelizadora de Paulo, feita na liberdade, fidelidade, gratuidade e obediência incondicional.

Quando alguém, como Paulo, encontra Cristo e se torna Seu discípulo não pode ficar parado, mas tem que dar testemunho, incansavelmente. Por amor a Deus e aos irmãos está sempre pronto a tudo sacrificar e até mesmo se sacrificar. 

Paulo por excelência é aquele que a Cristo encontrou, por Ele se apaixonou e daí o imperativo da evangelização que sai de sua boca, porque antes se encontra impresso na alma, nas entranhas de seu coração – “ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

Quando o Amor de Deus é absoluto em nossa vida, o tempo é uma figura que passa, as coisas têm o seu exato sentido e tamanho.

Em nossas comunidades eclesiais, na vida da Igreja, muitos problemas deixariam de existir ou tornar-se-iam menores, se nossa paixão por Jesus fosse maior. O amor é bem maior pelo qual se renuncia aos bens menores.

Aprendamos com o Apóstolo a fazer da vida um dom a Cristo, ao Reino, aos irmãos. 

Que nossos projetos pessoais sejam sempre subordinados aos Projetos divinos, e que a nossa vontade seja a de Deus, e jamais imponhamos a Deus a nossa vontade, e tão somente assim poderemos rezar com autenticidade a Oração do Pai Nosso que o Senhor nos ensinou.

Na passagem do Evangelho (Mc 1,29-39), encontramos a verdadeira preocupação de Deus a partir da atividade pastoral de Jesus, que torna o Reino uma realidade na vida das pessoas.

A ação de Jesus é para nos libertar de nossas misérias mais profundas, sejam quais forem. 

Jesus Se aproxima da sogra de Pedro, levanta-a, tomando-a pela mão, e esta, curada, põe-se a servir. 

Assim acontece quando o Senhor de nós Se aproxima, toca-nos, cura-nos, põe-nos de pé, para amar e servir. Assim é a atitude e a vida de quem crê no Ressuscitado

Reflitamos:

- Não nos falta uma verdadeira paixão por Jesus?
- Não nos falta uma paixão mais sincera, mais inflamada, mais comprometida com a Igreja e o Reino?

Oremos:

Ó Deus, concedei-nos que enraizados em Vosso Amor de Pai, 
sejamos  alegres e corajosas testemunhas do Reino. Por N.S.J.C. Amém.



Fonte de pesquisa: (1) www.Dehonianos.org/portal 

Com Deus não há fracassos (VDTCC) (continuação)

                                              


Com Deus não há fracassos 

À luz da Palavra do 5º Domingo do tempo Comum (ano C), vemos que é Deus quem nos chama para a missão que nos confia, apesar de nossos pecados e limitações.

Deste modo, em cada Celebração Eucarística se torna presente e operante a força redentora do Sacrifício de Cristo na Cruz, quando fomos redimidos e reconciliados com Deus para vivermos como irmãos e irmãs.

Contemplemos a misericórdia e ação divinas ontem, hoje e sempre, que purifica nossos lábios para anunciar e proclamar as Suas maravilhas.

Renovemos a alegria de viver a nossa vocação, fortalecidos pela confiança na Palavra, cada vez mais comprometidos com Seu Projeto do Reino.

Ergamos nossas mãos e que elas se abram para Deus louvar e adorar,
e ao irmão e irmã que precisa, solicitamente estendê-las e nos solidarizarmos.

Que nossos joelhos apenas se dobrem para adorá-Lo;
Aquele que merece toda honra, glória poder e louvor.

Assim serão nossos joelhos revigorados e fortalecidos,
Para com passos firmes e largos a caminhada de fé continuar.

Não entre a palavra tão apenas em nossos ouvidos,
Mas que ela penetre lá no mais profundo de cada um de nós.

Reflitamos:

- Qual é a nossa resposta ao chamado de Deus?
- De que modo Deus tem se revelado em minha vida pessoal e de que modo escuto e respondo ao Seu chamado?

- Nossas Celebrações têm suscitado Profetas para a participação na construção do Reino?

  - Nossa fé é envolvida pelo fogo do Amor Divino, para que sejamos purificados de nossos pecados, postos com mais ardor na missão que o Senhor nos confia?

Oremos:

Venha, Senhor, em nosso auxílio, Vosso Santo Espírito
Para nos comunicar Vossa Palavra em nossos corações.

Afaste, Senhor, de nós todo medo e cansaço,
Que avancemos continuamente para águas mais profundas.

Somente confiando em Vossa Palavra é que nossas redes 
São retiradas do mar da vida, trazendo-nos o melhor de Vós.

Fazei-nos, Senhor, intrépidos e corajosos pescadores de homens,
Vossa Palavra com ardor vivendo, anunciando e testemunhando. Amém!

Sobre a enfermidade e a cura... (VDTCB)

                                                             

Sobre a enfermidade e a cura...

Nunca se falou tanto em cura e libertação!

- Como entendê-las?
- Existem de fato?

- Não seria um sensacionalismo midiático (fora ou dentro da Igreja Católica)?

A autêntica sabedoria consiste na conciliação madura, séria, consequente entre ambas. Elas não se contrapõem, ao contrário, se harmonizadas, farão homens e mulheres mais perfeitos, felizes, plenos de vida.

A pessoa de fé jamais poderá dizer: “não preciso da ciência”. Tampouco aqueles que anseiam e mergulham no conhecimento, na decifração dos insondáveis mistérios da humanidade poderão banalizar e deixar de reconhecer a força daqueles que creem, que possuem uma verdadeira fé.

Iluminadora é a passagem do Evangelho, em que refletimos sobre a ação de Jesus curando a sogra de Pedro que estava febril,  e também fazendo curas e expulsando demônios, à porta da casa do mesmo (Mc 1, 29-39).

Como compreender o que somente a fé pode alcançar, e a ciência não consegue explicar?

Aliás, nem seria o papel da ciência, e tão pouco pensar numa oposição entre a fé e a ciência e vice-versa, porque, de fato, completam-se mutuamente.

É preciso que sejamos, em tempos de pós-modernidade, pessoas de verdadeira fé, purificada e solidificada com sede profunda do conhecimento, procurando a perfeita sintonia da fé e da razão, para que construamos um mundo mais belo e feliz, mais humano, justo, pacífico e fraterno.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG